quinta-feira, 31 de março de 2011

Nuvens

Quando se olha ao redor e vê pessoas sorrindo e parecendo estar em nuvens, geralmente me causa nauseas...
Quando vejo casais juntos, aqueles melosos no mercado, aquela vozinha da mulher tentando convercer o cara que deve levar e que ela quer taaaaaaaantoooooo... eu fico louca, penso logo: diz para essa uma que chega, tu não quer e deu, acaba logo com isso.

Descobri que tudo isso é uma enooooooorme inveja.
Sim, queria ser aquela que caminha nas nuvens, que choraminga ao ouvido e pede por tudo que é mais sagrado aquele objeto, não se importando onde está, só com quem.

Me descobri, hoje, no ônibus, voltando pra casa, aquele ônibus que dá uma volta demorada e tu pode até dormir nele e não perde a parada, pois é, eu estava lá, fechei os olhos e tudo me veio a lembrança: o que ele lembrava que eu havia deixado lado, detalhes de tano tempo, seu rizo, olhar, fala, assuntos cômicos... lembrei da vontade de estar perto... Sorri sozinha no transporte público.

Ai, que medo.
Eu estava em nuvens.
Puxa vida, minha inveja foi além do controle, eu já havia iniciado o caminho.

Ninguém sabe, apenas eu, o inesquecível e adorável som da sua voz, a sua bela mão na minha e tudo que eu queria era jamais sair de onde estava.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Tsunami

Tsunames são fatos terríveis.
Perceber que um vem em sua direção é desesperador.
Nada permanece igual após esse evento.

Existem tsunames em nossas vidas: ondas gigantes que nos engolem e cospem, invadem nossa existência e mistura lixo com com coisas inesquecíveis. Se você sobreviver a um deles... me ajude.

Hoje acordei pensando nisso: tsunami.

Interessante, vi essa onda se aproximar, a vi levantar-se, dobrar-se e invadir minha vida e como não tinha o que fazer, só pensei em sobreviver.

Sobreviver, até consegui. Catei nos escombros, entre o lixo (meu e de outros) as coisas mais importantes. Fui limpando e acarinhando cada uma dessas belas lembranças. Algumas, eram terríveis, mas precisavam de cuidado, faziam parte da minha história e me diziam por onde não ir novamente. Outras eram tristes, eram despedidas, nessas fiquei longamente observando: será que valia a pena juntá-las? Resolvi que sim, afinal, despedidas são términos de etapas, de vivências. Mas haviam as felizes, as melancólicas, as odiadas, as mal entendidas... todas eu procurei e cuidei.

Após um tremendo trabalho, rigoroso e afetuoso, descobri que era forte suficiente para, ainda nessa vida, que não sei se será longa ou não, de efetivamente poder dizer o quanto o amava.
Nada nessa vida que não tenha um preço e estou esperando o cobrador chegar a qualquer momento... De que vale amar assim sem dizer? Não é uma questão de saber se há reciprocidade, a questão é caminhar livre, sem o segredo que aperta seu peito.

Depois de muito tempo, eu consegui vencer minha covardia. É, eu também sou covarde. Eu tenho medo, eu sou insegura e mais uma dúzia de coisas que penso antes do café da manhã.

Após um tsunami, é preciso arrumar tudo. Após um tsunami temos certeza que não será a mesma coisa de antes.

Mas poder rever o objeto amado, saber que está bem, saber sobre sua vida e algumas coisas, é um bom presente.

Não espero naada, nem sonho. Acho que o que recebi foi além da conta. Agora, é fazer como o Renato Russo cantava: "Só por hoje... eu espero conseguir, aceitar o que passou e o que virá, só por hoje ao menos isso eu aprendi"

Eu estou num arremedo de apenas por hoje viver esse hoje. Mas o importante é tentar.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ela - o presente aterrador

Ela colocou o cd do Renato Russo e ouviu uma das músícas que pouco escutara dele em sua vida. Não que não gostasse ou que a música não hovesse sido sucesso suficiente. A questão é que a música lhe "falava" demais como suas lembranças se organizavam e ela sempre colocou cada coisa numa gavetinha pra que ninguém desarumasse. Ela também começou a entender que havia certas gavetas que não fechavam mais e isso a incomodava deveras.
Então, ouvindo a música começou a despir-se de si mesma, a cada estrofe...

Havia um tempo em que eu vivia



Um sentimento quase infantil


Havia o medo e a timidez


Todo um lado que você nunca viu

"Todo um lado que você nunca viu", sim, ele jamais viu minha timedez, sempre fui forte, decidida, impetuosa, mulher feita... Acho que nunca percebeu o quanto sou infantil em algumas coisas... ele perdeu isso no processo de afeição.

Seguiu ouvindo...

E agora eu ando correndo tanto



Procurando aquele novo lugar


Aquela festa o que me resta


Encontrar alguém legal pra ficar

Como eu corro, como ando apressada, fazendo mil coisas para estar sempre com o tempo completo. Uma procura de alguma coisa, talvez uma comida, uma bebida, uma pessoa para rir, dançar e calar.

E agora é tarde, acordo tarde



Do meu lado alguém que eu não conhecia


Outra criança adulterada


Pelos anos que a pintura escondia

Ainda nem sei que está e porque está ao meu lado. Me pergunto quanto mal já distribui, quantos corações já parti, quantas pessoas que sairam da minha presença sem lhe ter somado nada, de quantos eu maltratei com minhas alfinetadas maquiavélicas?
Quantos me amaram?
Eu não sei!

Ela ficou pensativa e chegou a parte do refão mais uma vez, o qual escutara, mas não havia, ainda, pensado sobre ele

E agora eu vejo,



Que aquele beijo era mesmo o fim


Era o começo e o meu desejo se perdeu de mim

Então, foi que não lembrava mais do beijo.

Sonhava, que um dia o beijaria, mas, como seria? Ela, com todo impasse de sua existência, uma infantilidade e todo um lado que a maioria das pessoas nunca via, como poderia?

Prefiriu mudar de pensamento, pois coisas boas acontecem, para pessoas que merecem. Ela acreditava que o destino não iria lhe sorrir novamente.
Agora, com os pés na realidade que conhecia, na inércia da sua existência, sofria calada pelo próprio coração. Pensava em cantar uma cantiga pra ele, mas corações precisam ser fortes nesses momentos e desistiu de acarinhá-lo.

Levantou-se. Mais um dia começara e ela, como sempre, sentia-se atrasada, perdendo alguma coisa de muito importante que não sabia o que.

Tomou seu chá habitual. sentou-se a mesa de seu trabalho e chorou suas perdas. Trabalhou, entregou-os meticulosamente organizados e caprichados. Recebeu elogios.
A tarde, foi feliz com seus alunos, ensinou, corrigiu, sorriu, relembrou... escreveu no quadro, acatou ordens, ficou nervosa com a apresentação do trabalho do dia seguinte.
Não dormiu a noite.
Estava podre na manhã seguinte com pilhas de materias para organizar para a reunião. Viveu esse dia com toda a ansiedade e preocupações que somente seu pensamento era capaz de ter.

A noite, olhou o relógio, observou bem, olhava a todos os lados. Parecia que todos a olhavam. Vestia uma roupa simples e aguardava o momento decisivo de sua vida. Mas não deixava de pensar: Será que ele vem?

E seu presente momento era de um terror massante. um universo de perguntas sem respostas e um turbilhão de sentimentos horríveis a infestaram o corpo.

Queria poder ter a chance de se explicar, de narrar sua tragetória, de ouvir um sim, de ao menos olhar nos olhos dele e ele retribuir.

Mas essas coisas eram desejo. E esse desejo era assassinado pelo seu pensamento: não poderá receber isso.

E passou alguns minutos até que ele chegou.

 

sábado, 26 de março de 2011

Leituras

Ontem a noite, depois de chegar molhada pela chuva, com comidas saudáveis dentro de sacolas do mercado (sim, leite de soja, eca! pão integral, fruas e legumes, iogurte light... vem cá, depois dos trinta é assim sempre ou piora com os quarenta?), tomei um banho, passei 20 minutos escutando minha mãe relatando um maravilhoso almoço com nem sei quem e ela vai me contar novamente hoje na casa dela...

Fui ler uma revista que um padre me emprestou, fala sobre a defesa da vida. Já deveria ter entregue, mas quem é que poderia ler a revista sabendo que tinha As duas Torres para ler (seria possível que fosse eu, mas senhor dos Anéis, é , Senhor dos Anéis!!!)

Comecei a viajar e a discutir com o autor, coisa que faço com frequência, outras paro a leitura e falo sozinha! Anoto, rabisco e juro ter criado uma nova teoria... haha

O Morin me olhava, insatisfeito pelo abandono... mas preciso lê-lo em doses homeopáticas, pois é muito denso, cabeça demais. Pra entender, veja só: o cara da pastoral do meu colégio está fazendo doutorado e usa 3 dos 6 volumes que ganhei. Ele até se surpreendeu que eu estava lendo o método. Óbvio que não contei que estava apanhando, embora desconfie que ele saiba, bem, ao menos eu sabia o que ele estava lendo e até sugeri outros dois... Eu perco o colega, mas não perco a oportunidade da indicação de leitura.

Me assombro com as pessoas que estão na área da Educação e não leiam praticamente nada. Alguns dizem que eu é que gosto das teorias, e me apontam como uma leprosa que não fez curso normal, só a pedagogia.
O ser humano que cresceu na era do profissionalismo, na era da escola dual (não que ainda não tenhamos, mas naquela época, era escancarado e havia mão-de-obra qualificada), olham pra mim, da época do nível superior e parece que vim e Marte.

Leio, sim, tem gente que não lê e tá desinformado.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Coisas

Assisti o filme Lembranças, com meu lindinho Robert Pattinson (alguns dirão que é mal gosto, mas aquela cara de sofredor... me encanta, porque grande atuação mesmo...). Pensava que o filme seria algo e foi diferente.
Um filme de poucas alegrias.
Um filme inebriado de tristezas, fatos mal resolvidos, mágoas e mentiras.

Nada diferente da vida.

Mas no final, mesmo um final triste, mostra que tudo, pelo fato mais simples, podemos mudar alguns detalhes que farão da vida dos demais, melhor.

O Tyler, personagem do Robert, conseguiu arrumar tudo pra todos, menos pra si.
Aí, vem aquelas pessoas e dizem que era a missão dele, coisa de quem quer se consolar a qualquer custo.

Acho que agiu eticamente pela vida, por vias estranhas, as vezes, sem um método, mas com objetivos.

As vezes me sinto perdida nesse mundão de Deus.
As vezes me pego sem esperanças.
As vezes quero fugir e passar alguns dias fora dessa órbita....
mas não dá.

É preciso respirar fundo e dizer bom dia pro mundo real, todos os dias.
É preciso enfrentar medos, ansiedades.

Hoje eu vou falar, ainda não sei bem o que, mas terei aquela voz comigo, por alguns minutos... pode ser uma das últimas vezes... e o sentimento de despedida me cerca, inunda e perpassa minha carne...

"uma metade diz: você ainda não está preparada. A outra diz: faça ser sua para sempre"

Mas como dizer isso para gatos escaldados no convite a um banho de chuva?

Eu já tomei a decisão e terei de enfrentar tudo.
é como nascer: um bebê não pode mais ficar no útero, mas o quer, pois é o melhor lugar no mundo. E mesmo assim nasce por não mais haver espaço pra ele. Toda a alegria que dispomos no nascimento de alguém é para mostrar o quanto pode ser boa aquela decisão, mas não tira de nós o sofrimento pelo qual se passa (para nascer, viver, crescer...)

Viver dá muito trabalho, crescer nem se fala!

Renascer é ainda mais difícil, mas meu antigo mundo de tristezas e incertezas não pode mais ficar comigo.

domingo, 20 de março de 2011

Espera

Espero na intensidade do tempo que se arrasta
Espero como alguém que passou uma longa noite e seus olhos olham para uma aurora que teima em não acontecer

Muitos podem ter a paciência de olhar e não temer
Eu espero, temo pelo que espero e ainda sufoco com esse tempo

Cada dia
cada hora
cada instante que passa

são momnetos que jamais voltarão!
Muitos desses momentos nem quero que se repita mesmo!
Outros, procuro me concentrar para não perdê-los...

Todos os dias
acordo e sonho
depois que o dia acaba...
sonho e então acordo...

meus sonhos são os mais difíceis
os mais belos e horríveis
e sendo-os meus, devo admirá-los

Admiro e penso
penso e insisto na loucura de viver
na esperança de ser
de novamente ter comigo a alegria de antes

Espero
e espero
e tanto que quero
que qualquer tempo que me dessem eu o viveria
apenas pela chance
apenas pelas frações de segundos que poderei encará-lo


Minha espera é plena de esperanças
doces, salgadas, amargas, agridoces e até apimentada
Suspiro pelo desejo que minha alma e corpo solicitam
na sensação do inusitado

penso, existo e espero
Espero, e existo pensando
Existo na espera desse pensamento que me invade
me toma e seduz de possibilidades

Espero, já esperei demais
Espero, vem chegando o momento
Espero, será em breve
Espero...

sábado, 19 de março de 2011

Um certo Capitão Rodrigo

Estou lendo este livro, uma edição de 1991, amarelada... isso faz sentido pr minha mãe - livros com cheiro e cara de usados "quantas pessoas já leram, já se emocionaram com o livro... acho lindo isso...", ok, mas gosto de livros novos pra ler...

Eu comecei a ler e me deiletar com o capitão, cara alegre, sem frescura... mulherengo... e apaixonado pela vida...

Agora, estou na parte em que Bibiana já tem Bolívar e Anita. Rodrigo a trai por não mais ter tesão por ela, embora saiba que a ame.
É triste, mas é real. Algumas vezes lutamos pelo que amamos e depois corremos atras do que é a paixão maior, no caso do capitão, a liberdade.

Cada um sabe de suas paixões, cada um vê, as vezes disfarça... Gosto do capitão por sua gana de viver, de sua liberdade, de sua paixão em desafiar o mundo... até me identifico.

As vezes tenho medo das minhas paixões subirem a cabeça e cometer alguma loucura, fora dessa organização toda... Mas acho que a vida é feita de amores, paixões, alguns pudores. O que vamos realmente lembrar no final dessa tragetória? Lembraremos das loucuras muito mais do que a sensatez!!!

Sei que ele morre no final, mas já dizia o Renato: "ninguém sai vivo daqui, então, vamos com calma". Meu futuro certo é a morte e como todo mundo que morre vira santo na comunidade, sei que terão hipócritas no meu velório pra dizer o quanto fui maravilhosa... vou morrer, não tem jeito.
Então, vou em frente... sem medo de ser feliz, embora, corra o risco de ser infeliz. São riscos. Capitão correu os seus, eu correrei os meus!!!

"Gracias!"

sexta-feira, 18 de março de 2011

Quebra-cabeças

Já faz algum tempo que analiso as coisas, as pessoas, as situações...
Passo, muitas vezes por a pessoa que "não se cansa de olhar e querer entender o sentido de tudo..."
As vezes eu observo as situações, como já se repetiram tantas vezes na frente de meus olhos, até rio.
Outras vezes me preocupo com as repetições. repetições, geralmente são avisos.

Fico encucada com frases que sei que tem sentido, mas que não consigo as ler, compreender. Tá, sei, isso é controle, é defesa também!

Quano mais se sabe do inimigo, melhor as estratégias na guerra, na disputa. Mas nem sempre estamos entre inimigos ou em guerras...

As vezes, é só sedução.
As vezes é um truque para disfarçar.

ao assistir "O Turista", pouco me surpreendi com o final: o óbvio nem sempre é óbvio para todos!!!
Quer me matar? Me deixe no mistério de algo, cato informações como o dono óculos que o deixou cair e o procura numa multidão...

Fico com o olhar do meu gato quando caça um rato, brinca com ele e de repente eu tiro, pois não suporto ver a agonia do rato: olha como que se por mágica o brinquedo houvesse sumido, mia, cheira, e não compreende.

a vida, as vezes me parece um grande quebra-cabeças, que sempre faltam peças, e minha frustração é não poder ver com clareza a paisagem que teria...

sábado, 12 de março de 2011

que mundo maravilhoso, olá...

Nada como assistir crazy peaple!!
depois de um dia de muitas alegrias e gripe de verão... um filme desses, e no detalhe que foi um presente de alguém muito especial, só posso fechar o dia com chave de ouro.

Vivo uma expectativa tremenda. Me sinto a lagarta que faz o casulo por ter que fazer mas não faz ideia de como sairá de lá...

Estou feliz em poder tomar aquela deliciosa fanta, mas não sei como será para ele. Me assustam todas as formas de possíveis reações.

Mas o que importa é que me sinto viva demais, feliz por minha decisão e acho que pode ser bom, acho que posso aceitar que seja. Aqui não cabem merecimentos, uma vez que todo mundo tem um grande argumento para merecer coisas fantásticas na vida.

Tenho que descobrir se, SE, posso continuar sonhando ou devo acordar.
Preciso abrir a porta do castelo e permitir olhar em volta. Chega de tantas chaves... arames e cães...

Vou lá e seja o que for, só saberei sendo!

Hello, hello, hello...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tolerância

A palavra tolerância sempre me passou a ideia de que tolerar era o mínimo que o ser humano deveria de ter com outro. Que era pela tolerância que seria possível os diferentes e inpactantes embates nas discussões. Seria a tolerância que ajudaria na paz mundial. Também seria ela que poderia dar um basta na violência que vivemos hoje e no medo com os demais...

Como sou uma curiosa de plantão e amo ampliar meus conhecimentos - coisa que algumas pessoas até se assustam, pois já mudei de ideia muitas vezes e aqui se abre uma janela: existe um espaço limítrofe entre mudar a opinião sem mudar seus valores! - e então estava lá eu com meu caderninho assistindo uma palestra que muitos reclamaram por não compreender a teoria, linda, e ainda multifacetada da filosofia, biologia e ecumenismo!

Tolerar é mostrar que você é superior. OK! As vezes parece mesmo! Existem situações que ou você tolera ou perde o amor próprio.
Mas penso: se tolerar é uma forma de provar que você é superior... hum... então onde fica a humildade (pés no chão, pertencente ao humos - a terra, do pó ao pó... sabe?).

Então, Hitler foi tolerante com os judeus e permitiu que falassem com seu Deus mais rapidamente!
Podemos dizer que os pacificadores contemporâneos foram tolerantes?

Acho que foram mais humanos possível, atingindo, pelo que conheço teologicamente, a divindade dentro do humano imperfeito.

Tolerar é o mesmo que quase fazer com que entendamos o outro como um idiota e ele não tem capacidade de avançar!!!
Eu até já precisei, e muito, tolerar!!! Mas isso num primeiro momento até serve, mas depois é preciso refletir para avançarmos!
Quanto mais humanos, mais próximos do divino. Para aqueles que observarem a caminhada de Jesus de Nazaré, perceberá os argumentos que lhe fizeram ser o Cristo de muitos.

Dependendo como é nossa ética, e aqui cabe bem o sentido de Ethos, de casa, e como vamos organizá-la pelos códigos morais, acho que tolerar não serviria como campainha ou tapete. Creio que as formas de reflexão com o passado, o entendimento profundo da dos conceitos das palavras vulgarizadas pela sociedade poderiam nos fazer ampliar nossos entendimentos e mudar práticas de violência.

Tolerar é uma forma de violência. Uma violência muda, como um punhal muito afiado nas mãos de um psicopata que crê ajudar a pessoa a não sofrer nesse mundo esquisóde de sua própria mente.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Palavras ao vento com peso de toneladas

Eu sempre pensei que um dia poderia o tê-lo novamente.


Eu sonhei com um reencontro.

Aos poucos, fui vivendo, um dia após o outro.

Algumas vezes eu contava o tempo numa certa ordem regressiva... pena que ela acabava e eu ainda não havia feito o necessário para resolver minha vida.

Eu assumi as responsabilidades de minhas escolhas.

Tive algumas grandes bênçãos, até porque acho que Deus não me castigaria tanto assim... me daria algo pra sorrir em meio a solidão.

Eu creio que foi algo divino em meio a tudo...

Tive um homem para ocupar meu coração... me amar e eu amá-lo.

É um amor muito diferente, mas de total resignação, total dedicação e até de sacrifícios...

Foi por esse amor que preferi abrir mão de uma possível felicidade que não dependia só de mim...

Então... depois de tanto tempo, contado ou não... penso que não posso me arrepender de nada. Fiz o que deveria fazer. Defendi a vida e inocentes de minhas ações.

Não quero dizer que tudo me atrasou, quem sabe já não está perdido mesmo...

Não consigo pensar/aceitar que foi definitivo.

Não me imagino largando tudo que conquistei, o pouco que tenho, para me lançar na loucura de tentar e receber um não, ou pior... bem pior, receber o SIM. Porque para o não, já tenho uma boa reserva de água para chorar o óbvio. Mas o SIM, ah, o sim, mudaria absolutamente tudo!

Embora deseje o sim, estou preparada para o não.

Mesmo que o maior sonho da minha vida seja receber o sim, eu acho que não estaria pronta para tal felicidade.



Posso receber carinho desse homem que tanto amo, mas a pessoa a qual eu sonho ao meu lado, eu não lembro mais como cuidar... já passou tanto tempo, seria como começar do zero.

Começar do zero não seria problema, o problema é se não restassem sentimentos de amor...

Será que saberia viver com meio coração seu?

Eu não sei a resposta.

Continuo em cima do muro...

Quando a noite vem, fecho os olhos e sonho com o que os sonhos tem de melhor: a realidade paralela que só você consegue dirigir... o impossível acontece, ele me ama e só não soube como viver isso e eu me dou conta do tempo que poderia ter vivido com ele tão feliz!!!

Acordo!

Vejo meu mundo.

Vejo o quão ríspida posso ser, controladora, perfeccionista, rotineira, organizadamente moral...

Tenho muitas saudades do tempo que não esperava acontecer, eu sabia fazer a hora! Roubar a cena, avançar, olhar e dizer tudo que queria, seduzi-lo...

Minha coragem transformou-se em proteção, minha liberdade em controle e autocontrole, minha alegria em objetivos e meu coração apenas um órgão órfão.

“de tudo que ficou... guardo um retrato teu

É a saudade mais bonita...

Eu não me perdi” (?)



Eu tenho muitas coisas que me dão alegrias, situações de desafios superados, aquele olhar lindo quando volto pra casa e ele me espera cheio de emoção... as vezes, precisando de ajuda, chateado, outras totalmente dono de si, como eu era ha uns bons 14 anos... Me satisfaço com isso. Sorrio, cumpro meu papel com muita felicidade em fazê-lo. A isso chamo de realização. Mas a maternidade, não é apenas o fim de uma mulher, pode ser para várias, mas não eu.

Eu sempre digo que não nasci para lamber casa, marido e filhos. Nasci para minha liberdade de saber viver isso e muito mais.



Meu maior medo é uma jaula.

Vivo nela.

Meu grande amor da minha vida está nas ruas de Porto Alegre, quem sabe andando por ruas que jamais andarei, nem eu sonhos que sonhei...

Tenho a impressão que nunca sairei de cima do muro. Daqui do alto, vejo meu mundinho organizadinho e polidamente seguro e sem gosto, exceto pelas bênçãos que Deus me deu para alegrar meus dias. Daqui, também vislumbro um horizonte que sei jamais tocar... e é dele que mais desejo.



Acho que já disse tudo. Todo o possível para esse momento.

Eu não traí ninguém. Não haviam opções para nivelar sentimentos. Se algum dia traí alguém foi a mim mesma, seja no sonho, seja na realidade.

Acho que o importante para os outros é que eles estejam egoísticamente bem, do resto... bem, é o resto.

Só vemos o que queremos e permitimos que nossos olhos olhem!!!

sábado, 5 de março de 2011

Identidade

A compreensão de identidade é muito complicada, uma vez que ela se percebe pelo o que os outros percebem das tuas atitudes X o que você conceitua teoricamente.

Venho com grande desafio de entender isso. Acho que sou apaixonada pelos casos impossíveis, ou quase... Quero entender tanta coisa que ao mesmo tempo que me enamoro, me decepciono com as pessoas e suas artimanhas. O fator "descobrir", de "des" - tirar - e "cobrir" - velado - então, tirr as cobertas é facinante, contudo, imaginar o que se vai encontrar e ver realmente são duas coisas catastróficamente diferentes na maioria das vezes.

Então seria eu uma masoquista? Quem sabe, não é... mas gosto de dizer que sou curiosa demais.

Na minha busca ecológica - conhecer a casa que se vive, e aqui me refiro a minha casa EU - tenho notado identificações e repetições ao invés de identidade.

Explico: resolver uma situção X como um de seus pais é identificação indo pro caminho da repetição, imitação. Isso não é identidade, isso é insegurança e falta de ecologia.

Estive me observando...

Em alguns lugares aos quais não recebia muito bem a atenção e reconhecimento agia como meu pai, dizia o que pensava sem filtros, usando até de arrogância, dominando o pedaço mesmo!!!
Outras vezes, agia como minha mãe, dominadora, controladora... uma pessoa rodeada de pessoas sem se vincular com elas... usando alguma coisa como moeda de troca.

Das duas, nenhuma me faz feliz.
Das duas, sempre me sinto culpada por não agir com igualdade com as pessoas e firo alguns valores meus que não sei da onde cultivei, pois não são muito prática real de meus pais, talves algum discurso deles...

Me vi, nesta primeira semana de aula como realmente sou e vivo bem: atendendo com carinho e rigor cada um dos alunos, trazendo conhecimento de uma maneira leve e descontraída e ao mesmo tempo cuidando para não ser a amiga. Conversando com os pais pontuei minha posição cristã frente aos conflitos, segura de meus conhecimentos e ao escutar aqueles absurdos dos pais, fui ponderando suas falas sem tirar o valor de suas emoções, mas com delicadeza deixar algumas pulgas atrás das suas orelhas...

Éassim que gosto realmente de ser: pegar o que o outro tem, dizer que faz parte de sua caminhada, que é importe pra ela e para mim... e então mostrar outras alternativas para continuar a caminhada, me colocando a disposição de cooperar.

Minha identidade é essa: fazer parte da caminhada, não quero ser a que está na frente dando o ritmo da caminhada, não quero ser a última pra não atrasar o grupo, mas quero ser aquela parceira que pode apontar a beleza, o perfume das flores e a música dos pássaros.

Não nasci pra dominar, nasci pra partilhar e descobri, que mesmo pessoas querendo se aproveitar disso, ainda assim seguirei minha ideologia da minha identidade.