As vezes, paro e tento me lembrar de como foi, como cada toque senti da pele dele em mim, das sensações, dos prazeres...
Tento pensar que foi um tempo bom. Melhor ter sido bom do que nunca ter tido nada.
O mais interessante, é que não lembro de certas coisas... o que lembro foi que era ótimo estar com ele e daria muita coisa pra ter novamente tudo aquilo.
Hoje a tarde, voltando do trabalho, vim rindo pra casa - casa, como odeio esse lugar! - pois tive um papo muito diferente e acho que de tudo que foi falado, ele, acho, estava me testando. Testando cada palavra, mentindo descaradamente pra me provocar, me deixar encurralada. Foi engraçado, eu jurava que jamais tinha efetuado determinadas ações, mas ele dizia que lembrava com certa ênfase...
A questão, é que eu sabia bem o que não havia feito, e fico me sentindo estranha por alguém detalhar fatos que não lembro, pois creio que não existiram. Fiquei encurralada, desacomodada, praticamente nua.
Eu sei o que aconteceu! Não estava no controle, ele estava. E ainda se divertindo com a minha cara, heheh.
Estava, na segunda-feira, discutindo com minha terapeuta, sobre segurança. E relatei que haviam dois momentos parecidos em que me senti segura no lugar onde mais tenho medo: mar. As duas pessoas eram ele e meu pai. Quando era pequena, dava a mão pro meu pai e ia entrando mar a dentro sem me preocupar com nada, afinal, ele estava ao meu lado, segurando minha mão e não haveria nada que pudesse nos fazer mal - estava protegida! Quando fui a praia e o vi, dentro do mar lindo e ele disse: entra, o água tá deliciosa, eu entrei sem medo. Das outras vezes que entrei, sem nenhum desses dois, usei salva-vidas - ridículo. Mas essa é a minha vida!
Eu queria alguém com quem me sentisse segura. Meus últimos anos tive que ser forte, decidida, pronta, exata, certa e aprumada. Eu dei segurança para todos, fui o colo e o ombro de muitos e a maioria das vezes meu corpo foi desrespeitado, usado, trocado, mal amado, mal cuidado... Deixei-me de lado em prol dos outros.
Acho que possa ser isso que me faz esquecer um passado de prazer, de sonhos e amores.
Eu queria tudo de novo, mas isso parece improvável, não como fazer o tempo voltar e eu ter aquele gosto de novo em mim. Com tanta gente no mundo e eu paranóica, presa nas memórias.
Não sei como isso funciona, não encontrei nenhum livro que pudesse me ajudar a esquecer. As vezes me pergunto: é porque é impossível que minha teimosia me lança em busca disso ou será loucura, ou será amor... Eu realmente não sei. Só tenho certeza que ele está gravado em minhas mais doces memórias.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Diálogos
"Eu te disse que isso era coisa da tua cabeça, que não poderia de forma alguma dar certo. Eu te falei tantas vezes que sonhar é coisa de tolos.
Eu também, por inúmeras vezes te expliquei que a vida continua, que as páginas do livro são viradas, o tempo é um camarada que te devora e precisa ser mais esperta que tal Chronos...
Ah, as vezes me parece ser tão inteligente, culta, atenta ao teu redor e ainda comete erros tão banais. É triste ser tua consciência nesse ponto de vista. Volta sempre este ponto, antigo, passado, arcaico.
A vida pode lhe aguardar tanto mais, descobertas, trabalhos, prazeres, amizades e outros amores.
Afinal, ainda não compreendo tuas decisões sem a minha consulta tão providente e racional. Isso me perturba, quando vai atras de outros sinais, ais quais eu não consigo perceber assim, nessa intensidade do teu ler..."
Ah, minha querida consciência, estás aqui para me dizer o limite entre o caos e o medo, entre a loucura total e a melancolia. Não estás aqui para falar de amores, de dependências, de sentimentos, de decisões feitas com o coração. Não o entendes, pois parece ser irracional, desmedido, desequilibrado. Tua metodologia se faz por vezes, pelas feridas que abri ao caminhar nessa existência e me lembras de pisar onde há campos minados. Mas meu coração, me diz, que apesar de tudo existe algo mais, que mesmo sofrendo, serei feliz, pois quem sofre do coração, do amor, da beleza, da compaixão, da empatia, não sofre, aprende e se refaz transcendendo o material.
És importante para cada ato de minha vida, mas não ouse julgar o que meu coração me diz, deveria, aprender com ele e assim, me dividiria menos. Mas tu és assim, racional, metódico. Por muitas vezes quem me salvou da loucura, dos despropérios, foste tu, e minha gratidão será grande, mas meu coração me dá o que não consegues perceber: amor.
O amor não é uma receita, não é uma cédula que trocamos, não é um objeto que nos tras lembranças, não é uma nota fiscal.
O amor, é mais do que a sensação do sol que aparece na manhã de inverno e você se aconchega nele, aquecendo-te... é mais que um mergulho em dia de verão em um mar azul... é mais que a volta do mergulho e teu suspiro de retorno e oxigênio novo aos pulmões... é mais que caminhar descalço na praia, na liberdade... é mais que contemplar a beleza que só o coração pode ver na pessoa que amas."
"Continuo sem entender, mas se assim que queres, tomes as tuas resoluções, mas compreenda que meu papel é lembra-te os riscos, as falhas e estar atenta a te explicar cada detalhe."
"Eu já tomei minha decisão, mesmo que não o tenha, meu coração o pertence!"
Eu também, por inúmeras vezes te expliquei que a vida continua, que as páginas do livro são viradas, o tempo é um camarada que te devora e precisa ser mais esperta que tal Chronos...
Ah, as vezes me parece ser tão inteligente, culta, atenta ao teu redor e ainda comete erros tão banais. É triste ser tua consciência nesse ponto de vista. Volta sempre este ponto, antigo, passado, arcaico.
A vida pode lhe aguardar tanto mais, descobertas, trabalhos, prazeres, amizades e outros amores.
Afinal, ainda não compreendo tuas decisões sem a minha consulta tão providente e racional. Isso me perturba, quando vai atras de outros sinais, ais quais eu não consigo perceber assim, nessa intensidade do teu ler..."
Ah, minha querida consciência, estás aqui para me dizer o limite entre o caos e o medo, entre a loucura total e a melancolia. Não estás aqui para falar de amores, de dependências, de sentimentos, de decisões feitas com o coração. Não o entendes, pois parece ser irracional, desmedido, desequilibrado. Tua metodologia se faz por vezes, pelas feridas que abri ao caminhar nessa existência e me lembras de pisar onde há campos minados. Mas meu coração, me diz, que apesar de tudo existe algo mais, que mesmo sofrendo, serei feliz, pois quem sofre do coração, do amor, da beleza, da compaixão, da empatia, não sofre, aprende e se refaz transcendendo o material.
És importante para cada ato de minha vida, mas não ouse julgar o que meu coração me diz, deveria, aprender com ele e assim, me dividiria menos. Mas tu és assim, racional, metódico. Por muitas vezes quem me salvou da loucura, dos despropérios, foste tu, e minha gratidão será grande, mas meu coração me dá o que não consegues perceber: amor.
O amor não é uma receita, não é uma cédula que trocamos, não é um objeto que nos tras lembranças, não é uma nota fiscal.
O amor, é mais do que a sensação do sol que aparece na manhã de inverno e você se aconchega nele, aquecendo-te... é mais que um mergulho em dia de verão em um mar azul... é mais que a volta do mergulho e teu suspiro de retorno e oxigênio novo aos pulmões... é mais que caminhar descalço na praia, na liberdade... é mais que contemplar a beleza que só o coração pode ver na pessoa que amas."
"Continuo sem entender, mas se assim que queres, tomes as tuas resoluções, mas compreenda que meu papel é lembra-te os riscos, as falhas e estar atenta a te explicar cada detalhe."
"Eu já tomei minha decisão, mesmo que não o tenha, meu coração o pertence!"
sábado, 24 de setembro de 2011
checklist
Eu tenho um checklist!
Pra maioria das coisas...
É uma maneira, claro de controlar e objetivar a maioria das coisas.
É claro que sei que na realidade, não existe controle sobre nada, somos mais controlados pelos nossos impulsos do que nossa razão - o que é uma descoberta triste, uma vez que, as verdades doem!!!
Em minhas listas, houve momentos de contagem regressiva para estar com pessoas, para me desfazer de relações frustradas, de continuar a ter certa postura frente a situações...
Hoje, ao meio de uma lista tensa e grande, sinto a pressão e a distância da resolução de tudo.
Sabe aquela vontade de correr, como o Forrest Gump... pois é... mas não dá.
Tenho que raciocinar, me controlar.
É um pouco frustrante, eu sei, mas sei que vou conseguir. Sou uma pessoa que sigo os métodos, espero e traço meus objetivos com cautela.
Parece que sou quase uma serial Killer, de tão metódica em certas coisas... mas sou uma sonhadora, uma idealista, e talves seja isso que me faça ir adiante.
Se dependesse apenas dos resultados, não estaria muito satisfeita.
O quero dizer é, por mais longo e tenso que seja viver essa vida louca, com pessoas que te apoiam e a maioria que tenta te afogar a todo custo... é que sou mais forte que isso. Costumo dizer que sou ruim o suficiente pra sobreviver.
Acho que sou resistentemente sonhadora e não aceito muito bem o não como resposta, dou a volta e tento novamente. Taves persistência, talves burrice, talves falta do que fazer... não sei ao certo... mas não desisto da minha lista.
Pra maioria das coisas...
É uma maneira, claro de controlar e objetivar a maioria das coisas.
É claro que sei que na realidade, não existe controle sobre nada, somos mais controlados pelos nossos impulsos do que nossa razão - o que é uma descoberta triste, uma vez que, as verdades doem!!!
Em minhas listas, houve momentos de contagem regressiva para estar com pessoas, para me desfazer de relações frustradas, de continuar a ter certa postura frente a situações...
Hoje, ao meio de uma lista tensa e grande, sinto a pressão e a distância da resolução de tudo.
Sabe aquela vontade de correr, como o Forrest Gump... pois é... mas não dá.
Tenho que raciocinar, me controlar.
É um pouco frustrante, eu sei, mas sei que vou conseguir. Sou uma pessoa que sigo os métodos, espero e traço meus objetivos com cautela.
Parece que sou quase uma serial Killer, de tão metódica em certas coisas... mas sou uma sonhadora, uma idealista, e talves seja isso que me faça ir adiante.
Se dependesse apenas dos resultados, não estaria muito satisfeita.
O quero dizer é, por mais longo e tenso que seja viver essa vida louca, com pessoas que te apoiam e a maioria que tenta te afogar a todo custo... é que sou mais forte que isso. Costumo dizer que sou ruim o suficiente pra sobreviver.
Acho que sou resistentemente sonhadora e não aceito muito bem o não como resposta, dou a volta e tento novamente. Taves persistência, talves burrice, talves falta do que fazer... não sei ao certo... mas não desisto da minha lista.
sábado, 17 de setembro de 2011
Dores nas costas
Dores nas costas são frequêntes naqueles e naquelas que fazem pouco ou nenhum exercício. Num sábado me embretei a fazer coisas antigas como doces, pastas de temperos... sim, eu faço dessas coisas também!
Acho que minha mente irriquieta, faz meu corpo correr para algumas coisas: comidas, temperos, junção de gente, papo e risos (blusas sujas, panelas queimadas...). Gosto dessa dinâmica.
Mas depois de 14 horas fazendo essas coisas... ajudando o filho a montar um blog meio tosco e sorrir para minha mãe... veio as dores!!!
Oh, dores!
Tomei remédios, banho quente, salompas e melhorou um pouco.
Mas essas dores, elas passam, um ou dois dias.
Há dores que ficam um pouco menores e há aquelas que chamo de cólicas de dor de barriga: vai e volta quando menos se espera, por mais atento que se esteja!
As dores da alma, da ingratidão são dores que raramente passam - a não ser que siga a finco as dicas de "Comer, rezar e amar" - eu já amei muito, tô comendo bastante, rezo e ainda não vi muito resultado, a não ser a balança que sempre está errada, óbvio!.
Há dores de inveja. Inveja por ver tanta gente ruim se dando bem com pouco esforço, inveja da mulher mais vagabunda casar com o cara legal, e tu, que até doce de banana faz, com receita da avó casa com um inútil e depois vive sozinha - ok, saber fazer doce não quer dizer muito, talves um macaco se apaixone por mim para mudar o cardápio de bananas... -, parece injustiça...
As dores de cotovelo, as dores de barriga por comer demais, as dores na lombar por ficar no computador, as dores de cabeça com o orçamento financeiro...
As dores de ciúmes que tive por causa dele, ele, que sempre achei lindo...
Todas dores humanas...
Dores de solidão a gente se acostuma.
Se há algo positivo nisso, só os vivos e conscientes sentem dor...
(os psicóticos também, depois de lutar com seus dragões, mas ainda não é o meu caso. Faísca, ainda é do tamanho de um pequeno lagarto!)
Acho que minha mente irriquieta, faz meu corpo correr para algumas coisas: comidas, temperos, junção de gente, papo e risos (blusas sujas, panelas queimadas...). Gosto dessa dinâmica.
Mas depois de 14 horas fazendo essas coisas... ajudando o filho a montar um blog meio tosco e sorrir para minha mãe... veio as dores!!!
Oh, dores!
Tomei remédios, banho quente, salompas e melhorou um pouco.
Mas essas dores, elas passam, um ou dois dias.
Há dores que ficam um pouco menores e há aquelas que chamo de cólicas de dor de barriga: vai e volta quando menos se espera, por mais atento que se esteja!
As dores da alma, da ingratidão são dores que raramente passam - a não ser que siga a finco as dicas de "Comer, rezar e amar" - eu já amei muito, tô comendo bastante, rezo e ainda não vi muito resultado, a não ser a balança que sempre está errada, óbvio!.
Há dores de inveja. Inveja por ver tanta gente ruim se dando bem com pouco esforço, inveja da mulher mais vagabunda casar com o cara legal, e tu, que até doce de banana faz, com receita da avó casa com um inútil e depois vive sozinha - ok, saber fazer doce não quer dizer muito, talves um macaco se apaixone por mim para mudar o cardápio de bananas... -, parece injustiça...
As dores de cotovelo, as dores de barriga por comer demais, as dores na lombar por ficar no computador, as dores de cabeça com o orçamento financeiro...
As dores de ciúmes que tive por causa dele, ele, que sempre achei lindo...
Todas dores humanas...
Dores de solidão a gente se acostuma.
Se há algo positivo nisso, só os vivos e conscientes sentem dor...
(os psicóticos também, depois de lutar com seus dragões, mas ainda não é o meu caso. Faísca, ainda é do tamanho de um pequeno lagarto!)
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