É incrível como as pessoas se sentem atingidas quando desafiadas a crescer!
Tive a experiência de ver duas colegas copiando, literalmente, na minha frente, um texto (cujo autor nem citaram) de um livro de biologia para uma justificativa de projeto.
Como me considero muito carola, não pude aceitar, questionei. Elas não gostaram, tentaram me ignorar... é claro que eu sabendo que não era posssível manter aquela situação, fui atras dos meus amados teóricos e escrevi uma justificativa plena em autoria.
Isso gerou um baita conflito. Elas ficaram bravas, alegaram que eu me metia no trabalho delas e que se não fosse do meu jeito, não era bom.
Agora, vou pensar alto:
sim, eu me meto!
Mas assim, quero participar e compreender o que se faz.
Sim, gosto do meu jeito, mas aceito a opinião dos outros, agrego e as vezes dispenso o que pensei por ser convencida que o outro tem algo melhor para aquela situação.
Foi alegado que uso palavras difíceis, termos diferentes, conceitos pós-modernos... mas ops, se somos educadores, precisamos estudar sempre.
As palavras novas, diferentes nos fazem repensar e fazer diferente.
O desacomodar gera muito conflito interno. Uma pessoa que você precisa acompanhar o raciocínio mas não tem base pra isso, te faz estar inseguro.
Compreendo toda a pressão, mas não aceito plágio.
Copiar é, para mim, a falta de escrupulos. Está no mesmo patamar que roubo! É uma maneira podre de fazer um trabalho limpo e sem pensar.
Mais uma vez, estou sem a parceria que tanto desejo. Acho, que neste mundo, parceria quer dizer cumplicidade, e ser cúmplice de tramóias, não me serve.
É bem difícil assumir o papel de denúncia. Todos sabem que se eu não participo, é porque algo de estranho acontece.
Na época da copa, só minha turma veio em peso ter aula e assistir os jogos. Claro que vieram pra cima de mim e perguntaram se as outras professoras haviam feito alguma coisa pra terem, cada uma, a média de 4 alunos por turma.
Passei por boca aberta, mas depois, foram falar comigo - as colegas - pra induzir ao menor número possível de alunos para que elas não fossem prejudicadas!
Esses corporativismos que não concordo. Nenhum deles gerou algum benefício àqueles aos quais nos colocamos a disposição de educar!
Talves eu seja uma idealista.
Talves eu seja uma carola.
Talves eu tenha sonhos muito altos.
Talves eu seja uma pessoa que tenha fé onde mais ninguém tem.
Talves realmente precise mudar pra me adaptar a esse mundo.
Mas no fundo, antes só do que estar com pessoas falsas.
Pessoas falsas, mentem até pra si mesmas.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Light
NADA DE EXCESSOS
vai comer...
coma como um periquito.
vai beber...
beba como um gato.
vai dançar...
dance como um peixe.
vai cantar...
que seja como um pássaro.
vai sair, que jamais seja como um pavão.
vai falar, que não seja como uma arara.
vai sorrir, que não seja, nunca, como um cavalo.
vai caminhar, seja elegante como uma gazela e não como uma porca!
vai fazer algum escândalo...
bem...
que seja memorável, porque de grandes fracassos... já bastam o do governo e o ENEM!
Precisamos ser light!
Ter sabor e com menos teor de gordura e açúcares...
Pegar leve pra não machucar o próprio pulso, arranhar a garganta e perder a lucidez de tudo.
Fácil, não!
Possível, acho que sim.
Mas minha proposta de regime para 2011 é de ser mais leve.
Contar com que os outros podem dar e não nutrir expectativas conforme minhas idealizações.
Não podemos desperdiçar uma existência com tão pouco!
Ser light, será meu desafio - quem sabe, não emagressa?
vai comer...
coma como um periquito.
vai beber...
beba como um gato.
vai dançar...
dance como um peixe.
vai cantar...
que seja como um pássaro.
vai sair, que jamais seja como um pavão.
vai falar, que não seja como uma arara.
vai sorrir, que não seja, nunca, como um cavalo.
vai caminhar, seja elegante como uma gazela e não como uma porca!
vai fazer algum escândalo...
bem...
que seja memorável, porque de grandes fracassos... já bastam o do governo e o ENEM!
Precisamos ser light!
Ter sabor e com menos teor de gordura e açúcares...
Pegar leve pra não machucar o próprio pulso, arranhar a garganta e perder a lucidez de tudo.
Fácil, não!
Possível, acho que sim.
Mas minha proposta de regime para 2011 é de ser mais leve.
Contar com que os outros podem dar e não nutrir expectativas conforme minhas idealizações.
Não podemos desperdiçar uma existência com tão pouco!
Ser light, será meu desafio - quem sabe, não emagressa?
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Da autoria a submissão
Mais uma vez, eu de codinome Bastet, consegui pecar pela minha paixão:
Fui trabalhar na esperança que todos meus colegas de trabalho haviam estudado e preparado-se para iniciar o planejamento de 2011.
Cheguei com livros, cahteada por não ter encontrado o livro que lera, Ecopedagogia. Mas, enfim, eu já tinha boa parte do discurso planetário em mente. Havia lido o texto sagrado, estudado Morin, Ética, Leonardo Boff, Paulo Freire, Carta da Terra e Toda a Campanha da Fraternidade (lido e escutado o Hino e Oração da Campanha). Levei minhas anotações...
No momento de construção, um circulo de pessoas anacéfalas olhando-se... De repente, vem a frase: e aí, o que tu nos diz?
Ah, isso era perfeito, se eu tivesse um ego que amaria ser aplaudido. Retornei a frase, o que vamos discutir? O que vamso pensar?
Pra encurtar a ladaínha, Escrevi quase sozinha e entreguei junto com uma colega que fez o favor de passar a limpo, uma vez que, quando penso, minha letra é quase ilegível.
Ficou legal, mas seria melhor se as pessoas tivessem ido como o combinado: preparadas.
Sou uma fã das autorias de pensamento, e para isso, devemos nutrir nosso intelecto com informações e reflexões profundas para buscarmos alternativas e planejar com qualidade. Percebi que de toda a platéia, eu mais alguns poucos conseguiram se engajar, a grande maioria, apenas fez número.
OK!
Então, fui pra casa de minha mãe, precisava confeccionar um presente para minha amiga secreta, que ama coisas feitas, artesanais. Tinha em mente uma bolsa, já sabia exatamente o que fazer...
Como minha mãe tem uns quarenta anos de costura, nada melhor que estar com uma pessoa experiente.
Enfim, para encurtar a tristeza da situação:
apresentei a minha ideia, ela fez cara de "credo, que horror!"
Perguntei, como fazer. Ela se deslumbrou e mostrou uma ideia com fuxicos de cetim. Não gostei, queria a inicial do nome de minha colega. Ela fez um desenho todo diferente, mostrei o que pensava, ela mais uma vez não gostou.
Inventou umas flores, que pra preservar minha dignidade, inventei de costurar - CLARO, ficou horrível! Ela conseguiu provar que eu não sabia, que havia feito perder tempo, desorganizei sua sala e não me resolvia o que queria. Depois de gritar, ficar brava comigo... Cedi. Pronto, vai ser como ela quer.
A coisa mais interessante é que enquanto eu luto pela autonomia dos meus alunos e espero essa postura de meus colegas menos a vejo na prática.
Minah mãe não sabe ceder, eu preciso fazer suas vontades por ela ser a dona do campinho...
Ela não ensina a pescar para que tenhamos automia, nos ensinou para que ela não precisasse se incomodar com isso. Existe uma disputa entre eu e ela com a criatividade: Não posso ser diferente ou melhor em algo que ela também seja.
Submissão é pior coisa que um ser humano pode viver.
Submissão é deixar sua mente ser captada pelo desejo do outro, é não capacitar-se a mostrar e lutar pelos seus desejos.
Quando trabalho pra ela, tudo bem, só sigo ordens. Quando quero trabalhar com ela e aprender dela, ela não consegue.
Depois, não sabem porque sou anti-social. Tenho um puta medo de ter que me submeter a alguém.
Não quero viver de trocas. Quero viver e conviver com uma pessoa que me respeite em minhas estranhesas e que da mesma forma possa ser respeitada por mim nas delas.
Só sei, que acordei fértil de ideias, dormi abortada nelas...
Fui trabalhar na esperança que todos meus colegas de trabalho haviam estudado e preparado-se para iniciar o planejamento de 2011.
Cheguei com livros, cahteada por não ter encontrado o livro que lera, Ecopedagogia. Mas, enfim, eu já tinha boa parte do discurso planetário em mente. Havia lido o texto sagrado, estudado Morin, Ética, Leonardo Boff, Paulo Freire, Carta da Terra e Toda a Campanha da Fraternidade (lido e escutado o Hino e Oração da Campanha). Levei minhas anotações...
No momento de construção, um circulo de pessoas anacéfalas olhando-se... De repente, vem a frase: e aí, o que tu nos diz?
Ah, isso era perfeito, se eu tivesse um ego que amaria ser aplaudido. Retornei a frase, o que vamos discutir? O que vamso pensar?
Pra encurtar a ladaínha, Escrevi quase sozinha e entreguei junto com uma colega que fez o favor de passar a limpo, uma vez que, quando penso, minha letra é quase ilegível.
Ficou legal, mas seria melhor se as pessoas tivessem ido como o combinado: preparadas.
Sou uma fã das autorias de pensamento, e para isso, devemos nutrir nosso intelecto com informações e reflexões profundas para buscarmos alternativas e planejar com qualidade. Percebi que de toda a platéia, eu mais alguns poucos conseguiram se engajar, a grande maioria, apenas fez número.
OK!
Então, fui pra casa de minha mãe, precisava confeccionar um presente para minha amiga secreta, que ama coisas feitas, artesanais. Tinha em mente uma bolsa, já sabia exatamente o que fazer...
Como minha mãe tem uns quarenta anos de costura, nada melhor que estar com uma pessoa experiente.
Enfim, para encurtar a tristeza da situação:
apresentei a minha ideia, ela fez cara de "credo, que horror!"
Perguntei, como fazer. Ela se deslumbrou e mostrou uma ideia com fuxicos de cetim. Não gostei, queria a inicial do nome de minha colega. Ela fez um desenho todo diferente, mostrei o que pensava, ela mais uma vez não gostou.
Inventou umas flores, que pra preservar minha dignidade, inventei de costurar - CLARO, ficou horrível! Ela conseguiu provar que eu não sabia, que havia feito perder tempo, desorganizei sua sala e não me resolvia o que queria. Depois de gritar, ficar brava comigo... Cedi. Pronto, vai ser como ela quer.
A coisa mais interessante é que enquanto eu luto pela autonomia dos meus alunos e espero essa postura de meus colegas menos a vejo na prática.
Minah mãe não sabe ceder, eu preciso fazer suas vontades por ela ser a dona do campinho...
Ela não ensina a pescar para que tenhamos automia, nos ensinou para que ela não precisasse se incomodar com isso. Existe uma disputa entre eu e ela com a criatividade: Não posso ser diferente ou melhor em algo que ela também seja.
Submissão é pior coisa que um ser humano pode viver.
Submissão é deixar sua mente ser captada pelo desejo do outro, é não capacitar-se a mostrar e lutar pelos seus desejos.
Quando trabalho pra ela, tudo bem, só sigo ordens. Quando quero trabalhar com ela e aprender dela, ela não consegue.
Depois, não sabem porque sou anti-social. Tenho um puta medo de ter que me submeter a alguém.
Não quero viver de trocas. Quero viver e conviver com uma pessoa que me respeite em minhas estranhesas e que da mesma forma possa ser respeitada por mim nas delas.
Só sei, que acordei fértil de ideias, dormi abortada nelas...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Soneca
Ele estava sobre as cobertas. Não bem uma coberta, apenas uma manta, fina. Estava como veio ao mundo; olhando fixamente para mim.
Depois de uma noite agitada, quente e tendo que acordar bem cedo para dar conta das responsabilidades... Eu o vejo. Lindo sobre a minha cama. Pronnto para continuar um sono que chamo de "invejoso".
Sua beleza, a cor, a textura de sua pele, seus olhos e olhares... tudo me convida pra reornar a cama.
Levanto, tomo café, troco de roupa, pego meus trabalhos... mas lembro dele, na minha cama... Nem café da manhã ele teve coragem de pedir...
Volto pro quarto e lá está ele, parece que seu sono, me convida: vem!
Passo a mão por seu corpo e ele geme... Como pode ser tão lindo?
Eu não resisto e volto pra cama...
Ele começa a ronronar, eu acabo por dormir mais um pouco.
Meu gato é assim, manda em mimm!
Não sei dos outros, mas ver um gato dormir é um convite irresistível para somar-lhe em companhia.
Depois de uma noite agitada, quente e tendo que acordar bem cedo para dar conta das responsabilidades... Eu o vejo. Lindo sobre a minha cama. Pronnto para continuar um sono que chamo de "invejoso".
Sua beleza, a cor, a textura de sua pele, seus olhos e olhares... tudo me convida pra reornar a cama.
Levanto, tomo café, troco de roupa, pego meus trabalhos... mas lembro dele, na minha cama... Nem café da manhã ele teve coragem de pedir...
Volto pro quarto e lá está ele, parece que seu sono, me convida: vem!
Passo a mão por seu corpo e ele geme... Como pode ser tão lindo?
Eu não resisto e volto pra cama...
Ele começa a ronronar, eu acabo por dormir mais um pouco.
Meu gato é assim, manda em mimm!
Não sei dos outros, mas ver um gato dormir é um convite irresistível para somar-lhe em companhia.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Fraternidade e vida no Planeta
Neste sábado foi abordado os assuntos de antropologia, filosofia e biologia. Para podermos iniciar a reflexão da Campanha da Fraternidade, cujo o lema é "a criação geme em dores de parto".
Só o lema já dá arrepios. Uma dor de parto é, uma das piores dores sentidas pelo seres viventes. Existe a necessidade de duas forças para alcançar o objetivo de parir: a contração e a dilatação. Para poder sair o que tem dentro é necessário espaço e para efetivavente concluir a ação, precisa ser expulso o que há dentro, por isso a contração muscular. A grande coisa nisso tudo é que começa um desconforto, depois se acelera e ampliam-se as dores, até chegar num ponto quase de loucura - não é atoa que tem tanta gente numa sala de parto!
Enfim, os gemidos dessas dores, nosso mundo já vem clamando a muito tempo. Os sistemas lineares de produção e consumo, estão gerando um problema sério, uma grande ferida, o CO2. Com ela, vem a gangrena, pútrefa gangrena que acaba com a vida.
Venho lendo a mais de uma década as teorias sustentáveis, educação sustentável, carta da terra, ética da vida... E ainda vejo pouco resultado. Nós educadores, fazemos todo um movimento de cuidado, separação, reciclagem. As crianças chegam em casa, querem separar o lixo, são expulsas da cozinha pela mãe e empregada por estarem atrapalhando. Nossas crianças aprendem, os pais desmandam. Se as crianças são o futuro, lamento, mas ou os pais melhoram, ou terão que perder o poder sobre eles, uma vez que já sabemos o quanto nosso planeta sofre.
As práticas sociais só podem dar certo quando há um compromisso moral entre os indivíduos. Tal compromisso vem de uma palavra pequena e pouco compreendida pela maioria: FÉ. Sim, a crença no projeto que se escolheu, a certeza de caminhar em prol de um objetivo comum e compactuar para atingir as metas. Ora fazemos isso o tempo todo, no banco, em casa, na vida, no trabalho... Talves façamos mais como um contrato, possivelmente, ainda temos a dificuldade de COOPERAR mais que simplesmente fazer a sua parte.
A cooperação é uma atitudide, uma habilidade dos bandos para sobrevivência. O ser humano, poderia ser o a espécie de maior cooperação, mas resulta que suas formas de pensamento, frente aos dilemas de "viver bem" e ter uma "vida boa" é que, de certa forma simplista, o deixa na indecisão do bem maior da humanidade (o qual ele não tem noção de tamanho; que o conceito de globalização é apenas discurso e não conhecimento; que passado e futuro não são inteligíveis como tempo e espaço de vida/existência responsável para com as demais), e o bem maior da minha curta e infeliz existência nesse planeta.
Para se viver bem, poucas e simples coisas precisamos. Para se ter uma vida boa, nos tempos atuais, precisamos, incessantemente, trabalhar, para trocar por bens, que em menos de 6 meses iremos trocá-los por melhores e mais caros e portanto trabalhar mais, ficarmos estressados, tomarmos remédios que nos darão menos resistência física, certa modalidade de´dependência e por fim, uma vida menor em termos de tempo.
Catastrófico, não. Real.
Em verdade, é bem pior que isso tudo.
Esperança... eu tenho!
Creio que podemos sim, não em apenas um ano, inebriados pela CF 2011 mudar drasticamente o planeta. Mas podemos sim, frente as possíveis reflexões, mudar o modo de pensar e termos atitudes mais coerentes com nossa Ethos.
Tenho minhas convicções. Tenho minhas bandeiras. Sofro por ver o ser humano desperdiçando a vida (sua e das demais) por apenas momentos. Se os momentos fossem tão significantes como se faz o consumir, o adquirir bens, onde está o ser em tudo isso?
O ser depende de ética e compromissos morais.
O ter, apenas necessita de objetividade, formas de conquista ($).
O ser é preciso cultivar diariamente, cair e levantar, reconhecer fraquezas, fortalecer-se nos valores.
O ter, basta comprar, tem na loja.
Não tenho a visão que não posso ter meu carro, minha casa... mas preciso ter algo tão grande e dispendioso para mostrar minha conquista para o mundo, ou devo ser feliz na diplomacia de conviver com os demais de forma simples e sustentável?
Acho que o equilíbrio foi rompido a muito tempo. É preciso ter, mas não se pode sacrificar, para isso, o ser!
Só o lema já dá arrepios. Uma dor de parto é, uma das piores dores sentidas pelo seres viventes. Existe a necessidade de duas forças para alcançar o objetivo de parir: a contração e a dilatação. Para poder sair o que tem dentro é necessário espaço e para efetivavente concluir a ação, precisa ser expulso o que há dentro, por isso a contração muscular. A grande coisa nisso tudo é que começa um desconforto, depois se acelera e ampliam-se as dores, até chegar num ponto quase de loucura - não é atoa que tem tanta gente numa sala de parto!
Enfim, os gemidos dessas dores, nosso mundo já vem clamando a muito tempo. Os sistemas lineares de produção e consumo, estão gerando um problema sério, uma grande ferida, o CO2. Com ela, vem a gangrena, pútrefa gangrena que acaba com a vida.
Venho lendo a mais de uma década as teorias sustentáveis, educação sustentável, carta da terra, ética da vida... E ainda vejo pouco resultado. Nós educadores, fazemos todo um movimento de cuidado, separação, reciclagem. As crianças chegam em casa, querem separar o lixo, são expulsas da cozinha pela mãe e empregada por estarem atrapalhando. Nossas crianças aprendem, os pais desmandam. Se as crianças são o futuro, lamento, mas ou os pais melhoram, ou terão que perder o poder sobre eles, uma vez que já sabemos o quanto nosso planeta sofre.
As práticas sociais só podem dar certo quando há um compromisso moral entre os indivíduos. Tal compromisso vem de uma palavra pequena e pouco compreendida pela maioria: FÉ. Sim, a crença no projeto que se escolheu, a certeza de caminhar em prol de um objetivo comum e compactuar para atingir as metas. Ora fazemos isso o tempo todo, no banco, em casa, na vida, no trabalho... Talves façamos mais como um contrato, possivelmente, ainda temos a dificuldade de COOPERAR mais que simplesmente fazer a sua parte.
A cooperação é uma atitudide, uma habilidade dos bandos para sobrevivência. O ser humano, poderia ser o a espécie de maior cooperação, mas resulta que suas formas de pensamento, frente aos dilemas de "viver bem" e ter uma "vida boa" é que, de certa forma simplista, o deixa na indecisão do bem maior da humanidade (o qual ele não tem noção de tamanho; que o conceito de globalização é apenas discurso e não conhecimento; que passado e futuro não são inteligíveis como tempo e espaço de vida/existência responsável para com as demais), e o bem maior da minha curta e infeliz existência nesse planeta.
Para se viver bem, poucas e simples coisas precisamos. Para se ter uma vida boa, nos tempos atuais, precisamos, incessantemente, trabalhar, para trocar por bens, que em menos de 6 meses iremos trocá-los por melhores e mais caros e portanto trabalhar mais, ficarmos estressados, tomarmos remédios que nos darão menos resistência física, certa modalidade de´dependência e por fim, uma vida menor em termos de tempo.
Catastrófico, não. Real.
Em verdade, é bem pior que isso tudo.
Esperança... eu tenho!
Creio que podemos sim, não em apenas um ano, inebriados pela CF 2011 mudar drasticamente o planeta. Mas podemos sim, frente as possíveis reflexões, mudar o modo de pensar e termos atitudes mais coerentes com nossa Ethos.
Tenho minhas convicções. Tenho minhas bandeiras. Sofro por ver o ser humano desperdiçando a vida (sua e das demais) por apenas momentos. Se os momentos fossem tão significantes como se faz o consumir, o adquirir bens, onde está o ser em tudo isso?
O ser depende de ética e compromissos morais.
O ter, apenas necessita de objetividade, formas de conquista ($).
O ser é preciso cultivar diariamente, cair e levantar, reconhecer fraquezas, fortalecer-se nos valores.
O ter, basta comprar, tem na loja.
Não tenho a visão que não posso ter meu carro, minha casa... mas preciso ter algo tão grande e dispendioso para mostrar minha conquista para o mundo, ou devo ser feliz na diplomacia de conviver com os demais de forma simples e sustentável?
Acho que o equilíbrio foi rompido a muito tempo. É preciso ter, mas não se pode sacrificar, para isso, o ser!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Preocupações
Ontem fui ao Praia de Belas - puxa, eu gosto de lá mesmo! Todo mundo quer o Barra, eu, ainda teimo em pagar as contas, comprar e jantar lá... - Então, depois de uma bem difícil, ao qual foi antecedido por um completo dia de horror e tentativas de puxada de tapete em conselho de classe... Estava eu, indo trocar uma roupa na Renner...
Vestia um All Star e roupas largas, afinal, eu precisava, e muito, de conforto. Comecei a observar as mulheres, não que me chamem a atenção na maioria das vezes, contudo... quanta mulher magra!!! Odeio mulheres magras! Elas devem se alimentar de sol e vento!!! Só pode!!! não as vejo comendo nada, nem um sorvetinho (será que esperam sorvete de alface?). Bem, além de quase mal vestida... com no mínimo 5 kg a mais, cara de cansaço... comecei a ficar com mau humor.
Fiquei preocupada com o biquini! Puts, do que vai, terei que comprar um maiô e uma burca, afinal, antes passar por religiosa do que ser atacada por mulheres pró-beleza perfeita na praia, ou o pessoal do "mude meu look"...
Bem, acabei encontrando uma blusa bem bonita... (depois é que descobri que era linha para grávida! Credo, tô assumindo minha obesidade, porém, gravidez, dura 9 meses, e a meu peso está acima fazem 12 meses...) A intenção era de ir pra casa de minha mãe, comer de sua comida, conversar com meu pai e irmão e depois ir pra casa. Era... Recebi a ligação da minha mãe cominicando que chegaria depois das 20h 30min, que eu deveria ir "adiantando a janta". Tá!
Fui pra parada, pegar um lotação, pois ônibus e correr o risco de ir em pé o percurso de 20 minutos depois dos dias que tive... não!
"vai comendo assim como está que logo, logo tu bate carreira com ela!"
"Come doce no sábado, ao invéz de continuar no regime, vai ficar gorda que nem ela!"
Parrei e disse pra mim mesma: "mas pera lá! Não vou me vestir tão mal, né, nem ter cabelo assim!!!"
Mas a resposta veio, perversamente em minha cabeça:
"Que adianta ter calça Channel se tu não entra nela? Tu vai comer tanto que mal vai ter dinheiro pra comprar qualquer roupa boa, vai ter que se contentar com promoções da Voluntários da Pátria, comprar nas Lojas do Aldo e nem vai perceber que está assim. Será feliz por poder comer teu rocambole de chocolate!!!"
Ai, graças, chegou a Lotação.
Tentei pensar em outras coisas...
Cheguei na casa de minha mãe, conversei com meu pai, ri com meu irmão... Conversamos sobre anti-socialismo (o qual nos encaixamos...), dei dicas pra ele... (de como comprovar que ser antissocial faz bem: diga que está meditando, está a poucos passos de igualar-se a Zaratustra - cooisa que poucos ou raros entenderão - então, prove que está por cima...)
Tive que fazer a janta, minha mãe chegou, elogiou o jantar e comemos até terminar tudo: concluí que, embora tivesse comido muita salada, comi demais todo o resto.
Minha preocupação se foi...
Ficou a ocupação em comer tudo aquilo e, o óbvio ficou claro: não tem jeito de eu emagresser e meu futuro caminhava pelo Praia de Belas!!!!
Vestia um All Star e roupas largas, afinal, eu precisava, e muito, de conforto. Comecei a observar as mulheres, não que me chamem a atenção na maioria das vezes, contudo... quanta mulher magra!!! Odeio mulheres magras! Elas devem se alimentar de sol e vento!!! Só pode!!! não as vejo comendo nada, nem um sorvetinho (será que esperam sorvete de alface?). Bem, além de quase mal vestida... com no mínimo 5 kg a mais, cara de cansaço... comecei a ficar com mau humor.
Fiquei preocupada com o biquini! Puts, do que vai, terei que comprar um maiô e uma burca, afinal, antes passar por religiosa do que ser atacada por mulheres pró-beleza perfeita na praia, ou o pessoal do "mude meu look"...
Bem, acabei encontrando uma blusa bem bonita... (depois é que descobri que era linha para grávida! Credo, tô assumindo minha obesidade, porém, gravidez, dura 9 meses, e a meu peso está acima fazem 12 meses...) A intenção era de ir pra casa de minha mãe, comer de sua comida, conversar com meu pai e irmão e depois ir pra casa. Era... Recebi a ligação da minha mãe cominicando que chegaria depois das 20h 30min, que eu deveria ir "adiantando a janta". Tá!
Fui pra parada, pegar um lotação, pois ônibus e correr o risco de ir em pé o percurso de 20 minutos depois dos dias que tive... não!
![]() |
Estava eu na parada, quase emburrada - minha psicóloga diz que isso é querer sepre ser a filhinha! - e sai do ônibus Praia de Belas algo estranho: era o quadro da dor com a moldura da desgraça! Uma mulher gorda com aquelas calças colantes que torneavam suas plenas camadas liposas, com a estampa (sim, ela nos agraciou com estampas!) de manchado em preto e marrom. Para combinar, usava uma blusa, também manchada, menor em comprimento do que poderia, mostrando, claro as partes que sobravam e eclodiam da calça justa de elastano. Seu cabelo era longo e emoldurava um rosto quase abobado, sendo esse cabelo bem seboso em cores de borgonha e preto.
Depois de apreciar todo aquele montante, suspirei: "e eu preocupada com 5 kg!!!"
Sou idiota!!!!
"Come doce no sábado, ao invéz de continuar no regime, vai ficar gorda que nem ela!"
Parrei e disse pra mim mesma: "mas pera lá! Não vou me vestir tão mal, né, nem ter cabelo assim!!!"
Mas a resposta veio, perversamente em minha cabeça:
"Que adianta ter calça Channel se tu não entra nela? Tu vai comer tanto que mal vai ter dinheiro pra comprar qualquer roupa boa, vai ter que se contentar com promoções da Voluntários da Pátria, comprar nas Lojas do Aldo e nem vai perceber que está assim. Será feliz por poder comer teu rocambole de chocolate!!!"
Ai, graças, chegou a Lotação.
Tentei pensar em outras coisas...
Cheguei na casa de minha mãe, conversei com meu pai, ri com meu irmão... Conversamos sobre anti-socialismo (o qual nos encaixamos...), dei dicas pra ele... (de como comprovar que ser antissocial faz bem: diga que está meditando, está a poucos passos de igualar-se a Zaratustra - cooisa que poucos ou raros entenderão - então, prove que está por cima...)
Tive que fazer a janta, minha mãe chegou, elogiou o jantar e comemos até terminar tudo: concluí que, embora tivesse comido muita salada, comi demais todo o resto.
Minha preocupação se foi...
Ficou a ocupação em comer tudo aquilo e, o óbvio ficou claro: não tem jeito de eu emagresser e meu futuro caminhava pelo Praia de Belas!!!!
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