segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fraternidade e vida no Planeta

Neste sábado foi abordado os assuntos de antropologia, filosofia e biologia. Para podermos iniciar a reflexão da Campanha da Fraternidade, cujo o lema é "a criação geme em dores de parto".
Só o lema já dá arrepios. Uma dor de parto é, uma das piores dores sentidas pelo seres viventes. Existe a necessidade de duas forças para alcançar o objetivo de parir: a contração e a dilatação. Para poder sair o que tem dentro é necessário espaço e para efetivavente concluir a ação, precisa ser expulso o que há dentro, por isso a contração muscular. A grande coisa nisso tudo é que começa um desconforto, depois se acelera e ampliam-se as dores, até chegar num ponto quase de loucura - não é atoa que tem tanta gente numa sala de parto!

Enfim, os gemidos dessas dores, nosso mundo já vem clamando a muito tempo. Os sistemas lineares de produção e consumo, estão gerando um problema sério, uma grande ferida, o CO2. Com ela, vem a gangrena, pútrefa gangrena que acaba com a vida.

Venho lendo a mais de uma década as teorias sustentáveis, educação sustentável, carta da terra, ética da vida... E ainda vejo pouco resultado. Nós educadores, fazemos todo um movimento de cuidado, separação, reciclagem. As crianças chegam em casa, querem separar o lixo, são expulsas da cozinha pela mãe e empregada por estarem atrapalhando. Nossas crianças aprendem, os pais desmandam. Se as crianças são o futuro, lamento, mas ou os pais melhoram, ou terão que perder o poder sobre eles, uma vez que já sabemos o quanto nosso planeta sofre.

As práticas sociais só podem dar certo quando há um compromisso moral entre os indivíduos. Tal compromisso vem de uma palavra pequena e pouco compreendida pela maioria: FÉ. Sim, a crença no projeto que se escolheu, a certeza de caminhar em prol de um objetivo comum e compactuar para atingir as metas. Ora fazemos isso o tempo todo, no banco, em casa, na vida, no trabalho... Talves façamos mais como um contrato, possivelmente, ainda temos a dificuldade de COOPERAR mais que simplesmente fazer a sua parte.

A cooperação é uma atitudide, uma habilidade dos bandos para sobrevivência. O ser humano, poderia ser o a espécie de maior cooperação, mas resulta que suas formas de pensamento, frente aos dilemas de "viver bem" e ter uma "vida boa" é que, de certa forma simplista, o deixa na indecisão do bem maior da humanidade (o qual ele não tem noção de tamanho; que o conceito de globalização é apenas discurso e não conhecimento; que passado e futuro não são inteligíveis como tempo e espaço de vida/existência responsável para com as demais), e o bem maior da minha curta e infeliz existência nesse planeta.

Para se viver bem, poucas e simples coisas precisamos. Para se ter uma vida boa, nos tempos atuais, precisamos, incessantemente, trabalhar, para trocar por bens, que em menos de 6 meses iremos trocá-los por melhores e mais caros e portanto trabalhar mais, ficarmos estressados, tomarmos remédios que nos darão menos resistência física, certa modalidade de´dependência e por fim, uma vida menor em termos de tempo.
Catastrófico, não. Real.

Em verdade, é bem pior que isso tudo.
Esperança... eu tenho!
Creio que podemos sim, não em apenas um ano, inebriados pela CF 2011 mudar drasticamente o planeta. Mas podemos sim, frente as possíveis reflexões, mudar o modo de pensar e termos atitudes mais coerentes com nossa Ethos.

Tenho minhas convicções. Tenho minhas bandeiras. Sofro por ver o ser humano desperdiçando a vida (sua e das demais) por apenas momentos. Se os momentos fossem tão significantes como se faz o consumir, o adquirir bens, onde está o ser em tudo isso?
O ser depende de ética e compromissos morais.
O ter, apenas necessita de objetividade, formas de conquista ($).

O ser é preciso cultivar diariamente, cair e levantar, reconhecer fraquezas, fortalecer-se nos valores.
O ter, basta comprar, tem na loja.

Não tenho a visão que não posso ter meu carro, minha casa... mas preciso ter algo tão grande e dispendioso para mostrar minha conquista para o mundo, ou devo ser feliz na diplomacia de conviver com os demais de forma simples e sustentável?

Acho que o equilíbrio foi rompido a muito tempo. É preciso ter, mas não se pode sacrificar, para isso, o ser!

Nenhum comentário:

Postar um comentário