É incrível como as pessoas se sentem atingidas quando desafiadas a crescer!
Tive a experiência de ver duas colegas copiando, literalmente, na minha frente, um texto (cujo autor nem citaram) de um livro de biologia para uma justificativa de projeto.
Como me considero muito carola, não pude aceitar, questionei. Elas não gostaram, tentaram me ignorar... é claro que eu sabendo que não era posssível manter aquela situação, fui atras dos meus amados teóricos e escrevi uma justificativa plena em autoria.
Isso gerou um baita conflito. Elas ficaram bravas, alegaram que eu me metia no trabalho delas e que se não fosse do meu jeito, não era bom.
Agora, vou pensar alto:
sim, eu me meto!
Mas assim, quero participar e compreender o que se faz.
Sim, gosto do meu jeito, mas aceito a opinião dos outros, agrego e as vezes dispenso o que pensei por ser convencida que o outro tem algo melhor para aquela situação.
Foi alegado que uso palavras difíceis, termos diferentes, conceitos pós-modernos... mas ops, se somos educadores, precisamos estudar sempre.
As palavras novas, diferentes nos fazem repensar e fazer diferente.
O desacomodar gera muito conflito interno. Uma pessoa que você precisa acompanhar o raciocínio mas não tem base pra isso, te faz estar inseguro.
Compreendo toda a pressão, mas não aceito plágio.
Copiar é, para mim, a falta de escrupulos. Está no mesmo patamar que roubo! É uma maneira podre de fazer um trabalho limpo e sem pensar.
Mais uma vez, estou sem a parceria que tanto desejo. Acho, que neste mundo, parceria quer dizer cumplicidade, e ser cúmplice de tramóias, não me serve.
É bem difícil assumir o papel de denúncia. Todos sabem que se eu não participo, é porque algo de estranho acontece.
Na época da copa, só minha turma veio em peso ter aula e assistir os jogos. Claro que vieram pra cima de mim e perguntaram se as outras professoras haviam feito alguma coisa pra terem, cada uma, a média de 4 alunos por turma.
Passei por boca aberta, mas depois, foram falar comigo - as colegas - pra induzir ao menor número possível de alunos para que elas não fossem prejudicadas!
Esses corporativismos que não concordo. Nenhum deles gerou algum benefício àqueles aos quais nos colocamos a disposição de educar!
Talves eu seja uma idealista.
Talves eu seja uma carola.
Talves eu tenha sonhos muito altos.
Talves eu seja uma pessoa que tenha fé onde mais ninguém tem.
Talves realmente precise mudar pra me adaptar a esse mundo.
Mas no fundo, antes só do que estar com pessoas falsas.
Pessoas falsas, mentem até pra si mesmas.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Light
NADA DE EXCESSOS
vai comer...
coma como um periquito.
vai beber...
beba como um gato.
vai dançar...
dance como um peixe.
vai cantar...
que seja como um pássaro.
vai sair, que jamais seja como um pavão.
vai falar, que não seja como uma arara.
vai sorrir, que não seja, nunca, como um cavalo.
vai caminhar, seja elegante como uma gazela e não como uma porca!
vai fazer algum escândalo...
bem...
que seja memorável, porque de grandes fracassos... já bastam o do governo e o ENEM!
Precisamos ser light!
Ter sabor e com menos teor de gordura e açúcares...
Pegar leve pra não machucar o próprio pulso, arranhar a garganta e perder a lucidez de tudo.
Fácil, não!
Possível, acho que sim.
Mas minha proposta de regime para 2011 é de ser mais leve.
Contar com que os outros podem dar e não nutrir expectativas conforme minhas idealizações.
Não podemos desperdiçar uma existência com tão pouco!
Ser light, será meu desafio - quem sabe, não emagressa?
vai comer...
coma como um periquito.
vai beber...
beba como um gato.
vai dançar...
dance como um peixe.
vai cantar...
que seja como um pássaro.
vai sair, que jamais seja como um pavão.
vai falar, que não seja como uma arara.
vai sorrir, que não seja, nunca, como um cavalo.
vai caminhar, seja elegante como uma gazela e não como uma porca!
vai fazer algum escândalo...
bem...
que seja memorável, porque de grandes fracassos... já bastam o do governo e o ENEM!
Precisamos ser light!
Ter sabor e com menos teor de gordura e açúcares...
Pegar leve pra não machucar o próprio pulso, arranhar a garganta e perder a lucidez de tudo.
Fácil, não!
Possível, acho que sim.
Mas minha proposta de regime para 2011 é de ser mais leve.
Contar com que os outros podem dar e não nutrir expectativas conforme minhas idealizações.
Não podemos desperdiçar uma existência com tão pouco!
Ser light, será meu desafio - quem sabe, não emagressa?
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Da autoria a submissão
Mais uma vez, eu de codinome Bastet, consegui pecar pela minha paixão:
Fui trabalhar na esperança que todos meus colegas de trabalho haviam estudado e preparado-se para iniciar o planejamento de 2011.
Cheguei com livros, cahteada por não ter encontrado o livro que lera, Ecopedagogia. Mas, enfim, eu já tinha boa parte do discurso planetário em mente. Havia lido o texto sagrado, estudado Morin, Ética, Leonardo Boff, Paulo Freire, Carta da Terra e Toda a Campanha da Fraternidade (lido e escutado o Hino e Oração da Campanha). Levei minhas anotações...
No momento de construção, um circulo de pessoas anacéfalas olhando-se... De repente, vem a frase: e aí, o que tu nos diz?
Ah, isso era perfeito, se eu tivesse um ego que amaria ser aplaudido. Retornei a frase, o que vamos discutir? O que vamso pensar?
Pra encurtar a ladaínha, Escrevi quase sozinha e entreguei junto com uma colega que fez o favor de passar a limpo, uma vez que, quando penso, minha letra é quase ilegível.
Ficou legal, mas seria melhor se as pessoas tivessem ido como o combinado: preparadas.
Sou uma fã das autorias de pensamento, e para isso, devemos nutrir nosso intelecto com informações e reflexões profundas para buscarmos alternativas e planejar com qualidade. Percebi que de toda a platéia, eu mais alguns poucos conseguiram se engajar, a grande maioria, apenas fez número.
OK!
Então, fui pra casa de minha mãe, precisava confeccionar um presente para minha amiga secreta, que ama coisas feitas, artesanais. Tinha em mente uma bolsa, já sabia exatamente o que fazer...
Como minha mãe tem uns quarenta anos de costura, nada melhor que estar com uma pessoa experiente.
Enfim, para encurtar a tristeza da situação:
apresentei a minha ideia, ela fez cara de "credo, que horror!"
Perguntei, como fazer. Ela se deslumbrou e mostrou uma ideia com fuxicos de cetim. Não gostei, queria a inicial do nome de minha colega. Ela fez um desenho todo diferente, mostrei o que pensava, ela mais uma vez não gostou.
Inventou umas flores, que pra preservar minha dignidade, inventei de costurar - CLARO, ficou horrível! Ela conseguiu provar que eu não sabia, que havia feito perder tempo, desorganizei sua sala e não me resolvia o que queria. Depois de gritar, ficar brava comigo... Cedi. Pronto, vai ser como ela quer.
A coisa mais interessante é que enquanto eu luto pela autonomia dos meus alunos e espero essa postura de meus colegas menos a vejo na prática.
Minah mãe não sabe ceder, eu preciso fazer suas vontades por ela ser a dona do campinho...
Ela não ensina a pescar para que tenhamos automia, nos ensinou para que ela não precisasse se incomodar com isso. Existe uma disputa entre eu e ela com a criatividade: Não posso ser diferente ou melhor em algo que ela também seja.
Submissão é pior coisa que um ser humano pode viver.
Submissão é deixar sua mente ser captada pelo desejo do outro, é não capacitar-se a mostrar e lutar pelos seus desejos.
Quando trabalho pra ela, tudo bem, só sigo ordens. Quando quero trabalhar com ela e aprender dela, ela não consegue.
Depois, não sabem porque sou anti-social. Tenho um puta medo de ter que me submeter a alguém.
Não quero viver de trocas. Quero viver e conviver com uma pessoa que me respeite em minhas estranhesas e que da mesma forma possa ser respeitada por mim nas delas.
Só sei, que acordei fértil de ideias, dormi abortada nelas...
Fui trabalhar na esperança que todos meus colegas de trabalho haviam estudado e preparado-se para iniciar o planejamento de 2011.
Cheguei com livros, cahteada por não ter encontrado o livro que lera, Ecopedagogia. Mas, enfim, eu já tinha boa parte do discurso planetário em mente. Havia lido o texto sagrado, estudado Morin, Ética, Leonardo Boff, Paulo Freire, Carta da Terra e Toda a Campanha da Fraternidade (lido e escutado o Hino e Oração da Campanha). Levei minhas anotações...
No momento de construção, um circulo de pessoas anacéfalas olhando-se... De repente, vem a frase: e aí, o que tu nos diz?
Ah, isso era perfeito, se eu tivesse um ego que amaria ser aplaudido. Retornei a frase, o que vamos discutir? O que vamso pensar?
Pra encurtar a ladaínha, Escrevi quase sozinha e entreguei junto com uma colega que fez o favor de passar a limpo, uma vez que, quando penso, minha letra é quase ilegível.
Ficou legal, mas seria melhor se as pessoas tivessem ido como o combinado: preparadas.
Sou uma fã das autorias de pensamento, e para isso, devemos nutrir nosso intelecto com informações e reflexões profundas para buscarmos alternativas e planejar com qualidade. Percebi que de toda a platéia, eu mais alguns poucos conseguiram se engajar, a grande maioria, apenas fez número.
OK!
Então, fui pra casa de minha mãe, precisava confeccionar um presente para minha amiga secreta, que ama coisas feitas, artesanais. Tinha em mente uma bolsa, já sabia exatamente o que fazer...
Como minha mãe tem uns quarenta anos de costura, nada melhor que estar com uma pessoa experiente.
Enfim, para encurtar a tristeza da situação:
apresentei a minha ideia, ela fez cara de "credo, que horror!"
Perguntei, como fazer. Ela se deslumbrou e mostrou uma ideia com fuxicos de cetim. Não gostei, queria a inicial do nome de minha colega. Ela fez um desenho todo diferente, mostrei o que pensava, ela mais uma vez não gostou.
Inventou umas flores, que pra preservar minha dignidade, inventei de costurar - CLARO, ficou horrível! Ela conseguiu provar que eu não sabia, que havia feito perder tempo, desorganizei sua sala e não me resolvia o que queria. Depois de gritar, ficar brava comigo... Cedi. Pronto, vai ser como ela quer.
A coisa mais interessante é que enquanto eu luto pela autonomia dos meus alunos e espero essa postura de meus colegas menos a vejo na prática.
Minah mãe não sabe ceder, eu preciso fazer suas vontades por ela ser a dona do campinho...
Ela não ensina a pescar para que tenhamos automia, nos ensinou para que ela não precisasse se incomodar com isso. Existe uma disputa entre eu e ela com a criatividade: Não posso ser diferente ou melhor em algo que ela também seja.
Submissão é pior coisa que um ser humano pode viver.
Submissão é deixar sua mente ser captada pelo desejo do outro, é não capacitar-se a mostrar e lutar pelos seus desejos.
Quando trabalho pra ela, tudo bem, só sigo ordens. Quando quero trabalhar com ela e aprender dela, ela não consegue.
Depois, não sabem porque sou anti-social. Tenho um puta medo de ter que me submeter a alguém.
Não quero viver de trocas. Quero viver e conviver com uma pessoa que me respeite em minhas estranhesas e que da mesma forma possa ser respeitada por mim nas delas.
Só sei, que acordei fértil de ideias, dormi abortada nelas...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Soneca
Ele estava sobre as cobertas. Não bem uma coberta, apenas uma manta, fina. Estava como veio ao mundo; olhando fixamente para mim.
Depois de uma noite agitada, quente e tendo que acordar bem cedo para dar conta das responsabilidades... Eu o vejo. Lindo sobre a minha cama. Pronnto para continuar um sono que chamo de "invejoso".
Sua beleza, a cor, a textura de sua pele, seus olhos e olhares... tudo me convida pra reornar a cama.
Levanto, tomo café, troco de roupa, pego meus trabalhos... mas lembro dele, na minha cama... Nem café da manhã ele teve coragem de pedir...
Volto pro quarto e lá está ele, parece que seu sono, me convida: vem!
Passo a mão por seu corpo e ele geme... Como pode ser tão lindo?
Eu não resisto e volto pra cama...
Ele começa a ronronar, eu acabo por dormir mais um pouco.
Meu gato é assim, manda em mimm!
Não sei dos outros, mas ver um gato dormir é um convite irresistível para somar-lhe em companhia.
Depois de uma noite agitada, quente e tendo que acordar bem cedo para dar conta das responsabilidades... Eu o vejo. Lindo sobre a minha cama. Pronnto para continuar um sono que chamo de "invejoso".
Sua beleza, a cor, a textura de sua pele, seus olhos e olhares... tudo me convida pra reornar a cama.
Levanto, tomo café, troco de roupa, pego meus trabalhos... mas lembro dele, na minha cama... Nem café da manhã ele teve coragem de pedir...
Volto pro quarto e lá está ele, parece que seu sono, me convida: vem!
Passo a mão por seu corpo e ele geme... Como pode ser tão lindo?
Eu não resisto e volto pra cama...
Ele começa a ronronar, eu acabo por dormir mais um pouco.
Meu gato é assim, manda em mimm!
Não sei dos outros, mas ver um gato dormir é um convite irresistível para somar-lhe em companhia.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Fraternidade e vida no Planeta
Neste sábado foi abordado os assuntos de antropologia, filosofia e biologia. Para podermos iniciar a reflexão da Campanha da Fraternidade, cujo o lema é "a criação geme em dores de parto".
Só o lema já dá arrepios. Uma dor de parto é, uma das piores dores sentidas pelo seres viventes. Existe a necessidade de duas forças para alcançar o objetivo de parir: a contração e a dilatação. Para poder sair o que tem dentro é necessário espaço e para efetivavente concluir a ação, precisa ser expulso o que há dentro, por isso a contração muscular. A grande coisa nisso tudo é que começa um desconforto, depois se acelera e ampliam-se as dores, até chegar num ponto quase de loucura - não é atoa que tem tanta gente numa sala de parto!
Enfim, os gemidos dessas dores, nosso mundo já vem clamando a muito tempo. Os sistemas lineares de produção e consumo, estão gerando um problema sério, uma grande ferida, o CO2. Com ela, vem a gangrena, pútrefa gangrena que acaba com a vida.
Venho lendo a mais de uma década as teorias sustentáveis, educação sustentável, carta da terra, ética da vida... E ainda vejo pouco resultado. Nós educadores, fazemos todo um movimento de cuidado, separação, reciclagem. As crianças chegam em casa, querem separar o lixo, são expulsas da cozinha pela mãe e empregada por estarem atrapalhando. Nossas crianças aprendem, os pais desmandam. Se as crianças são o futuro, lamento, mas ou os pais melhoram, ou terão que perder o poder sobre eles, uma vez que já sabemos o quanto nosso planeta sofre.
As práticas sociais só podem dar certo quando há um compromisso moral entre os indivíduos. Tal compromisso vem de uma palavra pequena e pouco compreendida pela maioria: FÉ. Sim, a crença no projeto que se escolheu, a certeza de caminhar em prol de um objetivo comum e compactuar para atingir as metas. Ora fazemos isso o tempo todo, no banco, em casa, na vida, no trabalho... Talves façamos mais como um contrato, possivelmente, ainda temos a dificuldade de COOPERAR mais que simplesmente fazer a sua parte.
A cooperação é uma atitudide, uma habilidade dos bandos para sobrevivência. O ser humano, poderia ser o a espécie de maior cooperação, mas resulta que suas formas de pensamento, frente aos dilemas de "viver bem" e ter uma "vida boa" é que, de certa forma simplista, o deixa na indecisão do bem maior da humanidade (o qual ele não tem noção de tamanho; que o conceito de globalização é apenas discurso e não conhecimento; que passado e futuro não são inteligíveis como tempo e espaço de vida/existência responsável para com as demais), e o bem maior da minha curta e infeliz existência nesse planeta.
Para se viver bem, poucas e simples coisas precisamos. Para se ter uma vida boa, nos tempos atuais, precisamos, incessantemente, trabalhar, para trocar por bens, que em menos de 6 meses iremos trocá-los por melhores e mais caros e portanto trabalhar mais, ficarmos estressados, tomarmos remédios que nos darão menos resistência física, certa modalidade de´dependência e por fim, uma vida menor em termos de tempo.
Catastrófico, não. Real.
Em verdade, é bem pior que isso tudo.
Esperança... eu tenho!
Creio que podemos sim, não em apenas um ano, inebriados pela CF 2011 mudar drasticamente o planeta. Mas podemos sim, frente as possíveis reflexões, mudar o modo de pensar e termos atitudes mais coerentes com nossa Ethos.
Tenho minhas convicções. Tenho minhas bandeiras. Sofro por ver o ser humano desperdiçando a vida (sua e das demais) por apenas momentos. Se os momentos fossem tão significantes como se faz o consumir, o adquirir bens, onde está o ser em tudo isso?
O ser depende de ética e compromissos morais.
O ter, apenas necessita de objetividade, formas de conquista ($).
O ser é preciso cultivar diariamente, cair e levantar, reconhecer fraquezas, fortalecer-se nos valores.
O ter, basta comprar, tem na loja.
Não tenho a visão que não posso ter meu carro, minha casa... mas preciso ter algo tão grande e dispendioso para mostrar minha conquista para o mundo, ou devo ser feliz na diplomacia de conviver com os demais de forma simples e sustentável?
Acho que o equilíbrio foi rompido a muito tempo. É preciso ter, mas não se pode sacrificar, para isso, o ser!
Só o lema já dá arrepios. Uma dor de parto é, uma das piores dores sentidas pelo seres viventes. Existe a necessidade de duas forças para alcançar o objetivo de parir: a contração e a dilatação. Para poder sair o que tem dentro é necessário espaço e para efetivavente concluir a ação, precisa ser expulso o que há dentro, por isso a contração muscular. A grande coisa nisso tudo é que começa um desconforto, depois se acelera e ampliam-se as dores, até chegar num ponto quase de loucura - não é atoa que tem tanta gente numa sala de parto!
Enfim, os gemidos dessas dores, nosso mundo já vem clamando a muito tempo. Os sistemas lineares de produção e consumo, estão gerando um problema sério, uma grande ferida, o CO2. Com ela, vem a gangrena, pútrefa gangrena que acaba com a vida.
Venho lendo a mais de uma década as teorias sustentáveis, educação sustentável, carta da terra, ética da vida... E ainda vejo pouco resultado. Nós educadores, fazemos todo um movimento de cuidado, separação, reciclagem. As crianças chegam em casa, querem separar o lixo, são expulsas da cozinha pela mãe e empregada por estarem atrapalhando. Nossas crianças aprendem, os pais desmandam. Se as crianças são o futuro, lamento, mas ou os pais melhoram, ou terão que perder o poder sobre eles, uma vez que já sabemos o quanto nosso planeta sofre.
As práticas sociais só podem dar certo quando há um compromisso moral entre os indivíduos. Tal compromisso vem de uma palavra pequena e pouco compreendida pela maioria: FÉ. Sim, a crença no projeto que se escolheu, a certeza de caminhar em prol de um objetivo comum e compactuar para atingir as metas. Ora fazemos isso o tempo todo, no banco, em casa, na vida, no trabalho... Talves façamos mais como um contrato, possivelmente, ainda temos a dificuldade de COOPERAR mais que simplesmente fazer a sua parte.
A cooperação é uma atitudide, uma habilidade dos bandos para sobrevivência. O ser humano, poderia ser o a espécie de maior cooperação, mas resulta que suas formas de pensamento, frente aos dilemas de "viver bem" e ter uma "vida boa" é que, de certa forma simplista, o deixa na indecisão do bem maior da humanidade (o qual ele não tem noção de tamanho; que o conceito de globalização é apenas discurso e não conhecimento; que passado e futuro não são inteligíveis como tempo e espaço de vida/existência responsável para com as demais), e o bem maior da minha curta e infeliz existência nesse planeta.
Para se viver bem, poucas e simples coisas precisamos. Para se ter uma vida boa, nos tempos atuais, precisamos, incessantemente, trabalhar, para trocar por bens, que em menos de 6 meses iremos trocá-los por melhores e mais caros e portanto trabalhar mais, ficarmos estressados, tomarmos remédios que nos darão menos resistência física, certa modalidade de´dependência e por fim, uma vida menor em termos de tempo.
Catastrófico, não. Real.
Em verdade, é bem pior que isso tudo.
Esperança... eu tenho!
Creio que podemos sim, não em apenas um ano, inebriados pela CF 2011 mudar drasticamente o planeta. Mas podemos sim, frente as possíveis reflexões, mudar o modo de pensar e termos atitudes mais coerentes com nossa Ethos.
Tenho minhas convicções. Tenho minhas bandeiras. Sofro por ver o ser humano desperdiçando a vida (sua e das demais) por apenas momentos. Se os momentos fossem tão significantes como se faz o consumir, o adquirir bens, onde está o ser em tudo isso?
O ser depende de ética e compromissos morais.
O ter, apenas necessita de objetividade, formas de conquista ($).
O ser é preciso cultivar diariamente, cair e levantar, reconhecer fraquezas, fortalecer-se nos valores.
O ter, basta comprar, tem na loja.
Não tenho a visão que não posso ter meu carro, minha casa... mas preciso ter algo tão grande e dispendioso para mostrar minha conquista para o mundo, ou devo ser feliz na diplomacia de conviver com os demais de forma simples e sustentável?
Acho que o equilíbrio foi rompido a muito tempo. É preciso ter, mas não se pode sacrificar, para isso, o ser!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Preocupações
Ontem fui ao Praia de Belas - puxa, eu gosto de lá mesmo! Todo mundo quer o Barra, eu, ainda teimo em pagar as contas, comprar e jantar lá... - Então, depois de uma bem difícil, ao qual foi antecedido por um completo dia de horror e tentativas de puxada de tapete em conselho de classe... Estava eu, indo trocar uma roupa na Renner...
Vestia um All Star e roupas largas, afinal, eu precisava, e muito, de conforto. Comecei a observar as mulheres, não que me chamem a atenção na maioria das vezes, contudo... quanta mulher magra!!! Odeio mulheres magras! Elas devem se alimentar de sol e vento!!! Só pode!!! não as vejo comendo nada, nem um sorvetinho (será que esperam sorvete de alface?). Bem, além de quase mal vestida... com no mínimo 5 kg a mais, cara de cansaço... comecei a ficar com mau humor.
Fiquei preocupada com o biquini! Puts, do que vai, terei que comprar um maiô e uma burca, afinal, antes passar por religiosa do que ser atacada por mulheres pró-beleza perfeita na praia, ou o pessoal do "mude meu look"...
Bem, acabei encontrando uma blusa bem bonita... (depois é que descobri que era linha para grávida! Credo, tô assumindo minha obesidade, porém, gravidez, dura 9 meses, e a meu peso está acima fazem 12 meses...) A intenção era de ir pra casa de minha mãe, comer de sua comida, conversar com meu pai e irmão e depois ir pra casa. Era... Recebi a ligação da minha mãe cominicando que chegaria depois das 20h 30min, que eu deveria ir "adiantando a janta". Tá!
Fui pra parada, pegar um lotação, pois ônibus e correr o risco de ir em pé o percurso de 20 minutos depois dos dias que tive... não!
"vai comendo assim como está que logo, logo tu bate carreira com ela!"
"Come doce no sábado, ao invéz de continuar no regime, vai ficar gorda que nem ela!"
Parrei e disse pra mim mesma: "mas pera lá! Não vou me vestir tão mal, né, nem ter cabelo assim!!!"
Mas a resposta veio, perversamente em minha cabeça:
"Que adianta ter calça Channel se tu não entra nela? Tu vai comer tanto que mal vai ter dinheiro pra comprar qualquer roupa boa, vai ter que se contentar com promoções da Voluntários da Pátria, comprar nas Lojas do Aldo e nem vai perceber que está assim. Será feliz por poder comer teu rocambole de chocolate!!!"
Ai, graças, chegou a Lotação.
Tentei pensar em outras coisas...
Cheguei na casa de minha mãe, conversei com meu pai, ri com meu irmão... Conversamos sobre anti-socialismo (o qual nos encaixamos...), dei dicas pra ele... (de como comprovar que ser antissocial faz bem: diga que está meditando, está a poucos passos de igualar-se a Zaratustra - cooisa que poucos ou raros entenderão - então, prove que está por cima...)
Tive que fazer a janta, minha mãe chegou, elogiou o jantar e comemos até terminar tudo: concluí que, embora tivesse comido muita salada, comi demais todo o resto.
Minha preocupação se foi...
Ficou a ocupação em comer tudo aquilo e, o óbvio ficou claro: não tem jeito de eu emagresser e meu futuro caminhava pelo Praia de Belas!!!!
Vestia um All Star e roupas largas, afinal, eu precisava, e muito, de conforto. Comecei a observar as mulheres, não que me chamem a atenção na maioria das vezes, contudo... quanta mulher magra!!! Odeio mulheres magras! Elas devem se alimentar de sol e vento!!! Só pode!!! não as vejo comendo nada, nem um sorvetinho (será que esperam sorvete de alface?). Bem, além de quase mal vestida... com no mínimo 5 kg a mais, cara de cansaço... comecei a ficar com mau humor.
Fiquei preocupada com o biquini! Puts, do que vai, terei que comprar um maiô e uma burca, afinal, antes passar por religiosa do que ser atacada por mulheres pró-beleza perfeita na praia, ou o pessoal do "mude meu look"...
Bem, acabei encontrando uma blusa bem bonita... (depois é que descobri que era linha para grávida! Credo, tô assumindo minha obesidade, porém, gravidez, dura 9 meses, e a meu peso está acima fazem 12 meses...) A intenção era de ir pra casa de minha mãe, comer de sua comida, conversar com meu pai e irmão e depois ir pra casa. Era... Recebi a ligação da minha mãe cominicando que chegaria depois das 20h 30min, que eu deveria ir "adiantando a janta". Tá!
Fui pra parada, pegar um lotação, pois ônibus e correr o risco de ir em pé o percurso de 20 minutos depois dos dias que tive... não!
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Estava eu na parada, quase emburrada - minha psicóloga diz que isso é querer sepre ser a filhinha! - e sai do ônibus Praia de Belas algo estranho: era o quadro da dor com a moldura da desgraça! Uma mulher gorda com aquelas calças colantes que torneavam suas plenas camadas liposas, com a estampa (sim, ela nos agraciou com estampas!) de manchado em preto e marrom. Para combinar, usava uma blusa, também manchada, menor em comprimento do que poderia, mostrando, claro as partes que sobravam e eclodiam da calça justa de elastano. Seu cabelo era longo e emoldurava um rosto quase abobado, sendo esse cabelo bem seboso em cores de borgonha e preto.
Depois de apreciar todo aquele montante, suspirei: "e eu preocupada com 5 kg!!!"
Sou idiota!!!!
"Come doce no sábado, ao invéz de continuar no regime, vai ficar gorda que nem ela!"
Parrei e disse pra mim mesma: "mas pera lá! Não vou me vestir tão mal, né, nem ter cabelo assim!!!"
Mas a resposta veio, perversamente em minha cabeça:
"Que adianta ter calça Channel se tu não entra nela? Tu vai comer tanto que mal vai ter dinheiro pra comprar qualquer roupa boa, vai ter que se contentar com promoções da Voluntários da Pátria, comprar nas Lojas do Aldo e nem vai perceber que está assim. Será feliz por poder comer teu rocambole de chocolate!!!"
Ai, graças, chegou a Lotação.
Tentei pensar em outras coisas...
Cheguei na casa de minha mãe, conversei com meu pai, ri com meu irmão... Conversamos sobre anti-socialismo (o qual nos encaixamos...), dei dicas pra ele... (de como comprovar que ser antissocial faz bem: diga que está meditando, está a poucos passos de igualar-se a Zaratustra - cooisa que poucos ou raros entenderão - então, prove que está por cima...)
Tive que fazer a janta, minha mãe chegou, elogiou o jantar e comemos até terminar tudo: concluí que, embora tivesse comido muita salada, comi demais todo o resto.
Minha preocupação se foi...
Ficou a ocupação em comer tudo aquilo e, o óbvio ficou claro: não tem jeito de eu emagresser e meu futuro caminhava pelo Praia de Belas!!!!
domingo, 28 de novembro de 2010
Ressaca
Acabo de acordar...
dor de cabeça, a luz incomoda, estômago embrulhado e parece que comi uma vassoura...
Em 2008, numa festa no BALI HAI, tomei todas... voltei pra casa podre, meu irmão estava comigo e não me deixou casar com argentinos. E eu que hablava tão bem espanhol depois de tanto álcool...
Onten, pra amenizar o estress, me reuní com amigos, fomos em vários lugares e nada deles se decidirem, no final fomos pra "água doce", comida mineira, uma delícia, mas pera lá, tavam com pouco dinheiro. Queria comer e eles só queriam petiscos... comecei a não gostar muito, mas sabe como é, a gente tem que ceder.
Pedi uma bebida, rica em vodka e morango, nem posso lembrar, me dá náseas... bebi tudo e vinha muito. Então, já estávamos comendo bolinhos de carne de sol (e eu sonhando com um filé que eles tem empanado, com molho e muito queijo...), acabou os bolinhos.
Eu, já tomada pelo álcool nempercebi que pediram bolinho de bacalhau - odeio bacalhau! - quando comi o primeiro e último também, o qual coloquei muita pimenta - a essa altura minhas papilas gustativas já estavam anestesiadas com a vodka... - pedi outra bebida, também morando e vodka, mas agora com sorvete.
Pra concluir minha dor de cabeça, imagine... paguei a conta toda!
Se tivesse tirado a roupa, estaria sofrendo menos!!!
Não comi meu filé, comi bacaçlhau que não gosto, não terei tempo até quarta para ver o meu amado Harry e ainda gastei o que não comi!!!
Ok, só 30 reais foram com minhas bebidas... mas que parceria!!!
Amigo assim, tô fora... disseram que na próxima é por conta deles... sei disso, tenho uma colega que me deve duas cervejas a mais de um ano!!!
Dor de cabeça, ressaca horrorosa... vou colocar minhas cintas de cilício, tormar remédios, escurecer a casa e dormir até as 14h.
Adeus mundo cruel!!!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Stressada, eu?
Estou a uma semana trabalhando veementemente em cima dos trabalhos dos alunos, montando planilhas, resolvendo casos de Bullying, entrevistas com famílias, caso de repetência, notas, correções, pulso firme e educado com as ferinhas que não querem mais ser da 4ª série e ir de vez pra etapa seguinte. Quando digo pra mim mesma: agora vou dormir... acordo ao longo da noite, culpada por estar descansando ao invés de estar é trabalhando. O corpo dói, a cabeça, não há comida que me agrade, companhia adequada... e a droga do Harry Potter que foi lançado justo quando não tinha grana pra ele, agora tenho dinheiro e não tenho tempo!!!
Hoje, fui almoçar com um amigo, marcamos uma quadra pra futebol com churrasqueira, afinal, depois do dia 1º poderei me dar ao luxo de praticar qualquer coisa por uma hora. Então, depois de eu já ter mandado tudo por um torpedo, ter ligado e explicado 2 vezes o lugar, o preço, o desconto, o horário... no almoço ele vem e diz, tá, me explica como vai ser.
Ai! Ai!!!!!!!!
Comecei a falar como chegar, as ruas paralelas e ele: ai, tu não tem o endereço direitinho, por que assim, não tô entendo como é e como chegar... Puts, quando vi, tava falando tri alto, e dizendo que já havia explicado, inclusive que ia e-mail e bilhetinho pro povo!!!
O meu querido amigo, inventou de dizer: eu vou pedir uma água, acho que tu não tá bem!
Então disse que sair dali, iria porta fora... não poderia suportar aquilo!!!
Então vem a palavra: Estressada.
Poxa... eu tinha que almoçar com ele para sair e comprar uma roupa de aniversário, ir trabalhar na escola, trazer pra casa uma caixa-arquivo com todos os trabalhos, digitar o restante dos pareceres e passar o restante do final de semana corrigindo e pontuando trabalhos incompletos... Elaborar o conselho de classe, marcar manicure, cabelo - afinal, ninguém pode me ver horrorosa no conselho de classe... vou até de salto alto (sempre com dor de barriga, mas salto alto!!!).
Estressada eu?
por trabalhar em rede privada de ensino, todo final de ano sai professor e como é que vou me sustentar...
Estressada? Por ter contas pra pagar do pós e ainda ter que pensar e como serão as coisas no ano de 2011 que terei que pagar aluguel ou morar num pombal e meu gato ficar preso 24 horas???
Mas porque eu estaria estressada?
Meu regime não deu certo, a ansiedade me venceu, comi absurdos de doces no final de semana passada...
Minha mãe tá me dando gelo pelo fato de eu não poder ajudá-la nas loucuras que ela inventa de trabalhos de final de ano...
Que motivos teria eu pra estar estresssada?
realmente... eu não sei.
Se, por acaso alguém souber, manda um e-mail, sinal de fumaça... porque EU NÃO SEI PORQUE DIZEM QUE TÔESTRESSADA, POXA!!!!!!
Estou a uma semana trabalhando veementemente em cima dos trabalhos dos alunos, montando planilhas, resolvendo casos de Bullying, entrevistas com famílias, caso de repetência, notas, correções, pulso firme e educado com as ferinhas que não querem mais ser da 4ª série e ir de vez pra etapa seguinte. Quando digo pra mim mesma: agora vou dormir... acordo ao longo da noite, culpada por estar descansando ao invés de estar é trabalhando. O corpo dói, a cabeça, não há comida que me agrade, companhia adequada... e a droga do Harry Potter que foi lançado justo quando não tinha grana pra ele, agora tenho dinheiro e não tenho tempo!!!
Hoje, fui almoçar com um amigo, marcamos uma quadra pra futebol com churrasqueira, afinal, depois do dia 1º poderei me dar ao luxo de praticar qualquer coisa por uma hora. Então, depois de eu já ter mandado tudo por um torpedo, ter ligado e explicado 2 vezes o lugar, o preço, o desconto, o horário... no almoço ele vem e diz, tá, me explica como vai ser.
Ai! Ai!!!!!!!!
Comecei a falar como chegar, as ruas paralelas e ele: ai, tu não tem o endereço direitinho, por que assim, não tô entendo como é e como chegar... Puts, quando vi, tava falando tri alto, e dizendo que já havia explicado, inclusive que ia e-mail e bilhetinho pro povo!!!
O meu querido amigo, inventou de dizer: eu vou pedir uma água, acho que tu não tá bem!
Então disse que sair dali, iria porta fora... não poderia suportar aquilo!!!
Então vem a palavra: Estressada.
Poxa... eu tinha que almoçar com ele para sair e comprar uma roupa de aniversário, ir trabalhar na escola, trazer pra casa uma caixa-arquivo com todos os trabalhos, digitar o restante dos pareceres e passar o restante do final de semana corrigindo e pontuando trabalhos incompletos... Elaborar o conselho de classe, marcar manicure, cabelo - afinal, ninguém pode me ver horrorosa no conselho de classe... vou até de salto alto (sempre com dor de barriga, mas salto alto!!!).
Estressada eu?
por trabalhar em rede privada de ensino, todo final de ano sai professor e como é que vou me sustentar...
Estressada? Por ter contas pra pagar do pós e ainda ter que pensar e como serão as coisas no ano de 2011 que terei que pagar aluguel ou morar num pombal e meu gato ficar preso 24 horas???
Mas porque eu estaria estressada?
Meu regime não deu certo, a ansiedade me venceu, comi absurdos de doces no final de semana passada...
Minha mãe tá me dando gelo pelo fato de eu não poder ajudá-la nas loucuras que ela inventa de trabalhos de final de ano...
Que motivos teria eu pra estar estresssada?
realmente... eu não sei.
Se, por acaso alguém souber, manda um e-mail, sinal de fumaça... porque EU NÃO SEI PORQUE DIZEM QUE TÔESTRESSADA, POXA!!!!!!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Pulo
Ela desconfiou de tudo.
Como uma gata, observou os passos. Ainda, escaldada pelas dores, temia a aproximação.
O desejava, mas fazer parte de sua vida parecia uma bênção a qual não tinha méritos.
ela recuou e lambeu suas patas, mais uma noite que quase, quase, deu seu pulo...
Como uma gata, observou os passos. Ainda, escaldada pelas dores, temia a aproximação.
O desejava, mas fazer parte de sua vida parecia uma bênção a qual não tinha méritos.
ela recuou e lambeu suas patas, mais uma noite que quase, quase, deu seu pulo...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Carteira de motorista
Acho que cada final de ano eu consigo algo extraordinário: me meter em encrencas!!!
Agora é a carteira de motorista, parte 2! Sim, há 11anos atrás eu fiz, mas rodei na pratica e como fiquei com trauma do instrutor e de ter rodado... jamais retornei.
Agora, com um carro chegando em janeiro... preciso ter a carteira.
Dá um medão!!!
Já pensou, eu, entendeu, eu com uma máquina por aí, rodando a 40km por hora!!! Eu nem consigo correr nessa velocidade sonhando!!! Eu acho que não nasci pra coisa, mas há de se enfrrentar essa loucura.
Isso me dá mais facilidade em trabalhar mais tempo!!! E acho que isso me motiva muito!!! Afinal, sou uma viciada em trabalho e internet.
Enfim, agora é fazer o depósito de mais de R$ 400,00. Fazer as aulas teóricas e provas. Depois, então é que vem a fatia maior do bolo, as aulas práticas!!! E a prova prática.
Tô pensando em ir de mini saia, uma roupa de funkeira, um decote no umbigo e mascando chicletes, será que eu passo???
Ao menos, posso passar por muita coisa, agora, passar no teste... sei lá...
Claro, tudo uma grande piada, pra ajudar a minimizar o impacto de me imaginar dirigindo!!!
Enfim, não precisarei só coragem, acho que precisarei de muita reza!!!
Agora é a carteira de motorista, parte 2! Sim, há 11anos atrás eu fiz, mas rodei na pratica e como fiquei com trauma do instrutor e de ter rodado... jamais retornei.
Agora, com um carro chegando em janeiro... preciso ter a carteira.
Dá um medão!!!
Já pensou, eu, entendeu, eu com uma máquina por aí, rodando a 40km por hora!!! Eu nem consigo correr nessa velocidade sonhando!!! Eu acho que não nasci pra coisa, mas há de se enfrrentar essa loucura.
Isso me dá mais facilidade em trabalhar mais tempo!!! E acho que isso me motiva muito!!! Afinal, sou uma viciada em trabalho e internet.
Enfim, agora é fazer o depósito de mais de R$ 400,00. Fazer as aulas teóricas e provas. Depois, então é que vem a fatia maior do bolo, as aulas práticas!!! E a prova prática.
Tô pensando em ir de mini saia, uma roupa de funkeira, um decote no umbigo e mascando chicletes, será que eu passo???
Ao menos, posso passar por muita coisa, agora, passar no teste... sei lá...
Claro, tudo uma grande piada, pra ajudar a minimizar o impacto de me imaginar dirigindo!!!
Enfim, não precisarei só coragem, acho que precisarei de muita reza!!!
domingo, 14 de novembro de 2010
Desejos
O ser humano é movido por seus desejos.
Cada um tem desejos diferentes.
Cada ser humano tem uma intensidade em seus quereres...
Os desejos vem de nosso mais profundo inconsciente, ultrapassando as barreiras do nosso amado ego e enfrentando o Superego. Tá e daí???
Bem, a verdade é que por mais bela que seja sua ação de altruísmo, ainda assim, perpassa um desejo escondido.
Assisti alguns filmes nesse sábado, um deles, sobre Chico Xavier. Oh, sim, eu assisti na Sky. Até chorei. Mas não pela história em si e nem irei comentar qualquer coisa sobre toda a história. Mas o desejo de fazer algo diferente, de ajudar os outros. Chico, na história, apresenta o desejo de fazer a diferença com os demais.
Chorei pelo fato de que tantas vezes quero fazer algo para tornar a vida de pessoas que amo melhores, mas aí me deparo com elas mesmas puxando o tapete.
Meu desejo, é o de servir de auxílio para as pessoas, as quais onsidero minhas irmãs. Não consigo compreender como alguém pode ter conhecimento e não usá-lo para facilitar ou amenizar a dor dos outros.
Não quero ser assim.
Quero poder, cada dia mais ser, ao menos um ombro, uma escuta. Auxiliar no desenvolvimento das pessoas e tornar suas vidas melhores.
Faço o convite. Não faço milagres. Apresento minhas mãos ao trabalho, não a casa pronta.
Entre o que ofereço e o que os outros idealizam de pleno há um abismo que nos separa.
Entre meus sentimentos de união e a caminhada a ser feita, bem, há muito esforço por parte dos envolvidos e muitas vezes temo caminhar sozinha.
Tenho muitos desejos, mas eles por si só não edificam nada.
Minha oração hoje é poder dicernir o quando poderei ajudar, o quando poderei calar e o momento certo de agir ou não. Acima de tudo, respeitar a decisão do outro e não frustrar-me ou entristecer-me pelas decisões tomadas. Desejo a maturidade de tolerar as espectativas!!!
Cada um tem desejos diferentes.
Cada ser humano tem uma intensidade em seus quereres...
Os desejos vem de nosso mais profundo inconsciente, ultrapassando as barreiras do nosso amado ego e enfrentando o Superego. Tá e daí???
Bem, a verdade é que por mais bela que seja sua ação de altruísmo, ainda assim, perpassa um desejo escondido.
Assisti alguns filmes nesse sábado, um deles, sobre Chico Xavier. Oh, sim, eu assisti na Sky. Até chorei. Mas não pela história em si e nem irei comentar qualquer coisa sobre toda a história. Mas o desejo de fazer algo diferente, de ajudar os outros. Chico, na história, apresenta o desejo de fazer a diferença com os demais.
Chorei pelo fato de que tantas vezes quero fazer algo para tornar a vida de pessoas que amo melhores, mas aí me deparo com elas mesmas puxando o tapete.
Meu desejo, é o de servir de auxílio para as pessoas, as quais onsidero minhas irmãs. Não consigo compreender como alguém pode ter conhecimento e não usá-lo para facilitar ou amenizar a dor dos outros.
Não quero ser assim.
Quero poder, cada dia mais ser, ao menos um ombro, uma escuta. Auxiliar no desenvolvimento das pessoas e tornar suas vidas melhores.
Faço o convite. Não faço milagres. Apresento minhas mãos ao trabalho, não a casa pronta.
Entre o que ofereço e o que os outros idealizam de pleno há um abismo que nos separa.
Entre meus sentimentos de união e a caminhada a ser feita, bem, há muito esforço por parte dos envolvidos e muitas vezes temo caminhar sozinha.
Tenho muitos desejos, mas eles por si só não edificam nada.
Minha oração hoje é poder dicernir o quando poderei ajudar, o quando poderei calar e o momento certo de agir ou não. Acima de tudo, respeitar a decisão do outro e não frustrar-me ou entristecer-me pelas decisões tomadas. Desejo a maturidade de tolerar as espectativas!!!
sábado, 13 de novembro de 2010
Pensamentos, lembranças e baboseiras...
Desde cedo foi preciso decidir
Desde que lembrava de sua infância, parecia ser acoada pela realidade: apanhava de todo mundo, até de crianças mais novas, depois, acabava, levando umas biabas por não haver se defendido.
Um dia tudo mudou: ela encarou, cada um deles, em momentos de pura razão e nada de emoção. Encurralou e bateu como o "Fanático" de X-man 3.
Acabou com aquela fama de boazinha pela primeira vez.
Aos 12 anos, com tanta coisas que sua família fazia, optou por deixar a fama de filha querida e transformou-se em algo muito distante dessa pessoa.
Perdeu-se no mundo. Vagou. Destroiu sonhos e se desiludiu com sua família. Aprendeu a desconfiar de qualquer migalha, embora, sentisse saudades dos abraços, da cama quente e lençóis limpos. Nessa época, qualquer lugar poderia ser travesseiro e colchão.
Refugiou-se no alcool, nas péssimas amizades. Largou os estudos e foi trabalhar. Tudo para manter-se longe de sua família estranha. Tentou ter amizades, foi traída por elas. Tentou gostar de algum rapaz, um deles mentiu, outro foi viajar para outro país. Ficou só de novo.
Quando parecia que aos 18 anos teria perdido tudo, na escuridão de sua vida, nas trevas de seus sentimentos... avistou um anjo. Parecia que seria salva de toda a sua miséria de humanidade.
Tudo que um dia acreditara, viu se concretizar ali, em sua frente: uma beleza de alma, uma pureza de falar... Ela fez tudo que podia para ficar com ele.
Hoje, já se despediram. Seu anjo, agora voa por outros lugares.
A própria alma se alimenta desse sublime tempo. Um passado que não deixa partir.
Hoje, há uma melancolia em seu olhar, um balanço em seu andar - talves tentando embalar seus sonhos? - um rosto marcado pelo amor e saudades...
A pergunta que se faz é: quando. Quando será que irá ser fechado o buraco em seu peito? Quando será que poderá ouvir seu coração bater novamente?
Há muitos quandos em sua vida.
Há muita esperança em viver novamente.
Até agora só vislumbra um futuro. Já perdeu tantos que amava. Não pode estar e resolver nada em suas vidas. A desgraça da vida é não poder estar por perto sempre.
A concretude de seus sonhos não depende mais só de sua força, depende de algo que reluta: o destino.
Se existe algo maior ou melhor, não sabe, mas parece que o termo destino consola melhor que qualquer outro conceito.
Desde que lembrava de sua infância, parecia ser acoada pela realidade: apanhava de todo mundo, até de crianças mais novas, depois, acabava, levando umas biabas por não haver se defendido.
Um dia tudo mudou: ela encarou, cada um deles, em momentos de pura razão e nada de emoção. Encurralou e bateu como o "Fanático" de X-man 3.
Acabou com aquela fama de boazinha pela primeira vez.
Aos 12 anos, com tanta coisas que sua família fazia, optou por deixar a fama de filha querida e transformou-se em algo muito distante dessa pessoa.
Perdeu-se no mundo. Vagou. Destroiu sonhos e se desiludiu com sua família. Aprendeu a desconfiar de qualquer migalha, embora, sentisse saudades dos abraços, da cama quente e lençóis limpos. Nessa época, qualquer lugar poderia ser travesseiro e colchão.
Refugiou-se no alcool, nas péssimas amizades. Largou os estudos e foi trabalhar. Tudo para manter-se longe de sua família estranha. Tentou ter amizades, foi traída por elas. Tentou gostar de algum rapaz, um deles mentiu, outro foi viajar para outro país. Ficou só de novo.
Quando parecia que aos 18 anos teria perdido tudo, na escuridão de sua vida, nas trevas de seus sentimentos... avistou um anjo. Parecia que seria salva de toda a sua miséria de humanidade.
Tudo que um dia acreditara, viu se concretizar ali, em sua frente: uma beleza de alma, uma pureza de falar... Ela fez tudo que podia para ficar com ele.
Hoje, já se despediram. Seu anjo, agora voa por outros lugares.
A própria alma se alimenta desse sublime tempo. Um passado que não deixa partir.
Hoje, há uma melancolia em seu olhar, um balanço em seu andar - talves tentando embalar seus sonhos? - um rosto marcado pelo amor e saudades...
A pergunta que se faz é: quando. Quando será que irá ser fechado o buraco em seu peito? Quando será que poderá ouvir seu coração bater novamente?
Há muitos quandos em sua vida.
Há muita esperança em viver novamente.
Até agora só vislumbra um futuro. Já perdeu tantos que amava. Não pode estar e resolver nada em suas vidas. A desgraça da vida é não poder estar por perto sempre.
A concretude de seus sonhos não depende mais só de sua força, depende de algo que reluta: o destino.
Se existe algo maior ou melhor, não sabe, mas parece que o termo destino consola melhor que qualquer outro conceito.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Hum... verdade?
Hoje, eu, na minha terapia semanal, nada feliz com ela, amaldiçoando cada vértebra da psicóloga... cheguei atrasada, esperando que ela dissesse algo. Ela não disse.
Puxa, ela queria me contar sobre o livro que leu - será que terei desconto? - bem, ela comentou sobre o verdadeiro self que Freud fala... disse que me viu nele.
Legal. pensei, agora já posso ir, tô dispensada disso tudo?
Clllllllaaaaroooooo que não.
Fomos para os assuntos, onde ela me fez algumas perguntas, e eu nem lembro mais o que ela queria.
Sempre falo a verdade. Sempre procuro colocar o que penso e na intensidade de cada coisa. Ela concorda que sou muito solitária, que não permito ser amada.
Ótimo, não precisava pagar pra descobrir isso, fala sério.
Hoje, pela manhã, 7 horas, saí pra caminhar. Assassinei várias pessoas no meu caminho - óbvio, dentro da minha cabeça! - aí, voltei pra casa sem fôlego, morta. Deitei e dormi por 2 horas, me atrasei pra fazer tudo e cheguei atrasada na consulta.
Disse pra ela que não queria estar lá, que achava que ela defendia determinadas coisas por conta dela e que tem assuntos que não adianta falar, não depende de mim. Ai, ela quer milagres...
Diz que minha capacidade de empatia conquista a maioria das pessoas. OK!!! Mas já pensou se eu quero que o outro pense? As vezes o cara tem que sofrere pra saber que perdeu, sabe, sentir falta de ti. As vezes, se dar conta que você poderia ter investido nele, mas que de certa forma desistiu, por ele não conseguir se desacomodar...
Não quero mais mudar o mundo, nem abraçar ele com as pernas!
Quero seguir meu rumo e deu!!!
Se fosse com quem gostaria, não me importaria de ler mais gibis, jogar games e tomar fanta.
A mais pura verdade é que ele não quer, como posso viver imaginando fatos? Viver de plenitude é morte, viver o real é triste, mas os pés estão no chão.
Puxa, ela queria me contar sobre o livro que leu - será que terei desconto? - bem, ela comentou sobre o verdadeiro self que Freud fala... disse que me viu nele.
Legal. pensei, agora já posso ir, tô dispensada disso tudo?
Clllllllaaaaroooooo que não.
Fomos para os assuntos, onde ela me fez algumas perguntas, e eu nem lembro mais o que ela queria.
Sempre falo a verdade. Sempre procuro colocar o que penso e na intensidade de cada coisa. Ela concorda que sou muito solitária, que não permito ser amada.
Ótimo, não precisava pagar pra descobrir isso, fala sério.
Hoje, pela manhã, 7 horas, saí pra caminhar. Assassinei várias pessoas no meu caminho - óbvio, dentro da minha cabeça! - aí, voltei pra casa sem fôlego, morta. Deitei e dormi por 2 horas, me atrasei pra fazer tudo e cheguei atrasada na consulta.
Disse pra ela que não queria estar lá, que achava que ela defendia determinadas coisas por conta dela e que tem assuntos que não adianta falar, não depende de mim. Ai, ela quer milagres...
Diz que minha capacidade de empatia conquista a maioria das pessoas. OK!!! Mas já pensou se eu quero que o outro pense? As vezes o cara tem que sofrere pra saber que perdeu, sabe, sentir falta de ti. As vezes, se dar conta que você poderia ter investido nele, mas que de certa forma desistiu, por ele não conseguir se desacomodar...
Não quero mais mudar o mundo, nem abraçar ele com as pernas!
Quero seguir meu rumo e deu!!!
Se fosse com quem gostaria, não me importaria de ler mais gibis, jogar games e tomar fanta.
A mais pura verdade é que ele não quer, como posso viver imaginando fatos? Viver de plenitude é morte, viver o real é triste, mas os pés estão no chão.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Tentações ou tentativas... sei lá
Em minhas caminhadas pelas ruas de Porto Alegre, topei com ninguém menos que um ex-namorado. Sim, ele me reconheceu, eu não. Ele levou a conversa o tempo todo, na infrutífera tentativa de me fazer lembrar de "nós". Até que vem a frase: tu me deletou da tua vida, eu melembro de tudo e tu não!
Puts. Aquilo doeu em mim, que dirá no rapaz - tá ele era um rapaz quando namoramos, hoje, um homem -. Ok, eu deletei mesmo e nem fiz lá muito esforço para lembrar. Mas de uma coisa, foi certa: fui muito especial pra ele e ele tentava encontrar isso da minha parte. Com palavras doces, tentei consolá-lo: te guardei no profundo da minha memória e como tudo foi um belo sonho, não pude tocá-lo por ter que viver a realidade.
Puxa vida, ficou bonito e trágico. Mas foi o melhor que pude fazer. Ele foi embora, um pouco melhor. Segui minha caminhada. Abri um e-mail que dizia que eu teria que ver melhor ao meu redor e me "sintonizar". Bah, se aquele cara era o que eu tinha que sintonizar, já era...
Enfim, minhas tentações estão me levando pra um rumo muito solitário. As declarações de amor, as ideias de vida a dois, as pessoas me elogiando eu simplesmente não acredito.
Não creio ter sido tão importante pra ele. Eu guardada na sua memória? Cara, ele sabe de coisas que fiz que eu nem imaginava ter feito - nada de terrivel ou imperdoável -, aquele "tu não te lembra, mesmo?" ainda me assombra.
Entre Tentações e tentativas... acho que nenhuma eu estou conseguindo ter sucesso.
O medo de quebrar a cara tá sendo muito maior. Ok, se eu tivesse meus 17 anos de novo eu faria!!! E até contaria pros meus netos - disso eu não me esqueceria, hehe -, mas hoje, com praticamente 32 anos, puxa... acho que não dá!!!
As tentações ficam pro campo do ideal.
Acho que tô esperando cair um meteóro com o nome do principe encantado, que ele saia de lá com uma capa vermelha e com um S no peito, tendo uma tatuagem com meu nome completo e assinalado vou te amar para todo o sempre.
Aí, só aí, quem sabe, eu me ligue no óbvio!!!
Puts. Aquilo doeu em mim, que dirá no rapaz - tá ele era um rapaz quando namoramos, hoje, um homem -. Ok, eu deletei mesmo e nem fiz lá muito esforço para lembrar. Mas de uma coisa, foi certa: fui muito especial pra ele e ele tentava encontrar isso da minha parte. Com palavras doces, tentei consolá-lo: te guardei no profundo da minha memória e como tudo foi um belo sonho, não pude tocá-lo por ter que viver a realidade.
Puxa vida, ficou bonito e trágico. Mas foi o melhor que pude fazer. Ele foi embora, um pouco melhor. Segui minha caminhada. Abri um e-mail que dizia que eu teria que ver melhor ao meu redor e me "sintonizar". Bah, se aquele cara era o que eu tinha que sintonizar, já era...
Enfim, minhas tentações estão me levando pra um rumo muito solitário. As declarações de amor, as ideias de vida a dois, as pessoas me elogiando eu simplesmente não acredito.
Não creio ter sido tão importante pra ele. Eu guardada na sua memória? Cara, ele sabe de coisas que fiz que eu nem imaginava ter feito - nada de terrivel ou imperdoável -, aquele "tu não te lembra, mesmo?" ainda me assombra.
Entre Tentações e tentativas... acho que nenhuma eu estou conseguindo ter sucesso.
O medo de quebrar a cara tá sendo muito maior. Ok, se eu tivesse meus 17 anos de novo eu faria!!! E até contaria pros meus netos - disso eu não me esqueceria, hehe -, mas hoje, com praticamente 32 anos, puxa... acho que não dá!!!
As tentações ficam pro campo do ideal.
Acho que tô esperando cair um meteóro com o nome do principe encantado, que ele saia de lá com uma capa vermelha e com um S no peito, tendo uma tatuagem com meu nome completo e assinalado vou te amar para todo o sempre.
Aí, só aí, quem sabe, eu me ligue no óbvio!!!
sábado, 30 de outubro de 2010
Mediação
Mediação é mediar uma ação, mediar é intervir, facilitar.
Minha tarefa neste mês, além de mediar as ações de meus alunos no processo de luto da série que estão para a vindoura, tenho que elaborar meus lutos com os vínculos construídos neste período. Isso, em si, até não é difícil.
O que complica é a família. Sempre tive uma ideia de plenitude onde todos fossem harmonicamente felizes uns com os outros. Descobri que isso é impossível. Investi em arrumar a zona, descobri que é impossível também. Então, lamento muito, mas desisti. Deixei a vida correr.
Mas como a vida adora dar voltas e te pegar com as calças na mão... cá estou eu, mediando relações frustadas por um passado mal resolvido que dá corporeidade aos mais inusitados resultados!
Cá estou eu, não como vítima, mas como mais um dos personagens convocados ao teatro. Não é facil estar no palco, mas observar da platéia fica ainda mais intolerante as picuínhas das pessoas e sua interpretação de cada um dos fatos.
A parte mais complicada é, aceitar o argumento de cada um, olhar profundamente na viceral dor e encontrar muito egoísmo boiando! Além do egocentrismo de cada um, o que interfere demais na meleca toda, que além do mau cheiro é grudenta... temos o rancor para dar um toque especial.
O ser humano dolorido por suas dores, pode, além de não perdoar a si e aos outros, construir um muro, onde apenas escuta sua voz e seus ecos, discutindo com eles e não permitindo que ninguém mais entre em sua fortaleza de loucura.
Mediar, numa situação assim, sem dúvida, é preciso ter bala na agulha - seja pra ti, ou pra outros! -, uma vez que, permanecer sob o ponto de vista global, ortougando-se a ciência do bem e do mal entre estes, despresando qualquer um de seus próprios argumentos em defesa de seu ego... é bem complicado!!!
Minha mãe não tem paciência com minha vó, sua mãe. Eu, tenho que ter paciência com as duas. O que minha mãe mais reclama da minha vó, ela o fez comigo, mas em contextos diferentes e jura para todo mundo que é o avesso da própria mãe. Quando digo a ela que somos mais parecidas que do que ela aceita é causa de briga, logo, deixa-se assim, fico calada!
Mas agora, que a coisa passou dos limites, que é preciso fazer uma grande intervenção, cabe a mim, ser a cabeça fria.
As vezes me dá uma vontade de voltar a ser a menina que mal sabia das coisas em casa, com 5 anos, eu não compreendia o mundo e o que via era fantasia.
Não posso mais voltar lá, é casa do passado.
Meu presente me solicita uma adultez, uma postura equilibrada e pontualmente coerente - tanto com a dor dessas mulheres, como as minhas, que não é momento por ter a situação clara: só se resolve na vida quem quer.
Não podemos obrigar as pessoas a mudarem, a entenderem o que se passa conosco. Podemos convidar a escutar, mas compreender, cabe a cada um e ainda assim, dependerá da maturidade e abertura de compreensão.
Sei que meu papel é ser mais coerente que as duas. "Com grandes poderes, grandes responsabilidades" - estudei para usar, não apenas para julgar, etiquetar e mandar pro estoque.
Sempre quis entender tudo, hoje, o pouco que entendo as vezes me perturba!
Mas temos que seguir em frente e cada dia guarda o seu próprio mal - pra quê antecipar?
Minha tarefa neste mês, além de mediar as ações de meus alunos no processo de luto da série que estão para a vindoura, tenho que elaborar meus lutos com os vínculos construídos neste período. Isso, em si, até não é difícil.
O que complica é a família. Sempre tive uma ideia de plenitude onde todos fossem harmonicamente felizes uns com os outros. Descobri que isso é impossível. Investi em arrumar a zona, descobri que é impossível também. Então, lamento muito, mas desisti. Deixei a vida correr.
Mas como a vida adora dar voltas e te pegar com as calças na mão... cá estou eu, mediando relações frustadas por um passado mal resolvido que dá corporeidade aos mais inusitados resultados!
Cá estou eu, não como vítima, mas como mais um dos personagens convocados ao teatro. Não é facil estar no palco, mas observar da platéia fica ainda mais intolerante as picuínhas das pessoas e sua interpretação de cada um dos fatos.
A parte mais complicada é, aceitar o argumento de cada um, olhar profundamente na viceral dor e encontrar muito egoísmo boiando! Além do egocentrismo de cada um, o que interfere demais na meleca toda, que além do mau cheiro é grudenta... temos o rancor para dar um toque especial.
O ser humano dolorido por suas dores, pode, além de não perdoar a si e aos outros, construir um muro, onde apenas escuta sua voz e seus ecos, discutindo com eles e não permitindo que ninguém mais entre em sua fortaleza de loucura.
Mediar, numa situação assim, sem dúvida, é preciso ter bala na agulha - seja pra ti, ou pra outros! -, uma vez que, permanecer sob o ponto de vista global, ortougando-se a ciência do bem e do mal entre estes, despresando qualquer um de seus próprios argumentos em defesa de seu ego... é bem complicado!!!
Minha mãe não tem paciência com minha vó, sua mãe. Eu, tenho que ter paciência com as duas. O que minha mãe mais reclama da minha vó, ela o fez comigo, mas em contextos diferentes e jura para todo mundo que é o avesso da própria mãe. Quando digo a ela que somos mais parecidas que do que ela aceita é causa de briga, logo, deixa-se assim, fico calada!
Mas agora, que a coisa passou dos limites, que é preciso fazer uma grande intervenção, cabe a mim, ser a cabeça fria.
As vezes me dá uma vontade de voltar a ser a menina que mal sabia das coisas em casa, com 5 anos, eu não compreendia o mundo e o que via era fantasia.
Não posso mais voltar lá, é casa do passado.
Meu presente me solicita uma adultez, uma postura equilibrada e pontualmente coerente - tanto com a dor dessas mulheres, como as minhas, que não é momento por ter a situação clara: só se resolve na vida quem quer.
Não podemos obrigar as pessoas a mudarem, a entenderem o que se passa conosco. Podemos convidar a escutar, mas compreender, cabe a cada um e ainda assim, dependerá da maturidade e abertura de compreensão.
Sei que meu papel é ser mais coerente que as duas. "Com grandes poderes, grandes responsabilidades" - estudei para usar, não apenas para julgar, etiquetar e mandar pro estoque.
Sempre quis entender tudo, hoje, o pouco que entendo as vezes me perturba!
Mas temos que seguir em frente e cada dia guarda o seu próprio mal - pra quê antecipar?
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Tempo para fazer...
Hoje, em uma semana de trabalhos voltados para os pimpolhos... fiz uma oficina com alunos de 3º e 4º anos na escola que leciono.
Fiz uma atividade que desafiava a paciência: carimbar com digitais e formar paisagens, desenhos. Parece babaca, mas tenta fazer em casa!!!
Nem eu sabia que seria tão desafiador para algumas almas viventes!! Claro sempre tem o cara que termina primeiro e geralmente é o quadro da dor com a moldura da desgraça. Tem o queridinho que faz tudo ao contrário e tu tem que ficar olhando para que ele, já com 9 anos, não coma a tinta ou convença alguém a fazê-lo!!!
Mas, ah, sempre existem os iluminados! Olho para cima do quadro e está a figura da Mãe de Jesus, e ora suplico por tolerância, ora agradeço por aqueles que fazem valer a pena toda a bagunça.
Ontem fui ao shopping, reencontrei uma amiga que a 7 anos não via! foi legal. Ela nesse tempo conseguiu casar e ter três filhos!!! O que será de mim, com tantas pessoas botando filhos no mundo.Mas ao que me pareceu, todos ainda podiam ser bem manipulados pelos pais.
Coisa que não aconteceu quando entrei no Renner, no Nacional e demais lojas onde via as mães, quase psicóticas, falndo de um jeito estranho, balbuciando ofenças aos seus rebentos e em seguida sorrindo aos demais transeuntes da loja. Uma delas prometeu entregar o filho pro segurança. Eu me pergunto o que o segurança fez pra receber aquilo de presente???
Sim, eu queria, um repelente para crianças, ao menos quando quero comprar roupas, comer e me divertir.
Crianças são ótimas, dormindo, na piscina (rasa de aproximadamente 2.000 litros), ou sobre meu comando na sala de aula - sabe, lugares de espaço limitado. No shopping, sempre são as ferinhas, que fofas, se não fossem seus dentes e a sua voracidade em destruir e gritar.
Meu irmão era um peste, agora cresceu. Tá ficando cada dia pior. Ao menos minha mãe raramente saia com ele. Agora, menos ainda!
Sair com meu irmão é prova de entrada na Tropa de Elite, afinal, cada frase dele me parece o tenente gritando: "pede pra sair"!!!!
Ele é um rapaz de mais de 1,90. Magro demais, com cara de mau humorado e todo o resto também. Fui numa festa, nos barraram, primeiro, acharam que ele estava drogado, depois, outras pessoas perguntaram se ele vendia drogas - deve ser por que eu estava com ele e ainda havia levado uma conhecida - como alguém como ele podia estar com duas mulheres ao mesmo tempo???
Enfim, pelo que conheço da vida de meu irmão, ele sempre foi um cara irriquieto, mexia em tudo e destruia o resto, não haviam palavras que o deixasse calmo e obediente - nem promessas de surras ou de presentes!!!
Vendo esse exemplar da raça humana, deseducado, impróprio para o convívio humano... e me dar conta que vejo demais aliens miniaturas com mães com menos firmeza que minha mãe ou eu... tá na cara que professor para esses, precisarão de muita terapia e calmante!!!
Voltando ao trabalho com pintura, bem, dá pra ver esses irriquietos, terminam logo pra ter tempo de infernizar os demais. Não concluem com qualidade, não conhecem dedicação, persistencia ou aprimoramento. E sabe que possíveis causas? Uma mãe que dá tudo, até a empregada para ele bater, urrar, humilhar. Se quebrou quando estava bravo, se dá outro. Ele quer, eu compro. A professora pega no pé. "Eu não aguento mais, ele chora pra fazer o tema e faço por ele..." Meu filho fala palavrões por aprender com os colegas, claro, eu falo em casa, mas depois peço desculpas!
Já ouvi muitos despropérios.
Hoje, um desses anjos, terminou antes. Não fez nem perto da proposta. Então, simpaticamente disse que ele poderia aprimorar, colocar mais elementos. A praguinha afirmou que não faria mais pois tinha terminado!
Seus colegas delataram-no, afirmaram que era assim no 3º ano com a professora. disse a ele que estava muito acelerado, que precisava relaxar e criar. Fez cara feia e recusou-se a fazer a tarefa.
Então, olhei bem e disse: reza pra eu não ser tua professora ano que vem, pois ou te desacelero ou tu cai fora. Faz, e faz bem feito.
Claro, ele fez umas coisinhas, mais pra ter o que fazer do que aprimorar o trabalho. Se fez com medo já é processo!!!
As crianças de hoje em dia não sabem o que é perder, ter medo de perder. Elas têm pânico, mas o medo saudável que gera o respeito, não! E aí, que encontramos os exemplares destituídos de humanidade pelos corredores e lojas do shopping. Dizem que nos shoppings temos mais segurança, olha, ão sei não, com uns piás desses, não me sinto segura, ao menos não com suas mães por perto.
Mas, creio que sempre há tempo para fazer a diferença. Se essas criaturinhas humanas na espécie forem educadas, poderão ser humanas de fato. As mães e pais de hoje em dia, atrapalham o desenvolvimento natural de humanidade dos seus pimpolhos, desumanizam com uma educação desenfreada, autoritária, histérica e centrada no próprio umbigo.
Difícil o meu papel de educadora, dar limites aos ilimitados e ainda ouvir as bobagens dos responsáveis achando que eles são gênios. Gosto de dizer que em nossa escola só temos pessoas inteligentes. Mas que uma mente que não é educada para a humanizar-se, usará sua inteligência para a destruição. Simpaticamente provo que "Joãozinho" pode ser um gênio, mas sem limites, não haverá o que se aproveitar dele!!! Claro, com palavras bem colocadas e no amor que tenho pelo processo de grandeza possível ao "Joãozinho", desde que haja: isso, aquilo, e ainda aquele outro movimento da parte dos pais. Geralmente funciona!
As vezes leva o tempo de um ano todo, mas nenhum sai igual entrou em minha aula!!!
Fiz uma atividade que desafiava a paciência: carimbar com digitais e formar paisagens, desenhos. Parece babaca, mas tenta fazer em casa!!!
Nem eu sabia que seria tão desafiador para algumas almas viventes!! Claro sempre tem o cara que termina primeiro e geralmente é o quadro da dor com a moldura da desgraça. Tem o queridinho que faz tudo ao contrário e tu tem que ficar olhando para que ele, já com 9 anos, não coma a tinta ou convença alguém a fazê-lo!!!
Mas, ah, sempre existem os iluminados! Olho para cima do quadro e está a figura da Mãe de Jesus, e ora suplico por tolerância, ora agradeço por aqueles que fazem valer a pena toda a bagunça.
Ontem fui ao shopping, reencontrei uma amiga que a 7 anos não via! foi legal. Ela nesse tempo conseguiu casar e ter três filhos!!! O que será de mim, com tantas pessoas botando filhos no mundo.Mas ao que me pareceu, todos ainda podiam ser bem manipulados pelos pais.
Coisa que não aconteceu quando entrei no Renner, no Nacional e demais lojas onde via as mães, quase psicóticas, falndo de um jeito estranho, balbuciando ofenças aos seus rebentos e em seguida sorrindo aos demais transeuntes da loja. Uma delas prometeu entregar o filho pro segurança. Eu me pergunto o que o segurança fez pra receber aquilo de presente???
Sim, eu queria, um repelente para crianças, ao menos quando quero comprar roupas, comer e me divertir.
Crianças são ótimas, dormindo, na piscina (rasa de aproximadamente 2.000 litros), ou sobre meu comando na sala de aula - sabe, lugares de espaço limitado. No shopping, sempre são as ferinhas, que fofas, se não fossem seus dentes e a sua voracidade em destruir e gritar.
Meu irmão era um peste, agora cresceu. Tá ficando cada dia pior. Ao menos minha mãe raramente saia com ele. Agora, menos ainda!
Sair com meu irmão é prova de entrada na Tropa de Elite, afinal, cada frase dele me parece o tenente gritando: "pede pra sair"!!!!
Ele é um rapaz de mais de 1,90. Magro demais, com cara de mau humorado e todo o resto também. Fui numa festa, nos barraram, primeiro, acharam que ele estava drogado, depois, outras pessoas perguntaram se ele vendia drogas - deve ser por que eu estava com ele e ainda havia levado uma conhecida - como alguém como ele podia estar com duas mulheres ao mesmo tempo???
Enfim, pelo que conheço da vida de meu irmão, ele sempre foi um cara irriquieto, mexia em tudo e destruia o resto, não haviam palavras que o deixasse calmo e obediente - nem promessas de surras ou de presentes!!!
Vendo esse exemplar da raça humana, deseducado, impróprio para o convívio humano... e me dar conta que vejo demais aliens miniaturas com mães com menos firmeza que minha mãe ou eu... tá na cara que professor para esses, precisarão de muita terapia e calmante!!!
Voltando ao trabalho com pintura, bem, dá pra ver esses irriquietos, terminam logo pra ter tempo de infernizar os demais. Não concluem com qualidade, não conhecem dedicação, persistencia ou aprimoramento. E sabe que possíveis causas? Uma mãe que dá tudo, até a empregada para ele bater, urrar, humilhar. Se quebrou quando estava bravo, se dá outro. Ele quer, eu compro. A professora pega no pé. "Eu não aguento mais, ele chora pra fazer o tema e faço por ele..." Meu filho fala palavrões por aprender com os colegas, claro, eu falo em casa, mas depois peço desculpas!
Já ouvi muitos despropérios.
Hoje, um desses anjos, terminou antes. Não fez nem perto da proposta. Então, simpaticamente disse que ele poderia aprimorar, colocar mais elementos. A praguinha afirmou que não faria mais pois tinha terminado!
Seus colegas delataram-no, afirmaram que era assim no 3º ano com a professora. disse a ele que estava muito acelerado, que precisava relaxar e criar. Fez cara feia e recusou-se a fazer a tarefa.
Então, olhei bem e disse: reza pra eu não ser tua professora ano que vem, pois ou te desacelero ou tu cai fora. Faz, e faz bem feito.
Claro, ele fez umas coisinhas, mais pra ter o que fazer do que aprimorar o trabalho. Se fez com medo já é processo!!!
As crianças de hoje em dia não sabem o que é perder, ter medo de perder. Elas têm pânico, mas o medo saudável que gera o respeito, não! E aí, que encontramos os exemplares destituídos de humanidade pelos corredores e lojas do shopping. Dizem que nos shoppings temos mais segurança, olha, ão sei não, com uns piás desses, não me sinto segura, ao menos não com suas mães por perto.
Mas, creio que sempre há tempo para fazer a diferença. Se essas criaturinhas humanas na espécie forem educadas, poderão ser humanas de fato. As mães e pais de hoje em dia, atrapalham o desenvolvimento natural de humanidade dos seus pimpolhos, desumanizam com uma educação desenfreada, autoritária, histérica e centrada no próprio umbigo.
Difícil o meu papel de educadora, dar limites aos ilimitados e ainda ouvir as bobagens dos responsáveis achando que eles são gênios. Gosto de dizer que em nossa escola só temos pessoas inteligentes. Mas que uma mente que não é educada para a humanizar-se, usará sua inteligência para a destruição. Simpaticamente provo que "Joãozinho" pode ser um gênio, mas sem limites, não haverá o que se aproveitar dele!!! Claro, com palavras bem colocadas e no amor que tenho pelo processo de grandeza possível ao "Joãozinho", desde que haja: isso, aquilo, e ainda aquele outro movimento da parte dos pais. Geralmente funciona!
As vezes leva o tempo de um ano todo, mas nenhum sai igual entrou em minha aula!!!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A verdade
Ensino médio, cidade, Porto Alegre, país: Brasil. Mais uma das tantas metrópolis do mundo.
Jovens estudavam, melhor, iam as aulas. Ela entrou na sala e ele finalmente a percebeu.
No início do semestre ele a odiara, falante, impetuosa e até, digamos, presunçosa com seus conhecimentos. Pra ela, ela era arrogante.
Pra ela, ele estava no último lugar de sua lista organizada de critérios a cumprir para ser novo namorado.
Mas os critérios acabaram sendo suficientes. Ela tornou-se atraente quando tirou as roupas do time e vestiu-se como mulher, de fato.
Começaram a namorar, mais por ela ter dado em cima dele do que uma investida da parte dele.
Ela amava outra pessoa.
Ele não sabia.
Ela disse que gostava dele, ele disse que a amava.
Um dia ela retribuiu. "Sim, eu te amo"
Mas ninguém sabia o que realmente se passava na cabeça dela, uma mulher de cunho prático, ousado e destemido. Sim, ela estava cedendo. Mas, e sempre há um redondo MAS, ela colocou estratégias, caso um dia fosse interrogada: "você afirmou ou não que amava aquele homem?", "E se afirma tal coisa, como pode deixá-lo?". Enfim, ela conseguiu dizer:
"Sim eu te amo." Ele, perguntou quanto, ela imediatamente, com sua malígna mente, responde com uma delicadeza fora do normal... quem sabe até meiga...
"Eu te amo de tal forma que te daria meu rim!"
Parecia bobagem pra quem ouvia, pareceu a melhor declaração de amor para o rapaz.
Para ela, nada parecia, era de fato, uma estratégia: ela era doadora de órgãos, daria sim um rim se ele precisasse e se verdadeiramente pudesse recebê-lo. A situação é que seus tipos sanguineos eram diferentes, logo, jamais, poderia doar o seu rim.
Ela afirmou amá-lo. Mas, em sua mente, como já foi revelado, uma mente malígna, sabia que existiam muitas formas de amar um homem.
Ela o amava como se ama um amigo.
O seu amor maior foi guardado, como preciosidade. O homem ao qual verdadeiramente dara seu coração, a mandou embora de sua vida. Como dar algo que já não se tem mais??? Então ela pensou no rim, afinal, haviam dois deles em seu corpo...
Quase uma tragédia grega. Mas afinal, ninguém é perfeito.
A verdade é aquilo que cada um entende pra si, se acomoda com o prisma que lhe convém, afinal de contas, a verdade tem muitas faces.
Jovens estudavam, melhor, iam as aulas. Ela entrou na sala e ele finalmente a percebeu.
No início do semestre ele a odiara, falante, impetuosa e até, digamos, presunçosa com seus conhecimentos. Pra ela, ela era arrogante.
Pra ela, ele estava no último lugar de sua lista organizada de critérios a cumprir para ser novo namorado.
Mas os critérios acabaram sendo suficientes. Ela tornou-se atraente quando tirou as roupas do time e vestiu-se como mulher, de fato.
Começaram a namorar, mais por ela ter dado em cima dele do que uma investida da parte dele.
Ela amava outra pessoa.
Ele não sabia.
Ela disse que gostava dele, ele disse que a amava.
Um dia ela retribuiu. "Sim, eu te amo"
Mas ninguém sabia o que realmente se passava na cabeça dela, uma mulher de cunho prático, ousado e destemido. Sim, ela estava cedendo. Mas, e sempre há um redondo MAS, ela colocou estratégias, caso um dia fosse interrogada: "você afirmou ou não que amava aquele homem?", "E se afirma tal coisa, como pode deixá-lo?". Enfim, ela conseguiu dizer:
"Sim eu te amo." Ele, perguntou quanto, ela imediatamente, com sua malígna mente, responde com uma delicadeza fora do normal... quem sabe até meiga...
"Eu te amo de tal forma que te daria meu rim!"
Parecia bobagem pra quem ouvia, pareceu a melhor declaração de amor para o rapaz.
Para ela, nada parecia, era de fato, uma estratégia: ela era doadora de órgãos, daria sim um rim se ele precisasse e se verdadeiramente pudesse recebê-lo. A situação é que seus tipos sanguineos eram diferentes, logo, jamais, poderia doar o seu rim.
Ela afirmou amá-lo. Mas, em sua mente, como já foi revelado, uma mente malígna, sabia que existiam muitas formas de amar um homem.
Ela o amava como se ama um amigo.
O seu amor maior foi guardado, como preciosidade. O homem ao qual verdadeiramente dara seu coração, a mandou embora de sua vida. Como dar algo que já não se tem mais??? Então ela pensou no rim, afinal, haviam dois deles em seu corpo...
Quase uma tragédia grega. Mas afinal, ninguém é perfeito.
A verdade é aquilo que cada um entende pra si, se acomoda com o prisma que lhe convém, afinal de contas, a verdade tem muitas faces.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Tentações...
Ontem assisti a um filme que queria ver no cinema, mas não deu. O mundo imaginário do Dr. Parnassus. Para assombro de muitos, eu gostei.
Ali fala de tentações, o tempo todo. aquela frase milenar do Mestre aos seus discipulos: o tesouro está onde está teu coração... é o que se fala no filme.
O preço para ter tudo, e claro, não se tem! Para cada coisa um preço e a busca para pagá-lo, na infantil e doce sedução daqueles que conhecem nosso coraçãozinho desesperado!
Há coisas que queremos que vão além da lógica, que o preço que nos derem, correremos para pagar e então... podemos perder o que parecia tão trivial.
O interessante no filme é o cara mudando de rosto. Claro, fora do filme, sabemos que foi uma estratégia pra terminá-lo, uma vez que o ator havia morrido! Mas fica a dúvida: com quantas caras tu te apresenta?
Afinal, é preciso de máscaras?
Muitas vezes é!
Para apresentar meu trabalho, fui a pessoa mais delicada, gentil, com fala pausada e até poética. Meu desejo: seduzir. Seduzir pra ter meu A! Essa foi uma máscara.
Tenho a de filha, que concorda, afinal, não vale a pena discutir por tudo!
Tenho a de professora: pontuar, ser firme e amorosa ao mesmo tempo - e é a mais pura verdade, que vez por outra tem alunos que você tenta o ano todo que ele aprenda e se não o faz, você fica chateada!
Tenho eu mesma, como digo. A engraçada, brava, dona de suas ideias e com uma curiosidade quase infinita de saber o que o outro sabe... Olhar perspicaz pra muita coisa e na maioria das vezes não percebo o óbvio.
Mas há algo que nos separa de tudo isso: a imaginação da realidade.
Na imaginação, podemos tudo. Na realidade, não precisamos de tudo, mas o queremos.
Então como resolver isso?
Ah, não há receitas! Pois se eu a tivesse, já estaria rica ou em $$$ ou :) : ) : )
Ainda tento, temperar a realidade com a imaginação, procuro avaliar bem o preço das minhas vontades e na maioria das vezes apenas aprecio a vitrine.
A tentação deve ser bem analisada, pois nos tenta na fraqueza e a regra da procura e oferta, nem sempre se faz bons negócios...
Ali fala de tentações, o tempo todo. aquela frase milenar do Mestre aos seus discipulos: o tesouro está onde está teu coração... é o que se fala no filme.
O preço para ter tudo, e claro, não se tem! Para cada coisa um preço e a busca para pagá-lo, na infantil e doce sedução daqueles que conhecem nosso coraçãozinho desesperado!
Há coisas que queremos que vão além da lógica, que o preço que nos derem, correremos para pagar e então... podemos perder o que parecia tão trivial.
O interessante no filme é o cara mudando de rosto. Claro, fora do filme, sabemos que foi uma estratégia pra terminá-lo, uma vez que o ator havia morrido! Mas fica a dúvida: com quantas caras tu te apresenta?
Afinal, é preciso de máscaras?
Muitas vezes é!
Para apresentar meu trabalho, fui a pessoa mais delicada, gentil, com fala pausada e até poética. Meu desejo: seduzir. Seduzir pra ter meu A! Essa foi uma máscara.
Tenho a de filha, que concorda, afinal, não vale a pena discutir por tudo!
Tenho a de professora: pontuar, ser firme e amorosa ao mesmo tempo - e é a mais pura verdade, que vez por outra tem alunos que você tenta o ano todo que ele aprenda e se não o faz, você fica chateada!
Tenho eu mesma, como digo. A engraçada, brava, dona de suas ideias e com uma curiosidade quase infinita de saber o que o outro sabe... Olhar perspicaz pra muita coisa e na maioria das vezes não percebo o óbvio.
Mas há algo que nos separa de tudo isso: a imaginação da realidade.
Na imaginação, podemos tudo. Na realidade, não precisamos de tudo, mas o queremos.
Então como resolver isso?
Ah, não há receitas! Pois se eu a tivesse, já estaria rica ou em $$$ ou :) : ) : )
Ainda tento, temperar a realidade com a imaginação, procuro avaliar bem o preço das minhas vontades e na maioria das vezes apenas aprecio a vitrine.
A tentação deve ser bem analisada, pois nos tenta na fraqueza e a regra da procura e oferta, nem sempre se faz bons negócios...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Democracia, a festa pra quem pode entrar!!!
Há 13 anos, eu fazia bandeirada, usava boton do partido, sabia número de candidato, propostas e toda a ideologia do PT. Meu pai, um militar, de direita, sempre perguntava quando iria abrir os olhos.
Minha resposta aos de direita era a que quando o PT me decepcionasse eu o largaria. Claro aconteceu. Veio por partes, mas o pior foi a expulsão dos conhecidos "Radicais Livres", que fundaram o PSOL.
Desde esse momento, pratiquei o voto mais por obrigação, coisa que sempre considerei uma absurda ditadura, do que por fé. Não a fé por milagres, mas por discussão, o elencamento de ideias e ideais, da argumentação e consenso. Também outra fé inútil.
São poucas as coisas as quais não coloco mais crença em mundança, uma delas é essa democracia que obriga as pessoas a votar, ou tu pode prestar algum concurso se tu não efetivou a tua cidadania?
Se exercer as cidadania se resume a votar, mais um ponto pra minha descrença.
Quando tu dá bolsa família, bolsa aquilo, bolsa aquele outro... e eu pagando imposto pra dar comida pra vagabundo???
Eu não posso ter 3 filhos porque não posso dar o conforto que julgo necessário: casa, educação, lazer, roupas, plano de saúde...
Vou só tocar em dois assuntos: saúde e educação
Fica com filho gritando de dor na fila do SUS. Pra depois de 3 meses, quando tu tiver sorte, poder fazer os exames. Aí tu precisa ter fé mesmo em milagres, que ele não tenha morrido até lá.
Educação, essa sucata geral. A criança não aprende, apanha, ganha uma refeição e tem as professoras sem tolerancia que jogam suas frustrações em cima delas...
Eu pago imposto de renda, pago plano de saúde e ainda assim sei que não dá pra por filho no mundo, mas a duas quadras da minha casa tem uma mulher com 4 filhos e mais um no bucho, sim, porque já acho que não é mais útero, ela tem a bolsa família - quanto mais bacuris no mundo, mais uma bolsa ela ganha. Se o filho for deficiente graças a cachaça e ao fumo, também pagos com meu dinheiro, a sociedade vai pagar por ele também!!!!
VIVA A FESTA DA DEMOCRACIA!!!!
Uma festa que o otário paga, mas não come. Uma festa que o "esperto" entra, mas não paga!!!
Vamos festejar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações!!!
Vamos festejar a eleição do palhaço Tiririca que tá dando risadas dos eleitores!!!
Agora, só me falta a Dilma ganhar. Não que goste do Serra, mas continuar com a dor de barriga do PT, já me basta o novo governador.
O PT dizia: coragem de mudar. Sim, há de se ter coragem para fazer tanto desmande!!!
Se há luz no final do túnel, eu não vejo!!!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O começo do fim
O meio é o começo do fim.
Sei que o fim da especialização está no fim, e avaliei, como leiga analista, que se sofre, nesse meu caso, pela despedida.
Primeiro algo que você se recusa a começar: se começo preciso concluir, mas que começo, afinal o que e por onde começar.
Segundo você precisa arrumar as malas: verificar literaturas, comprar outras e ainda sonhar que se tivesse conseguido aquelas tais poderia ser diferente o trabalho.
terceiro, com malas prontas, seguimos caminhando. Porém, as belezas do caminho podem ludibriar nossas percepções e atrasamos um pouco. Seguimos, uma voz, a voz do orientador que vem depois daquela serração densa, ele fala, mas nem sempre entendemos... aliás, as vezes, nem confiamos!!!
quarto é encontrar o mestre no caminho, falar dos cursos, das intempéries que atravessamos e o que aprendemos até aqui.
Quarto e mostrar o diário da aventura, todo rabiscado, sujo, talves, e principalmente o que você pensa.
Aqui tem um parênteses: mostramos nosso pensar, é ele que significa tudo que construimos na vida, é nossa visão de mundo. Mas o mestre, tem outra. Essa outra geralmente acaba com a tua. Esse corte, precisa cicatrizar e tem que seguir viagem. o mestre te alerta ao que seria mais interessante você dar mais atenção. Isso as vezes afronta, diz a você que o que você vê, não tem valor.
Quinta parte, após mais e mais paradas e apresentações você finalmente retorna pra casa e organiza tudo num diário, com fotinhos, rabiscos, lembranças...
sexta parte você precisa apresentar aos patrocinadores da tua viagem o que foi de importante que trouxe. E sem querer você pode ouvir grilos. Sim grilos, há aquele silêncio pútrefo ao teu redor.
Mas você precisa falar. Claro, dá uma vontade de falar coisas absurdas para o mestre que te guiou.
Respira fundo. Busca o poeta dentro de ti, e em belos versos, sem serem perversos, você fala da beleza do caminho, das estratégias para chegar onde queria.
E aí, somente aí, vê plenamente, que apesar de todos conhecerem o caminho, ele foi novo pra você e foi exatamente isso que foi encantador.
Ao final, não interessa o que os outros vão achar. Você já tem certeza do que é verdadeiro e insubstituível na sua caminhada!
Agora é sorrir com as mamórias, as boas, pois as más já tiveram o tempo pra nos fazer sofrer.
O começo do fim, não é o final irremediável, mas a transformação para um espaço maior. Como o bebê incomodado no ventre materno, esse é o começo do fim pra ele.
Sei que o fim da especialização está no fim, e avaliei, como leiga analista, que se sofre, nesse meu caso, pela despedida.
Primeiro algo que você se recusa a começar: se começo preciso concluir, mas que começo, afinal o que e por onde começar.
Segundo você precisa arrumar as malas: verificar literaturas, comprar outras e ainda sonhar que se tivesse conseguido aquelas tais poderia ser diferente o trabalho.
terceiro, com malas prontas, seguimos caminhando. Porém, as belezas do caminho podem ludibriar nossas percepções e atrasamos um pouco. Seguimos, uma voz, a voz do orientador que vem depois daquela serração densa, ele fala, mas nem sempre entendemos... aliás, as vezes, nem confiamos!!!
quarto é encontrar o mestre no caminho, falar dos cursos, das intempéries que atravessamos e o que aprendemos até aqui.
Quarto e mostrar o diário da aventura, todo rabiscado, sujo, talves, e principalmente o que você pensa.
Aqui tem um parênteses: mostramos nosso pensar, é ele que significa tudo que construimos na vida, é nossa visão de mundo. Mas o mestre, tem outra. Essa outra geralmente acaba com a tua. Esse corte, precisa cicatrizar e tem que seguir viagem. o mestre te alerta ao que seria mais interessante você dar mais atenção. Isso as vezes afronta, diz a você que o que você vê, não tem valor.
Quinta parte, após mais e mais paradas e apresentações você finalmente retorna pra casa e organiza tudo num diário, com fotinhos, rabiscos, lembranças...
sexta parte você precisa apresentar aos patrocinadores da tua viagem o que foi de importante que trouxe. E sem querer você pode ouvir grilos. Sim grilos, há aquele silêncio pútrefo ao teu redor.
Mas você precisa falar. Claro, dá uma vontade de falar coisas absurdas para o mestre que te guiou.
Respira fundo. Busca o poeta dentro de ti, e em belos versos, sem serem perversos, você fala da beleza do caminho, das estratégias para chegar onde queria.
E aí, somente aí, vê plenamente, que apesar de todos conhecerem o caminho, ele foi novo pra você e foi exatamente isso que foi encantador.
Ao final, não interessa o que os outros vão achar. Você já tem certeza do que é verdadeiro e insubstituível na sua caminhada!
Agora é sorrir com as mamórias, as boas, pois as más já tiveram o tempo pra nos fazer sofrer.
O começo do fim, não é o final irremediável, mas a transformação para um espaço maior. Como o bebê incomodado no ventre materno, esse é o começo do fim pra ele.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O pior e o melhor de tudo, ou quase
Fazem 18 meses que estudo psicanálise. Fazem 6 meses que faço análise. Fazem 10 anos que quero mudar radicalmente de vida. Faz mais de 30 anos que caminho por essa Porto Alegre. Fazem 8 anos que tenho um gato mala. Fazem 26 anos que rezei a Deus por um irmão, mas devido a falta de especificações, me enviaram aquilo lá.
O pior de tudo, é que quanto mais eu olho pra dentro de mim mesma, mais complicado fica. O melhor é que eu já desconfiava disso. Descobrir, pela narrativa dos fatos, agora com olhar mais capaz de ver a maldade das pessoas ao teu redor fazem. E as vezes até sente pena delas! Numa vida tão cuidadosamente neurótica.
O pior de tudo é que ao longo desses 10 anos fui juntando responsabilidades, amores, desafetos tais que ainda me impedem de mudar o que desejo dentro de mim. O melhor, é que dentro desse período fiz algumas coisas que fundamentam meu viver: a pedagogia, a especialização, os trabalhos em formação de outros educadores. Ainda assim, faço mais pelos outros que a mim mesma.
O pior, de hoje é que estou me sentindo insegura. A insegurança é a mania de tantas certezas que não sobra espaço para se sentir errado. Busco respostas as minhas perguntas, tenho o que um colega teólogo disse: fome de eterno. Sempre que posso assisto o filme: "Devorador de Pecados", ali, me vejo no padre (Heath Ledger) que consegue conhecer quase tudo e ainda se torna um justiceiro (tá o fato de ele ser praticamente imortal também me cativa). Me sinto insegura por achar que não detenho todo o conhecimento que achava necessário. Estou completamente a mercê dos professores, já iniciei uma lista de justificativas, porém, sei que aqueles que muito se justificam estão posicionados em alicerces infantis. O que sobra?
O melhor de tudo que de alguma forma, em outubro tudo será diferente. Seja diferente bom ou ruim.
No primeiro semestre de especialização tirei um D em uma prova. Minhas colegas me disseram que era pra eu recorrer, pois eu sabia mais que elas. Eu não recorri, não pedi revisão. Disse a todas que aquela era a prova me faltara muitas vezes: a prova que eu erro. Foi bom aceitar o D. Bem, fizeram uma revisão hipócrita e deram A pra todo mundo. Achei aquilo um desastre, comentei e ainda uma colega colocou "se tu veio aqui pra aceitar qualquer coisa, eu não!". Foi bonito de ver, naquela mulher de mais de 40, dizer o que falei no 4º semestre de Pedagogia para um 8,5 de um trabalho.
A minha insegurança perpassa o critério que no geral as mulheres me passam instabilidade. Os homens, poucas vezes, você ouve filosofar e dizer mudei de ideia... gosto mais assim, com frufru assado. Homens dizem e depois era aquilo! Pro homem a coisa tem que ser clara e objetiva, pra mulher, precisa ser uma teia.
Pra mim, precisa ser genial!!!
Então, ter uma orientadora mulher sabendo que o CARA que sabe da teoria que uso é um homem e não o ter, fica complicado. Me senti traída. Puxado o meu tapete. Agora veja só, ela não entende a pedagogia, não entende Bion (meu alicerce na teoria da vincularidade) e ainda me orienta - afinal, orienta o que?
O pior é que posso estar falando bobagens no artigo.
O melhor é que se, autonomamente eu ter conseguido, apesar dessa mulher, ter escrito algo realmente bom, vou me achar por muito tempo, hehehe. Ora, não julgue tão apressadamente, antes alguém feliz pelo que fez do que amargurado pelo que não fez.
Em verdade, quase tudo, mais ou menos, é bom e ruim.
Eu tenho problemas com mulheres, são raras as que algum dia confiei, admirei. Homens, quanto mais cultos, mais eu admiro.
Mas agora é poder aguentar o final de semana, correr segunda e terça e... de alguma forma, não ter um ataque fulminante!!!
O pior de tudo, é que quanto mais eu olho pra dentro de mim mesma, mais complicado fica. O melhor é que eu já desconfiava disso. Descobrir, pela narrativa dos fatos, agora com olhar mais capaz de ver a maldade das pessoas ao teu redor fazem. E as vezes até sente pena delas! Numa vida tão cuidadosamente neurótica.
O pior de tudo é que ao longo desses 10 anos fui juntando responsabilidades, amores, desafetos tais que ainda me impedem de mudar o que desejo dentro de mim. O melhor, é que dentro desse período fiz algumas coisas que fundamentam meu viver: a pedagogia, a especialização, os trabalhos em formação de outros educadores. Ainda assim, faço mais pelos outros que a mim mesma.
O pior, de hoje é que estou me sentindo insegura. A insegurança é a mania de tantas certezas que não sobra espaço para se sentir errado. Busco respostas as minhas perguntas, tenho o que um colega teólogo disse: fome de eterno. Sempre que posso assisto o filme: "Devorador de Pecados", ali, me vejo no padre (Heath Ledger) que consegue conhecer quase tudo e ainda se torna um justiceiro (tá o fato de ele ser praticamente imortal também me cativa). Me sinto insegura por achar que não detenho todo o conhecimento que achava necessário. Estou completamente a mercê dos professores, já iniciei uma lista de justificativas, porém, sei que aqueles que muito se justificam estão posicionados em alicerces infantis. O que sobra?
O melhor de tudo que de alguma forma, em outubro tudo será diferente. Seja diferente bom ou ruim.
No primeiro semestre de especialização tirei um D em uma prova. Minhas colegas me disseram que era pra eu recorrer, pois eu sabia mais que elas. Eu não recorri, não pedi revisão. Disse a todas que aquela era a prova me faltara muitas vezes: a prova que eu erro. Foi bom aceitar o D. Bem, fizeram uma revisão hipócrita e deram A pra todo mundo. Achei aquilo um desastre, comentei e ainda uma colega colocou "se tu veio aqui pra aceitar qualquer coisa, eu não!". Foi bonito de ver, naquela mulher de mais de 40, dizer o que falei no 4º semestre de Pedagogia para um 8,5 de um trabalho.
A minha insegurança perpassa o critério que no geral as mulheres me passam instabilidade. Os homens, poucas vezes, você ouve filosofar e dizer mudei de ideia... gosto mais assim, com frufru assado. Homens dizem e depois era aquilo! Pro homem a coisa tem que ser clara e objetiva, pra mulher, precisa ser uma teia.
Pra mim, precisa ser genial!!!
Então, ter uma orientadora mulher sabendo que o CARA que sabe da teoria que uso é um homem e não o ter, fica complicado. Me senti traída. Puxado o meu tapete. Agora veja só, ela não entende a pedagogia, não entende Bion (meu alicerce na teoria da vincularidade) e ainda me orienta - afinal, orienta o que?
O pior é que posso estar falando bobagens no artigo.
O melhor é que se, autonomamente eu ter conseguido, apesar dessa mulher, ter escrito algo realmente bom, vou me achar por muito tempo, hehehe. Ora, não julgue tão apressadamente, antes alguém feliz pelo que fez do que amargurado pelo que não fez.
Em verdade, quase tudo, mais ou menos, é bom e ruim.
Eu tenho problemas com mulheres, são raras as que algum dia confiei, admirei. Homens, quanto mais cultos, mais eu admiro.
Mas agora é poder aguentar o final de semana, correr segunda e terça e... de alguma forma, não ter um ataque fulminante!!!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Leituras e escritas
A competência de escrever é permeada pela insistência da leitura.
Até sei escrever, dentro dos campos acadêmicos. Utilizo com firmeza os teóricos. Posso escrever teoricamente e ainda, como alguns dizem, tontear o espectador ao ponto dele concordar comigo. Tenho, sim, uma abordagem agressiva do meu ponto de vista, quase nada humilde daquilo que defendo. As vezes, defendo o que nada tenho a ver com o objeto de defesa, ou seja, nenhum vínculo, nenhum ganho, nem faz parte das minhas ideias. Há vezes, que dependendo da criatura, posso e até gosto, de apenas discordar dela. Trago elementos que podem até ferir moralmente suas convicções. Chego no enigma da ética, apelo para que linha ela defende - e poucos tem consciencia de que faz uma tremenda diferença! - e então encerro o assunto, dando um suspiro longo e apresento a falta de argumentos por parte da vítima. É um espetáculo.
Depois, alguns, perguntam o que realmente acho, e as vezes até concordava com a vítima.
Mas pra que todo o teatro?
Infelizmente, dei-me conta disso agora. O prazer de provar que os outros estão errados até mesmo daquilo que julgavam estar certos, é a fundamentação de um espírito irriquieto com suas próprias certezas e incertezas.
Um ser humano que constrói sua cerquinha ao seu redor. Não dorme, só vigia a cerquinha. Passa diariamente a revizar os limites e sempre sabe que alguém, de alguma forma, invadio seu espaço.
Não coloca uma placa, poderia parecer estranho. Mas faz coisa pior: rosna a qualquer um que chegue perto. Rosna dizendo o quanto seu conteúdo é imenso, quão intolerante aos erros é, quão perfeccionista e detalhista aos possíveis tons da voz podem ser percebidos e traduzidos...
A desconfiança é o veneno que corre em suas veiai e artérias. A incerteza é a esquizofrenia de sua vida.
Então o que faz?
Lê.
Diz que ama ler.
Ao ler, pode até se chocar com o autor, mas não pode dialogar. Embora, tenha ações diferentes: ignora o livro, faz comentários terríveis a partir de uma frase que interpreta como centro do assunto, argumenta pelo ponto de vista machista e elitista do autor, descobre os podres do autor e se fosse possível, atormentaria seus sonhos. Nunca se desfaz dos livros. Estão lá lidos em completude ou não.
Depois disso, consegue conversar com velhinhas nas paradas dos ônibus, sendo a moça simpática que preserva os princípios morais antigos. Balela. Mais uma vez, usa seu conhecimento, mas para seduzir - qual o ganho de seduzir velhinhas? poder escutar delas que está certa.
Pronto. Depois da insegurança, desconfiança, pode voltar pra casa com a certeza que alguém a acha certa.
Se há alguém desprovida de certezas sou eu.
E é por isso que não tomo determinadas atitudes que poderiam edificar minha vida, por não ter certeza se é o certo a fazer.
Interessante, quem sempre tem opinião pra tudo, não se dá o direito de apenas viver com quem quer, mas de sobreviver ao que já tem.
Acostumar-se com uma dor parece melhor que tentar outra dor. A infelicidade é uma dor. Mas a incerteza de ser feliz...
Então, agora que sei que tudo isso é maior bobagem: provar que estou certa para me certificar que o que penso é bom, talves seja o momento de fazer o que é bom na incerteza do caminho.
É complicado mudar o prisma. Mas como não acredito em destino... Cabe a mim, agora, uma leitora inveterada, reler a vida. Parar de brigar com o autor que sou eu mesma, lagar o rascunho e escrever de vez o livro da minha existência.
Até sei escrever, dentro dos campos acadêmicos. Utilizo com firmeza os teóricos. Posso escrever teoricamente e ainda, como alguns dizem, tontear o espectador ao ponto dele concordar comigo. Tenho, sim, uma abordagem agressiva do meu ponto de vista, quase nada humilde daquilo que defendo. As vezes, defendo o que nada tenho a ver com o objeto de defesa, ou seja, nenhum vínculo, nenhum ganho, nem faz parte das minhas ideias. Há vezes, que dependendo da criatura, posso e até gosto, de apenas discordar dela. Trago elementos que podem até ferir moralmente suas convicções. Chego no enigma da ética, apelo para que linha ela defende - e poucos tem consciencia de que faz uma tremenda diferença! - e então encerro o assunto, dando um suspiro longo e apresento a falta de argumentos por parte da vítima. É um espetáculo.
Depois, alguns, perguntam o que realmente acho, e as vezes até concordava com a vítima.
Mas pra que todo o teatro?
Infelizmente, dei-me conta disso agora. O prazer de provar que os outros estão errados até mesmo daquilo que julgavam estar certos, é a fundamentação de um espírito irriquieto com suas próprias certezas e incertezas.
Um ser humano que constrói sua cerquinha ao seu redor. Não dorme, só vigia a cerquinha. Passa diariamente a revizar os limites e sempre sabe que alguém, de alguma forma, invadio seu espaço.
Não coloca uma placa, poderia parecer estranho. Mas faz coisa pior: rosna a qualquer um que chegue perto. Rosna dizendo o quanto seu conteúdo é imenso, quão intolerante aos erros é, quão perfeccionista e detalhista aos possíveis tons da voz podem ser percebidos e traduzidos...
A desconfiança é o veneno que corre em suas veiai e artérias. A incerteza é a esquizofrenia de sua vida.
Então o que faz?
Lê.
Diz que ama ler.
Ao ler, pode até se chocar com o autor, mas não pode dialogar. Embora, tenha ações diferentes: ignora o livro, faz comentários terríveis a partir de uma frase que interpreta como centro do assunto, argumenta pelo ponto de vista machista e elitista do autor, descobre os podres do autor e se fosse possível, atormentaria seus sonhos. Nunca se desfaz dos livros. Estão lá lidos em completude ou não.
Depois disso, consegue conversar com velhinhas nas paradas dos ônibus, sendo a moça simpática que preserva os princípios morais antigos. Balela. Mais uma vez, usa seu conhecimento, mas para seduzir - qual o ganho de seduzir velhinhas? poder escutar delas que está certa.
Pronto. Depois da insegurança, desconfiança, pode voltar pra casa com a certeza que alguém a acha certa.
Se há alguém desprovida de certezas sou eu.
E é por isso que não tomo determinadas atitudes que poderiam edificar minha vida, por não ter certeza se é o certo a fazer.
Interessante, quem sempre tem opinião pra tudo, não se dá o direito de apenas viver com quem quer, mas de sobreviver ao que já tem.
Acostumar-se com uma dor parece melhor que tentar outra dor. A infelicidade é uma dor. Mas a incerteza de ser feliz...
Então, agora que sei que tudo isso é maior bobagem: provar que estou certa para me certificar que o que penso é bom, talves seja o momento de fazer o que é bom na incerteza do caminho.
É complicado mudar o prisma. Mas como não acredito em destino... Cabe a mim, agora, uma leitora inveterada, reler a vida. Parar de brigar com o autor que sou eu mesma, lagar o rascunho e escrever de vez o livro da minha existência.
sábado, 18 de setembro de 2010
Ela e a outra - ou vida nas mãos alheias
Ela se envolveu uma trama.
Uma trama maldita.
Sua vida dependia da outra mulher.
Sua vida estava totalmente a mercê daquela uma.
Ah, se arrependimento matasse...
Essa outra, que tinha esse poder, lhe mandava mensagens, conseguira seu e-mail e assim a torturava semanalmente. Ela já não sabia o que fazer para resolver.
Se pegasse um livro, lembrava. Se ttrabalhava em qualquer outra coisa, sentia-se culpada por não estar fazendo a plena contade daquela outra mulher!!!
Sua vida estava se tornando um inferno.
Isso precisava acabar por suas mãos. Haveria de ter um basta.
Foi numa quinta-feira a noite. Suspirou, ligou o computador e pôs-se a escrever o e-mail que poderia dar-lhe a carta de libertação.
Após a escrita, anexou um arquivo. Enviou. Perdeu o sono. Teve crises de pânico. Sentia-se observada por alguém (Deus? A outra? Alguém em outro plano?...)
Foi no sábado que ela a encarou!
Foi até sua residência na Zona Sul. Vestida com seu sobretudo de veludo, pediu ao porteiro a residência número 307. Disse seu nome e avisou que a pessoa estava a sua espera.
Subiu as escadas, a outra abriu a porta.
Foi recebida e encaminhada para a área do belo duplex.
Então, com um gentil "sente-se, quer um café?", que ela traduziu como: sentaí, quer que que te alcance um café com cuspe e veneno de rato?
Ela aceitou, usando a etiqueta que lhe cumpria.
Abriu sua bolsa. Era o momento de acertar as contas. Esperou que a outra estivesse de frrente, pra que soubesse do ela era capaz!!!
Abriu seu notebook, mostrou o artigo e o comparou com os resultados. A outra, a orientadora, fez pequenas sugestões de melhoria e pontuou a autonomia da orientanda como sendo um grande feito. Apreciou o trabalho e ainda ponderou o possível A que ela tanto queria ouvir.
Ela saiu de lá feliz. Terá 48 horas para resolver tudo.
A outra parecia satisfeita, e com isso, parecia que ela não estava mais nas mãos da outra. Foi um grande desafio e agora, faltava pouco para o aterrador momento de apresentação, mas aí... será outra coisa, outro momento.
Ela se deu conta que era preciso "ir por partes", como o amigo dela, o Jack.
Uma trama maldita.
Sua vida dependia da outra mulher.
Sua vida estava totalmente a mercê daquela uma.
Ah, se arrependimento matasse...
Essa outra, que tinha esse poder, lhe mandava mensagens, conseguira seu e-mail e assim a torturava semanalmente. Ela já não sabia o que fazer para resolver.
Se pegasse um livro, lembrava. Se ttrabalhava em qualquer outra coisa, sentia-se culpada por não estar fazendo a plena contade daquela outra mulher!!!
Sua vida estava se tornando um inferno.
Isso precisava acabar por suas mãos. Haveria de ter um basta.
Foi numa quinta-feira a noite. Suspirou, ligou o computador e pôs-se a escrever o e-mail que poderia dar-lhe a carta de libertação.
Após a escrita, anexou um arquivo. Enviou. Perdeu o sono. Teve crises de pânico. Sentia-se observada por alguém (Deus? A outra? Alguém em outro plano?...)
Foi no sábado que ela a encarou!
Foi até sua residência na Zona Sul. Vestida com seu sobretudo de veludo, pediu ao porteiro a residência número 307. Disse seu nome e avisou que a pessoa estava a sua espera.
Subiu as escadas, a outra abriu a porta.
Foi recebida e encaminhada para a área do belo duplex.
Então, com um gentil "sente-se, quer um café?", que ela traduziu como: sentaí, quer que que te alcance um café com cuspe e veneno de rato?
Ela aceitou, usando a etiqueta que lhe cumpria.
Abriu sua bolsa. Era o momento de acertar as contas. Esperou que a outra estivesse de frrente, pra que soubesse do ela era capaz!!!
Abriu seu notebook, mostrou o artigo e o comparou com os resultados. A outra, a orientadora, fez pequenas sugestões de melhoria e pontuou a autonomia da orientanda como sendo um grande feito. Apreciou o trabalho e ainda ponderou o possível A que ela tanto queria ouvir.
Ela saiu de lá feliz. Terá 48 horas para resolver tudo.
A outra parecia satisfeita, e com isso, parecia que ela não estava mais nas mãos da outra. Foi um grande desafio e agora, faltava pouco para o aterrador momento de apresentação, mas aí... será outra coisa, outro momento.
Ela se deu conta que era preciso "ir por partes", como o amigo dela, o Jack.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Fragmentos e totalidades
Edgar Morin, a quem gosto muito e sinceramente não entendi porque não o citei em meu artigo, tenho um qualificado acervo dele, parte por minha conta, parte por presente valoroso de uma pessoa especial. Enfim, esse teórico-prático, é de uma mente muito imprescionante. Discute a fragmentalidade e totalidade de conceitos fundamentais do ser humano.
Fragmentação, é algo muito mais do campo da realidade do que julgamos refletir com a propriedade adequada. As generalizações, dizem, são necessárias para poder selecionar e ampliar entendimentos. Totalidades, seriam a soma das partes fragmentadas? Não! "As partes representam o todo e o todo as partes" diz o mestre. Analizando a fundo, poderiamos dizer que se a parte realmente é da qualidade primordial deste todo, pode o representar. As vezes me parece um conceito aditivo... embora discuta no prisma multiplicativo, relação um para muitos.
A vida da gente, não é uma soma das partes, tão pouco qualquer parte poderia representar com excelência o todo. É preciso ler os fragmentos, de preferência, na imersão de seus sentimentos e significantes mais profundos.
Para tal leitura, há de se ter disposição.
Há de se ter investimento.
Há de se ter paixão.
Há de se ter esperanças.
Há de se ter vínculo.
Talves o preço seja o vincular-se. Que após seu envolvimento, leitura e diagnóstico você olha pra trás e se dá conta do tempo que jamais voltará.
E quem sabe seja verdade, você é um idiota. Mas se todos chegassem a essa conclusão, a humanidade já nem mais copularia.
E então, depois que se alcança alguma das partes dessa totalidade, descobrindo a própria idiotice de ter se doado na esperança do ideal de conhecer o outro...
quem sabe, alguma vez, na história da humanidade não haja alguém fadado a felicidade?
Porque só um idiota pra amar um idiota que se diz um solitário por opção.
Somente a convicção de que há algum fragmento que verdadeiramente pode representar esse todo homem-menino-moleque que prove para ele mesmo, e não a pessoa que pesquisa - afinal, sua doação a pesquisa é a esperança, a esperança que somente os tolos têm - o quanto pode ser feliz sem praticar idiotices pelo fato de entregar-se aos sentimentos.
Fragmentação, é algo muito mais do campo da realidade do que julgamos refletir com a propriedade adequada. As generalizações, dizem, são necessárias para poder selecionar e ampliar entendimentos. Totalidades, seriam a soma das partes fragmentadas? Não! "As partes representam o todo e o todo as partes" diz o mestre. Analizando a fundo, poderiamos dizer que se a parte realmente é da qualidade primordial deste todo, pode o representar. As vezes me parece um conceito aditivo... embora discuta no prisma multiplicativo, relação um para muitos.
A vida da gente, não é uma soma das partes, tão pouco qualquer parte poderia representar com excelência o todo. É preciso ler os fragmentos, de preferência, na imersão de seus sentimentos e significantes mais profundos.
Para tal leitura, há de se ter disposição.
Há de se ter investimento.
Há de se ter paixão.
Há de se ter esperanças.
Há de se ter vínculo.
Talves o preço seja o vincular-se. Que após seu envolvimento, leitura e diagnóstico você olha pra trás e se dá conta do tempo que jamais voltará.
E quem sabe seja verdade, você é um idiota. Mas se todos chegassem a essa conclusão, a humanidade já nem mais copularia.
E então, depois que se alcança alguma das partes dessa totalidade, descobrindo a própria idiotice de ter se doado na esperança do ideal de conhecer o outro...
quem sabe, alguma vez, na história da humanidade não haja alguém fadado a felicidade?
Porque só um idiota pra amar um idiota que se diz um solitário por opção.
Somente a convicção de que há algum fragmento que verdadeiramente pode representar esse todo homem-menino-moleque que prove para ele mesmo, e não a pessoa que pesquisa - afinal, sua doação a pesquisa é a esperança, a esperança que somente os tolos têm - o quanto pode ser feliz sem praticar idiotices pelo fato de entregar-se aos sentimentos.
Simbiose
"Por que a verdade explode, cada vez que eu minto..."
Foi na seção desta semana que comecei a ter sentimentos diferentes para com minha psicóloga.
Ela começou devagar, e quando vi, estava tentando fazer uma faxina na minha cabeça.
Ela foi me cercando, como se eu estivesse contando uma grande mentira.
Lá pelas tantas, disse, tá, agora briga comigo!!!
Como sou alguém que odeia viver de acordo com que os outros esperam de mim, logo, não briguei, respirei e coloquei minhas ideias.
Mas cara, puta que pariu!!!!
A mulher tá se tornando uma mala. As coisas que quero, ela deixa de lado... em banho maria, o que não me interessa ela vai cercando, como se eu fosse culpada de alguma coisa... será que ela é da CIA?
Eu uso a terapia com minhas crianças, leio-as, decifro-as e então trabalho com elas.
Agora essa mulher, tá tentando que eu termine de enlouquecer!!!
VocÊ fala dos teus sentimentos, dos teus pontos de vista, e ela tras umas coisas nada a ver.
Diz que crio resistências racionais para me apaixonar totalmente, só por que eu quero na intencidade plena das coisas.
Fala sério, quem é que aguenta muito tempo água morna... quem? Só quem tem sangue de barata. Eu sou obrigada a seder uma questão que é tão óbvia: alguém que é intelectualmente menos que eu, um inflexivel moralista e ainda sem visão altruístra.
As vezes, me sinto a Mônica do Eduardo e Mônica. A diferença, é que o carinha queria mudar, aprender, mesmo sendo mais novo. Agora, uma pessoa mais velha, com alma de velho, carranca de velho, inflexível e dominador, machista, moral patriarcal... e mais um monte de outras coisas...
Eu, uma quase feminista, de curiosidade acadêmica, disposta e idealista, flexil com a modernidade e pós-modernidade, alguém que discute, interage, tá, as vezes umas ideias muito fora da casinha... mas sempre com vontade de fazer algo e de preferência que seja diferente.
Essa história "que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz",´já não me convence muito, uma vez que, extremos não alcançam o equilíbrio. O cara pode me amar, mas não é o suficiente.
Por que, ser diferente é uma coisa, querer que outro mude em sua essência por causa do outro é prostituição! Sim, prostituição do teu carater, das tuas crenças, das opiniões, do teu self!
Não posso aceitar que tenha que flexionar a esse ponto pra não ficar sozinha!
Na minha visão, uma união perpassa por muitas questões e uma delas é a liberdade que é necessaría. Liberdade com responsabilidade.
Não vou passar todos os dias no barzinho após o trabalho, posso fazer isso uma vez no mês, com as pessoas que você gosta, independente do parceiro ir.
O jogos de futebol, sei lá quantas coisas se pode fazer sem estar grudada com o cara. Pra ele também é bom estar com seus amigos, fazendo coisas que só os homens querem fazer!!!
E com isso, respeitada a individualidade, você pode ser mais feliz nos momentos juntos! Não um eterno doar-se.
Ai, se é pra ser assim, uma relação simbiótica, tô fora!!!
Foi na seção desta semana que comecei a ter sentimentos diferentes para com minha psicóloga.
Ela começou devagar, e quando vi, estava tentando fazer uma faxina na minha cabeça.
Ela foi me cercando, como se eu estivesse contando uma grande mentira.
Lá pelas tantas, disse, tá, agora briga comigo!!!
Como sou alguém que odeia viver de acordo com que os outros esperam de mim, logo, não briguei, respirei e coloquei minhas ideias.
Mas cara, puta que pariu!!!!
A mulher tá se tornando uma mala. As coisas que quero, ela deixa de lado... em banho maria, o que não me interessa ela vai cercando, como se eu fosse culpada de alguma coisa... será que ela é da CIA?
Eu uso a terapia com minhas crianças, leio-as, decifro-as e então trabalho com elas.
Agora essa mulher, tá tentando que eu termine de enlouquecer!!!
VocÊ fala dos teus sentimentos, dos teus pontos de vista, e ela tras umas coisas nada a ver.
Diz que crio resistências racionais para me apaixonar totalmente, só por que eu quero na intencidade plena das coisas.
Fala sério, quem é que aguenta muito tempo água morna... quem? Só quem tem sangue de barata. Eu sou obrigada a seder uma questão que é tão óbvia: alguém que é intelectualmente menos que eu, um inflexivel moralista e ainda sem visão altruístra.
As vezes, me sinto a Mônica do Eduardo e Mônica. A diferença, é que o carinha queria mudar, aprender, mesmo sendo mais novo. Agora, uma pessoa mais velha, com alma de velho, carranca de velho, inflexível e dominador, machista, moral patriarcal... e mais um monte de outras coisas...
Eu, uma quase feminista, de curiosidade acadêmica, disposta e idealista, flexil com a modernidade e pós-modernidade, alguém que discute, interage, tá, as vezes umas ideias muito fora da casinha... mas sempre com vontade de fazer algo e de preferência que seja diferente.
Essa história "que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz",´já não me convence muito, uma vez que, extremos não alcançam o equilíbrio. O cara pode me amar, mas não é o suficiente.
Por que, ser diferente é uma coisa, querer que outro mude em sua essência por causa do outro é prostituição! Sim, prostituição do teu carater, das tuas crenças, das opiniões, do teu self!
Não posso aceitar que tenha que flexionar a esse ponto pra não ficar sozinha!
Na minha visão, uma união perpassa por muitas questões e uma delas é a liberdade que é necessaría. Liberdade com responsabilidade.
Não vou passar todos os dias no barzinho após o trabalho, posso fazer isso uma vez no mês, com as pessoas que você gosta, independente do parceiro ir.
O jogos de futebol, sei lá quantas coisas se pode fazer sem estar grudada com o cara. Pra ele também é bom estar com seus amigos, fazendo coisas que só os homens querem fazer!!!
E com isso, respeitada a individualidade, você pode ser mais feliz nos momentos juntos! Não um eterno doar-se.
Ai, se é pra ser assim, uma relação simbiótica, tô fora!!!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Ignorância
Sempre digo que a maior alegria do ser humano é a ignorância.
Há vários textos, inclusive na Bíblia que podem clarear o assunto - aqui não quero colocar o texto sagrado, mas o registro de um povo, de uma cultura antiga -, no livro de Gênesis fala de um fruto do conhecimento, ora, isso é um mito quanto a curiosidade, a vontade de aprender e "ver" diferente. Claro, os hebreus queriam deixar claro o quanto sua vida era pesarosa, e alguém preisava levar a "culpa", logo, uma mulher, que ficara longe da presença masculina (a voz da razão?) conseguiu fazer o que todos queriam: ter conhecimento. Contudo, ela pagou o preço. Os registros indicam que ela teria dores de parto doloridíssimas e sua vontade estaria na permissão do marido (um monte de blablás para justificar a natureza!!! e claro, o patriarquismo).
O óbvio foi, que com esse mito, ninguém viu o que deveria: a suposta Eva, descobriu. Descobriu alguns segredos: quanto o ser humano pode ser falho, desonesto, hipócrita, egoísta, mal, corrupto. Afinal, ela conversou com a "cobra", aqui uma figura bela e malígna, dando a ela uma lição de sobrevivência ao mundo patriarcal. O suposto Adão apenas desobedeceu, e por amor. - na minha opinião ele ficou com medo de perder o brinquedo, e por isso fez o que Eva queria, imaginem aquela mulher, nua, linda dizendo: coma, é tão booommmm.
A ignorancia seria um grande dom. Eva se daria melhor sem o conhecimento. Ela acharia que tudo aquilo era assim mesmo. Mas como teve lições ardilosas com a cobra, soube como enganar muito bem seu marido, ensinou isso a suas filhas...
Vimos no mesmo livro, a história de Tamar, a história de Diná. Mulheres que de alguma maneira enfrentaram o povo e família por terem conhecimento. Foi o conhecimento que as deixou impetuosas!!!
Lembro-me de minha infância. Tudo eram borboletas. Hoje vejo o desastre que me acometeu. Se não tivesse conhecimento, poderia ser ignorantemente feliz.
A ignorância é um dom.
Veja a alegria de uma criança ao receber um presente: é tudo!
Veja a demonstração de carinho de um adolescente com um presente a sua namorada: vida.
Observe atentamente um presente que um marido de 15 anos de casado dá a sua esposa: "que? um microondas novo?" - fica explicito: o presente é para a tarefa, não pra pessoa. Se a mulher ainda tiver a bênção da ignorância dirá: "oh, meu amor, quanta gentileza me ajudar no meu trabalho, esse sim foi um belo presente!"
Mas se for uma feminista: ela jogará o micro pela janela.
Hoje em dia, é difícil conversar com pessoas com a divina ignorância de fábrica, a ignorancia plena de caridade, de melhor do ser humano. Essas pessoas sempre acham uma justificativa para as porquices que nossos políticos fazem, das maracutaias que fazem com o povo e até mesmo das puxadas de tapete que teu colega de serviço faz contigo. O mundo deles é ainda feito de borboletas, e quando elas somem a resposta é clara: ora, é inverno!
Aprendi a sorrir para essas pessoas. Porque não sou a serpente, não conseguirei convencer que devemos amar as pessoas, mas estarmos de olhos abertos as suas desvalias.
Eu acredito em transformações. As pessoas podem, se quiserem, mudar. O problema é que, além de difícil, caro e leva tempo, as pessoas não querem mudar. Mudar é reconhecer o que está ruim, e reconhecer isso é ver sua podridão, suas culpas e tristezas a flor da pele. Lidar com isso que estava lá no fundo lago (com todo o lodo e putrefação...) é algo difícil de enfrentar.
A ignorância nos permite flutuar no lago. É um barco seguro.
Mas para aqueles que querem dar o mergulho, é preciso prender a respiração, ter coração forte e braços atléticos para nadar.
Alguns ficam loucos, pois é assim que se pode romper com essa dor. Outros, podem até se afogar, usam drogas para esquecer o que viram no fundo do lago. Outros, buscam os tesouros escondidos, sujos e maltratados; os retiram, limpam, e colocam em uma prateleira como recordações. Voltam ao lago para separar o que é possivel ser resgatado e o que é preciso retirar para parar de poluir.
São poucas as pessoas que buscam discernir entre o construtivo, valioso e belo do que arruina a vida como um verme a comer as próprias entranhas.
Enfim, se você não tem coragem e força sufiente pra olhar a face do abismo, não fale com a serpente, tão pouco coma o fruto do conhecimento. Uma vez ingerido, você, provavelmente será muito infeliz.
Infeliz, porque as borboletas e o jardim eram uma ilusão, a bondade nas pessoas são raras e seu egoismo é maior que sua barriga.
No mito da criação em Gênesis, o casal é expulso do paraíso e perambulava pela face da terra a própria sorte. Viram a ferocidade dos animais, a terra improdutiva, a chuva que não vinha, o filho doente, a morte sem esperança. Mas, quem sabe, também viram: a primavera após o inverno, os nascimentos, a confiança dos animais domésticos, o cão ao lado da casa, os pássaros cantando...
Enfim, a vida nos dá um dom, buscamos o conhecimento para termos liberdade de esscolha, depois nos alarmamos com o que os outros e nós mesmos fazemos com o conhecimento.
Diariamente a vida nos dá pinceladas daquela infância: borboletas, cantos, demonstrações públicas de carinho e cuidado.
Embora, eu creia veementemente que a ignorância seja o mais belo dom que podemos receber, ainda assim, creio que se nos dispormos a conhecermo-nos podemos encontrar tesouros magníficos dentro de nós mesmos. Ao descobrir nossa riqueza é que iremos poder partilhar com os demais.
Há vários textos, inclusive na Bíblia que podem clarear o assunto - aqui não quero colocar o texto sagrado, mas o registro de um povo, de uma cultura antiga -, no livro de Gênesis fala de um fruto do conhecimento, ora, isso é um mito quanto a curiosidade, a vontade de aprender e "ver" diferente. Claro, os hebreus queriam deixar claro o quanto sua vida era pesarosa, e alguém preisava levar a "culpa", logo, uma mulher, que ficara longe da presença masculina (a voz da razão?) conseguiu fazer o que todos queriam: ter conhecimento. Contudo, ela pagou o preço. Os registros indicam que ela teria dores de parto doloridíssimas e sua vontade estaria na permissão do marido (um monte de blablás para justificar a natureza!!! e claro, o patriarquismo).
O óbvio foi, que com esse mito, ninguém viu o que deveria: a suposta Eva, descobriu. Descobriu alguns segredos: quanto o ser humano pode ser falho, desonesto, hipócrita, egoísta, mal, corrupto. Afinal, ela conversou com a "cobra", aqui uma figura bela e malígna, dando a ela uma lição de sobrevivência ao mundo patriarcal. O suposto Adão apenas desobedeceu, e por amor. - na minha opinião ele ficou com medo de perder o brinquedo, e por isso fez o que Eva queria, imaginem aquela mulher, nua, linda dizendo: coma, é tão booommmm.
A ignorancia seria um grande dom. Eva se daria melhor sem o conhecimento. Ela acharia que tudo aquilo era assim mesmo. Mas como teve lições ardilosas com a cobra, soube como enganar muito bem seu marido, ensinou isso a suas filhas...
Vimos no mesmo livro, a história de Tamar, a história de Diná. Mulheres que de alguma maneira enfrentaram o povo e família por terem conhecimento. Foi o conhecimento que as deixou impetuosas!!!
Lembro-me de minha infância. Tudo eram borboletas. Hoje vejo o desastre que me acometeu. Se não tivesse conhecimento, poderia ser ignorantemente feliz.
A ignorância é um dom.
Veja a alegria de uma criança ao receber um presente: é tudo!
Veja a demonstração de carinho de um adolescente com um presente a sua namorada: vida.
Observe atentamente um presente que um marido de 15 anos de casado dá a sua esposa: "que? um microondas novo?" - fica explicito: o presente é para a tarefa, não pra pessoa. Se a mulher ainda tiver a bênção da ignorância dirá: "oh, meu amor, quanta gentileza me ajudar no meu trabalho, esse sim foi um belo presente!"
Mas se for uma feminista: ela jogará o micro pela janela.
Hoje em dia, é difícil conversar com pessoas com a divina ignorância de fábrica, a ignorancia plena de caridade, de melhor do ser humano. Essas pessoas sempre acham uma justificativa para as porquices que nossos políticos fazem, das maracutaias que fazem com o povo e até mesmo das puxadas de tapete que teu colega de serviço faz contigo. O mundo deles é ainda feito de borboletas, e quando elas somem a resposta é clara: ora, é inverno!
Aprendi a sorrir para essas pessoas. Porque não sou a serpente, não conseguirei convencer que devemos amar as pessoas, mas estarmos de olhos abertos as suas desvalias.
Eu acredito em transformações. As pessoas podem, se quiserem, mudar. O problema é que, além de difícil, caro e leva tempo, as pessoas não querem mudar. Mudar é reconhecer o que está ruim, e reconhecer isso é ver sua podridão, suas culpas e tristezas a flor da pele. Lidar com isso que estava lá no fundo lago (com todo o lodo e putrefação...) é algo difícil de enfrentar.
A ignorância nos permite flutuar no lago. É um barco seguro.
Mas para aqueles que querem dar o mergulho, é preciso prender a respiração, ter coração forte e braços atléticos para nadar.
Alguns ficam loucos, pois é assim que se pode romper com essa dor. Outros, podem até se afogar, usam drogas para esquecer o que viram no fundo do lago. Outros, buscam os tesouros escondidos, sujos e maltratados; os retiram, limpam, e colocam em uma prateleira como recordações. Voltam ao lago para separar o que é possivel ser resgatado e o que é preciso retirar para parar de poluir.
São poucas as pessoas que buscam discernir entre o construtivo, valioso e belo do que arruina a vida como um verme a comer as próprias entranhas.
Enfim, se você não tem coragem e força sufiente pra olhar a face do abismo, não fale com a serpente, tão pouco coma o fruto do conhecimento. Uma vez ingerido, você, provavelmente será muito infeliz.
Infeliz, porque as borboletas e o jardim eram uma ilusão, a bondade nas pessoas são raras e seu egoismo é maior que sua barriga.
No mito da criação em Gênesis, o casal é expulso do paraíso e perambulava pela face da terra a própria sorte. Viram a ferocidade dos animais, a terra improdutiva, a chuva que não vinha, o filho doente, a morte sem esperança. Mas, quem sabe, também viram: a primavera após o inverno, os nascimentos, a confiança dos animais domésticos, o cão ao lado da casa, os pássaros cantando...
Enfim, a vida nos dá um dom, buscamos o conhecimento para termos liberdade de esscolha, depois nos alarmamos com o que os outros e nós mesmos fazemos com o conhecimento.
Diariamente a vida nos dá pinceladas daquela infância: borboletas, cantos, demonstrações públicas de carinho e cuidado.
Embora, eu creia veementemente que a ignorância seja o mais belo dom que podemos receber, ainda assim, creio que se nos dispormos a conhecermo-nos podemos encontrar tesouros magníficos dentro de nós mesmos. Ao descobrir nossa riqueza é que iremos poder partilhar com os demais.
sábado, 4 de setembro de 2010
Insegurança X Desconfiança
As vezes é preciso ser o que todos esperam:
seja calma, dar o aceno na medida certa, chamar de meu amor, aceitar a mediocridade alheia que percisa de toques hipócritas para achar que existem.
Atender famílias e dar más notícias não é tarefa fácil. Atender superiores com gana de todos passarem, hum, também é um pouco difícil.
Agora a competição é algo que ainda me afeta. As comparações.
Nesta semana veio uma professora aflita com número de avaliações que fizera ao longo do trimestre: achava pouco. Fui a sala dela e mostrei o que fizera, já havia mostrado antes, mas ela precisava de respaudo. A terceira se inflava, "ah, eu fiz mais". No primeiro momento, achei idiota, depois asqueroso... por fim, vi uma pessoa tão insegura que precisa de mil firulas para se garantir. A segunda, se comparando com a terceira.
Após o conselho de classe, ficou evidente para todas: buscamos qualidade, não a quantidade. Claro, a segunda professora até devia mais avaliações, contudo, ainda assim, vi que as pessoas as quais se divulgam tão organizadas, planejamento num caderninho frufru, fizeram menos do que eu.
A qualidade se dá no envolvimento que faz. Tenho um caso sério de repetência, outro de motricidade fina e ampla. Ainda assim, todos desenvolveram bem em 3 meses.
Meu rigor e amor pelos pequenos me dão segurança no trabalho formativo desses indivíduos, jamais poderei comparar com demais pessoas. Os inseguros comparam, os seguros admiram.
Os inseguros buscam na quantidade de objetos e na organização deles por não saber simbolizar, abstrair.
Quem sempre precisa olhar pra trás, como o corredor de uma maratona - será que há alguém perto? - mostra que veio para competir mesmo, que alguém pode lhe tirar o lugar, ser melhor.
Lidar com pessoas inseguras é criar uma serpente ou escorpião, quando menos se espera elas dão o bote, te envenenam e dificilmente se tem tempo de antídoto. Com pessoas assim, inseguras e competitivas é preciso dar uma mão para acolher e ter um porrete na outra caso ela queira morder.
Infelizmente, sou muito ressabiada quanto as pessoas. Elas já me provaram o quanto podem ser terríveis, perversas e traiçoeiras. Num mundo em que temos que deixar a sombra do lado de fora do quarto para poder dormir, ir para o trabalho é como ter que enfrentar um tigre-dente-de-sabre por dia. As pessoas quando são feridas em seu narcisismo são capazes de ir longe demais.
Por isso, eu fico de longe, meu mundo é minha sala de aula, as luas, os atendimentos e lá no fundo, algum outro planeta anão em um órbit diferente podem estar minhas paralelas.
A diferença entre o inseguro e o desconfiado é que o inseguro sempre precisa de um modelo; o desconfiado crê que os modelos servem para a teoria da conspiração, duvida do bom, aceita melhor as coisas do mal porque enfim, mostraram-se em sua verdade, já os muito bons... hum, isso só pode ser um disfarce.
Sou desconfiada, ao máximo.
Mas não sou insegura.
seja calma, dar o aceno na medida certa, chamar de meu amor, aceitar a mediocridade alheia que percisa de toques hipócritas para achar que existem.
Atender famílias e dar más notícias não é tarefa fácil. Atender superiores com gana de todos passarem, hum, também é um pouco difícil.
Agora a competição é algo que ainda me afeta. As comparações.
Nesta semana veio uma professora aflita com número de avaliações que fizera ao longo do trimestre: achava pouco. Fui a sala dela e mostrei o que fizera, já havia mostrado antes, mas ela precisava de respaudo. A terceira se inflava, "ah, eu fiz mais". No primeiro momento, achei idiota, depois asqueroso... por fim, vi uma pessoa tão insegura que precisa de mil firulas para se garantir. A segunda, se comparando com a terceira.
Após o conselho de classe, ficou evidente para todas: buscamos qualidade, não a quantidade. Claro, a segunda professora até devia mais avaliações, contudo, ainda assim, vi que as pessoas as quais se divulgam tão organizadas, planejamento num caderninho frufru, fizeram menos do que eu.
A qualidade se dá no envolvimento que faz. Tenho um caso sério de repetência, outro de motricidade fina e ampla. Ainda assim, todos desenvolveram bem em 3 meses.
Meu rigor e amor pelos pequenos me dão segurança no trabalho formativo desses indivíduos, jamais poderei comparar com demais pessoas. Os inseguros comparam, os seguros admiram.
Os inseguros buscam na quantidade de objetos e na organização deles por não saber simbolizar, abstrair.
Quem sempre precisa olhar pra trás, como o corredor de uma maratona - será que há alguém perto? - mostra que veio para competir mesmo, que alguém pode lhe tirar o lugar, ser melhor.
Lidar com pessoas inseguras é criar uma serpente ou escorpião, quando menos se espera elas dão o bote, te envenenam e dificilmente se tem tempo de antídoto. Com pessoas assim, inseguras e competitivas é preciso dar uma mão para acolher e ter um porrete na outra caso ela queira morder.
Infelizmente, sou muito ressabiada quanto as pessoas. Elas já me provaram o quanto podem ser terríveis, perversas e traiçoeiras. Num mundo em que temos que deixar a sombra do lado de fora do quarto para poder dormir, ir para o trabalho é como ter que enfrentar um tigre-dente-de-sabre por dia. As pessoas quando são feridas em seu narcisismo são capazes de ir longe demais.
Por isso, eu fico de longe, meu mundo é minha sala de aula, as luas, os atendimentos e lá no fundo, algum outro planeta anão em um órbit diferente podem estar minhas paralelas.
A diferença entre o inseguro e o desconfiado é que o inseguro sempre precisa de um modelo; o desconfiado crê que os modelos servem para a teoria da conspiração, duvida do bom, aceita melhor as coisas do mal porque enfim, mostraram-se em sua verdade, já os muito bons... hum, isso só pode ser um disfarce.
Sou desconfiada, ao máximo.
Mas não sou insegura.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Gripe
Gripe.
Gripe.
Gripe.
Ter ou não ter, eis a questão.
Não pense que requer muita teoria para tê-la, tão pouco o valor na conta bancária.
Atinge qualquer um!
Você está tranquilo e até feliz por aquele frio ter amenizado, um sol quentinho pra lembrar que em algumas semanas a cidade estará florida, os pássarinhos cantando, a vida se renovando... (uma série de gerúndios!).
Passasse o dia e vem aquela dor de cabeça, funga, dor nas costas, quem sabe, uma febre.
Pronto você acabou de adquirir uma preciosa GRIPE.
Os espirros em sequencia te avisarão que ela veio pra ficar!
VocÊ acorda com dor de cabeça, come, toma banho, trabalha, urina, (se você tiver disposição para demais ações de treino ou tentativa veemente da reprodução da espécie, também vai estar com dor de cabeça).
Mas você é esperto, não vai fcar de braços cruzados, não! Então corre pra primeira farmácia (caso você não seja tão precavido como eu, que tenho minha farmacinha, numa linda caixinha!), compra resfenol, benegripe, tilenol, multigripe, sachês de chás, e qualquer outra mandinga que possa te restaurar a saúde.
Volta pra casa, até meio que feliz. Toma tudo, come a sopinha da mamãe, e reza.
Acorda no dia seguinte: onde está aquela gripe de ontem? Onde está!
Você se dá conta que tudo piorou!!!
Você, além da gripe turbinada, está com uma sinusite terrível!!! Sim, a dor de ontem foi embora e no lugar algo apocalíptico tomou conta de teu corpo - alguém fala com você e parece que ouve as trombetas dos sete anjos e as catásfrofes contra os ímpios!!!
Bem, já adianto que não adianta qualquer tipo de conversão a alguma seita ou religião - acho que não há milagres pro vírus!
Algo me diz que Judas, o Escariotes, deve ter pego uma baita gripe e como na época não haviam comprimidos que amenizassem os sintomas, ele enforcou-se. Imagine, além de vender o "Mestre" ainda gripado, nem conseguiria se desculpar, todo fanho, com coriza, dor de cabeça (dupla, uma da consciência e outra da sinusite). Realmente, é pra matar!!!
Mas com paciência podemos sobreviver aos sete dias de desgosto. Claro, se não ficar pior e você ficar mais de 15 dias gripado!!! Além da sinusite você pode ficar como eu: amigdalite, falar baixo e rouca, beber litros de chá, mel, xarope e não resultar em nada (nada além de mandar todo o líquido embora pela urina).
Culpados?
Sei lá, mudança de tempo, pessoas infectadas que cruzam com você, apertam tua mão, tossem e nem sequer tem um lencinho pra cobrir a boca? Ônibus lotado, janelas poucas, pessoas falando em cima de você, jogando aquela saliva...
Até pode ser, mas como ainda ninguém foi preso por gripe... cá estou eu presa a ela.
O que posso fazer? Cuidar dela, será minha companheira de todas as aventuras, pelo menos por uma semana.
Gripe.
Gripe.
Ter ou não ter, eis a questão.
Não pense que requer muita teoria para tê-la, tão pouco o valor na conta bancária.
Atinge qualquer um!
Você está tranquilo e até feliz por aquele frio ter amenizado, um sol quentinho pra lembrar que em algumas semanas a cidade estará florida, os pássarinhos cantando, a vida se renovando... (uma série de gerúndios!).
Passasse o dia e vem aquela dor de cabeça, funga, dor nas costas, quem sabe, uma febre.
Pronto você acabou de adquirir uma preciosa GRIPE.
Os espirros em sequencia te avisarão que ela veio pra ficar!
VocÊ acorda com dor de cabeça, come, toma banho, trabalha, urina, (se você tiver disposição para demais ações de treino ou tentativa veemente da reprodução da espécie, também vai estar com dor de cabeça).
Mas você é esperto, não vai fcar de braços cruzados, não! Então corre pra primeira farmácia (caso você não seja tão precavido como eu, que tenho minha farmacinha, numa linda caixinha!), compra resfenol, benegripe, tilenol, multigripe, sachês de chás, e qualquer outra mandinga que possa te restaurar a saúde.
Volta pra casa, até meio que feliz. Toma tudo, come a sopinha da mamãe, e reza.
Acorda no dia seguinte: onde está aquela gripe de ontem? Onde está!
Você se dá conta que tudo piorou!!!
Você, além da gripe turbinada, está com uma sinusite terrível!!! Sim, a dor de ontem foi embora e no lugar algo apocalíptico tomou conta de teu corpo - alguém fala com você e parece que ouve as trombetas dos sete anjos e as catásfrofes contra os ímpios!!!
Bem, já adianto que não adianta qualquer tipo de conversão a alguma seita ou religião - acho que não há milagres pro vírus!
Algo me diz que Judas, o Escariotes, deve ter pego uma baita gripe e como na época não haviam comprimidos que amenizassem os sintomas, ele enforcou-se. Imagine, além de vender o "Mestre" ainda gripado, nem conseguiria se desculpar, todo fanho, com coriza, dor de cabeça (dupla, uma da consciência e outra da sinusite). Realmente, é pra matar!!!
Mas com paciência podemos sobreviver aos sete dias de desgosto. Claro, se não ficar pior e você ficar mais de 15 dias gripado!!! Além da sinusite você pode ficar como eu: amigdalite, falar baixo e rouca, beber litros de chá, mel, xarope e não resultar em nada (nada além de mandar todo o líquido embora pela urina).
Culpados?
Sei lá, mudança de tempo, pessoas infectadas que cruzam com você, apertam tua mão, tossem e nem sequer tem um lencinho pra cobrir a boca? Ônibus lotado, janelas poucas, pessoas falando em cima de você, jogando aquela saliva...
Até pode ser, mas como ainda ninguém foi preso por gripe... cá estou eu presa a ela.
O que posso fazer? Cuidar dela, será minha companheira de todas as aventuras, pelo menos por uma semana.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ainda Bem
Ufa, ainda bem que agosto está por um dia.
Ainda bem que finalmente minhas contas estarão em dia.
Ainda bem, mais um trimestre está por findar.
Ainda bem que as "dores de parto" mais intensas mostram o final do sofrimento.
Ainda bem,
ainda bem que estou viva, com um certo humor negro...
Ainda bem, estou com gripe e isso deixa qualquer um mais distante e qualquer problema mais sério se resume a desculpa que você apenas está com essa cara de enterro por causa do resfriado.
Ainda bem que sonho.
Ainda bem que um dia vou virar a mesa, de preferência quando ninguém estiver eserando.
Ainda bem que irei no cinema.
Que sábado se aproxima, mesmo que lentamente...depois feriadão.
Ainda bem que ainda tenho esperanças que quando termina algo, pode ser que comece algo melhor.
Ainda bem que finalmente minhas contas estarão em dia.
Ainda bem, mais um trimestre está por findar.
Ainda bem que as "dores de parto" mais intensas mostram o final do sofrimento.
Ainda bem,
ainda bem que estou viva, com um certo humor negro...
Ainda bem, estou com gripe e isso deixa qualquer um mais distante e qualquer problema mais sério se resume a desculpa que você apenas está com essa cara de enterro por causa do resfriado.
Ainda bem que sonho.
Ainda bem que um dia vou virar a mesa, de preferência quando ninguém estiver eserando.
Ainda bem que irei no cinema.
Que sábado se aproxima, mesmo que lentamente...depois feriadão.
Ainda bem que ainda tenho esperanças que quando termina algo, pode ser que comece algo melhor.
sábado, 28 de agosto de 2010
E se...
De repente ela se deu conta do tempo que havia investido: um casamento frustrado, sem nada em seu nome, sem garantias e a tristeza de ter ao seu lado um homem fraco, incompetente, incoveniente e insensível (haveria mais alguns "ins", mas preferiu calar-se). Calou-se! Mesmoo para ela que sempre tinha algo a dizer...
Olhou profundamente dentro de si, tentou buscar a causa de tanta loucura: casar com um homem que não amava, que não lhe etendia, não lhe apoiava... entre tantas coisas... até os momentos mais íntimos, ele não sabia realmente como satisfazê-la.
Ela entendeu, que tudo aquilo era para tapar o buraco que seu grande amor havia feito em seu peito.
Sim, traçara critérios para escolher o homem que daria fim ao seu sofrimento. Dentre os critérios, ela não colocou: que eu o ame. Ela deixou isso de lado, uma vez que não lhe cabia amar novamente. Nada seria comparado ao que ela havia vivido.
O amor não cabia nessa relação. Foi um tempo perdido? Quem sabe?
O que ela tem certeza é que a vida passa e não volta. Com esse homem, não poderá ter a filha que tanto almeja... Não terá a casa que sonha, não terá a vida acadêmica e espiritual que tanto deseja, tão pouco a liberdade.
A vida vai passando, dia após dia...
Seu coração bate e lhe diz o nome de seu grande amor, um amor tão distante e vívido em seu peito. As lembranças já a machucaram, mas agora se mostravam bálsamo perante a situação.
Aquele homem com quem dividira o leito, com quem anos passou, era um estranho, um bárbaro, um ser ao seu lado, dividindo a existência... Mas ela era demais para o homem.
Ao deparar-se com tal realidade, compreendeu que se alimentara de migalhas por anos. Comprou e assinou a própria infelicidade.
Ela pensou, então, e se...
E se voltasse?
E se se declarasse?
E se buscasse a felicidade perdida nos anos que se passaram?
Mas corria o risco:
E se voltasse e seu amor já estivesse com outra?
E se realmente fizesse a declaração de amor eterno e ele simplesmente a ignorasse?
E se essa tão sonhada felicidade fosse um inferno?
O "se" a fez desistir de tudo isso diversas vezes.
Foi o "se" que a fez algumas vezes voltar e retomar o casamento falido.
Esse maldito "se" a atormentou por noites regadas ao choro da aflição.
Quando menos se espera, ela olha o horizonte, passa por uma rua conhecida aos dois amantes do passado, sente o perfume dele ou uma escuta uma canção e revive: "e se?..."
Olhou profundamente dentro de si, tentou buscar a causa de tanta loucura: casar com um homem que não amava, que não lhe etendia, não lhe apoiava... entre tantas coisas... até os momentos mais íntimos, ele não sabia realmente como satisfazê-la.
Ela entendeu, que tudo aquilo era para tapar o buraco que seu grande amor havia feito em seu peito.
Sim, traçara critérios para escolher o homem que daria fim ao seu sofrimento. Dentre os critérios, ela não colocou: que eu o ame. Ela deixou isso de lado, uma vez que não lhe cabia amar novamente. Nada seria comparado ao que ela havia vivido.
O amor não cabia nessa relação. Foi um tempo perdido? Quem sabe?
O que ela tem certeza é que a vida passa e não volta. Com esse homem, não poderá ter a filha que tanto almeja... Não terá a casa que sonha, não terá a vida acadêmica e espiritual que tanto deseja, tão pouco a liberdade.
A vida vai passando, dia após dia...
Seu coração bate e lhe diz o nome de seu grande amor, um amor tão distante e vívido em seu peito. As lembranças já a machucaram, mas agora se mostravam bálsamo perante a situação.
Aquele homem com quem dividira o leito, com quem anos passou, era um estranho, um bárbaro, um ser ao seu lado, dividindo a existência... Mas ela era demais para o homem.
Ao deparar-se com tal realidade, compreendeu que se alimentara de migalhas por anos. Comprou e assinou a própria infelicidade.
Ela pensou, então, e se...
E se voltasse?
E se se declarasse?
E se buscasse a felicidade perdida nos anos que se passaram?
Mas corria o risco:
E se voltasse e seu amor já estivesse com outra?
E se realmente fizesse a declaração de amor eterno e ele simplesmente a ignorasse?
E se essa tão sonhada felicidade fosse um inferno?
O "se" a fez desistir de tudo isso diversas vezes.
Foi o "se" que a fez algumas vezes voltar e retomar o casamento falido.
Esse maldito "se" a atormentou por noites regadas ao choro da aflição.
Quando menos se espera, ela olha o horizonte, passa por uma rua conhecida aos dois amantes do passado, sente o perfume dele ou uma escuta uma canção e revive: "e se?..."
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Coragem e seguir em frente
A coragem é um elemento muito interessante. Discutia que em minha vida tive muitas experiências fortes, o que me disseram que era uma mulher forte e corajosa. Argumntei que não tinha outras opções, a não ser, seguir em frente. Até me apresentaram outras coisas que poderia acontecer se não tivesse sido corajosa.
Acho que uma virtude ou traço de loucura extrema, é o de persistir em minhas ideias. As vezes, posso passar anos, mas alcanso meus objetivos. Tenho a alegria de dizer que tudo que realmente me empenhei em minha vida, conquistei.
Hoje tenho medo de assumir uma casa própria, enfrentar meus medos de estar num lugar que não conheça ninguém, que tenha que começar certas relações de boa vizinhança com estranhos! - sim, todos serão estranhos até que comece a conhecer, e do jeito que sou, vou me convencer logo que o melhor teria sido não ter conhecido!!!
Seguir em frente, hoje, requer uma decisão grande, largar a acomodação incoveniente para tentar voar com as próprias asas. Complicado! A dor que já sentimos é mais facil aceitar do que uma dor que jamais se sentiu, é próprio do ser humano.
Mas agora é preciso usar de coragem, seguir em frente pra não me decepcionar, ao menos, comigo mesma.
Acho que uma virtude ou traço de loucura extrema, é o de persistir em minhas ideias. As vezes, posso passar anos, mas alcanso meus objetivos. Tenho a alegria de dizer que tudo que realmente me empenhei em minha vida, conquistei.
Hoje tenho medo de assumir uma casa própria, enfrentar meus medos de estar num lugar que não conheça ninguém, que tenha que começar certas relações de boa vizinhança com estranhos! - sim, todos serão estranhos até que comece a conhecer, e do jeito que sou, vou me convencer logo que o melhor teria sido não ter conhecido!!!
Seguir em frente, hoje, requer uma decisão grande, largar a acomodação incoveniente para tentar voar com as próprias asas. Complicado! A dor que já sentimos é mais facil aceitar do que uma dor que jamais se sentiu, é próprio do ser humano.
Mas agora é preciso usar de coragem, seguir em frente pra não me decepcionar, ao menos, comigo mesma.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Caminhadas
Hoje pela manhã, coloquei o despertador tocar, de meia em meia hora, pra ver se eu tomava a iniciativa de caminhar.
Enfim as 9 horas levantei, tomei um café leve e fui. Com música e eu cantarolando, os 45 minutos foram agradáveis.
Afinal hoje está quente, sem ninguém pra te interromper, no teu rítmo, e o mais importante: a paisagem muda conforme se anda - e não aquela maldita esteira que você caminha, corre e jamais sai do lugar... Dentro de academias você respira um ar condicionado, sabe, sem aquela fumaça do ônibus... hoje em dia nossos pulmões nem sabem viver sem isso!
Mas, caminhar é bom, melhor é quando eu corria. Correr é ótimo. Me sinto viva, sinto um objetivo grande que é a superação de tempo e espaço.
Sinto intensamente meu coração bater e consigo não pensar em nada.
Para voltar a correr, tenho que caminhar, fazer alongamentos e ainda um reforço das articulações dos membros inferiores. Descobri que tenho uma hiper flexibilidade nas articulações - eu poderia ter sido aquelas mulheres de circo que se dobram e entram nas caixas, mas ninguém percebeu isso, por isso agora sou professora, sou flexivel com o salário.
Bem, agora, com caminhadas matinais, comendo aquela fibra toda, aquela cara de ração... diminuir as gorduras, queijos, massas e chocolates, quem sabe saio da obesidade e volto aos meus 64 kg!!!
Bem caminhar é bom. Correr é tudo! Enquanto não corro, vou caminhando e cantando e seguindo a canção... Pra não dizer que não falei de flores...
Enfim as 9 horas levantei, tomei um café leve e fui. Com música e eu cantarolando, os 45 minutos foram agradáveis.
Afinal hoje está quente, sem ninguém pra te interromper, no teu rítmo, e o mais importante: a paisagem muda conforme se anda - e não aquela maldita esteira que você caminha, corre e jamais sai do lugar... Dentro de academias você respira um ar condicionado, sabe, sem aquela fumaça do ônibus... hoje em dia nossos pulmões nem sabem viver sem isso!
Mas, caminhar é bom, melhor é quando eu corria. Correr é ótimo. Me sinto viva, sinto um objetivo grande que é a superação de tempo e espaço.
Sinto intensamente meu coração bater e consigo não pensar em nada.
Para voltar a correr, tenho que caminhar, fazer alongamentos e ainda um reforço das articulações dos membros inferiores. Descobri que tenho uma hiper flexibilidade nas articulações - eu poderia ter sido aquelas mulheres de circo que se dobram e entram nas caixas, mas ninguém percebeu isso, por isso agora sou professora, sou flexivel com o salário.
Bem, agora, com caminhadas matinais, comendo aquela fibra toda, aquela cara de ração... diminuir as gorduras, queijos, massas e chocolates, quem sabe saio da obesidade e volto aos meus 64 kg!!!
Bem caminhar é bom. Correr é tudo! Enquanto não corro, vou caminhando e cantando e seguindo a canção... Pra não dizer que não falei de flores...
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Passos
Estou chegando perto do momento que se inspira antes do salto.
Já vislumbrei parte do abismo, e lá, depois da queda torrencial, há um lugar de descanso.
Não será ainda meu fim.
Será um recomeço.
Mais um dos vários que fiz.
Um que será memorável. Um entre tantos planejados, cuidadozamente pensado. Que por vezes voltei atras para dar o impulso certo, ou mais possível no momento.
Tive que tolerar o intolerável. Cresci na obediência do caos e da nocividdade das pessoas.
Sobrevivi.
Suportei, carreguei fardos para que hoje, olhando o abismo, possa ter menos medo dele. Que a coragem que há em mim possa ser suficiente!!!
Será uma longa jornada, essa queda. Oh, não vamos pensar que ir para baixo é ruim, aqui não se trata de inferno!
Se trata de busca, de leitura do ego, de rupturas com paradigmas...
Se trata de voo, de nascimentos...
Estou sentindo a brisa, ela me chama.
Já inspirei esse ar muitas vezes, exercitando o salto.
Será uma longa descida.
Fecharei os olhos no salto e depois os abrirei para contemplar a paisagem.
A queda certamente será dolorida. Contudo, meu espaço já está pequeno, já me incomoda deveras o lugar que estou. Dor por dor, antes uma que acabará logo, que seja diferente, do esta que me invade diariamente.
Sim, irei. Levarei comigo o que aprendi. Tento deixar as tristezas, mágoas, desafetos, incoerências, falsidades, ideologias baratas, pessoas peçonhentas... tudo será deixado pra trás. Depois do salto, não serei mais a velha lagarta, serei outra coisa. Serei algo novo...
Já vislumbrei parte do abismo, e lá, depois da queda torrencial, há um lugar de descanso.
Não será ainda meu fim.
Será um recomeço.
Mais um dos vários que fiz.
Um que será memorável. Um entre tantos planejados, cuidadozamente pensado. Que por vezes voltei atras para dar o impulso certo, ou mais possível no momento.
Tive que tolerar o intolerável. Cresci na obediência do caos e da nocividdade das pessoas.
Sobrevivi.
Suportei, carreguei fardos para que hoje, olhando o abismo, possa ter menos medo dele. Que a coragem que há em mim possa ser suficiente!!!
Será uma longa jornada, essa queda. Oh, não vamos pensar que ir para baixo é ruim, aqui não se trata de inferno!
Se trata de busca, de leitura do ego, de rupturas com paradigmas...
Se trata de voo, de nascimentos...
Estou sentindo a brisa, ela me chama.
Já inspirei esse ar muitas vezes, exercitando o salto.
Será uma longa descida.
Fecharei os olhos no salto e depois os abrirei para contemplar a paisagem.
A queda certamente será dolorida. Contudo, meu espaço já está pequeno, já me incomoda deveras o lugar que estou. Dor por dor, antes uma que acabará logo, que seja diferente, do esta que me invade diariamente.
Sim, irei. Levarei comigo o que aprendi. Tento deixar as tristezas, mágoas, desafetos, incoerências, falsidades, ideologias baratas, pessoas peçonhentas... tudo será deixado pra trás. Depois do salto, não serei mais a velha lagarta, serei outra coisa. Serei algo novo...
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