sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O pior e o melhor de tudo, ou quase

Fazem 18 meses que estudo psicanálise. Fazem 6 meses que faço análise. Fazem 10 anos que quero mudar radicalmente de vida. Faz mais de 30 anos que caminho por essa Porto Alegre. Fazem 8 anos que tenho um gato mala. Fazem 26 anos que rezei a Deus por um irmão, mas devido a falta de especificações, me enviaram aquilo lá.

O pior de tudo, é que quanto mais eu olho pra dentro de mim mesma, mais complicado fica. O melhor é que eu já desconfiava disso. Descobrir, pela narrativa dos fatos, agora com olhar mais capaz de ver a maldade das pessoas ao teu redor fazem. E as vezes até sente pena delas! Numa vida tão cuidadosamente neurótica.

O pior de tudo é que ao longo desses 10 anos fui juntando responsabilidades, amores, desafetos tais que ainda me impedem de mudar o que desejo dentro de mim. O melhor, é que dentro desse período fiz algumas coisas que fundamentam meu viver: a pedagogia, a especialização, os trabalhos em formação de outros educadores. Ainda assim, faço mais pelos outros que a mim mesma.

O pior, de hoje é que estou me sentindo insegura. A insegurança é a mania de tantas certezas que não sobra espaço para se sentir errado. Busco respostas as minhas perguntas, tenho o que um colega teólogo disse: fome de eterno. Sempre que posso assisto o filme: "Devorador de Pecados", ali, me vejo no padre (Heath  Ledger) que consegue conhecer quase tudo e ainda se torna um justiceiro (tá o fato de ele ser praticamente imortal também me cativa). Me sinto insegura por achar que não detenho todo o conhecimento que achava necessário. Estou completamente a mercê dos professores, já iniciei uma lista de justificativas, porém, sei que aqueles que muito se justificam estão posicionados em alicerces infantis. O que sobra?

O melhor de tudo que de alguma forma, em outubro tudo será diferente. Seja diferente bom ou ruim.
No primeiro semestre de especialização tirei um D em uma prova. Minhas colegas me disseram que era pra eu recorrer, pois eu sabia mais que elas. Eu não recorri, não pedi revisão. Disse a todas que aquela era a prova me faltara muitas vezes: a prova que eu erro. Foi bom aceitar o D. Bem, fizeram uma revisão hipócrita e deram A pra todo mundo. Achei aquilo um desastre, comentei e ainda uma colega colocou "se tu veio aqui pra aceitar qualquer coisa, eu não!". Foi bonito de ver, naquela mulher de mais de 40, dizer o que falei no 4º semestre de Pedagogia para um 8,5 de um trabalho.

A minha insegurança perpassa o critério que no geral as mulheres me passam instabilidade. Os homens, poucas vezes, você ouve filosofar e dizer mudei de ideia... gosto mais assim, com frufru assado. Homens dizem e depois era aquilo! Pro homem a coisa tem que ser clara e objetiva, pra mulher, precisa ser uma teia.
Pra mim, precisa ser genial!!!
Então, ter uma orientadora mulher sabendo que o CARA que sabe da teoria que uso é um homem e não o ter, fica complicado. Me senti traída. Puxado o meu tapete. Agora veja só, ela não entende a pedagogia, não entende Bion (meu alicerce na teoria da vincularidade) e ainda me orienta - afinal, orienta o que?

O pior é que posso estar falando bobagens no artigo.
O melhor é que se, autonomamente eu ter conseguido, apesar dessa mulher, ter escrito algo realmente bom, vou me achar por muito tempo, hehehe. Ora, não julgue tão apressadamente, antes alguém feliz pelo que fez do que amargurado pelo que não fez.

Em verdade, quase tudo, mais ou menos, é bom e ruim.
Eu tenho problemas com mulheres, são raras as que algum dia confiei, admirei. Homens, quanto mais cultos, mais eu admiro.

Mas agora é poder aguentar o final de semana, correr segunda e terça e... de alguma forma, não ter um ataque fulminante!!!

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