Há momentos que me parece que o tempo para:
quando ele me diz olá, ri das minhas bobagens, escreve por códigos para não ser direto...
O tempo parece voar quando estou, de alguma forma, falando com ele...
O tempo é uma prisão, quando preciso estar no mundo real e tenho que viver alguns papéis...
Ser a politicamente correta, a educada, sensata, calma e prudente.
O tempo não transcorre com justiça, me parece!
O relógio me diz, como o coelho da Alice: "atrasada, atrasada"
Eu digo:
Não! Tenho todo o tempo pra esperar...
Penso que posso perdê-lo... mas nem sei se alguma vez o tive realmente...
Foi um tempo que passou...
Só meu coração me diz que devo continuar esperando e que terei seu rosto entre minhas mãos novamente...
Eu não tenho certezas... concretas... mas os sentimentos não são concretos, são sentimentos, devemos sentir...
Então já tenho minha parte feita: sinto!
O tempo não espera, diferente de mim que espero o tempo passar...
É na passagem desse tempo que poderei acertar as arestas, me sentir "grande", emancipada, livre!
Acho que a partir daí, o tempo, parecerá diferente: não será ele o Chronos me devorando, mas eu dizendo a ele que todo meu viver valeu cada minuto pela espera.
Aquele que espera, na esperança de seu tesouro, investe mais preciossidade nele... mais valor ele tem!
O tesouro não sabe quanto vale, pois é o outro que lhe valida!
Quem tem pressa em amar, não sabe o quanto vale o tempo da admiração... E o tempo, apesar de agora eu tê-lo quase como prisão, sonho com vida mais simples...
Porque o tempo corrre conforme nossas ambições...
O tempo para conforme nossas solidões...
O tempo anda de acordo com o bater de nossos corações.
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