sábado, 30 de junho de 2012

Férias, férias, férias...


“Preciso de férias, Gandalf, férias muito longas, e não pretendo voltar”
Depois de 4 meses trabalhando dois turnos, vejo o suficiente como 8 meses, quase um ano completo. Por isso acho que cheguei a tamanho cansaço hoje. Venho trabalhando cerca de 2 a 3 sábados nas escolas e ainda tem as provas para fazer, os cursos preparatórios para concurso, grupos de estudos, provas para corrigir, vida em família... impossível estar conciliando tudo isso. Tenho meu tratamento odontológico, caro. Tenho os cursos: caros. Tenho a auto escola, que requer tempo e não terminarei antes de setembro.
Com 24 horas por dia, vejo elas passarem rapidamente, já que trabalho fora cerca 9 horas normalmente, e quando tenho reuniões, trabalho 11 horas. Mais o tempo em casa... para planejar, afinal, nada é por acaso!
Trabalho demais e ainda tenho que estudar para elaborar materiais para minhas habituais palestras solidárias na formação de professores na rede pública.
Não quero me fazer de mártir, ao contrário. Tenho a felicidade de trabalhar muito e focar minha vida como uma máquina: trabalho. Se dizem que o trabalho dignifica o homem, acho que sou muito digna de tudo, hehe.
Fico satisfeita em fazer tudo isso, as vezes me pergunto como consigo, e parece que está no automático. Então tenho medo que algo acabe com tudo isso.
Preciso de férias, preciso descansar. Queria ir a serra, tomar vinho, comer comidas deliciosas... queria ir a minha amada Nova Petrópolis, onde como delícias e passeio em lugares lindos. Preciso da serra, assim como Bilbo precisa novamente das montanhas.
Comprei o Hobbit, estou devorando a leitura. Ah, leio a noite, antes de dormir, cerca de 20 minutos, pois já estou exausta quando o pego nas mãos. Mas durmo feliz.
E depois de tudo isso, de 4 meses de muiiito trabalho vejo que alcancei o havia pedido: trabalho. Assim, eu conseguiria esquecer de vez meus sonhos idiotas. Hoje me peguei falando da época áurea de ter vivido com aquela maravilhosa família. E foi só saudade, não havia mais aquele desejo de voltar, enfim meu coração entendeu a diferença entre sentir falta e tentar sanar a falta com a mesma coisa. Estou bem. Estou preenchida, nem que seja o tempo e a energia naquilo que amo fazer.
Minha mãe diz que perderei minha juventude nisso. Bem, fiz escolhas e agora preciso resolver da melhor maneira. Devo arcar com cada consequência, é necessário e justo que os inocentes sejam cuidados. Acho que já envelheci. Acho que não há como voltar.
Espero, até os 37 anos ter minha filha, para saber o que é ter uma parceira. Mas não se engane, não serei menos racional que hoje para tê-la.
Cada dia guarda seu mistério. Preciso de longas férias dessa vida, mas o dia não é hoje. Haverá o dia em que não terei mais forças para lutar, mas esse dia não é hoje...

sábado, 23 de junho de 2012

Hoje, ontem e amanhã

Hoje fiz um teste...
dizia que era pavio curto, criativa, guerreira, aventureira, vinfluente e possessiva. OK!
OK!

Hoje li sobre amores não correspondidos. OK. Isso acontece.
Anteontem sonhei com a filha que desejo ter.
Ontem caminhei por onde gostaria de morar.
hoje quero delinear meu futuro.
Pela manhã decidi como fazer.

Já tirei pessoas da minha vida para não mais me atrasarem, desumano? Não, prática.
Reprimi sentimentos para não mais me ferir, idiota? Não, racional.
Impus metas organizadas para garantir sucesso nos meus investimentos. Fria e calculista? Não, objetiva.
Deixei de acreditar no amor. Desiludida? Não, sensata.

Continuo a comer chocolates, a tomar fanta, a rir de  bobagens, rever filmes, citar frases, ler muito, admirar paisagens, sonhar, ensinar, prever coisas que os outros vão se dar mal! - porque pra se dar bem dá um mega trabalho! Sim, "continuo aqui, meu trabalho, meus" gatos. "E me lembro de você, em dias assim, dia de chuva, dia de sol. do resto, não sei dizer..."

Pois é, no dia que decidi que minhas lembranças não eram fantasmas, me senti segura.
No dia que decidi que um amor jamais se esquece e que isso não quer dizer sofrer, fui feliz.
No dia que pude lhe dizer adeus verdadeiro, me senti livre - livre para me amar e deixar de querer que me amasse, que fosse digna de seu olhar para existir. Nesse dia, a liberdade sentou-se comigo no jantar e ficou pro café da manhã...

No dia em que entendi que posso enxergar sem óculos, entendi que é possível discernir imagens mesmo sendo elas meio borradas! É possível viver na sinestesia...

Então percebi que da vida, só podemos ter o tempo presente. E descobri que você não está mais nesse tempo. Entendi, a duras penas que eu não sou presente, que também faço parte de algum passado pra outros... e aí fiquei aliviada. Sem mais peso de responsabilidades.

A compreensão só vem com o tempo, e o tempo é perfeito em mostrar os espaços abismais entre os seres... Seja a morte, seja a separação, seja o desamor, seja a inaptidão...

Escutei aquela música - e geralmente escuto os nacionais, uma diferença universal! - eu sei que vou te amar, por toda a minha vida vou te amar, desesperadamente...
Aí, pensei que o poeta havia sentido o que sentia. será que hoje ele cantaria a mesma coisa? Eu cantaria assim? Não.
Cantaria:
eu sei que te amei, por toda a minha vida jurei te amar, desesperadamente eu te amei... e cada verso meu, amor... reescrevi, pois saiste da minha vida.
Cada verso meu é lembrança.
Cada verso meu já dobrou a esquina, e "na volta da esquina" meus poeminhas viram outra rua.

Quando sonhei com minha futura filha, e claro, desejei sua personalidade queria que ela fosse forte, para aguentar essa vida nesse mundão de  Deus, que fosse meiga para com seus amores, que fosse decidida no que quisesse fazer e objetiva ao traçar sua vida. Que fosse muito melhor que eu, para eu ter orgulho de que mesmo imperfeita, tivesse chegado perto da perfeição com essa mulher que ela um será.

Me perguntei como fazer isso. Parece lógico: copular, engravidar e seguir o percurso.
Mas de alguma forma me pareceu óbvio: querida, chegará o momento certo, como para cada aprendizagem tu teve um. Acalma teu coração, segue o teu ritmo e tudo "acabará bem". Terás tudo que for necessário para construir teus sonhos. Faça o necessário e depois o possível e dentre em breve, fará o que julgava impossível.

Foi assim o tempo todo, hoje eu sei ler as páginas da minha vida e do futuro eu tenho mais medo.

Eu virei as páginas do passado e sigo para o futuro com as malas vazias, esperando fatos para guardar dentro delas. Em meu coração guardo algumas coisas inesquecíveis e que sempre me farão humana: um amor vivido na intensidade, a coragem de dizer o que sentia, um amor de mãe, uma família, a
aprendizagem contínua e a certeza nas incertezas de que posso arriscar com moderação, mudar cada vez que for necessário sem deixar de ser a guerreira de sempre, a possessiva, a criativa...

E do resto, eu até sei dizer, mas os outros não estão prontos para escutar!

domingo, 17 de junho de 2012

Do que somos feitos


Do que somos feitos
Fico pensando do que somos feitos.
Alguns dirão: cadeias de aminoácidos... outros, de coração, mente, musculaturas e gordura... um tanto de cálcio...
Mas há de saber que sentimentos fazem parte de nós
Ou será nós fazemos parte de sentimentos?
O que veio primeiro?
Acho, que, em nossa feitura no útero de nossas mães, veio primeiramente o desejo, o sentimento de querer aquela fecundação, portanto, penso que primeiro vieram os sentimentos de acolhida, para depois a materialidade.
Lembro bem do dia que engravidei, que sonhei com isso, que disse sim para aquele que se materializaria em meu filho... era noite e tinha certezas...
Agora, seja noite ou dia, só tenho incertezas quanto aos meus desejos.
Já mudei planos que pareciam perpétuos, estou para largar o campo da licenciatura para ir para atrás de uma mesinha burocrática. É um sonhozinhho pobre, frente as ideologias da adolescência, não chega perto da paixão de educar. Mas se as coisas permanecerão iguais, ao menos, que seja duradouro, que seja estável. Um cargo público. Puxa, sempre recriminei os engomados e sórdidos homens e mulheres da burocracia deste país. Mas lá vou eu, entendendo que minha vida já não alcançará as satisfações de um sonho passado.
Então, depois de acreditar veementemente em sentimentos, em alegrias, em sentido para vida, em missão na existência humana, me encontro fatidicamente olhando para os pedaços de mim mesma e querendo o que todos querem: garantias! Garantias de viver com conforto, e não mais a casinha de sapê. Garantias de viver dando a qualidade de ensino que o filho precisa ter, mais que merecer, pois isso poderá dar margem de um futuro mais promissor.
Chega de devaneios. Basta os sonhos do passado que se mostraram idiotas.
É necessário e urgente que eu entenda que sonhos tem data de validade e que na vida adulta, amor, desejos e devaneios são coisas de psicóticos! Coisa de gente que não cresceu.
Bom exemplo disso é: papai Noel e Coelhinho da Páscoa. Eles nos são apresentados na mais tenra idade, pois é preciso nos ensinar a sonhar, imaginar e a esperar por algo maior e fora de nós mesmos. Quando atingimos certa idade, há os processos de ritos de passagem, os primeiros são desfazer a imagem e vida desses personagens em nossas vidas, afinal, não existem de fato. Depois, nós nos vingamos e o primeiro inocente que aparece nós vomitamos a verdade. Não era pra dizer agora, nos dizem, deixa a criança – ou seja, você não é mais uma – sonhar – ou seja, você perdeu a credencial para sonhar. Aí você passa um tempo analisando fatos dos adultos e não quer, nem amarrado, ser como eles. Então sua adolescência é marcada de rebeldias. Aprende o que é amor – e digo, é só na adolescência que se ama! É lá que observamos outro ser que parece nos preencher, que parece que o ar melhor perto dela, que o mundo volta a ter cor. E nós nos doamos, nos esvaímos, esvaziamo-nos para acolher todo ele... -, e sonhamos com um mundo só nosso, perfeito.
Acaba, em algum momento o amor ou a adolescência, ou ambos. E você observa que o mundo parecia ter cores. Fica deprimido, mas precisa seguir. Até deparar-se com uma família que depende de você, que necessita de seu trabalho, juízo e equilíbrio. Passa-se mais alguns anos. E finalmente começa a ensaiar entendimentos: a vida não é bela. A vida é cruel. Não há sucesso nos sonhos que traçou: há objetivos que deram certo pela sua persistência, capacidade e um “toque do destino”. O resto, meu amigo, é só o resto. Um amontoado de lembranças que teimam a existir para que você se alimente delas e não desista de viver. Pois, um dia foi feliz, quem sabe, no futiro, você volte a ser? Encontre aquele ou aquela que lhe fará feliz?
Lamento, não encontrará ninguém que o ou a fará feliz. Ou você se ajeita e é feliz por conta própria, ou não é. Não há “outro lado da laranja”, você não é nem laranja! Não há alma gêmea, há irmãos siameses, mas alma gêmea, é coisa pra quem crê em reencarnação – eu não acredito nisso, logo, ninguém será meu gêmeo. Também não existem pessoas a lhe fazer feliz, pois aprender a ser feliz com alguém é saber a sutil diferença entre conviver e sobreviver. Conviver é saber que outro é um outro e não sua extensão; saber sobreviver é aturar a pessoa por alguma questão que lhe seja cara demais para causar efeitos colaterais.
Viver é para os fortes. Sonhar para as crianças. Amor para os jovens. 
Dedicação é aceitar o fardo sem senti-lo.
Missão é aceitação sublime do fardo trabalhado com dedicação.
Depressão é o olhar realista e sem mais sentimento de apreço a essa mesma realidade. É uma tristeza em saber que não há conserto. Que você não pode fazer nada para mudar.
Dar a volta por cima, é, para além da triste realidade, a gente conseguir ir vivendo. Gostar do sushi, da lasanha, da picanha correndo sangue... do papo animado dos amigos, das madrugadas que passamos conversando e rindo da vida. É não perder o paladar, apesar de em algumas vezes, meio que neuroticamente ou psicoticamente achara que todo esse gosto vem da “Matrix”, que há alguém manipulando sua mente. De fato, há, ela se chama mídia e depois de escutar “teatro dos Vampiros”, tem certeza disso.
Bem, aí volto ao começo. Já passei por todas essas fases. Semana passada, mesmo sabendo da minha realidade, comi sushi como se fosse a última vez. Provei um molho de fungi que odiei, e um picanha sangrenta, de dar náuseas até nos vampiros da saga crepúsculo!!! Mas eu gosto disso. Me sinto bem e isso me basta.
Hoje, se dessem a pílula de voltar a ter a doce ignorância novamente, eu a tomaria sem discussões filosóficas.
Pois se o maior mal é a ignorância, não pense que ela não seja a solução para todo o resto! É ela que faz eleger a maioria dos presidentes. As pessoas voltam a se iludir. Eu voto. Não anulo nada. Pois não acredito em nada disso. Sei que um estará no poder e fará o melhor para si, não para o país, não para o planeta. Ele alimentará o sistema, para usufruir dele.
Como uma pessoa da educação, tinha a intenção de poder mudar isso. Não há como mudar. Pelo simples fato de que os indivíduos assim não o querem.
Então, serei eu um Jesus para salvar esse mundo, não, o último foi assassinado pelos seus! Quero apenas viver o que me cabe e parar de azucrinar a vida alheia! Me conformar com as atitudes, entrar no campo de tudo é normal, é só tentar se desviar das balas e porretes, de resto, a pipoca estão boa e refrigerante gelado... segue o filme, aumenta os som e dá um paratiquieto nos bacuris.
E somos feitos disso, oh:
Alegrias e desejos...
Tristezas e sofrimentos...
Entendimentos e aceitação.
E um dia após o outro, na caminhada (in)certa que é essa existência.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Volta

Eu passei 5 meses dizendo que não precisava de nada!
agora, depois de 4 torpedos, marquei novamente a psicóloga.
sim, sei, será alguém para brigar
para dizer que ela está errada, e depois entender que a errada sou eu.

Sim, eu reclamo demais dela
também odeio ser analisada
mas oh, depois de me acostumar a sentir dor
a reclamar e praticamente mudar quase nada...
Voltar é dizer que estou despreparada

Sim, a toda poderosa, sim, euzinha, despreparada
arruinada
desprovida de entendimentos...
a mulher pensante que não resolve as suas coisas
Eu digo adeus, mas não suporto ele como definitivo
eu ainda me nutro de migalhas...
ainda digo com o queixo erguido, cheio de orgulho:
não preciso de nada, me auto sustento, meu bem

mas na verdade, eu quero dizer:
vem cá, me põe no teu colo e diz pra mim que tudo vai acabar bem.
E eu não tenho isso, pois sempre resolvi tudo pra todo mundo
eu ´pintei esse quadro, assinei e não há como voltar a trás...
vou voltar!
continuar a terapia
continuar a sofrer com aquela mulher
continuar a remexer em tudo!!!
cada detalhe do que foi, do que vivi, do que imaginei
e ter que mudar.

Por que não há quem me dê colo!
não há quem me console e diga que tudo vai acabar bem!
Sabe porque eu sei? Porque isso não existe,
é uma fuga!
e conheço as fugas, os caminhos, os esconderijos
não como mentir
sou inteligente o suficiente para saber disso,
pena que não o bastante para mudar de vez!

E o que me incomoda, é que sei o que fazer, como e quando
mas a coragem é pequena perto do medo que tenho
de errar, de admitir fazer uma bobagem
ou de estar totalmente certa e as consequências grandes demais para mim

Para quem quer colo, tudo é muito grande!
e já sou crescida para pedir colo!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Até o fim dos meus dias


Saiu pela floresta gritando o nome de seu amor
Percorreu grandes distâncias
Chorou compulsivamente pela perda
Não compreendeu ser abandonada
Achava que não era boa o suficiente para ele
Ela não poderia pertencer ao mundo que ele criara

Resumo do início do filme Lua Nova
Nada de novo dos finais de relacionamentos
Sempre um sai imensamente magoado
Não posso acreditar que aquele sai porta fora,
Deixando tudo pra trás
Possa não se importar com o outro.

As vezes penso que a coisa mais difícil é você sair
Pois ficar, sempre parece mais cômodo
Acostuma-se com os pesadelos
Mantém-se no mesmo lugar, mesmo no escuro encontramos
Os objetos pela casa.

A tristeza é uma companhia
Se torna um comportamento comum
Parece até normal, se sentir vazia
Torna-se apenas um dia de cada vez


 Mas ao final do dia se tem a tranquilidade que mais um acabou
Embora, saiba que outro virá
E entre um e outro
Tem a noite
Noite que já foi um espaço de tempo de grandes coisas boas
E que agora é só o tempo de fechar os olhos

Eu prometi que esqueceria
E não volto atrás na minha palavra
Sou alguém que tenho certo orgulho próprio
Preciso de conserto, preciso de peças novas
Preciso de tempo
De alguém em quem confiar
É impossível confiar
Depois de tanto me decepcionar

Resolvi manter-me distante
Para o bem de todos
Para o bem?
Sei lá que bem é esse
Hoje já nem sei se é que quero o queria
Se seria bom
Se seria importante
Significativo

Sei que Lua Nova me faz lembrar:
Da dor, solidão, ser dispensada, ser mandada embora
Ser esquecida, deixar de ser amada
E isso dói.
Todos deixam Bella para trás
Todos a abandonam
Ninguém a cuida

É necessário ser o meu próprio sol
Ser auto suficiente
Até explodir e vivar uma supernova
Pra isso, os que estiverem ao meu redor serão destruídos.

Até o fim dos meus dias...

domingo, 3 de junho de 2012

Boticário

Entrou apressadamente na loja Boticário, estava com o horário apertado, apenas 15 minutos para fazer o que precisava e entrar no salão, fazer suas mechas, pés e mãos.
Olhhou os perfumes, demorou-se olhando para o "Malbec", perfume que adorava, um perfume masculino, amadeirado e que provocava-lhe sensações maravilhosas em seu ser...
A atendente perguntou como poderia ajudar, entre mil pensamentos insanos, percebeu que aquela mulher não merecia nem uma ponta de sua pessoal insatisfação, então, educadamente, sorriu. Quero "OPS!". Sim, seu próprio presente.

Afinal, não poderia ganhar esse presente de mais ninguém, só ela poderia se presentear!
E de tudo que não era bom, ainda lhe restara "OPS!" o perfume perfeito, segundo suas requisições!

infantilidades

Eu queria dizer umas coisas bem tristes
pois é o que mais tenho pra falar
queria declarar toda minha angústia
mas você, meu amorzinho, não deixa.

Você simplesmente vem e pega todo o espaço
esfrega sua pele quente em mim
seu cheiro parece ficar comigo
e o barulho que emites, me cativa

torna-te muito e simplesmente adoro colar meu rosto em seus pelos
me acalma
me tranquiliza
me dá um sono bom
um relaxamento infantil

Então como não te amar?
como me sentir triste, se você vem ao meu encontro
depois de todos me  abandonarem?
Pois é, quanto mais conheço os seres humanos
mas amo meus gatos!

sábado, 2 de junho de 2012

Tudo normal

e tudo normal...
os assassinatos sem assassinos...
os estupradores soltos
os inocentes presos

As famílias desordenadas
cada qual fazendo o que bem quiser
cada um por si e choro, e ganidos, e lamentos por todos os lados
Tudo normal

NORMAL?
Sei não, não acho que seja normal
mas sou apenas eu
sem um coração para dizer o que realmente é
apenas eu, com uma máquina de pulsar
apenas alguém que ainda lembra do juramento da formatura
uma idiota que ainda crê mudanças (raras)
Tão raras quanto milagres
tão raras quanto a fé
tão raras quanto o amor
impossível como o altruísmo

Normal, hoje... hum
é o anormal de 10 anos atrás
ah, agora entendi!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Peito aberto

Ela olhou sua imagem no espelho
Não tolerou mais aquele barulho
serrilhou o próprio peito
abrio-o, sem piedade
escancarou as costelas
e percebeu a dura verdade:
Não tinha mais um coração.

Aquele barulho era fruto de uma máquina que bombeava o sangue
Por isso o incômodo, o barulho, e o pulsar perfeito.
Por isso a limitação em amar
em sentir algo diferente
em se emocionar frente as coisas do mundo.
Por isso sua fé estava racionalizada.
 A falta de paciência, a vontade de largar suas conquistas,
como se não tivesse mais a lembrança das dores
dos calos e das tristezas...

Bem, também havia esquecido os grandes rompantes da vida
os homens que amara.
Sua memória dizia que haviam arquivos sobre eles...
Seu pai, um homem e seu filho.
O progenitor, era quem lhe dera a semente da vida, educação
o homem, foi aquele quem prometeu amar e cuidar...
o filho era tudo.

O primeiro, tinha seus registros, era antigo, arraigado...
O terceiro, era real, próximo e presente.
O segundo, não haviam muitos pormenores.
Apenas uma foto, nome, data de nascimento... só
dizia ser importante.

Ao fechar o peito, limpar o sangue, costurar as costelas
percebeu o quão bom era ter uma máquina no lugar do coração:
"posso viver sem sofrimento, por que dor, sempre há de se sentir!"