quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Corporativismo

É incrível como as pessoas se sentem atingidas quando desafiadas a crescer!
Tive a experiência de ver duas colegas copiando, literalmente, na minha frente, um texto (cujo autor nem citaram) de um livro de biologia para uma justificativa de projeto.
Como me considero muito carola, não pude aceitar, questionei. Elas não gostaram, tentaram me ignorar... é claro que eu sabendo que não era posssível manter aquela situação, fui atras dos meus amados teóricos e escrevi uma justificativa plena em autoria.

Isso gerou um baita conflito. Elas ficaram bravas, alegaram que eu me metia no trabalho delas e que se não fosse do meu jeito, não era bom.

Agora, vou pensar alto:
sim, eu me meto!
Mas assim, quero participar e compreender o que se faz.
Sim, gosto do meu jeito, mas aceito a opinião dos outros, agrego e as vezes dispenso o que pensei por ser convencida que o outro tem algo melhor para aquela situação.
Foi alegado que uso palavras difíceis, termos diferentes, conceitos pós-modernos... mas ops, se somos educadores, precisamos estudar sempre.

As palavras novas, diferentes nos fazem repensar e fazer diferente.

O desacomodar gera muito conflito interno. Uma pessoa que você precisa acompanhar o raciocínio mas não tem base pra isso, te faz estar inseguro.

Compreendo toda a pressão, mas não aceito plágio.
Copiar é, para mim, a falta de escrupulos. Está no mesmo patamar que roubo! É uma maneira podre de fazer um trabalho limpo e sem pensar.

Mais uma vez, estou sem a parceria que tanto desejo. Acho, que neste mundo, parceria quer dizer cumplicidade, e ser cúmplice de tramóias, não me serve.

É bem difícil assumir o papel de denúncia. Todos sabem que se eu não participo, é porque algo de estranho acontece.
Na época da copa, só minha turma veio em peso ter aula e assistir os jogos. Claro que vieram pra cima de mim e perguntaram se as outras professoras haviam feito alguma coisa pra terem, cada uma, a média de 4 alunos por turma.

Passei por boca aberta, mas depois, foram falar comigo - as colegas - pra induzir ao menor número possível de alunos para que elas não fossem prejudicadas!

Esses corporativismos que não concordo. Nenhum deles gerou algum benefício àqueles aos quais nos colocamos a disposição de educar!

Talves eu seja uma idealista.
Talves eu seja uma carola.
Talves eu tenha sonhos muito altos.
Talves eu seja uma pessoa que tenha fé onde mais ninguém tem.
Talves realmente precise mudar pra me adaptar a esse mundo.

Mas no fundo, antes só do que estar com pessoas falsas. 

Pessoas falsas, mentem até pra si mesmas. 

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