sábado, 28 de maio de 2011

House

Gosto da ética do House.
Não sei se "gosto", quem sabe, aprovo pelos argumentos que ele dá!
Estou revendo a primeira temporada.
Ele sabe o que escrafunchar a pessoa, as mentiras, as opções...

O que mais penso é que quanto mais sei sobre algo, mais temo deixar de acreditar.
Quanto mais sei das possibilidades, de como uma pessoa reage a mim e essa minha mania de estar, ficar próxima... me dizem muito.

Aprovo o tipo de investigação que ele faz, porque, ele faz. Eu cogito, seleciono informações e procuro, geralmente as respostas mais pessimistas. Não é só uma maneira de me proteger, mas na verdade, o mais próximo da realidade.

O ceticismo me agrada, pois me faz buscar evidências na crença em Deus. Minha busca pela ciencificidade e racionalidade me impulcionam a descrer em milagres.

Ou, acredito neles para provar o contrário.

Eu já sei o que fazer!!!

Vou fazer o básico: fazer um chá. Comer torradas com mel.
Mel que comprei hoje pela manhã.

Esperarei a encomenda, sentada pegando o sol da manhã comendo o que mais gosto. Porque, se a encomenda não chegar, entenderei o óbvio: não há remetente.

Existem fatos para comprovar tudo. Com meu chá quente, nesses dias de outono poderei pensar com clareza. Esperando a encomenda ou entendendo os processos do remetente. 

Todos mentem. Todos desistem de algo. Todos precisam de uma segunda chance. Todos merecem viver em paz e tomar suas decisões.

A minha: tomar chá com torradas e mel.
Não se pode viver com medo, mas há de se ter prudência e racionalidade. A coragem não é a insensatez, ao contrário, a coragem é racionalizar o desejo e a concequência das escolhas.

O meu chá, torradas e mel, não prejudicam ninguém, só o esmalte dos meus dentes, que são meus.

Agora, é saber em que apostar.
Concordo com o House! Conviver é complicado, as pessoas nunca mostram o que são e são o inesperado óvio da previsibilidade.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fatalidade

Ela , a criatura mais insegura, com a cara de má para disfarçar toda a gelatina interior... tentava diariamente ser corajosa.
Ela tentava, porque, quando realmente o era, podia ter acessos de nauseas, cefaléias e dores terríveis de barriga - além das pernas tremerem, o coração bater em descompasso e seu arcabouço de argumentos escapar de sua mente.
Ela tentava, então, se assim.
Até conseguia enganar a torcida, a maioria das vezes, sua encenação convencia. Mas ela sabia de seu interior.
Ela queria poder ser feliz, amar alguém, saber que no final de semana, podiam não ir a lugar algum, mas estar com ele seria onde fosse, seria o melhor lugar para se estar...
Sua realidade era outra.
Alias, a realidade sempre é oura.
As vezes, olhava pro céu, meio que desconfiada com o Deus que acreditava. Pensava que as vezes ele podia ser mais seu partidário...
Descobriu que seu código moral a separava de muitos momentos alegres... aquela ética filha da puta que a deixava por um abismo de distância do objeto de seu desejo.

A fatalidade de tudo era que, mesmo com toda a sua coragem, cara de má e teatro ela ainda não se convencera do óbvio: merecia ser amada.

Merecia ser chamada por algum apelido aparentemente bobo que resumisse o carinho dele por ela. Merecia ser tortura por cócegas no domingo pela manhã e depois ser beijada como se o mundo acabasse em 2 minutos...

Merecia, que as mãos dele a tocassem na madrugada, a abraçando no inverno frio, ao qual ela estaria cheia de cobertas e seus pés frios... assim como no verão, mesmo ele com calor, a abraçaria por saber que ela gostava de ouvir sua respiração - ao menos por alguns minutos antes de começarem a sentirem-se mal e concluir que precisariam urgente de um ar condicionado! - .

Sim... Ela merecia muita coisa, embora não acreditasse na possibilidade, sonhava com ela. Até porque, quando sonhava com ele, seu dia era bom, sua pele parecia melhor, arrumava o cabelo como se fosse jantar com ele naquela noite...
Mas a fatalidade também era que fora muito machucada, "uma gata escaldada" e perdera a confiança nos outros. Sentia que além de não merecer, quem neste mundo iria olhar pra ela?

Como mesma dizia: passo batom, rimel, sombra, escovo o cabelo pra não pensarem que desisti de mim. Pra não pensarem...
Mas quem sabe a fatalidade era que o tempo passou e ainda não se convencera disso, ou ele, não se convencera que ela era capaz de tudo, ou que ela sabia que neste momento, não era o momento pra nada.
Se sentia flutuando, mas não flutuando de prazer, flutuava na incerteza da vida. Da própria vida...
Só lembrava que sua terapia era para se libertar. De quem? Dela mesma! Quem entrou na prisão, fechou a porta e jogou a chave longe foi ela mesma, crendo na impossibilidade de ser amada, de deixar-se amar.

Ela queria um vale. Um vale felicidade.

No mundo real ele não existe, que fatalidade.

Poderia conseguir, um dia, abrir essa porta da prisão, que afinal, o tempo enferrujou e já nem mais tranca havia – mas a acomodação e o pânico de ver o mundo novamente era forte demais e sua coragem de menos.

A fatalidade mesmo era que ela tinha tudo em suas mãos e sua insegurança dominava sua razão.
Uma verdadeira fatalidade.

Entendo de fatalidades, perdas e sofrimento. Um dia eu também sofri por amor. É triste, mas sobrevivemos. Apenas sobrevivemos. A fatalidade em sobreviver é essa: não viver intensamente, apenas viver com o mínimo, água, carboidratos e tecidos para cobrir o corpo. “Do resto, não sei dizer”

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Rotina: enquanto você...eu...

Equanto você dorme, eu...

pinto quadros
monto trabalhos
releio artigos
com, bebo e respiro fundo
afago um gato
cutuco o cachorro

Enquanto você dorme, eu...

visito meu imáginário
sonho com o improvável
me derreto com frases de duplo sentido
abraço meu eu para consolar a distância

Enquanto você dorme, eu...

fico à toa
fico na boa
fico
vou ficando

Enquanto você acorda, eu...
já fui dormir
tô na preguiça de levantar
rezo o dia
agradeço a noite

Enquanto você vai trabalhar, eu...

alongo o corpo
digo bom dia pro dia
visto um casaco e aqueço o chá
como pão com margarina
ligo o jornal

Enquanto você faz suas tarefas, eu...

tento te encontrar on line
ler seus registros
encontrar algo pra levar ao longo do dia
amar as palavras
sentir a vida

Enquanto você atende meu bom dia, eu...

fico ansiosa pela resposta
tento ser agradável
simples
humana
e lhe "ouvir"

Enquanto você escreve, eu...

já tento pensar em que será que virá
olho o relógio que manda trabalhar
trabalho junto com msn ligado
quero mais que isso

Enquanto você dá adeus, eu...

quero que não aconteça
que eu tenha mais alguns minutos
que possa saber tudo o que não me diz
descobrir tudo que se passa do outro lado

Enquanto você leva sua vida na normalidade, eu...

busco o diferencial

Enquanto eu acho que nada muda, tudo já teve uma grande mudança...
Enquanto tenho medo, acho que você, também tem...
Enquanto você age com diplomacia eu, talves já tivesse perdido a cabeça
Enquanto controlo minhas açoes e falas, você fica mudo
Enquanto você me fala de um mundo de gente ruim, penso que não posso acreditar nisso tudo e perder a esperanças

Enquanto sonho você vive
Enquanto vivo, você desconfia
Quando desconfio, rimos do absurdo

É uma rotina paralela

E as paralelas não se encontram

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O que o colesterol alto te faz fazer!!!

Naquele final de tarde, conseguiu ir até o laboratório e retirar os exames solicitados por sua médica - profissional a qual teve uma discussão sobre sexualidade e conceitos diferenciais, por isso levara dois meses para retirar os exames.
Chegou no balcão como se devesse explicações por não ter ido antes, fez piada da saúde, a atendente, educada, sorriu o mais simpáticamente possível. Imprimiu os exames e entregou para ela.
Já na calçada, foi abrindo o envelope e entre um poste de luz e outro ia focando os olhos atentos àquelas malditas letras minúsculas e seus refernciais de equilíbrio. Eram Ts sei o que, que ela sabia que era de tiróide, tudo normal, glicose também - ufa... salva para continuar a comer doces! - urina, trigli... sei o que... normal (aindda bem, teve uma época que teve que fazer um regime lá...), e então veio ele: colesterol. Esse sim, o normal: menos de 200 e ela com limite de 230, estava com 257! Mas da onde foi ter algo nessa altura???
Óbvio! Se desesperou, ligou para sua amiga pediatra - sim, parecia infantil, mas ela não queria falar com aquela megera da ginecologista e ter que lhe falar das intimidades de sua dieta, de seu sanguinho, de suas gorduras...  - a recomendação foi caminhadas e corte nas gorduras.
Ligou pra sua mãe, apavorada:
- Mãe, me ajuda. Tô com colesterol alto, tô sentindo até meu coração bater diferente... Será que tá muito alto??? A Denise disse pra eu caminhar... acho que terei que fazer a academia... ai, não tô querendo, mas se for pra viver mais... acho que terei que...
- Minha filha, para de loucurada!!! Eu já cheguei a 370 e não morri. Fiz uma dieta sem carne vermelha, sem fritura, muita aveia, leite desnatado e claro, tem que caminhar e... - a mãe dela foi sugerindo opções do que comer e o que não comer, nisso elas se entendiam, coisas administrativas.
Ela conseguiu se reestruturar, mas não teve jeito, teve ue ir naquela academia, aquela que odiava - ou seriam todas? - e tentar ver horários para exercitar-se.
A atendente fez várias perguntas, incluse uma que, ao responder, precisa deixar claro: quero emagrecer!
Sim, ela queria emagrecer, mas não as custas daquela máquina infernal da esteira, embora odiasse as demais também. Sim, emagrecer, seria ótimo! Afinal, as dietas até eram relativamente boas, mas ela sentia muita fome, era uma mulher boa de garfo. Se dizia uma alma obesa, voraz, seduzida pelas iguarias diversas produzidas no paraíso chamado cozinha.

Teria que usar aquela malhas coladas, melhorar a postura, respirar e contar e fazer o exercício e sorrir...
eram muitos Es... muita coordenação para a cabeça dela, que, naquele momento tinha os pareceres dos alunos para digitar, corrigir materiais, sobreviver as cobranças por ela impostas e perfeccionista, administrar sua mente que queria se rebelar de tudo aquilo e viver na praia, afinar os ponteiros com o relógio, chegar em casa e resolver os problemas dos estudos do filho que sempre tinha alguma coisa para reclamar e tentar dizer com palavras diferentes que não gostava de inglês - uma vez que ficou proíbido reclamar dos professores e matérias... -.
Então, respirar, contar, cuidar da postura e sorrir, para ela era demais!!!

Viu uma velhinha correndo na esteira e pensou: até ela tá melhor que eu, que mundo cruel!!!

Matriculou-se!
Mais uma tentativa!
Buscou inspiração na barriga que não existia aos 18 anos.
Ah, se voltasse a não ter aquele pneuzinho... valeria a pena!
Se imaginou até dentro de um vestido - coisa que raramente vestia, mas achava que poderia ficar bem. Como certa vez a irmã de um namorado disse a ela: "que bonita, hoje tá de menina!"

Estar de menina... podia ser bom!
Estar de menina...
o que ele iria achar?
Será que poderia gostar?

E deu uma olhadela, ao sair da academia, para a esteira e pensou com seus botões: me espera, eu vou te domar, seremos amigas em prol do meu corpo de 18 anos de volta!

Ela colocou esperanças naquele tempo que viria.
E suas esperanças de beleza, saúde e disposição sempre tinham ele como um interlocutor mudo.

Ela mesma dizia as mulheres: tem que se depilar para se sentir bem, parar de fumar para a própria saúde, emagrecer para próprio deleite, ora, fazer tudo isso pra um homem que te troca amanhã ou depois e engorda de depressão... não comigo!!!

Agora, era com ela.
Sempre pensava nele, em estar bonita pra ele, apropriada, adequada, aceita... amada (?). E então o seu lado negro avisava: já passou o tempo!

E dessa vez, mesmo com a esperança que poderia ser mais bela aos olhos dele, falou pra si mesma: pelo menos eu vou fazer algo, melhorarei meu ritmo e meu tempo passará em favor de mim também.



(o que ninguém sabe é que ela sonha com ele, daquele jeitão que ele se diz descuidado. Não espera que ele emagreça, nem tão pouco mude o corte de cabelo, lhe parece perfeito como é. O que ninguém sabe é que quando ele a mandou partir para o mundo ela sentiu que não era boa o suficiente pra ele. E até hoje, se olha no espelho procura todo o traço de imperfeição para aceitar que não pode ser feliz!)

Pena, já disseram tantas vezes pra ela que é boa o suficiente pra conquistar muitas coisas na vida, pena, ela não acredita!!!

Nem eu!

Tempo

Há momentos que me parece que o tempo para:
quando ele me diz olá, ri das minhas bobagens, escreve por códigos para não ser direto...

O tempo parece voar quando estou, de alguma forma, falando com ele...
O tempo é uma prisão, quando preciso estar no mundo real e tenho que viver alguns papéis...

Ser a politicamente correta, a educada, sensata, calma e prudente.
O tempo não transcorre com justiça, me parece!
O relógio me diz, como o coelho da Alice: "atrasada, atrasada"
Eu digo:
Não! Tenho todo o tempo pra esperar...

Penso que posso perdê-lo... mas nem sei se alguma vez o tive realmente...
Foi um tempo que passou...
Só meu coração me diz que devo continuar esperando e que terei seu rosto entre minhas mãos novamente...

Eu não tenho certezas... concretas... mas os sentimentos não são concretos, são sentimentos, devemos sentir...

Então já tenho minha parte feita: sinto!

O tempo não espera, diferente de mim que espero o tempo passar...
É na passagem desse tempo que poderei acertar as arestas, me sentir "grande", emancipada, livre!

Acho que a partir daí, o tempo, parecerá diferente: não será ele o Chronos me devorando, mas eu dizendo a ele que todo meu viver valeu cada minuto pela espera.

Aquele que espera, na esperança de seu tesouro, investe mais preciossidade nele... mais valor ele tem!

O tesouro não sabe quanto vale, pois é o outro que lhe valida!

Quem tem pressa em amar, não sabe o quanto vale o tempo da admiração... E o tempo, apesar de agora eu tê-lo quase como prisão, sonho com vida mais simples...

Porque o tempo corrre conforme nossas ambições...
O tempo para conforme nossas solidões...
O tempo anda de acordo com o bater de nossos corações.

sábado, 14 de maio de 2011

Romantismo??????????

Hoje, pela manhã pensava sobre o que eu realmente acho de romantismo.

Pois bem... estou a centímetros da incredulidade.

quando alguém  se aproxima, é gentil, já começo com meus mecanismos de controle: sou educada e educadamente desliso. Vejo os passos, cada pisada, as tentativas... eu já prevejo onde vai dar...

Não sou uma expert em sedução, mas observo. E não me sinto adequada nessa dança. É um jogo, que pode ser falso.

Se imita a técnica necessária para se obter o objeto de desejo e apenas isso; não é o realmente querer se aproximar e conhecer, mas fazer de conta que se quer isso. Não gosto disso, por isso desconfio de muito polimento, parece que sempre há intenções terriveis... é o que acho, e acho na tentativa de abertura para pensar diferente - o que também acho difícil!

Não que todos os homens não prestem, não que todas as mulheres prestem! Não! Isso vai depender de carater, e como isso não se tem como saber pelo nome: ah, olha só, a soma das vogais do sobrenome dá exatamente o número de cafajeste! Infelizmente não é assim...

Não tive uma lista de homens ruins para contar ou tantas cantadas desastrosas... mas simplesmente fui perdendo essa sensibilidade. Penso que se relacionar dá um baita trabalho! Mas então pra que todo esse esforço em ser tão infeliz em grupo, não bastaria ser infeliz ao seu modo?
Uns dirão, apoiados no conhecimento científico, que somos seres que vivem em grupos e os que não conseguem são antissociais - e agora a palavra tá na moda, e se alguém suspeitar que você de alguma forma é simpatizante... pronto, já vão pensar que tu vai atirar em criancinhas...

Eu sou uma idealista, tenho minhas certezas que SE todos fizessem o mínimo, o mundo estaria muito melhor, o problema que nem o mínimo se quer fazer! Eu mesma ainda não consegui fazer o tal 3Rs e melhorar a pegada ambiental (o máximo que cheguei a saber é que calço 37 e compro tênis 38 para ter maior conforto). Mas quando se fala de seres humanos (no plural e adultos), me causa arrepios. O ser humano pode ser muito, muito egoísta, dedo duro, mau mesmo, puxa tapete, carrasco, e mais uma porção de porcarias que só nós podemos ser! As crianças ainda de certa forma eu tolero! Pensar em grandes reuniões, como uma que estou perstes a ir, num "salsichão assado com pão assadinho, daqueles que tu faz... só vai ter 6 pessoas... e a minha bebê... Traz teu filho..."
Ui, eu vou. Mas já sei o final, mas meu mazoquismo lidera: vai lá, pode ser bom!!! Raramente é bom, digo pra mim mesma, e aquela maldita voz diz: raramente, essa pode ser uma das "raramente"! Me encorajo e vou.

Arfh!

Viver com mais gente que teu filho e animais... fica difícil.
Vida de casado é aquilo: "tem que regar a plantinha do amor", tu precisa estar com o cabelo bonito, caso ele queira sair. Você precisa estar de bom humor, fazer a janta, cuidar dos temas do filho (já que sou professora...), tem que cuidar da saúde intestinal: come fibras ou teus intestinos vão grudar e dizer isso meigamente: faz bem para a digestão, melhora a pele... tu tem que estar afim de transar se ele quer, e ter a maior paciencia se ele e o amiguinho não podem trabalhar e tu tava tri afim...
Tem que ajudar com as despesas, economizar no salão, "afinal, mulher, tu não sai de lá!" (eu só pergunto onde eles acham que conseguimos extinguir ou tentar, ao menos, os pelos do nosso corpo? As mãos, pés, cabelo cortado... - e olha que sou uma mulher quase bombril, pinto meu cabelo em casa, depilo a perna em casa com cera, faço minhas mechas em casa... hidratação...). Temos que entender o corte, as economias e no final de semana, o valor arredado é para o churrasco com os pais insuportáveis dele, que a mãe dele sorri e diz: dias de muito e dias de pouco, aprende!

Tu limpa tudo e tem que estar feliz e disposta pra planejar teu trabalho da semana!

E quando é que vem o romantismo?

Ah, vem quando estão te perdendo!

Foi assim por anos comigo: toda a vez que começava a ignorar, vinham as flores, os chocolates, algum cinema e jantar.
Mas esse romantismo é garantir que tu fique com ele, não que ele se importe realmente.

O casamento é o maior destruidor de ilusão do amor! Pra mim, ao menos foi!!!

O egoísmo, a falta de partilha, o escambau... depois vira santo! E a família dele dizia: ele é o melhor marido que alguém pode ter!

Eu quero acreditar que ainda posso ter outra pessoa ao meu lado.
De viver, relativamente bem, de não ir no salão esse mês pq a parcela do apartamento, estacionamento, máquina de secar e a faculdade vão fundir as economias esse mês. Vamos todos caminhar na redenção e assistir apenas os filmes comprados! Mas isso, se todos fizerem o mínimo, dá para todos usufruirem mais...

Sei, sei, é uma utopia. Mas eu quero acreditar.

Quanto ao romantismo... ah, acho que ele já viveria nesses detalhes. Um beijo de boa noite, um de bom dia sincero...

Eu sonho com isso...
O que não quer dizer que eu não iria amar flores, chocolates e beijos...

Fé cega e pé atras...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Vale a pena!

- Como é que é? Tu tá esperando o quê?
- Ora, só esperando.
- Hummm... esperando por esse cara que não diz nada!
- Não é verdade, a gente até se fala...
- Que fofo, vocês se falam...
- Eu sei, parece estranho, mas olha, to bem assim!
- Bem?! Como começaram essa loucura?
- Ahhh, foi num prédio público, eu dei um beijo de boa sorte...
- Para, para aí mesmo, que história é essa, ele é servidor público?
- Não, nos estávamos lá com mais gente, brincando de esconde-esconde ou policia e ladrão... algo assim e...
- Meu paizinho do céu, por favor... Brincando? Quantos anos tu tinha?
- Eu tinha 18 e ele 16, pelo que me lembre...
- E que estão fazendo agora?
- Tu não quer saber do resto?
- Não! Tô enojada!
- Como tu é...
- Vai me dizer como estão agora?
- Bem, eu tomei coragem e falei como me sentia... passamos horas conversando e depo...
- Depoisssss...
- Nos falamos pelo MSN.
- Como é? Depois de horas conversando, não marcaram um segundo encontro?
- Bem, ele disse que haveria um outro.
- Quando?
- A gente ainda não viu isso...
- Olha... isso tá complicado... não acredito que vai rolar, acho que vai ficar esperando!
- Eu espero.
- Como é?
- Eu espero.
- Vai esperar por alguém que não te diz nada, não há segurança de nada.
- Há!
- Há?
- Sim, ele disse que nos veríamos novamente.
- Nossa, amiga, tu vai adorar falar com a fada do dente que engarrafei, do doende no meu jardim e o Saci Pererê.
- Que amiga tu é, hein?
- A amiga que te diz que tu tá perdendo tempo.
- Não tô...
- Tá...
- Não tô... eu só sei que preciso fazer isso, é ele que amo, dos olhos dele que penso, sonho com suas mãos e o toque suave delas... da minha falta de ar quando fico por perto... da saudade que tenho da voz e de qualquer coisa que ele fale, menos uma...
- Nossa, e qual seria essa única coisa que esse deus grego tem que você não gosta?
- Na verdade é egípcio...
- Ele é de lá?
- Deixa pra lá...
- ...
- Talvez a única coisa que tenha me entristecido realmente foi uma frase que ele me disse, mas ele tinha suas razões...
- Tu ainda defende ele, só pode estar apaixonada...
- Não há paixão que dure mais de dois anos, já foi provado isso.
- Fala sério...
- ...
- Bem, tu já deve ter analisado ele...
- Não posso fazer isso!
- Pronto, mais uma coisa!!
- Não dá pra falar contigo.
- Ai, tu sabe que dá, mas tu tem uma visão diferente da minha. Eu te falei do cara que tu resolveu namorar, mesmo a família dele tendo todos os defeitos possíveis e totalmente diferente do teu código ético e moral...
- Eu sei...
- E tu casou com ele, teve filho com ele...
- Calma, não foi nessa ordem...
- Tu entendeu...
- A ordem dos acontecimentos explica e justifica as ações e consequências dos fat...
- Deixa de enrolar, tu sabe que não ligo pra esse blábláblá teórico. O importante é que te avisei, sabia que aquele cara não era homem pra ti. Como tu falava mesmo? Egoísta, egocêntrico, incapaz de cuidar de ti...
- Tá, e daí?
- E daí, esse carinha, é melhor que isso?
- Olha, isso não tem nada a ver.
- Ah, o deus grego sem defeitos, oh, desculpe, tem uma frase que disse que tu não gostou e defendeu que o faz assim um pouco diferente...
- É deus egípcio...
- ...
- ...
- Hahahahahahaha. Eu acho que você não vê a real.
- Olha, eu passei anos tentando esquecer ele, fazendo de tudo, sabe, que nem “50 receitas” do Frejat...
- Desculpe, só conheço o anonymus...
- Ai, porque não tenho algo pra te acertar a cabeça e ajustar essas conexões neurais...
- O que foi?
- Tu já ouviu falar numa banda chamada Barão Vermelho?
- Huhum...
- O vocalista, na verdade, o segundo, o primeiro foi o Cazuza e morreu de AIDS, então o Frejat assumiu. Agora em carreira solo, ele canta diversas músicas, entre elas, 50 receitas.
- Puxa, agora me sinto mais inteligente...
- Cuidado, vai cair da categoria de amiga pra flanelinha...
- Tá, que é que tem esse cara e essa música?!
- Que a música diz que ele já tentou 50 receitas esquecer uma pessoa, mas nada adianta, porque tentando esquecer é a maneira que faz ele lembrar mais, que não são as coisas ruins que ela fez pra ele, mas os sonhos que imaginou eles dois juntos, dos dias de sol...
- Dos dias de sol...?
- É...
- Olha, fala pra tua psicóloga te internar...
- Vai te catar, virou flanelinha, só me olha no estacionamento!
- Amiga, que tu vai fazer então?
- Ah, já disse: “ficar recostada no muro, esperando os tijolos serem removidos”...
- Que muro?
- O dele...
- Ele tem um muro e vai destruí-lo...
- Não!
- Tu vai ficar rondando a casa dele?
- Socorro, não!
- Então eu não entendi!
- Quando é que tu me entendi, aliás, nem sei porque falo dessas coisas contigo...
- Afinal, que tu vai fazer de verdade?
- Esperar!
- Ah...



(Ninguém entedia, mas ela sabia de tudo! No fundo, por mais ansiosa que pudesse estar, ela sabia que ele teria que se sentir seguro e ela, de certa forma precisava se sentir mais organizada. Era só esperar e ela tinha tempo pra isso. O amava de tal forma que poderia esperar a vida toda e ser feliz pela espera, afinal, era por ele e por ele, tudo valia a pena!)

sábado, 7 de maio de 2011

Eu quero

Eu quero os sonhos da infância, onde tudo era rima, onde um pensamento valia mais do que qualquer brinquedo.
Eu quero a alegria de saber que comerei a minha sobremesa preferida sem lembrar das calorias.
Eu quero ir a praia sem me preocupar com as malas, passagens ou gasolina!
Eu quero querer o Natal, fazer panetones e assar alguma ave ou cordeiro no forno sem imaginar que virão pessoas chatas e hipócritas!

Eu quero voltar a me apaixonar por um rapaz, que cada frase seja um verso da poesia que será um dia nossa história...

Eu quero, construir algo que possa chamar de lar, sem me preocupar com a sogra que chegará ou a minha mãe invejosa e curiosa a bisbilhotar minha casa...

Eu quero o salário mais alto.
Eu quero uma casa na praia.
Eu quero uma filha pra enfeitar os cabelos quando criança, respirar fundo na adolescência para ter paciência e muita energia pra correr atrás, assim como quero segurar seu filho(a) no colo e ver meus traços nele(a).

Eu quero viver muito!
Eu quero sorrir e chorar de alegrias pelas conquistas, pelas tristezas que fazem parte daqueles que vivem no real...

Eu quero muitas coisas.
O que não quero é perder a fé nas pessoas, por mais que meu cérebro avise!
Quero cometer erros por confiar nelas do que perder a oportunidade de ser mais humana - e isso é difícil pra uma desconfiada!!!

Não quero perder a vontade de aprender, por mais difícil que seja manter-me comportada frente aqueles não desejam isso!
Não quero perder o sorriso ou a gargalhada frente algo muito engraçado ou especial, por mais estranha que sejam minhas gargalhadas, ao menos são sinceras.

Não quero deixar de ser essa mulher que luta pelos ideais, por mais idiota que possa parecer, por mais estranho que possa aparentar defender causas impossíveis... são as causas impossíveis, ao meu ver, que explicam a missão!

Não quero esquecer os momentos felizes, pra provar pra mim mesma que merço coisas boas!
Não quero esquecer as coisas ruins me aconteceram, pra provar pra mim mesma que a vida não é um conto de fadas, que existem caminhos que nos levam as lágrimas, mas esse não é o fim!

Quero que a humanidade reflita seus atos, e começo, pelo pequenos, na esperança da mudança.

Sou uma idealista e quero continuar sendo.
Ter o olhar no futuro, o coração no presente e as memórias nas mãos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Saber pra quê?

"As vezes você me pergunta
perguntas não vão lhe falar
que eu sou feito da terra, ..." Raul Seixas

Na infância me considerava um burra, idiota, não entendia as piadas, via borboletas onde elas não estavam, acreditava no bem vencer o mal, rezava com uma fé no "Papai do céu" que tudo, absolutamente tudo ele podia fazer e me daria o que eu pedia...

Na puberdade, resolvi virar a mesa... enfrentei alguns problemas, rebeldias...
Na adolescência, abusei do álcool, corri riscos, aprendi a amar, mesmo assim, ainda me achava burra, feia, magrela demais...

Na juventude, percebi que podia ir mudando um pouco o jogo: aprendi a conquistar algumas coisas, suportar outras e que não era, assim tão burra.

O que eu queria era saber! E os que estávam ao meu redor não queriam me dizer.
Raras as pessoas que "perderam" seu tempo comigo.

Quem sabe seja por isso, que hoje, adulta, tenha que me controlar pra não precisar provar pra todo mundo que posso ser melhor que esse passado horroroso: burrice!

Acho que meu problema não era burrice, era não ter o acesso a informação.
Hoje, estudo o qu tiver na minha frente, se comece desenfreadamente como estudo era pra ser obesa mórbida... meto o bedelho em tudo, arrisco até política!

Busco uma intelectualidade absurda, ampla, teórica e prática. Ah, mas todo o educador deve ter essa vontade.
Na verdade, sinto a competição entre nós na profissão, e como já desisti de procurar paralelas que se somem no trabalho, as quais querem é mostrar o trabalho pra continuar, descobri que o macete é também, ter as leituras, as pesquisas... Elas nunca tem tempo pra isso, na sua maioria.

Fui estudar psicanálise pra quê?!
Pra ver!
Precisa decifrar moldes, desviar dos enredos e tramóias, superar expectativas...
Buscava o OHHHHHH!

Assim, enterraria de vez a burra do passado.
Nasceria de novo, melhor, mais interessante, inteligente, uma pessoa que viriam me perguntar sobre...

Tudo isso pra existir!

Eu já entendi que já existo, tenho identidade, cpf e título eleitoral. CPF sujo, todo mundo sabe que tu existe, descobrem endereço, telefone da tua madrinha lá no interior... Título eleitoral, a cada dois anos, sabem que existe você, que fará toda a diferença, te mandam até correspondência!!!

Então, podemos dizer que não é mais existir, seria ser reconhecida.
Reconhecer é além de conhecer de novo, é rever o visto com um outro olhar, admirar.

Ontem voltava pra casa e me perguntava se era isso que queria pra minha vida: professora.
Havia saído de uma reunião idiota. As pessoas tinham que estudar o perfil das tendências segundo o documento da MTV sobre juventude (baseado em entrevistas de pessoas de 12 anos aos 30 anos), que claro, nem todo mundo consegui ler 7 textos de domingo pra quarta-feira. Os argumentos muito bem colocados pela socióloga da escola e do prof. de História (Dr.) foram excelentes, gostei também do meu, que citei Morin e a teoria da complexidade e a busca de uma profundidade sem organização que deixam os jovens na superficialidade do instante. O cara da Pastoral, homem que admiro em seu saber, não entrou em detalhes sobre minhas colocações - dedusi que poderia ser pelo fato de eu ter mais leituras sobre Morin do que ele, pois, já falamos sobre isso e até emprestei uns livros pra ele... - o prof. de matemática foi contestado e me informaram que os dois não se gostam (onde está a ética pela vida, mesmo?...). Depois da discussão, trazendo uma blábláblá de mercado é apresentado o que um padre havia dito numa conferência que só o cara da pastoral tinha assistido - super democrático! -, dizendo tudo o contrário do documento da MTV inclusive a pontuação que ele mesmo havia feito sobre o prof. de matemática!!!

Chutei o balde! Mas como a diretora estava lá, chutei o balde em silêncio!!!!

Quando fomos discutir e criar extratégias, escutei o de sempre pela última vez: temos que trazer pro real, nada de discutir no plano abstrato - ou seja, o que eu falava estava longe delas e o queriam era entregar uma merda de lista de estratégias pra coordenação.

Volto ao título: saber pra quê?
Saber pra quem?

As vezes eu me sinto o Galileu!!!

Mas usei, rapidamente o conselho que havia dado na tarde de ontem pra um excelente aluno que tenho: não diga tudo que sabe, pois aquele que está na tua frente pode não estar preparado para o que quer lhe falar ou até mesmo não seja o momento de falar.

Lá era o momento, mas o público não queria escutar, teriam que mudar de opinião, pensar se mudariam, elencar argumentos para permanecer com seu ponto de vista... isso dá trabalho!!!

Sou uma neurótica por conhecimento e uma desiludida com as pessoas que não querem mudar!!!
Dizia no vídeo passado pela pastoral: se você já está sossegado com que tem e vive, você já está morto! Credo, não quero morrer...
Quero estar viva!!!

Vi, que estava morta em algumas coisas...
Vi a adrenalina dos jovens, das paixões, das coisas loucas e maravilhosas que fazem sem temer o futuro... senti saudades desse tempo!
Foi nesse tempo que tomei decisões importantes.

Da vida adulta levo a frustração de um público que não me acompanha e deseja, sim, que eu cale a boca pra não complicar mais o trabalho!!! Pena, nisso eu não vou mudar!!!

Buscar conhecer eu continuarei fazendo.
Ainda me pergunto pra quê?

Já entendi que não provo nada pra ninguém além de mim mesma!
Só não entendo que que fazem da vida sem procurar conhecer...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Justiça, meu amigo Obama?

Eu sou uma idealista!
Sou uma idiota que defende os direitos humanos.

Sou contra a pena de morte, aborto e etc...

Obama, na noite de ontem, diz ter conseguido matar o Osama Bin Laden.
Cada um irá me dizer que ele foi um terrorrista, louco, desumano, sem escrúpulos... bláblá... Eu sei de tudo isso, mas ainda olho com olhos de que o ser humano merece ter chances de mudar. Eu mesma não saberia como trabalhar com uma mente assim, que se acha dono do mundo... complicado.
Eu não concordo em matanças, assassinatos, acho que o 11 de setembro já nos provou dor demais para humanidade - nem falo nada sobre o nazismo que está há algumas decadas longe de nós, porém manchado para sempre nossa história... -, ideais de vida e valores que não presam a vida como direito de todos, uma ética que constrói-se ao redor de filosofias de vida baseado em textos sagrados e profanados por uma interpretação diabólica.
Sim, diabólica, do termo diabolos - separados.
Agora, o Obama e toda sua trupe, vão mandar mais do que nunca, a nova série do Simpsons vai falar sobre isso. O povo do mundo irá "agradecer" pelos EUA ter acabado com o terrorismo! Que legal, mais alguns monumentos, dias de memória, e o que?

Nascerá um novo anti-heroi, como sempre, ou como em Megamente, será construído um novo anti-heroi. Por que a razão maior não é o terrorismo, a razão maior é o petróleo, o dinheiro.
Quem assistiu "Senhor das armas" pode entender um pouco, "Diamante de sangue"... Tudo faz parte de um jogo que somos convidados a assistir, e quando vem a placa de "aplausos" nós, babuínos, aplaudimos; depois, catamos carrapatos no parceiro ao lado!

Teoria da conspiração, um pouco.

Agora, acredito que uma justiça de verdade é aquela que oportuniza a responsabilidade, a restauração do ser humano e isso eu não vejo!
Simples, vamos lá e matamos. Resolvido.
Mas o direito a vida não se perde por ter tirado dos outros, se fosse assim, gostaria de saber das mulheres que abortam, no próprio Estados Unidos e não fazem nada! Afinal, essas mulheres mataram ciadãos americanos, que poderiam mudar a face do país.

Só se levantam bandeiras daquilo que dá dinheiro e eleição - poder!

Eu acho isso tudo um grande teatro.

Quero minha ignorância de volta, e a quero agora!