domingo, 11 de dezembro de 2011

Promessas - ou desculpas esfarrapadas - ou o título que quiser

Eu gosto de promessas pois elas nos dão a responsabilidade de cumprir nossa palavra com a melhor exatidão possível.

Já fiz promessas e sei o quão duro é cumprí-las quando o que se quer é o oposto.
Antes de mais nada é preciso saber o que se quer, o que não não se quer e aceitar o que não se pode ter.

Saber o que se quer parece fácil, pois parece que é só desejar e pronto: sabemos o que queremos. Lamento, não é assim. Saber realmente o que se quer da vida, é buscar um sentido e não ir simplesmente andando e ver no que vai ser daqui há 30 anos. Não quero saber o que foi, preciso saber o que quero hoje pra daqui todos os 30 anos, no mínimo. Sim, é cansativo fazer isso, requer planejamento e antes disso um bom raciocínio para definir o foco.

Você precisa racionalizar seus sentimentos.

Isso pode doer.

Eu sei que dói por passar por isso.

Então, se não quer sofrer assim para obter a conquista de seus objetivos, pare por aqui

Saber o que não se quer, também, não é nada fácil. Não é apenas repudiar algo. Não! Ah, requer reflexão e não podemos simplesmente descartar situações, pessoas e coisas que nos causam problemas. Há momentos que precisamos saber com quantas pedras no sapato teremos que andar pelos próximos e longos anos. Saber decifrar isso, é um quebra cabeça de milhares de peças... não se esqueça que sempre existe alguém para nos fazer perder algumas delas, então, a frustração é inevitável.

Aceitar o que não se pode ter é uma sabedoria. Não aquela sabedoria barata de consolo religioso: "não era pra ser". É ver os contextos, ler nas entrelinhas, perguntar o que se passa na mente do outro e saber previamente que ele dirá: "não recomendo que ninguém entre".

As promessas são coisas que nos instigam a cumprí-las.

Quando digo racionalizar os sentimentos dou um exemplo que é bem difícil de vivenciar, mas me propus a isso as 18h do dia 10/12.
Eu percebi que meu desejo sentimental, não condiz com a realidade, você pode dizer: fantasia X real. Pode dar outros conceitos, o raciocínio é seu!
Mas pela última vez me coloquei no papel de espera da frase: "não vá agora, fique um pouco mais...". Assim como entrei literalmente num ônibus para encontrar um passado e me ver por dentro, hoje entrei num ônibus para dar adeus a um passado que já passou.

Ao entrar, abanar para meu desejo, vi, senti que era hora de não aprisionar mais aqueles que amo.
O que quero racinalmente não é possível, logo, devo redirecionar meu foco. Penso que a melhor coisa é substituir por trabalho - "o trabalho dignifica o homem".

O que não quero, agora é um pouco mais fácil definir, no mínimo, nao viver de migalhas. Dignidade.

O que é possivel, bem, é seguir o caminho com meu filho, sua criação, nossos animais e conquistar os méritos do trabalho e estudo.


Eu faço uma promessa: por mais que ame, por mais que deseje, por mais triste que seja pra mim e doloroso, não vou mais impor minha presença. Ele nunca foi atrás de mim, nunca tentou aparecer e dizer algo por vontade própria, nunca falou se eu não começasse... Foi um Peter Pan. A solução para estes é deixá-los livres e que eles percebam suas necessidades em ficar adultos. Quando se ama a si mesmo e ao outro podemos fazer qualquer coisa para ficarmos juntos, para isso ter-se-á um pouco de reciprocidade.

Meu amor não garante nós.
Meu amor, jamis vai contruir um nós!

Eu não posso viver a vida esperando que ele faça o que nunca fez, o que não fez quando dizia me amar.
Eu inicio minha caminhada de exílio, mesmo que seja muito doloroso dizer adeus ao que mais poderia me dar a alegria de viver um sonho.

Pretendo não falar mais nisso aqui. Encerro a programação por falta de audiência, hehe.

Guardarei meu amor numa caixa bonita, prometo! Ela será adornada de belas fitas e um recado de "afaste-se". Eu sempre amarei-te, sempre.
Mas deixo-te na liberdade de viver sem precisar passar horas comigo.

Desligando...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Jackie

Jackie.
Tem o Jack, o estripador, ao qual gosto de sua sabedoria de ir por partes. Os metódicos deveriam ter uma estátua dele. Esse Jack, foi cara ruim, matou pessoas, não sei se era o objetivo dele, mas enfim, ao esquartejar e estripar seres, geralmente em 99% dos casos causam a morte - digo 99% porque sempre tem aquele que sobrevive, sempre! - então, acho que ele queria se divertir um pouco, de forma meio bizarra, mas ao seu modo.

Tem gente que gosta de ver os outros sofrerem e causar isso nos outros, a quem batizamos de sádicos. Há os que gostam de sofrer, que damo-lhes o nome de masoquistas. Gostamos de julgá-los. Sempre que julgamos os outros temos como jogar nossa poeira pra baixo do tapete enquanto o outro se distrai com aquele ao qual você apontou.

Mas hoje nem queria falar desse Jack, desse sádico metódico, do homem que até hoje é apreciado nas telas e a cada década fazem mais uma versão de sua história - uma boa seria fazer a história dele como em "deu a louca na Chapeuzinho", onde cada personagem conta sua versão -, acho que seria um pouco diferente: a mulher toda suja de sangue e o mesmo ainda pingando e ela tentando acomodar seus órgãos com certa dignidade para relatar a história... sim, eu estou sendo asquerosa, nogenta... Mas há público pra tudo nesse mundo! Tem pra jogos mortais!

Mas volto a dizer que não é desse Jack que falo. Falo do Jackie, que me fez gastar para telo em minhas mãos.
Eu tentei resistir, preferi outro, e este, difícil, só encontrava num lugar, e ele lá, todo pomposo: se me quiser baby, será assim! E Jackie, onde eu fosse, estava lá!

Então, depois de tanto ficar a me esbarrar com ele, e sei, seria inevitável nosso encontro, mais cedo ou mais tarde ficaríamos juntos...
Como dizer...
Bem, marquei um horário, pensei que ele estivesse lá.
Perguntei para minha manicure e ela respondeu: tenho esmalte Jackie, mas tu nunca usou! Respondi que o queria era creme café, mas não encontrava nas famácias e outros espaços de beleza, mas esse esmalte tava em tudo que lugar!!!

Comprei depois na Panvel, era R$ 2, 56, tive desconto de R$0,57 por ser cliente fiel (com apresentação de carteirinha, claro) e não é que Conquistei meu Jackie por R$1, 99!!!

As vezes gastamos com presentes, jantares, filmes e pipocas e nem sabemos se será legal! Pois bem, Jackie está ao meu lado, e será fiel as minhas mãos!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Denúncia

Chegar a um momento de decisões, final de ano, festas... é uma coisa louca. Agora estou prestes a fazer uma entrevista e estou ansiosa - ansiosa é meu primeiro nome! -.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Internacional

Obrigada meu time por hoje!
Fica a responsabilidade de fazer bonito e levar a taça de novo pra casa -  a da Libertadores, claro!!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

De vez em quando...

De vez em quando as coisas, os fatos, parecem de certa forma nebulosos...
Mas as neblinas elas aparecem no outono e no inverno de nossas vidas. Como num ciclo comum na natureza, temos também o retorno da vida na primavera e o calor do verão para nos lembrar da beleza após tempos de escuridão.

Dizem, que o momento mais escuro é o momento que antecede o amanhecer, a aurora... Há momentos que penso ver algum raio de sol tentando vencer a escuridão... mas ainda não... ainda não.

E gosto de dizer a mim mesma: Haverá um dia em que estarei mais feliz, mais realizada e mais livre... mas esse dia ainda não é hoje.
Não é melancolia, é uma realidade que deve ser suportada.

Tô esperando e cultivando os bulbos submersos na terra para brotarem na primavera. Conheço suas belas flores, o seus aromas e todas as borboletas que aparecem ao seu desabrochar. Tenho fé que chegará logo esse momento!

Então, de vez em quando, me pego fazendo listas de coisas boas e amassando aquelas que me dão desprazeres.

De vez em quando acredito no amor
É de vez em quando que busco esperança pros meus sonhos...
De vez em quando eu falo com tristeza das separações
De vez em quando canso

Mas sempre volto a lutar tudo que me é verdadeiro em meu coração.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eu sou viciada
tenho muuitos vícios
trabalho
filho
alunos
estudo
chá preto
meus gatos
livros
tentar ler em espanhol
ter as mãos com unhas bem pintadas
colorir o cabelo
falar por horas
discutir e delirar sobre as leis que não entendo sobre a física
traduzir músicas
comer chocolates
comprar presente (esse ando conseguindo evitar)
Dar inúmeras chances as pessoas (Tô começando a duvidar que seja bom pra mim isso!)
tenho ideais
tenho sonhos
tenho esperanças
acredito que a humanidade pode melhorar, por mais que as estatísticas provem o contrário
Não consigo te esquecer!

Eu posso parar de tomar chá preto, consigo falar bem menos, não colorir os cabelos e tão pouco cuidar das unhas das mãos...
Consigo relaxar por alguns dias sem trabalhar, estudar e tem as férias de janeiro sem alunos...
Seria bem difícil não ter meus gatos, livros, discutir (muito) sobre física quântica e traduzir músicas...
Será impossível abrir mão de alguns amores: meu filho, meu pai, minha mãe e você!

Será impossível, e é triste não poder estar ao teu lado com seu olhar me dizendo tudo que quero ouvir e não precisar de palavras.

Meu filho irá crescer, meus pais envelhecerão... eu ficarei a te amar.

Se tivesse a eternidade, ficaria ali, na calçada, te vendo passar e depois de novo e de novo...

As vezes me pergunto o que é que não tenho
outras, o que é que tenho

algumas pessoas dizem que assusto as outras pelo meu jeito objetivo de ser, " eu quero e vou lá". Foi assim, né... cheguei e lhe dei um beijo de "boa sorte".

Mas me sinto uma tetraplégica quando me dizem: você foi especial - sabe, só dá pra olhar e escutar, pois o corpo nada pode fazer pra se aproximar...

É idiota, mas é sofrido.
Por isso passei anos sem ver filmes de romance, eles me diziam ou que eu poderia lutar e te reconquistar, ou o mais óbvio, passar o resto da vida só lembrando como uma viúva!!!

Agora, meu lema é trabalhar, cuidar do filho, ler e traduzir músicas...

Eu teria centenas de músicas pra postar aqui refletindo o que sinto, mas são bregas, são antiquadas como eu... uma sonhadora, uma mulher que vive de um passado distante.
Eu espero, ardentemente te esquecer, te abolir da minha memória, exorcisar minha alma presa a sua... mas quando chega pela manhã, vejo aquele vermelho ao redor do teu nome, desisto de tudo por seu "olá"

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Trilhas Sonoras

Sempre amei as trilhas sonoras dos filmes.

Já perdi as contas de me pegar cantarolando músicas elembrando dos belos e encantadores momentos vivodos.
Eles foram tão bons que se tornaram inesquecíveis! Poderia lutar com todas as minhas forças mas seria em vão se a outra parte não me quer. Preciso mais do que nunca saber disso!

E a música que me vem a mente, junto com o filme, claro, é  "Cidade dos Anjos"

"Eu desistiria da eternidade para tocá-la (o)
Pois eu sei que você me sente de alguma maneira
Você é o masi perto do paraíso do que eu jamais estarei
Eu não quero ir par casa agora

E tudo que sinto é esse momento
E tudo que respiro é a sua vida
Porque mais cedo ou mais tarde isso irá acabar
Eu só não quero sentir a sua falta essa noite"


Sou a ansiosa que espera ardentemente o sinal de "ocupado" para dizer um "olá"  e fazer de meus dias momentos de alegria, de existência com memórias ardentes e espetaculares... Sou a mulher que realmente te ama, não sei das outras, mas posso afirmar por mim!


Só o tempo... só suas decisões... eu continuo a te esperar... tu sabe!

domingo, 27 de novembro de 2011

Saga Crepúsculo

Só pra constar, fui assistir Amanhecer I, estava parcialmente bom.

Eu sei, eu sei, sempre digo que não devemos comparar muito o livro ao filme, que sempre haverá diferenças...

Mas eu prefiro o livro!!!!

Tá dito!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Buscas

Hoje caminhava pela Borges
caminhava
só caminhava na chuva
via as pessoas
o que será se passava por suas cabeças?

Eu continuei caminhando
vi um homem estranho daqueles que já havia observado
ele estava parado na frente do lugar que não ousaria entrar

Não ousaria por muitos fatores
o primeiro e óbvio: quem estaria no controle?
segundo, o que estaria fazendo realmente ali
que resposta daria a primeira e segunda questão?

continei caminhando
com uma penca de coisas pra estudar
com muita rdtupidez pra explicar

Acho que não tenho respostas do que quero, por elas não existirem
Eu sabia que enquanto fosse apenas a gata em cima do muro
haveria algum encanto
mas depois de tirar a máscara
me mostrar mais humana que nunca
não haveria o que encantar

Sonhei em ter mais uma noite
por não saber se existia um amanhã
eu terei, na verdade um amanhã
e ele vem me dizendo que não haverá outro momento

Eu queria...
muita coisa...
queria que ele tivesse curiosidade em mim...

E eu não tenho argumentos nem teóricos que possam provar esse tudo que gostaria provar com ele
não posso apelar pra fé, ele é ateu
não posso pedir razão, ele não tem crença alguma
o que o faz pensar diferente?

Um alguém que morro de inveja por ter entrado por seus portões
e eu aqui
mas ok!
Vou ter que fazer algo por mim!
Vou começar por argumentos, teóricos e a fé
coisas que eu acredito!
Se funcionar comigo, estou no lucro, pois chorar por alguém que não morreu é colocar a vida fora!

sábado, 19 de novembro de 2011

Saudades...

Tenho saudades, sempre uma saudade que diz o quanto se passou...
Sinto falta do calor do seu corpo, das risadas, dos olhos, dos toques... aqueles lábios nos meus.
O que eu não daria por mais uma noite.
Palavras ao ouvido, os desejos finalmente ditos na liberdade de dois em um lugar perfeito...

Sinto saudades de sonhar contigo.
Sinto falta de ouvir sua voz.
Sinto tanto o eterno separados.
Sinto um coração se despedaçando, mesmo que todos digam que não vale a pena... quem sabe disso ou não sou eu mesma...

A saudade de estar contigo é tamanha que se eu pudesse, sairia agora da minha casa e entraria na tua, sem medo algum de te roubar de lá...

Acho, com todo esse tempo que se foi, que além de impossível e inviável, me acostumei demais a sentir saudades...
Quem nos garante que realmente o amo? Pode ser uma psicose, uma fuga do real, sentir saudades de ti...

Sentimos falta do que não temos, sinto tua falta, e todos os dias em sentinela espero-te. Mas já se foi o tempo e é preciso saber a hora fechar as portas. Já é madrugada e é preciso gardar tudo.

Não quero mais tuas fotos me mostrando nossa alegria, nem teus presentes te fazendo vivo ao meu lado, também não quero ler mais o que escreves, tão pouco tua opinião "formada sobre tudo" e discordando dos meus ideais de vida.
Porque tudo, tudo isso só me diz uma única coisa: eu não posso te esquecer.

Sinto muito mais tu é um vício que não consigo e nem sei se realmente quero te esquecer, porque é bom demais te amar...

E quando lembro de tudo, vejo teus presentes, leio o que escreve, mesmo que nem seja pra mim, eu adoraria estar lá no topo... quando vejo as fotos, tenho certeza absoluta que fui a mulher mais feliz do mundo. Vou guardar pra sempre tudo, já que não tenho a ti, terei as provas de um passado fabulo, logo, não tenho cura.

Me perguntam o que tu tem de especial e nunca sei responder... posso elencar algumas coisas, mas jamais direi o que mais me tira o fôlego, o que me faz tremer minhas pernas e suar as mãos...
Quero continuar a sentir sua falta, não quero outro. Lamento por ti!

Previsões

Aos cindo anos eu fiz previsões pra mim.
Aos 18 fiz previsões pros outros.
Aos 32 fizeram previsões pra mim.

Interessante, elas se realizaram.

Nunca deixei de sonhar, tão pouco de buscar um dos sonhos, embora alguns parececem aqueles balões com gás que sobem e as crianças ficam desesperadas.
Ao buscar meus sonhos, sempre tive a classe, a ética e a humanidade de não passar por cima de ninguém, de falar a verdade, de mostrar meus defeitos e inseguranças - ser transparente (como diria minha amada 2ª mãe, "isso nos permite ver o outro lado do rio, gringa") -.

Jamais apresentei-me de outra forma, quem sabe seja por isso que existam sonhos que devo guardá-los. As vezes me pergunto se sei essas coisas, se penso e discuto com meus pensamentos, porque depender de alguém que anda me sufocando.

Sim, hoje prevejo o fim da minha terapia, pois ela anda me colocando dentro de uma prisão e não nasci para viver em gaiolas. É isso que as vezes faço com meus sonhos mais belos, os coloco em gaiolas.

É justamente aí que eles priorizam  me deixar.

Eu ainda tenho muito a me certificar, a encontrar paz dentro de mim. Tenho muitos defeitos, mas também, muitas qualidades.

Eu não sei quem virá...
Não farei mais convites vips.
Deixarei as portas abertas, um prato com bolinhos e suco fresco na mesa da sala para aqueles que quiserem entrar. Colocarei um tapete que diga bem-vindos, flores em um vaso e cuidarei das cortinas.
Terei um livro de poesias na mão e um controle remoto no sofá - há sempre de se pensar no conforto das visitas: adiantará mostrar filmes de ficção a um poeta, é possível que não goste...
Também quero ter espaços como a cozinha, as vezes as pessoas preferem-na a sala, como o Rubem Alves, que prefere o calor do fogão e mistura dos elementos em sopas do que a sala e seus papos requintados e solenes... vá que eu receba alguém assim?

Cada lugar para um tipo de visitante.

Estarei com meu coração aberto e aconchegante, como a cama de um amante, para que, ao chegar, aquele homem que me amará possa se sentir em casa.
Então, falarei dos poemas que gosto, servirei as comidas que faço, cuidarei das suas coisas e embalarei seus sonhos, passarei muitas noites a admirá-lo. Amarei seu corpo e festejarei suas alegrias, assim como cada dor será zelada por um bálsamo que aplicarei em doses de carinho.
E ele, em minha casa, terá sempre uma porta e uma janela abertas: a janela ele poderá ver o mundo e o tempo passar, e a porta, sempre terá como a liberdade de ir.

E quando tudo isso puder ser feito e estiver tranquila... é porque finalmente, minha vida tem um maior sentido!
Eu prevejo tudo isso na minha vida.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Passado

Ela foi até o fundo de si mesma e decidiu fazer o inesperado. Entrou em um ônibus e foi atrás de um passado distante.
Encontrou um de seus começos, cerca de 15 anos de tempo haviam passado e ela, despida fez amor com o seu criador.
Voltou no tempo, refez seu espaço, andou sobre sonhos e expectativas... deu-se conta do seu ser, mudado com tudo lhe aconteceu, testou, experienciou nessa vida.
Ao sair, bateu a porta, afinal, havia ido lá para encontrar-se e o fez.
Olhou bem pra si mesma, merecia cada ato amoroso, cada carícia, cada movimento dos corpos... mas isso nunca a pertenceu de verdade, sempre fora instantes, momentos apenas que jamais deviam ser refeitos.
Depois de abandonar-se, buscou-se intensamente, descobriu-se nua e com frio no meio de tudo.
No meio de si, no meio do mundo, no meio da confusão de amores e paixões pelas quais se dedicou com tanto afinco... e deixou-se ali, chorando aos prantos...
Seu soluçar encomodou-a. Resolveu consolar-se e ao enrolar os seus braços ao longo do corpo de um alguém, viu-se com medo de amar.
Porque amar é perigoso, é destruidor. Não sabia mais se deveria continuar a tentar iludir-se com aquele cujos seus olhos não paravam de admirar...
Dentre seus amores, seus temores, seus maiores pudores ela resurge forte, como o sonho dos fracos. Então, ela retorna de tudo e olha-se no espelho. Longo caminho ela teve, tortuoso, pesaroso e doloroso. Tudo estava escrito em sua face, abaixo de sua tensa pele.
Ela observava o passado subcutâneo mover-se em seu rosto e sentia cada toque que o destino havia lhe marcado.
Com grande ódio tentou rasgar aquele véu que a separava do real... pena, não existiam formas de concretizar o que um dia já fora... o tempo tinha passado e mudado seus traços, alguns ainda estávam lá, no profundo de suas temporas... mas muito já mudara.

Já havia mudado seu destino, seu riso, seu desabroxar, seu coração e sua mente. Desistiu de amar, de permitir-se ser amada... Por isso, seu encontro com o passado foi aterrador: primeiro buscou-o com a intensão de recomeçar, depois de ser amada, de ser desejada e finalmente obter as respostas.
Não haviam respostas.
Nunca há respostas.
Nunca houve.
Tão pouco as terá pela boca ou toque de alguém.

As respostas fazem morada dentro de si mesma e ela já as havia trancafiado em algum espaço dentro de seus pensamentos, para proteger-se do pior e do melhor. A proteção que sempre esteve ao seu lado era, na verdade, seu maior inimigo disfarçado de amante nas noites frias de seu viver.
Buscou a chave, implorou pelo regresso das verdades tão maravilhosas e tão nefastas... Após muito diálogo, conquistou novamente seu título de senhora de seu destino e avançou com a glória dos vencedores...

Afagou a maçaneta e delicadamente girou a chave... depois disso, ninguém mais a viu - ao menos, não do mesmo jeito.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Deslocados...

Fui num lugar, Preto Zé, em Porto Alegre, Cidade Baixa. Meu irmão me convenceu a sair, afinal, ando, segundo ele, muito mal – vem cá minha cara deve estar um lixo, pois a psicóloga não queria me deixar passar o feriado sem vê-la, segundo meu irmão eu rio das piadas mais idiotas e aparentemente sem sentido... ou pior ainda, não ando entendendo mais as que realmente deveriam de ter algum sentido – então fomos.



A caminho, ele me desafiou a falar com quem eu queria estar naquela noite. Mandei um torpedo, então ele me disse: isso não é falar com a pessoa, me dá essa coisa aí. Pegou o número do torpedo e ligou pro cara. Eu juro, queria que um buraco se abrisse. Mas, após um telefonema constrangedor pra mim, meu irmão só sacudia a cabeça e dizia, só tu, só tu mesmo pra se colocar assim... nessas situações... e reclamava...


Chegamos no estacionamento e perguntei a ele: com cara da família(cito o nome da família do nosso pai) ou sem? Ele me responde, fica por tua conta. Explicando aqui: quando usamos essa expressão significa uma carranca de nenhum amigo, coisa que eu queria mesmo, afinal, eu queria era estar com ele. Estando com esse cara seria a glória.


Entramos no local. Fomos direto tomar uma Margarita. Não deu nada. Aquele negócio tava salgado. Aí, meu irmão viu, que só uma prá nós, seria nada. Pedimos a segunda. Então fomos para a parte de cima. O pior do pior foi que dois goles da bebida foram o suficiente para começarmos a zuar com as pessoas ao nosso redor. Haviam duas mulheres consideravelmente gordas com roupa curta, dançavam como se fossem as mulheres mais sexys do lugar. Uma super magra com dois afrodescendentes que pareciam mais empalhados. Também tinham os caras bombados, com cabelos arrumados ou desarrumados... depois de rirmos de todos esses e conseguir beber toda a margarita, decidimos descer. Ao descer, já bem adiantada e a cabeça rindo sobre tudo, fui dançar tudo que viesse, por pior que a música fosse quando eu, lúcida, certamente já teria desligado ou saído. Meu irmão me mostrou um cara alto (muito alto) com cabelo comprido e de preto e comentou sobre ele, do jeito debochado que estávamos fazendo antes. A coisa toda mudou. Ali, pensei: mas é tão bonitinho. Me virei e disse que achava bonito. Pro meu irmão, meus gostos são, digamos, estranhos. Passei muito tempo admirando, e vi que ele devia ser mais novo que eu. Eu ali, mesmo dançando, estava deslocada do mundo, do tempo, das coisas que sonhara e tive que abrir mão – aí descobri porque meu irmão fala que ando mal. O rapaz realmente transparecia o deslocamento, todos dançando ao seu redor e ele parado, raramente mexendo no cabelo e olhando para os lados. Quando ele olhava eu o encarava, ele desviava o olhar. Sim, era um deslocado. Estávamos deslocados!


Depois, de um tempo, meu irmão sumiu e fiquei sem saber o que fazer. Ao reencontrá-lo e bebermos uma cerveja, disse que o rapaz era realmente um fofo (porque me refiro assim, eu não sei!), meu irmão perguntou: porque não vai lá e agarra o cara. Aquilo soou de um jeito quase como invasão de privacidade. Como eu iria chegar e falar com o rapaz. Fazem cerca de 14 anos que não faço uma coisa dessas, o que diria? Resolvi falar a verdade.


Cheguei, toquei no sei braço e perguntei-lhe: tu parece um pouco deslocado, não? Ele disse que não era bem o que gostava mas que estava acompanhando uma amiga. E fomos conversando como podíamos, música alta dificulta muito. Ofereci minha cerveja, nossa, como eu ainda estava ali, falando com aquele gigante e sabendo que ele tinha 28 anos e eu 32. Me senti despindo o cara. Sim, consegui uns beijinhos do menino, mas não nos despedimos apropriadamente, o que fiquei, confesso um pouco (muito) chateada. Concluí com meu raciocínio alcoolizado que ele se foi por que sou velha. Conclusão triste, pois duas coisas estão em jogo: eu envelhecer e os demais serem jovens demais para ficar comigo ou velhos demais que eu não consigo querer.


Fiquei triste. Mas depois sonhei que ele voltava e se despedia.


Sabe o pior do pior com pessoas deslocados do seu tempo, das suas perspectivas é que as coisas mínimas nos deixam mal.


Uma voz dentro da minha cabeça diz (espero que não seja esquizofrenia): lembre-se do que foi bom. Foi ótimo, afinal, se eu estivesse em um estado deplorável, o cara nem tinha ficado comigo. É, tão ruim assim, não.


Concluo aqui, que, a minha visão sobre mim mesma precisa melhorar. E principalmente, saber, que ideais são a pior coisa que podemos construir, pois tudo que aparecer iremos compararmos ao ideal e jamais teremos a chance de poder ser feliz com o diferente.


Dar um basta nisso, com o coração e a razão é difícil, mas não impossível. Sou forte. Já provei “isso milhares de vezes e mais cem vezes”, então pra quê me torturar com isso.


Pois, como, uma mulher culta como eu, está fazendo isso com ela mesma. Sofrendo como uma viúva, arruinando a existência por alguém que, claro, não morreu – e isso parece que pra mim dá uma certa abertura para querê-lo –. Vamos seguindo como idiotas e perdendo nosso tempo. E continuo deslocada... ou sempre fui e percebi isso só agora que tentei muito ficar entre as pessoas.

sábado, 5 de novembro de 2011

Lembranças...

Acho que já devo ter citado o filme "Lembranças", mas cada vez que o vejo tenho uma vontade louca de escrever, pois, me faz lembrar, também... das coisas boas e ruins.

São as coisas normais do dia e as coisas que não deviam acontecer.
Lembrar sempre tem algum sentido, é lembrando que trazemos tudo ou quase tudo de volta. Podemos trazer até gente morta... que horror, né? Mas é isso, a saudade, a tristeza, os momentos de alegria. O bom é que podemos até selecionar os momentos...

O cara da história não sabia o queria da vida, pois, seu grande ídolo, irmão mais velho havia se suicidado e ele se sentia vazio e triste. Que perspectivas ele teria, afinal, não queria a sua vida e tão pouco a do irmão. Estava perdido.

As vezes, em pleno 32 anos de idade, me sinto perdida. Mas não deveria, afinal, sou adulta, mãe, profissional, estudada, especialista em algo...
Meu coração está perdido.

No filme, ele se apaixona, ama, se doa apesar de tudo e todos e as bobagens que ele consegue fazer... que nós, podemos fazer...
E ele diz pra guria que está prestes a se apaixonar:
"Pra sua sorte eu tô meio indeciso... sobre quase tudo"
Eu queria estar indecisa... mas não estou. Meu problema é o tempo... o tempo que passa e não volta, o tempo que passará e eu, ao passo que envelheço perco certas oportunidades...

Mas há os livros... há Bion que diz muito sobre minhas frustrações e a falta de tolerância a ela... as
tendências a tentar fugir da realidade e a volta a ela com o "rabo entre as pernas"... sabendo que estava completamente errada...

Lembranças...
Eu queria algumas de volta, materializadas... ver aqueles olhos nos meus, suas mãos sobre meu rosto e o calor dos corpos... mas não parece possível, tão pouco provável.

Mas tá né...
Puta que pariu... e passo meu tempo escrevendo nesse maldito blog para dizer de diferentes maneiras o que sinto.
Passso uma hora por semana falando sobre o sexo dos anjos com uma terapeuta e pagando quase um salário mínimo pra ela (pra mim é bem caro), passo mais 30 minutos falando da minha compulsão ao controle por ser insegura a um psiquiatra e tomo remédio pra dormir para relaxar e não pensar
bobagens...
Trabalho até altas horas para que meu tempo seja produtivo.
Pago pra uma idiota dizer que preciso fazer combinações com meu filho para que ele compreenda os valores de responsabilidade, pois o pai dele quer um quarto arrumado, temas em dia e estudos - e ele era um boçal como estudante, a cdf fui eu, a perfeccionista fui eu, a atrevida, a sem noção de riscos fui eu!!!

E sabe, o que muitas vezes me consola... é a lembrança de um tempo que vivi com alguém que amei profundamente, que entreguei meu corpo e minha alma. Ele podia não estar preparado, mas foi assim.
O que mais me dói as vezes é o que mais me consola.

Queria duas coisas distintas: ou viver tudo de novo (impossível) ou seguir em frente de modo a virar a página (estou tentando sem sucesso).

Se eu fizer psicologia, provo minha loucura, se largar a terapia, não terei completado o caminho... sei lá... Tô perdida... Mas é preciso se perder para encontrar outros caminhos (Piratas do Caribe). Meu psiquiatra me perguntou porque será que preciso de terapia se já conheço as respostas.

Penso que sei, mas não quero assumir. Assumir é coisa muito difícil. Sei que posso, sempre posso... mas porque sempre? Não quero, e acho que perdida não seria a resposta. O apropriado seria, parada na estrada e vendo a caravana passar... afinal é o que dá pra fazer...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Da revelação, ou não!

Estava eu numa loja para tomar meu mocaccino (um dos meus vícios) e vi na vitrine, um doce maravilhoso: brounie de chocolate e nozes...
Li  o preço, não havia nenhuma lista de calorias ali...
Eu sabia que tudo que era bonito e gostoso seria errado, pecado ou engordaria e no caso desse doce, seriam os três juntos.
O que foi revelado na vitrine é aquilo que "podemos pagar", o fato eram R$ 5,50 a fatia. Não foi revelada as calorias por garfada degustada.
Numa avaliação de empresa, é óbvio, mostramos nossas, revelamos de fato o que nos incomoda? Não, geralmente não.

Quando nos aproximamos dos pais do nosso amor (ou tentativa de...) revelamos o lado mais simpático e tentamos não revelar o podre e nogento  que achamos dessa família, que, podemos estar, reavaliando nossa possibilidade de permanência.
Será que vale a pena pagar o preço que não vem na etiqueta?

Você quer ter grandes poderes, sejam eles fantásticos, sejam eles de controle, de conhecimento... Todos te levam, não só a grandes responsabilidades, mas paciência de aceitar, conviver com os medíocres...
Do que de fato revelamos de nós mesmos é pouco e mais raro ainda ser revelado compreendido, aceito e melhorado para nós mesmos.
Revelar (e por favor, não cansem da repetição, ela é proposital), as vezes é deixar-se descobrir... ser seduzido(a) pelo outro, é o deixar-se cativar. Isso requer tempo e dedicação.

O mundo de hoje não permite o tempo posto, assim, fora, na vadiagem. Você vai lá e 
mata logo a situação. Não há mais sedução de antigamente, há molestação, fútil e sexuada.
Porque quando se casa, perguntam? será fiel na tristeza e na alegria, na pobreza e na riqueza, na saúde e na doença... OK! Contudo, não perguntam o preço do suporte até que peso você consegue carregar, pois isso não é revelado, até porque se fosse... meu amigo... ninguém, mais casava, ninguém compraria essa ideia!!!

Seria esse doce, calórico suficiente pra passar uma semana na Antártida e sobreviver, se me mostrassem o que realmente o meu corpo vai adquirir  e quantos dias de regime, alface e suco de soja tomei que foram desperdiçados, quando 
poderia apenas economizar, R$ 5,50.

House...

Eu queria ser como o HOUSE.
Pena, falta ainda muito pra eu desacreditar das pessoas ou eu parar de machucar por causa do masoquismo em amar.


Correr atrás é dizer o quanto a pessoa é especial pra ti, mas se ela não quer, você correrá em vão.
Se importar e perceber cada detalhe e buscar estar lá pro que der e vier. O detalhe é, ele quer isso?
Estar sempre disponível, talves seja colocar o outro no centro do universo.
Desapegar... puts, isso é quase impossivel!!!

Pessoas gostam do que não tem... será?
Sim, quando não mais te teem, você fica mais atraente, isso se algum dia esteve nos planos do outro, ou apenas foi uma carta do jogo, um peão do xadrex...


domingo, 30 de outubro de 2011

Não que título, mas é um desabafo da alma

Só vemos o que queremos ver e eu já disse isso aqui em muitos lugares para diversas pessoas. Repeti tantas vezes que acho que estou começando a aprender...

Quando lemos a poesia do escritor, os versos de amor, desejamos ser aquela que ele se inspiriou... Queremos, pois, quem nesse mundo não quer ser desejado, amado e objeto de sonhos na mente do outro.

Quando leio algumas pesias do Fernando Pessoa, do Neruda... queria ser aquela musa deles... ser seus objetos...
Mas a vida é dura, você nem sempre vai ser a musa de alguém, seu amor pode não ser correspondido e aí  começam as listas de realidade (essa é pra ti mesmo!!!! mas sinto raiva da minha burrice em não perceber!)

É só uma questão de tempo para ficar claro, eu pensando que me encaixava em histórias, hahahaha.... quanta ingenuidae, em pleno 32 anos de vida, lendo Morin, Freire, defendo a justiça e os direitos humanos... tantas ideologias e a crença no amor, puro, bonito, sublime de um passado maravilhoso que JAMAIS se repetirá.
É claro que as pistas estavam na minha frente, mas como não sou de ficar futricando muito na vida alheia, mas o óbvio me saltou aos olhos. E reli os posts e vi a verdade, não era eu, nunca foi... a mjulher especial, maravilhosa, inteligente, perfeita, incrivel, de humor espetacular... ela uma outra pessoa.

E eu sentada no muro, esperando...
Minha amiga me avisou que era perda de tempo. Achava que amor nunca é perda de tempo. Ainda acredito nisso... mas há de se ter dignidade, né. Sacudir a poeira, limpar as lágrimas e dizer o adeus. Guardar no fundo da alma o sentimento bom que se teve, buscar a maturidade de não comparar mais nenhum homem como ele para ser referêrencia. Os toques, os beijos, o clor dos corpos, o olhar de cumplicidade e alegria... exatamente assim, acho que não haverá mais entre eu e ele.
Fiz meus investimentos, busquei, dei minha cara a tapa, mostrei meus sentimentos e cara - tem que ser muit forte pra assumir isso! Tem que ter muito amor para fazer isso e nada de covardia.

Covarde é aquele que dá voltas em torno de si mesmo para fazer de conta que faz algo. "sempre em frente, não temos tempo a perder..."

Não sinto que perdi tempo amando, ou esperando algo. /só que pena que não percebi o óbvio, sonhei demais, fui pra terra do nunca e não cresci....

Voltando a realidade. "Eu continuo aqui, meus amigos e me lembro de você, em dias assim, dia de chuva, dia de sol"... Ainda amo, mas com pé atras.

//ele encontrou algo que lhe dá segurança e eu talves daria o turbilhão da minha energia, discussão, vontade de vida, argumentação louca e uma vontade doida de amar seu corpo, uma vez mais...

Mas acho que pode ser sonho, e o é!

Pena... "o tempo não para"...

stou na estrada para onde você está
apenas me de tempo para parar

domingo, 23 de outubro de 2011

Comparações



Passamos, um tempo na vida, comparando-se com os demais. Sejam por parecerem mais inteligentes, ter poder aquisitivo maior, ter as melhores roupas, saber falar em inglês ou ser a bonequinha do grupo... ser a pessoa que passa a cola pros colegas por ter estudado muito e agora “paga” pra se enturmar.


Eu tinha alguns grupos: os mais bagunceiros (geralmente eu era a única guria!), afinal não me classificava com as meninas patricinhas do colégio! Namorar, também foi algo diferente, enquanto muitas faziam uma lista, com os mais “promissores”, geralmente eu era do grupo alternativo.


Sei lá, sempre passei pelo patinho feio, mas sem muita esperança de me tornar um belo cisne! Bem, eu sobrevivi.


Ainda na adolescência, tive os casos mais interessantes. Conheci pessoas diferentes, conheci o inferno que as pessoas chamam de Pelotas, aqui no RS. Odeio esse lugar quase tanto quanto aqueles familiares que lá convivi. Foi lá que algumas coisas aconteceram que mudaram pro resto da minha vida... Mas não posso revelar, prometi.

 
Seguindo minhas desventuras em série, conheci um sargento, aqui em Porto Alegre, do Exército – sem dúvida, meu pai acreditou que enfim, teria colocado minha vida nos eixos! Tadinho, ele sonhou alto demais. O tal rapaz era carioca, mandão e queria uma mulher submissa e uma amante quente – mas pêra lá, eu recém tinha 17 anos! Não dava pra fazer isso tudo!


Com o tempo, fui pra terminar os estudos no Universitário e lá conheci um camarada muito legal, ao qual me apresentou seu amigo e nós meio que nos encantamos. Ele era um cara de personalidade livre e eu queria isso. Conhecemo-nos. Passávamos as madrugadas juntos, dormíamos na casa dele, e tomávamos café no mercado público, depois cada um ia para seu trabalho. Foi muito bom, pena que durou pouco, ele tinha uma viagem marcada para o Chile. Lembro de duas coisas bonitas que e disse: “queria ter te conhecido muito antes ou depois dessa viagem, pois sei que tudo vai mudar com nossa distância” – e foi a pura verdade! Outra, foi uma carta que me enviou, com o refrão da música que gostava e não deixei de gostar até hoje: “sabe, turururu, estou louco pra te ver...” e dizia a localização e quando achava que voltava.


Mas demorou e lembro também que ele cometeu o maior erro de sua vida comigo: proibiu-me de ir ao “IBAMA”. Proibir-me é o mesmo que dizer vá! E eu fui, me diverti e conheci aquele que por muitos anos iria amar. Lá comecei a me relacionar com outra pessoa.


Primeiro até pensei que estaria traindo, mas se meu desejo era mais forte, então estaria me traindo se não fizesse o que meu coração mandava.


Foi ótimo, do princípio ao fim. 7 meses inesquecíveis.


Passei anos relembrando, usando um moleton velho pra trazer ele pra perto de mim. Inventei um codinome, quase um avatar para estar perto dele.


Um dia, tomei coragem ou uma super dose de loucura, insensatez e fui lá, ver com meus próprios olhos. O amei novamente. Esperei respostas, queria ser correspondida.


Depois de um certo tempo, sentada ao lado do muro, percebi que que não era eu quem tinha a chave de entrada do grande portão de ferro. Foi difícil compreender, aceitar, digerir tanta informação. Tudo havia sido óbvio e eu, em meus devaneios, não enxerguei o que estava em minha frente.


Descobrir o real é difícil. Mas ainda assim, é o melhor para viver e saber caminhar no chão firme.


Gosto de dizer: “não errei, eu amei”. Amar não errado, se entregar a esse amor, tão pouco. O Complicado (que não é errado, mas é mais sofrido) é esperar por algo que está provado que não dará retorno. É fermento fora da validade, pão de queijo duro, caneta sem tinta, fetutinni sem creme de leite, batata frita sem catchup... é tarde de verão sem aquela fanta gelada.


Você conhece o gosto, mas não tem a outra parte. Vai se desesperar por isso? Entrar em depressão, se sentir a última das mulheres, engordar, resmungar, perder a fé, deixar de cantarolar “Hoje a noite não tem luar” ou “índios”... Não. Canta “já foi” do Jota Quest pra animar a festa.


Abandonar os demônios fantasiados de anjos do passado faz bem pra alma! Se sentir linda, atraente, mesmo que não seja pra aquele que tu jurava ser a tua cara metade. Porque, segundo o “Divã”, “Ô, Lopes, tu já viu alguém desejar ser uma laranja inteira, olha ele é a metade da laranja, comigo, somos uma só...” É cômico e real! Não devemos mudar pelos outros, merecemos mudar o que nos faz menos felizes.


E sinto que estou, a duras penas, olhando novamente pra mim e me descobrindo como uma bela, inteligente e capaz mulher que sempre fui sem me reconhecer como tal!

Sou incomparável, não melhor que outros.

sábado, 22 de outubro de 2011

A fruta desejada!

Passei meses a admirar uma árvore, uma mangueira. quando tal árvore apresentou seus pequenos frutos, pus-me a observar seu desenvolvimeto. deseja do seu fruto.
Passava diariamente por ela, e lembrava o quão delicioso era seu nectar. Eram ainda muito verdes, e era prudente a espera. O tempo foi passando, as frutas aumentando de tamanho e suas formas cada vez mais atraente.
Havia uma delas que mais queria, ela parcia perfeita, inigualável...
Então, foi amadurecendo e cada dia mais bela aos meus olhos. O dono da árvore, para evitar ladrões e depredadores, ele colocou arame farpapo ao redor dos galhos. Nada como uma escada, uma conversa amistosa e deliada com o dono, pensei eu - afinal o que faria de mal comer uma manga?


Por fim, quando aquela que parecia perfeita entre as demais, passo  pela manhã e vejo um passarinho degustando a manga, fiquei chateada, mas fui mais perto para ver melhor. Então, vi que o pássaro não se alimentava da fruta, comia os vermes dentro dela.


Que coisa horrivel, pensei eu. Passei tanto tempo imaginando me lambusar com a manga, estar satisfeita após consumar meu desejo e satisfazer-me com seu doce gosto... Na verdade esta cheio de bichos feios.
A feiura não me fere, mas neste momento, prefiro rir de saber que são feios e eu não me contaminei  com isso.

Então tento levar isso para minha vidinha.
Você deseja, mas isso não quer dizer que seja o melhor, as vezes, pode estar bichado, outro pássaro, feio, desengonsado pode comer do fruto que desejava. E vocÊ faz o que?

Dá boas risadas da infantil ideia da perfeição e do ideal. Existem muitas frutas a serem degustadas e não uma perfeita na sua cabeça!

Há morangos, abacates, melancias, bananas, ameixas... e várias que ainda não provei.

A feiura, está justamente no espaço de consolo daquilo que não se pode ter. Que sejam feios, que sejam o que forem, mas eu, consegui me ver bela e com condições de não depositar minha felicidade em degustar "aquela" e única fruta...

"o resto são os outros" e eu sou mais eu - novamente!!!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Certa vez

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sobre Facas e Momentos da Vida

Pra cada coisa, carne, legumes, peixes... enfim, segundo os mestres da arte da cozinha, pra cada uma das situações: uma faca diferente.
Parei para pensar um pouco e acho que dá para fazer uma analogia com a vida. Na vida, cada situção, uma estratégia. A estratégia está para todas as situações, assim como os diferentes tipos de faca estão para os desafios da culinária. Como gosto de comida chinesa e japonesa, entendo que, uma faca mal amolada, estraga o prato a ser feito.
Com tudo que venho tendo de dificuldades para aceitar e esperar o tempo passar. Gosto muito do filme do "Classe A", temos que estar a três passos do inimigo. Mas quem é meu inimigo? Pois é, pergunta idiota e ao meso tempo tão perfeita: o maior inimigo da gente, somos nós mesmos. Somos nós que damos o limite. Somos nós que tomamos decisões, que assumimos ou não riscos, que optmos por ter ou deixar... enfim, quem pode ou não cooperar com nosso sucesso, somos nós mesmos.

Briguei com minha terapêuta, sim, ela só diz que não tem receitas na vida, que sou quem decide, que tenho isso ou aquilo, que diz que quando estou triste e reclamo fico como minha mãe (e por Deus, odeio quando ela faz isso!!! - dentro da psicanálise, entendo que isso significa muito, o que me ofendo, mexe comigo, se não ignoraria. é como um distanciamento e quando se vê, a pessoa ou coisa que menos se quer, está lá, do seu lado, tipo, ex-marido...). Então, hoje, percebo que terei que fazer as pazes. Mais uma faca específica que usarei, quero dizer, uma estratégia - não pense que dilacerarei minha psicóloga, embora já tenha feito isso simbolicamente...), sim, ela tem razão. O pior de tudo, ela tem razão!!!

Nesse momento da minha vida, não adianta ter a "faca do Chef", preciso ter a de cortar legumes, amolá-la com paciência e cortar minhas batatas e nabos. Ainda não é momentto de cortar filés de salmão. Quero fazê-los, e os quero agora! Mas o Mestre da Vida me diz que preciso de treino, despreendimento e muita cautela. Me fala sobre a sabedoria das plantas, do tempo que esperam e se resumem a bulbos no inverno e a belas flores na primavera. Me faz pensar sobre as diferentes situações que é preciso ter calma antes de resolver. Meditar sobre a vida e morrer para ela mesma. Quando me despreender dela, a terei em plenitude.

Uma faca para cada comida.
Uma estratégia para cada situação.
Um sorriso para cada lágrima.
Uma frase de sabedoria para cada aprendizado.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Verdade

Nada como as verdades para consumir os sonhos.
Conta pra uma criança que coelho da páscoa não existe e entenda que seu sonho dos chocolates vão por água baixo. O sonho pertence ao lado mágico e inesplicável do campo da sorte e das oimprobabilidades que a matemática nos explica.

As verdades descobrem os fatos, os meios e os fins das coisas.
Embora ame a lógica, lute pela transaprência das situações... sonhar, as vezes é um ópio.

A verdade é que mais uma vez terei de abandonar meu mundo de conforto e crescer. Sair daqui e ir pra outro lugar. Um espaço desconhecido.

Agradeço a todos que vem me ajudando a VER o que não exergava. Valeu Bion, Joce, Andrea e Capitão.
Fica aqui, meus ecos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

É preciso olhos para ver?


Bem, estamos cercados de pessoas descrentes, ou melhor, apenas crentes naquilo que é concreto.

Não sei bem, mas eu tento ver o que não é concreto. Pode ser devaneio, sonho, idealismo...
Quem sabe eu vejo o quero ver. É uma opção.
E os demais que esperam ver e depois tão dito, escancarado, não veem?
Não compreendem qque são amados?
É por falta de inteligência? Desejo de ser bajulado?
Eu não sei. Parece-me que óbvio não parece ser óbvio...

Assistia ao filme "Avatar". A "gata" diz: eu vejo você.
Que quer dizer, nesse contexto, "eu vejo você?

Do que entendi, e me perdoe os melhores pensadores, os idealistas do plano do filme, acho que o "VER" é reconhecer, atribuir sentido, empatizar.

Eu fecho meus olhos e vejo: o sentido que faz para a minha vida, amá-lo.

Contudo, nem sempre percebo seu olhar buscar algo em mim.
Começo a perceber o sentido quando "VEJO", meu tempo passou e acho que me diz que devo virar a página, acho que é isso que me mostra e eu não vejo.

É preciso que eu foque meu olhar e leia distância como distância, separação e ponto final. É necessário que eu ame, ame de todo o meu coração e como diz no livro: "comer, rezar, amar": Ame e depois esqueça.

Não sei se consigo, tenho que tentar. Pois não é por mim que devo fazer isso, tenho ver o óbvio que me mostram de diferentes maneiras que não sou a cereja do bolo, hehehe, que FUI, embora ele ainda SEJA.

Melhorarei minha visão, e então, poderei dar paz a quem a merece!

sábado, 1 de outubro de 2011

Salão

Quinta-feira fui a estética. Graças a Deus, pude fazer minha mão, meu lindo pezinho e sofrer naquilo que chamam se sala de depilação.
Depilação é coisa pra louco, certamente. Tu fica quase toda nua, pra uma mulher praticamente arrancar-lhe o couro. Cada puxada, um urro abafado, um leve sorriso de medonha dor e a esperança que será menos uma. Legal mesmo, quando ela pega a pinça para tirar "os companheiros" que não saíram com aquela cera quente e seu puxar descomunal em tua carne, aqueles beliscões são muito chatos.
Depois de tudo, e aqui não entrarei em mais detalhes, ela te pergunta se está bom. Bem, realmente, a "coisa" tá de cara nova, ao menos parece mais nova e claro, tu só diz obrigada.

Mas quando tu vai pra manicure, é ótimo, lá podemos falar da nossa vida, uma certa terapia com muitas rizadas. Pena que desta vez não tivemos tão espaço pra nós, mas tava bom.

Agora, mais feminina, com menos pelos, com alegria de ter sobrevivido a depilação... me sinto bem!!!
Nada como uma noite no salão!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Memórias

As vezes, paro e tento me lembrar de como foi, como cada toque senti da pele dele em mim, das sensações, dos prazeres...
Tento pensar que foi um tempo bom. Melhor ter sido bom do que nunca ter tido nada.
O mais interessante, é que não lembro de certas coisas... o que lembro foi que era ótimo estar com ele e daria muita coisa pra ter novamente tudo aquilo.

Hoje a tarde, voltando do trabalho, vim rindo pra casa - casa, como odeio esse lugar! - pois tive um papo muito diferente e acho que de tudo que foi falado, ele, acho, estava me testando. Testando cada palavra, mentindo descaradamente pra me provocar, me deixar encurralada. Foi engraçado, eu jurava que jamais tinha efetuado determinadas ações, mas ele dizia que lembrava com certa ênfase...

A questão, é que eu sabia bem o que não havia feito, e fico me sentindo estranha por alguém detalhar fatos que não lembro, pois creio que não existiram. Fiquei encurralada, desacomodada, praticamente nua.

Eu sei o que aconteceu! Não estava no controle, ele estava. E ainda se divertindo com a minha cara, heheh.

Estava, na segunda-feira, discutindo com minha terapeuta, sobre segurança. E relatei que haviam dois momentos parecidos em que me senti segura no lugar onde mais tenho medo: mar. As duas pessoas eram ele e meu pai. Quando era pequena, dava a mão pro meu pai e ia entrando mar a dentro sem me preocupar com nada, afinal, ele estava ao meu lado, segurando minha mão e não haveria nada que pudesse nos fazer mal - estava protegida! Quando fui a praia e o vi, dentro do mar lindo e ele disse: entra, o água tá deliciosa, eu entrei sem medo. Das outras vezes que entrei, sem nenhum desses dois, usei salva-vidas - ridículo. Mas essa é a minha vida!
Eu queria alguém com quem me sentisse segura. Meus últimos anos tive que ser forte, decidida, pronta, exata, certa e aprumada. Eu dei segurança para todos, fui o colo e o ombro de muitos e a maioria das vezes meu corpo foi desrespeitado, usado, trocado, mal amado, mal cuidado... Deixei-me de lado em prol dos outros.
Acho que possa ser isso que me faz esquecer um passado de prazer, de sonhos e amores.

Eu queria tudo de novo, mas isso parece improvável, não como fazer o tempo voltar e eu ter aquele gosto de novo em mim. Com tanta gente no mundo e eu paranóica, presa nas memórias.

Não sei como isso funciona, não encontrei nenhum livro que pudesse me ajudar a esquecer. As vezes me pergunto: é porque é impossível que minha teimosia me lança em busca disso ou será loucura, ou será amor... Eu realmente não sei. Só tenho certeza que ele está gravado em minhas mais doces memórias.

domingo, 25 de setembro de 2011

Diálogos

"Eu te disse que isso era coisa da tua cabeça, que não poderia de forma alguma dar certo. Eu te falei tantas vezes que sonhar é coisa de tolos.
Eu também, por inúmeras vezes te expliquei que a vida continua, que as páginas do livro são viradas, o tempo é um camarada que te devora e precisa ser mais esperta que tal Chronos...

Ah, as vezes me parece ser tão inteligente, culta, atenta ao teu redor e ainda comete erros tão banais. É triste ser tua consciência nesse ponto de vista. Volta sempre este ponto, antigo, passado, arcaico.
A vida pode lhe aguardar tanto mais, descobertas, trabalhos, prazeres, amizades e outros amores.
Afinal, ainda não compreendo tuas decisões sem a minha consulta tão providente e racional. Isso me perturba, quando vai atras de outros sinais, ais quais eu não consigo perceber assim, nessa intensidade do teu ler..."

Ah, minha querida consciência, estás aqui para me dizer o limite entre o caos e o medo, entre a loucura total e a melancolia. Não estás aqui para falar de amores, de dependências, de sentimentos, de decisões feitas com o coração. Não o entendes, pois parece ser irracional, desmedido, desequilibrado. Tua metodologia se faz por vezes, pelas feridas que abri ao caminhar nessa existência e me lembras de pisar onde há campos minados. Mas meu coração, me diz, que apesar de tudo existe algo mais, que mesmo sofrendo, serei feliz, pois quem sofre do coração, do amor, da beleza, da compaixão, da empatia, não sofre, aprende e se refaz transcendendo o material.
És importante para cada ato de minha vida, mas não ouse julgar o que meu coração me diz, deveria, aprender com ele e assim, me dividiria menos. Mas tu és assim, racional, metódico. Por muitas vezes quem me salvou da loucura, dos despropérios, foste tu, e minha gratidão será grande, mas meu coração me dá o que não consegues perceber: amor.
O amor não é uma receita, não é uma cédula que trocamos, não é um objeto que nos tras lembranças, não é uma nota fiscal.
O amor, é mais do que a sensação do sol que aparece na manhã de inverno e você se aconchega nele, aquecendo-te... é mais que um mergulho em dia de verão em um mar azul... é mais que a volta do mergulho e teu suspiro de retorno e oxigênio novo aos pulmões... é mais que caminhar descalço na praia, na liberdade... é mais que contemplar a beleza que só o coração pode ver na pessoa que amas."

"Continuo sem entender, mas se assim que queres, tomes as tuas resoluções, mas compreenda que meu papel é lembra-te os riscos, as falhas e estar atenta a te explicar cada detalhe."

"Eu já tomei minha decisão, mesmo que não o tenha, meu coração o pertence!"

sábado, 24 de setembro de 2011

checklist

Eu tenho um checklist!
Pra maioria das coisas...
É uma maneira, claro de controlar e objetivar a maioria das coisas.
É claro que sei que na realidade, não existe controle sobre nada, somos mais controlados pelos nossos impulsos do que nossa razão - o que é uma descoberta triste, uma vez que, as verdades doem!!!


Em minhas listas, houve momentos de contagem regressiva para estar com pessoas, para me desfazer de relações frustradas, de continuar a ter certa postura frente a situações...

Hoje, ao meio de uma lista tensa e grande, sinto a pressão e a distância da resolução de tudo.
Sabe aquela vontade de correr, como o Forrest Gump... pois é... mas não dá.
Tenho que raciocinar, me controlar.
É um pouco frustrante, eu sei, mas sei que vou conseguir. Sou uma pessoa que sigo os métodos, espero e traço meus objetivos com cautela.

Parece que sou quase uma serial Killer, de tão metódica em certas coisas... mas sou uma sonhadora, uma idealista, e talves seja isso que me faça ir adiante.

Se dependesse apenas dos resultados, não estaria muito satisfeita.

O quero dizer é, por mais longo e tenso que seja viver essa vida louca, com pessoas que te apoiam e a maioria que tenta te afogar a todo custo... é que sou mais forte que isso. Costumo dizer que sou ruim o suficiente pra sobreviver.

Acho que sou resistentemente sonhadora e não aceito muito bem o não como resposta, dou a volta e tento novamente. Taves persistência, talves burrice, talves falta do que fazer... não sei ao certo... mas não desisto da minha lista.

sábado, 17 de setembro de 2011

Dores nas costas

Dores nas costas são frequêntes naqueles e naquelas que fazem pouco ou nenhum exercício. Num sábado me embretei a fazer coisas antigas como doces, pastas de temperos... sim, eu faço dessas coisas também!


Acho que minha mente irriquieta, faz meu corpo correr para algumas coisas: comidas, temperos, junção de gente, papo e risos (blusas sujas, panelas queimadas...). Gosto dessa dinâmica.


Mas depois de 14 horas fazendo essas coisas... ajudando o filho a montar um blog meio tosco e sorrir para minha mãe... veio as dores!!!


Oh, dores!
Tomei remédios, banho quente, salompas e melhorou um pouco.


Mas essas dores, elas passam, um ou dois dias.
Há dores que ficam um pouco menores e há aquelas que chamo de cólicas de dor de barriga: vai e volta quando menos se espera, por mais atento que se esteja!


As dores da alma, da ingratidão são dores que raramente passam - a não ser que siga a finco as dicas de "Comer, rezar e amar" - eu já amei muito, tô comendo bastante, rezo e ainda não vi muito resultado, a não ser a balança que sempre está errada, óbvio!.
Há dores de inveja. Inveja por ver tanta gente ruim se dando bem com pouco esforço, inveja da mulher mais vagabunda casar com o cara legal, e tu, que até doce de banana faz, com receita da avó casa com um inútil e depois vive sozinha - ok, saber fazer doce não quer dizer muito, talves um macaco se apaixone por mim para mudar o cardápio de bananas... -, parece injustiça...


As dores de cotovelo, as dores de barriga por comer demais, as dores na lombar por ficar no computador, as dores de cabeça com o orçamento financeiro...


As dores de ciúmes que tive por causa dele, ele, que sempre achei lindo...
Todas dores humanas...
Dores de solidão a gente se acostuma.
Se há algo positivo nisso, só os vivos e conscientes sentem dor...
(os psicóticos também, depois de lutar com seus dragões, mas ainda não é o meu caso. Faísca, ainda é do tamanho de um pequeno lagarto!)

sábado, 13 de agosto de 2011

Ecos de minha Alma: Então?

Ecos de minha Alma: Então?

Então?



As vezes penso que será para sempre
outras vezes parece que logo chegará o grande momento que defini como
O grande momento.
Dizem que o melhor da festa é prepará-la...
Mas pensa comigo:
porvidenciar comida, decoração, convites e ficar ansiosa (pois eu fico, e muito!) para tudo ser perfeito...
Então vem a festa
depois a bagunça...
Bem, esperar e preparar a festa, assim como limpar não me agrada lá muito, sabe, pois sou uma pessoa detalhista, minunciosa, chata pra caramba em cada coisinha... Então, pra mim, o melhor da festa é estar nela, sem ver o tempo passar.

Mas a vida te oferece raros momentos de festa.
A maioria tu montado pros outros, sorrindo quando não quer e limitando-se a sua insignificancia... fazer o que?

Agora estou aqui, sozinha como sempre, sonhando com o improvável, esperando o impossível e de concreto mesmo é minha capacidade de roer unhas - que muito rapidamente me faz desistir (primeiro que acho nogento, depois, me canso..).

Já choveu muito, já esquentou, já ventou, tá esfriando de novo e parece que vai chover mais. Quanta novidade.
Não há nada de novo, todo dia o sol nasce e se põe, a lua vem e vai, nada muda, nem o óbvio:
Não sei te esquecer.

terça-feira, 26 de julho de 2011

off line

Estive algumas semanas em off line

Sim, off da internet, conexões, conversas... até pensaram que estivesse chateada com algo. Não, a não ser o de sempre, essa minha mania de ser certinha demais.

Sinto real saudade das minhas imprudências, coragens, cara de pau mesmo. Assumi uma postura de responsabilidades, de fibra inabalável, de um modelo de ética...
Mas há de se ser livre também, e isso me deixa triste: a falta da liberdade!

Não é essa liberdade vendida por aí: uma tal libertinagem, onde tudo se pode, daquilo que se deseja e descarta em seguida... Não. É da liberdade de poder assumir seus maiores sonhos e mandar o resto pro inferno, mostrar na essência do que você é feito e para que serve tudo isso na sua vida: viver!

Me sinto a deriva, as vezes. Parece que não chego a lugar algum...
Leio o que escrevem, tento pensar que pode ser alguma dica pra mim - mas pra ser sincera, acho que é muita petulância minha achar que alguém realmente se importa, de livre coração comigo... - e nessas brechas, tento ser feliz com essas fagulhas...

Mas como li a um tempo atrás... vivo no mesmo planeta, e, quem sabe, né, ainda há tempo pra uma outra vez.

É interessante como aprendi a me dominar ao ponto de só saber que ele existe, me faz consolar-me das minhas tristezas... não sou uma mulher deprimida nem nada, mas tive sonhos, desejos de uma vida com um certo alguém, que, na sua ausencia, prefiro pensar que quem estiver com ele é uma baita sortuda e que ele realmente esteja feliz - por que pensar que ele só seria feliz comigo é presunção demais e infantilidade também. Tem que se ser um pouco altruísta: que ele esteja bem.

Ainda vivo dentro do meu presídio particular, sem ter pra onde ir com a autoridade e auto-suficiencia digna de mim mesma... mas temos que comer alguns agriões para saber o doce sabor das passas de uva - pra quem odeia agriões e ama passas... o exemplo é perfeito.

Mas sinto mesmo em off com meus desejos, off com meus amores, off com muita coisa... o bom é que vou estar on line logo!!!!

Não tá morto quem peleia!

sábado, 28 de maio de 2011

House

Gosto da ética do House.
Não sei se "gosto", quem sabe, aprovo pelos argumentos que ele dá!
Estou revendo a primeira temporada.
Ele sabe o que escrafunchar a pessoa, as mentiras, as opções...

O que mais penso é que quanto mais sei sobre algo, mais temo deixar de acreditar.
Quanto mais sei das possibilidades, de como uma pessoa reage a mim e essa minha mania de estar, ficar próxima... me dizem muito.

Aprovo o tipo de investigação que ele faz, porque, ele faz. Eu cogito, seleciono informações e procuro, geralmente as respostas mais pessimistas. Não é só uma maneira de me proteger, mas na verdade, o mais próximo da realidade.

O ceticismo me agrada, pois me faz buscar evidências na crença em Deus. Minha busca pela ciencificidade e racionalidade me impulcionam a descrer em milagres.

Ou, acredito neles para provar o contrário.

Eu já sei o que fazer!!!

Vou fazer o básico: fazer um chá. Comer torradas com mel.
Mel que comprei hoje pela manhã.

Esperarei a encomenda, sentada pegando o sol da manhã comendo o que mais gosto. Porque, se a encomenda não chegar, entenderei o óbvio: não há remetente.

Existem fatos para comprovar tudo. Com meu chá quente, nesses dias de outono poderei pensar com clareza. Esperando a encomenda ou entendendo os processos do remetente. 

Todos mentem. Todos desistem de algo. Todos precisam de uma segunda chance. Todos merecem viver em paz e tomar suas decisões.

A minha: tomar chá com torradas e mel.
Não se pode viver com medo, mas há de se ter prudência e racionalidade. A coragem não é a insensatez, ao contrário, a coragem é racionalizar o desejo e a concequência das escolhas.

O meu chá, torradas e mel, não prejudicam ninguém, só o esmalte dos meus dentes, que são meus.

Agora, é saber em que apostar.
Concordo com o House! Conviver é complicado, as pessoas nunca mostram o que são e são o inesperado óvio da previsibilidade.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fatalidade

Ela , a criatura mais insegura, com a cara de má para disfarçar toda a gelatina interior... tentava diariamente ser corajosa.
Ela tentava, porque, quando realmente o era, podia ter acessos de nauseas, cefaléias e dores terríveis de barriga - além das pernas tremerem, o coração bater em descompasso e seu arcabouço de argumentos escapar de sua mente.
Ela tentava, então, se assim.
Até conseguia enganar a torcida, a maioria das vezes, sua encenação convencia. Mas ela sabia de seu interior.
Ela queria poder ser feliz, amar alguém, saber que no final de semana, podiam não ir a lugar algum, mas estar com ele seria onde fosse, seria o melhor lugar para se estar...
Sua realidade era outra.
Alias, a realidade sempre é oura.
As vezes, olhava pro céu, meio que desconfiada com o Deus que acreditava. Pensava que as vezes ele podia ser mais seu partidário...
Descobriu que seu código moral a separava de muitos momentos alegres... aquela ética filha da puta que a deixava por um abismo de distância do objeto de seu desejo.

A fatalidade de tudo era que, mesmo com toda a sua coragem, cara de má e teatro ela ainda não se convencera do óbvio: merecia ser amada.

Merecia ser chamada por algum apelido aparentemente bobo que resumisse o carinho dele por ela. Merecia ser tortura por cócegas no domingo pela manhã e depois ser beijada como se o mundo acabasse em 2 minutos...

Merecia, que as mãos dele a tocassem na madrugada, a abraçando no inverno frio, ao qual ela estaria cheia de cobertas e seus pés frios... assim como no verão, mesmo ele com calor, a abraçaria por saber que ela gostava de ouvir sua respiração - ao menos por alguns minutos antes de começarem a sentirem-se mal e concluir que precisariam urgente de um ar condicionado! - .

Sim... Ela merecia muita coisa, embora não acreditasse na possibilidade, sonhava com ela. Até porque, quando sonhava com ele, seu dia era bom, sua pele parecia melhor, arrumava o cabelo como se fosse jantar com ele naquela noite...
Mas a fatalidade também era que fora muito machucada, "uma gata escaldada" e perdera a confiança nos outros. Sentia que além de não merecer, quem neste mundo iria olhar pra ela?

Como mesma dizia: passo batom, rimel, sombra, escovo o cabelo pra não pensarem que desisti de mim. Pra não pensarem...
Mas quem sabe a fatalidade era que o tempo passou e ainda não se convencera disso, ou ele, não se convencera que ela era capaz de tudo, ou que ela sabia que neste momento, não era o momento pra nada.
Se sentia flutuando, mas não flutuando de prazer, flutuava na incerteza da vida. Da própria vida...
Só lembrava que sua terapia era para se libertar. De quem? Dela mesma! Quem entrou na prisão, fechou a porta e jogou a chave longe foi ela mesma, crendo na impossibilidade de ser amada, de deixar-se amar.

Ela queria um vale. Um vale felicidade.

No mundo real ele não existe, que fatalidade.

Poderia conseguir, um dia, abrir essa porta da prisão, que afinal, o tempo enferrujou e já nem mais tranca havia – mas a acomodação e o pânico de ver o mundo novamente era forte demais e sua coragem de menos.

A fatalidade mesmo era que ela tinha tudo em suas mãos e sua insegurança dominava sua razão.
Uma verdadeira fatalidade.

Entendo de fatalidades, perdas e sofrimento. Um dia eu também sofri por amor. É triste, mas sobrevivemos. Apenas sobrevivemos. A fatalidade em sobreviver é essa: não viver intensamente, apenas viver com o mínimo, água, carboidratos e tecidos para cobrir o corpo. “Do resto, não sei dizer”

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Rotina: enquanto você...eu...

Equanto você dorme, eu...

pinto quadros
monto trabalhos
releio artigos
com, bebo e respiro fundo
afago um gato
cutuco o cachorro

Enquanto você dorme, eu...

visito meu imáginário
sonho com o improvável
me derreto com frases de duplo sentido
abraço meu eu para consolar a distância

Enquanto você dorme, eu...

fico à toa
fico na boa
fico
vou ficando

Enquanto você acorda, eu...
já fui dormir
tô na preguiça de levantar
rezo o dia
agradeço a noite

Enquanto você vai trabalhar, eu...

alongo o corpo
digo bom dia pro dia
visto um casaco e aqueço o chá
como pão com margarina
ligo o jornal

Enquanto você faz suas tarefas, eu...

tento te encontrar on line
ler seus registros
encontrar algo pra levar ao longo do dia
amar as palavras
sentir a vida

Enquanto você atende meu bom dia, eu...

fico ansiosa pela resposta
tento ser agradável
simples
humana
e lhe "ouvir"

Enquanto você escreve, eu...

já tento pensar em que será que virá
olho o relógio que manda trabalhar
trabalho junto com msn ligado
quero mais que isso

Enquanto você dá adeus, eu...

quero que não aconteça
que eu tenha mais alguns minutos
que possa saber tudo o que não me diz
descobrir tudo que se passa do outro lado

Enquanto você leva sua vida na normalidade, eu...

busco o diferencial

Enquanto eu acho que nada muda, tudo já teve uma grande mudança...
Enquanto tenho medo, acho que você, também tem...
Enquanto você age com diplomacia eu, talves já tivesse perdido a cabeça
Enquanto controlo minhas açoes e falas, você fica mudo
Enquanto você me fala de um mundo de gente ruim, penso que não posso acreditar nisso tudo e perder a esperanças

Enquanto sonho você vive
Enquanto vivo, você desconfia
Quando desconfio, rimos do absurdo

É uma rotina paralela

E as paralelas não se encontram

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O que o colesterol alto te faz fazer!!!

Naquele final de tarde, conseguiu ir até o laboratório e retirar os exames solicitados por sua médica - profissional a qual teve uma discussão sobre sexualidade e conceitos diferenciais, por isso levara dois meses para retirar os exames.
Chegou no balcão como se devesse explicações por não ter ido antes, fez piada da saúde, a atendente, educada, sorriu o mais simpáticamente possível. Imprimiu os exames e entregou para ela.
Já na calçada, foi abrindo o envelope e entre um poste de luz e outro ia focando os olhos atentos àquelas malditas letras minúsculas e seus refernciais de equilíbrio. Eram Ts sei o que, que ela sabia que era de tiróide, tudo normal, glicose também - ufa... salva para continuar a comer doces! - urina, trigli... sei o que... normal (aindda bem, teve uma época que teve que fazer um regime lá...), e então veio ele: colesterol. Esse sim, o normal: menos de 200 e ela com limite de 230, estava com 257! Mas da onde foi ter algo nessa altura???
Óbvio! Se desesperou, ligou para sua amiga pediatra - sim, parecia infantil, mas ela não queria falar com aquela megera da ginecologista e ter que lhe falar das intimidades de sua dieta, de seu sanguinho, de suas gorduras...  - a recomendação foi caminhadas e corte nas gorduras.
Ligou pra sua mãe, apavorada:
- Mãe, me ajuda. Tô com colesterol alto, tô sentindo até meu coração bater diferente... Será que tá muito alto??? A Denise disse pra eu caminhar... acho que terei que fazer a academia... ai, não tô querendo, mas se for pra viver mais... acho que terei que...
- Minha filha, para de loucurada!!! Eu já cheguei a 370 e não morri. Fiz uma dieta sem carne vermelha, sem fritura, muita aveia, leite desnatado e claro, tem que caminhar e... - a mãe dela foi sugerindo opções do que comer e o que não comer, nisso elas se entendiam, coisas administrativas.
Ela conseguiu se reestruturar, mas não teve jeito, teve ue ir naquela academia, aquela que odiava - ou seriam todas? - e tentar ver horários para exercitar-se.
A atendente fez várias perguntas, incluse uma que, ao responder, precisa deixar claro: quero emagrecer!
Sim, ela queria emagrecer, mas não as custas daquela máquina infernal da esteira, embora odiasse as demais também. Sim, emagrecer, seria ótimo! Afinal, as dietas até eram relativamente boas, mas ela sentia muita fome, era uma mulher boa de garfo. Se dizia uma alma obesa, voraz, seduzida pelas iguarias diversas produzidas no paraíso chamado cozinha.

Teria que usar aquela malhas coladas, melhorar a postura, respirar e contar e fazer o exercício e sorrir...
eram muitos Es... muita coordenação para a cabeça dela, que, naquele momento tinha os pareceres dos alunos para digitar, corrigir materiais, sobreviver as cobranças por ela impostas e perfeccionista, administrar sua mente que queria se rebelar de tudo aquilo e viver na praia, afinar os ponteiros com o relógio, chegar em casa e resolver os problemas dos estudos do filho que sempre tinha alguma coisa para reclamar e tentar dizer com palavras diferentes que não gostava de inglês - uma vez que ficou proíbido reclamar dos professores e matérias... -.
Então, respirar, contar, cuidar da postura e sorrir, para ela era demais!!!

Viu uma velhinha correndo na esteira e pensou: até ela tá melhor que eu, que mundo cruel!!!

Matriculou-se!
Mais uma tentativa!
Buscou inspiração na barriga que não existia aos 18 anos.
Ah, se voltasse a não ter aquele pneuzinho... valeria a pena!
Se imaginou até dentro de um vestido - coisa que raramente vestia, mas achava que poderia ficar bem. Como certa vez a irmã de um namorado disse a ela: "que bonita, hoje tá de menina!"

Estar de menina... podia ser bom!
Estar de menina...
o que ele iria achar?
Será que poderia gostar?

E deu uma olhadela, ao sair da academia, para a esteira e pensou com seus botões: me espera, eu vou te domar, seremos amigas em prol do meu corpo de 18 anos de volta!

Ela colocou esperanças naquele tempo que viria.
E suas esperanças de beleza, saúde e disposição sempre tinham ele como um interlocutor mudo.

Ela mesma dizia as mulheres: tem que se depilar para se sentir bem, parar de fumar para a própria saúde, emagrecer para próprio deleite, ora, fazer tudo isso pra um homem que te troca amanhã ou depois e engorda de depressão... não comigo!!!

Agora, era com ela.
Sempre pensava nele, em estar bonita pra ele, apropriada, adequada, aceita... amada (?). E então o seu lado negro avisava: já passou o tempo!

E dessa vez, mesmo com a esperança que poderia ser mais bela aos olhos dele, falou pra si mesma: pelo menos eu vou fazer algo, melhorarei meu ritmo e meu tempo passará em favor de mim também.



(o que ninguém sabe é que ela sonha com ele, daquele jeitão que ele se diz descuidado. Não espera que ele emagreça, nem tão pouco mude o corte de cabelo, lhe parece perfeito como é. O que ninguém sabe é que quando ele a mandou partir para o mundo ela sentiu que não era boa o suficiente pra ele. E até hoje, se olha no espelho procura todo o traço de imperfeição para aceitar que não pode ser feliz!)

Pena, já disseram tantas vezes pra ela que é boa o suficiente pra conquistar muitas coisas na vida, pena, ela não acredita!!!

Nem eu!

Tempo

Há momentos que me parece que o tempo para:
quando ele me diz olá, ri das minhas bobagens, escreve por códigos para não ser direto...

O tempo parece voar quando estou, de alguma forma, falando com ele...
O tempo é uma prisão, quando preciso estar no mundo real e tenho que viver alguns papéis...

Ser a politicamente correta, a educada, sensata, calma e prudente.
O tempo não transcorre com justiça, me parece!
O relógio me diz, como o coelho da Alice: "atrasada, atrasada"
Eu digo:
Não! Tenho todo o tempo pra esperar...

Penso que posso perdê-lo... mas nem sei se alguma vez o tive realmente...
Foi um tempo que passou...
Só meu coração me diz que devo continuar esperando e que terei seu rosto entre minhas mãos novamente...

Eu não tenho certezas... concretas... mas os sentimentos não são concretos, são sentimentos, devemos sentir...

Então já tenho minha parte feita: sinto!

O tempo não espera, diferente de mim que espero o tempo passar...
É na passagem desse tempo que poderei acertar as arestas, me sentir "grande", emancipada, livre!

Acho que a partir daí, o tempo, parecerá diferente: não será ele o Chronos me devorando, mas eu dizendo a ele que todo meu viver valeu cada minuto pela espera.

Aquele que espera, na esperança de seu tesouro, investe mais preciossidade nele... mais valor ele tem!

O tesouro não sabe quanto vale, pois é o outro que lhe valida!

Quem tem pressa em amar, não sabe o quanto vale o tempo da admiração... E o tempo, apesar de agora eu tê-lo quase como prisão, sonho com vida mais simples...

Porque o tempo corrre conforme nossas ambições...
O tempo para conforme nossas solidões...
O tempo anda de acordo com o bater de nossos corações.

sábado, 14 de maio de 2011

Romantismo??????????

Hoje, pela manhã pensava sobre o que eu realmente acho de romantismo.

Pois bem... estou a centímetros da incredulidade.

quando alguém  se aproxima, é gentil, já começo com meus mecanismos de controle: sou educada e educadamente desliso. Vejo os passos, cada pisada, as tentativas... eu já prevejo onde vai dar...

Não sou uma expert em sedução, mas observo. E não me sinto adequada nessa dança. É um jogo, que pode ser falso.

Se imita a técnica necessária para se obter o objeto de desejo e apenas isso; não é o realmente querer se aproximar e conhecer, mas fazer de conta que se quer isso. Não gosto disso, por isso desconfio de muito polimento, parece que sempre há intenções terriveis... é o que acho, e acho na tentativa de abertura para pensar diferente - o que também acho difícil!

Não que todos os homens não prestem, não que todas as mulheres prestem! Não! Isso vai depender de carater, e como isso não se tem como saber pelo nome: ah, olha só, a soma das vogais do sobrenome dá exatamente o número de cafajeste! Infelizmente não é assim...

Não tive uma lista de homens ruins para contar ou tantas cantadas desastrosas... mas simplesmente fui perdendo essa sensibilidade. Penso que se relacionar dá um baita trabalho! Mas então pra que todo esse esforço em ser tão infeliz em grupo, não bastaria ser infeliz ao seu modo?
Uns dirão, apoiados no conhecimento científico, que somos seres que vivem em grupos e os que não conseguem são antissociais - e agora a palavra tá na moda, e se alguém suspeitar que você de alguma forma é simpatizante... pronto, já vão pensar que tu vai atirar em criancinhas...

Eu sou uma idealista, tenho minhas certezas que SE todos fizessem o mínimo, o mundo estaria muito melhor, o problema que nem o mínimo se quer fazer! Eu mesma ainda não consegui fazer o tal 3Rs e melhorar a pegada ambiental (o máximo que cheguei a saber é que calço 37 e compro tênis 38 para ter maior conforto). Mas quando se fala de seres humanos (no plural e adultos), me causa arrepios. O ser humano pode ser muito, muito egoísta, dedo duro, mau mesmo, puxa tapete, carrasco, e mais uma porção de porcarias que só nós podemos ser! As crianças ainda de certa forma eu tolero! Pensar em grandes reuniões, como uma que estou perstes a ir, num "salsichão assado com pão assadinho, daqueles que tu faz... só vai ter 6 pessoas... e a minha bebê... Traz teu filho..."
Ui, eu vou. Mas já sei o final, mas meu mazoquismo lidera: vai lá, pode ser bom!!! Raramente é bom, digo pra mim mesma, e aquela maldita voz diz: raramente, essa pode ser uma das "raramente"! Me encorajo e vou.

Arfh!

Viver com mais gente que teu filho e animais... fica difícil.
Vida de casado é aquilo: "tem que regar a plantinha do amor", tu precisa estar com o cabelo bonito, caso ele queira sair. Você precisa estar de bom humor, fazer a janta, cuidar dos temas do filho (já que sou professora...), tem que cuidar da saúde intestinal: come fibras ou teus intestinos vão grudar e dizer isso meigamente: faz bem para a digestão, melhora a pele... tu tem que estar afim de transar se ele quer, e ter a maior paciencia se ele e o amiguinho não podem trabalhar e tu tava tri afim...
Tem que ajudar com as despesas, economizar no salão, "afinal, mulher, tu não sai de lá!" (eu só pergunto onde eles acham que conseguimos extinguir ou tentar, ao menos, os pelos do nosso corpo? As mãos, pés, cabelo cortado... - e olha que sou uma mulher quase bombril, pinto meu cabelo em casa, depilo a perna em casa com cera, faço minhas mechas em casa... hidratação...). Temos que entender o corte, as economias e no final de semana, o valor arredado é para o churrasco com os pais insuportáveis dele, que a mãe dele sorri e diz: dias de muito e dias de pouco, aprende!

Tu limpa tudo e tem que estar feliz e disposta pra planejar teu trabalho da semana!

E quando é que vem o romantismo?

Ah, vem quando estão te perdendo!

Foi assim por anos comigo: toda a vez que começava a ignorar, vinham as flores, os chocolates, algum cinema e jantar.
Mas esse romantismo é garantir que tu fique com ele, não que ele se importe realmente.

O casamento é o maior destruidor de ilusão do amor! Pra mim, ao menos foi!!!

O egoísmo, a falta de partilha, o escambau... depois vira santo! E a família dele dizia: ele é o melhor marido que alguém pode ter!

Eu quero acreditar que ainda posso ter outra pessoa ao meu lado.
De viver, relativamente bem, de não ir no salão esse mês pq a parcela do apartamento, estacionamento, máquina de secar e a faculdade vão fundir as economias esse mês. Vamos todos caminhar na redenção e assistir apenas os filmes comprados! Mas isso, se todos fizerem o mínimo, dá para todos usufruirem mais...

Sei, sei, é uma utopia. Mas eu quero acreditar.

Quanto ao romantismo... ah, acho que ele já viveria nesses detalhes. Um beijo de boa noite, um de bom dia sincero...

Eu sonho com isso...
O que não quer dizer que eu não iria amar flores, chocolates e beijos...

Fé cega e pé atras...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Vale a pena!

- Como é que é? Tu tá esperando o quê?
- Ora, só esperando.
- Hummm... esperando por esse cara que não diz nada!
- Não é verdade, a gente até se fala...
- Que fofo, vocês se falam...
- Eu sei, parece estranho, mas olha, to bem assim!
- Bem?! Como começaram essa loucura?
- Ahhh, foi num prédio público, eu dei um beijo de boa sorte...
- Para, para aí mesmo, que história é essa, ele é servidor público?
- Não, nos estávamos lá com mais gente, brincando de esconde-esconde ou policia e ladrão... algo assim e...
- Meu paizinho do céu, por favor... Brincando? Quantos anos tu tinha?
- Eu tinha 18 e ele 16, pelo que me lembre...
- E que estão fazendo agora?
- Tu não quer saber do resto?
- Não! Tô enojada!
- Como tu é...
- Vai me dizer como estão agora?
- Bem, eu tomei coragem e falei como me sentia... passamos horas conversando e depo...
- Depoisssss...
- Nos falamos pelo MSN.
- Como é? Depois de horas conversando, não marcaram um segundo encontro?
- Bem, ele disse que haveria um outro.
- Quando?
- A gente ainda não viu isso...
- Olha... isso tá complicado... não acredito que vai rolar, acho que vai ficar esperando!
- Eu espero.
- Como é?
- Eu espero.
- Vai esperar por alguém que não te diz nada, não há segurança de nada.
- Há!
- Há?
- Sim, ele disse que nos veríamos novamente.
- Nossa, amiga, tu vai adorar falar com a fada do dente que engarrafei, do doende no meu jardim e o Saci Pererê.
- Que amiga tu é, hein?
- A amiga que te diz que tu tá perdendo tempo.
- Não tô...
- Tá...
- Não tô... eu só sei que preciso fazer isso, é ele que amo, dos olhos dele que penso, sonho com suas mãos e o toque suave delas... da minha falta de ar quando fico por perto... da saudade que tenho da voz e de qualquer coisa que ele fale, menos uma...
- Nossa, e qual seria essa única coisa que esse deus grego tem que você não gosta?
- Na verdade é egípcio...
- Ele é de lá?
- Deixa pra lá...
- ...
- Talvez a única coisa que tenha me entristecido realmente foi uma frase que ele me disse, mas ele tinha suas razões...
- Tu ainda defende ele, só pode estar apaixonada...
- Não há paixão que dure mais de dois anos, já foi provado isso.
- Fala sério...
- ...
- Bem, tu já deve ter analisado ele...
- Não posso fazer isso!
- Pronto, mais uma coisa!!
- Não dá pra falar contigo.
- Ai, tu sabe que dá, mas tu tem uma visão diferente da minha. Eu te falei do cara que tu resolveu namorar, mesmo a família dele tendo todos os defeitos possíveis e totalmente diferente do teu código ético e moral...
- Eu sei...
- E tu casou com ele, teve filho com ele...
- Calma, não foi nessa ordem...
- Tu entendeu...
- A ordem dos acontecimentos explica e justifica as ações e consequências dos fat...
- Deixa de enrolar, tu sabe que não ligo pra esse blábláblá teórico. O importante é que te avisei, sabia que aquele cara não era homem pra ti. Como tu falava mesmo? Egoísta, egocêntrico, incapaz de cuidar de ti...
- Tá, e daí?
- E daí, esse carinha, é melhor que isso?
- Olha, isso não tem nada a ver.
- Ah, o deus grego sem defeitos, oh, desculpe, tem uma frase que disse que tu não gostou e defendeu que o faz assim um pouco diferente...
- É deus egípcio...
- ...
- ...
- Hahahahahahaha. Eu acho que você não vê a real.
- Olha, eu passei anos tentando esquecer ele, fazendo de tudo, sabe, que nem “50 receitas” do Frejat...
- Desculpe, só conheço o anonymus...
- Ai, porque não tenho algo pra te acertar a cabeça e ajustar essas conexões neurais...
- O que foi?
- Tu já ouviu falar numa banda chamada Barão Vermelho?
- Huhum...
- O vocalista, na verdade, o segundo, o primeiro foi o Cazuza e morreu de AIDS, então o Frejat assumiu. Agora em carreira solo, ele canta diversas músicas, entre elas, 50 receitas.
- Puxa, agora me sinto mais inteligente...
- Cuidado, vai cair da categoria de amiga pra flanelinha...
- Tá, que é que tem esse cara e essa música?!
- Que a música diz que ele já tentou 50 receitas esquecer uma pessoa, mas nada adianta, porque tentando esquecer é a maneira que faz ele lembrar mais, que não são as coisas ruins que ela fez pra ele, mas os sonhos que imaginou eles dois juntos, dos dias de sol...
- Dos dias de sol...?
- É...
- Olha, fala pra tua psicóloga te internar...
- Vai te catar, virou flanelinha, só me olha no estacionamento!
- Amiga, que tu vai fazer então?
- Ah, já disse: “ficar recostada no muro, esperando os tijolos serem removidos”...
- Que muro?
- O dele...
- Ele tem um muro e vai destruí-lo...
- Não!
- Tu vai ficar rondando a casa dele?
- Socorro, não!
- Então eu não entendi!
- Quando é que tu me entendi, aliás, nem sei porque falo dessas coisas contigo...
- Afinal, que tu vai fazer de verdade?
- Esperar!
- Ah...



(Ninguém entedia, mas ela sabia de tudo! No fundo, por mais ansiosa que pudesse estar, ela sabia que ele teria que se sentir seguro e ela, de certa forma precisava se sentir mais organizada. Era só esperar e ela tinha tempo pra isso. O amava de tal forma que poderia esperar a vida toda e ser feliz pela espera, afinal, era por ele e por ele, tudo valia a pena!)