quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eu sou viciada
tenho muuitos vícios
trabalho
filho
alunos
estudo
chá preto
meus gatos
livros
tentar ler em espanhol
ter as mãos com unhas bem pintadas
colorir o cabelo
falar por horas
discutir e delirar sobre as leis que não entendo sobre a física
traduzir músicas
comer chocolates
comprar presente (esse ando conseguindo evitar)
Dar inúmeras chances as pessoas (Tô começando a duvidar que seja bom pra mim isso!)
tenho ideais
tenho sonhos
tenho esperanças
acredito que a humanidade pode melhorar, por mais que as estatísticas provem o contrário
Não consigo te esquecer!

Eu posso parar de tomar chá preto, consigo falar bem menos, não colorir os cabelos e tão pouco cuidar das unhas das mãos...
Consigo relaxar por alguns dias sem trabalhar, estudar e tem as férias de janeiro sem alunos...
Seria bem difícil não ter meus gatos, livros, discutir (muito) sobre física quântica e traduzir músicas...
Será impossível abrir mão de alguns amores: meu filho, meu pai, minha mãe e você!

Será impossível, e é triste não poder estar ao teu lado com seu olhar me dizendo tudo que quero ouvir e não precisar de palavras.

Meu filho irá crescer, meus pais envelhecerão... eu ficarei a te amar.

Se tivesse a eternidade, ficaria ali, na calçada, te vendo passar e depois de novo e de novo...

As vezes me pergunto o que é que não tenho
outras, o que é que tenho

algumas pessoas dizem que assusto as outras pelo meu jeito objetivo de ser, " eu quero e vou lá". Foi assim, né... cheguei e lhe dei um beijo de "boa sorte".

Mas me sinto uma tetraplégica quando me dizem: você foi especial - sabe, só dá pra olhar e escutar, pois o corpo nada pode fazer pra se aproximar...

É idiota, mas é sofrido.
Por isso passei anos sem ver filmes de romance, eles me diziam ou que eu poderia lutar e te reconquistar, ou o mais óbvio, passar o resto da vida só lembrando como uma viúva!!!

Agora, meu lema é trabalhar, cuidar do filho, ler e traduzir músicas...

Eu teria centenas de músicas pra postar aqui refletindo o que sinto, mas são bregas, são antiquadas como eu... uma sonhadora, uma mulher que vive de um passado distante.
Eu espero, ardentemente te esquecer, te abolir da minha memória, exorcisar minha alma presa a sua... mas quando chega pela manhã, vejo aquele vermelho ao redor do teu nome, desisto de tudo por seu "olá"

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Trilhas Sonoras

Sempre amei as trilhas sonoras dos filmes.

Já perdi as contas de me pegar cantarolando músicas elembrando dos belos e encantadores momentos vivodos.
Eles foram tão bons que se tornaram inesquecíveis! Poderia lutar com todas as minhas forças mas seria em vão se a outra parte não me quer. Preciso mais do que nunca saber disso!

E a música que me vem a mente, junto com o filme, claro, é  "Cidade dos Anjos"

"Eu desistiria da eternidade para tocá-la (o)
Pois eu sei que você me sente de alguma maneira
Você é o masi perto do paraíso do que eu jamais estarei
Eu não quero ir par casa agora

E tudo que sinto é esse momento
E tudo que respiro é a sua vida
Porque mais cedo ou mais tarde isso irá acabar
Eu só não quero sentir a sua falta essa noite"


Sou a ansiosa que espera ardentemente o sinal de "ocupado" para dizer um "olá"  e fazer de meus dias momentos de alegria, de existência com memórias ardentes e espetaculares... Sou a mulher que realmente te ama, não sei das outras, mas posso afirmar por mim!


Só o tempo... só suas decisões... eu continuo a te esperar... tu sabe!

domingo, 27 de novembro de 2011

Saga Crepúsculo

Só pra constar, fui assistir Amanhecer I, estava parcialmente bom.

Eu sei, eu sei, sempre digo que não devemos comparar muito o livro ao filme, que sempre haverá diferenças...

Mas eu prefiro o livro!!!!

Tá dito!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Buscas

Hoje caminhava pela Borges
caminhava
só caminhava na chuva
via as pessoas
o que será se passava por suas cabeças?

Eu continuei caminhando
vi um homem estranho daqueles que já havia observado
ele estava parado na frente do lugar que não ousaria entrar

Não ousaria por muitos fatores
o primeiro e óbvio: quem estaria no controle?
segundo, o que estaria fazendo realmente ali
que resposta daria a primeira e segunda questão?

continei caminhando
com uma penca de coisas pra estudar
com muita rdtupidez pra explicar

Acho que não tenho respostas do que quero, por elas não existirem
Eu sabia que enquanto fosse apenas a gata em cima do muro
haveria algum encanto
mas depois de tirar a máscara
me mostrar mais humana que nunca
não haveria o que encantar

Sonhei em ter mais uma noite
por não saber se existia um amanhã
eu terei, na verdade um amanhã
e ele vem me dizendo que não haverá outro momento

Eu queria...
muita coisa...
queria que ele tivesse curiosidade em mim...

E eu não tenho argumentos nem teóricos que possam provar esse tudo que gostaria provar com ele
não posso apelar pra fé, ele é ateu
não posso pedir razão, ele não tem crença alguma
o que o faz pensar diferente?

Um alguém que morro de inveja por ter entrado por seus portões
e eu aqui
mas ok!
Vou ter que fazer algo por mim!
Vou começar por argumentos, teóricos e a fé
coisas que eu acredito!
Se funcionar comigo, estou no lucro, pois chorar por alguém que não morreu é colocar a vida fora!

sábado, 19 de novembro de 2011

Saudades...

Tenho saudades, sempre uma saudade que diz o quanto se passou...
Sinto falta do calor do seu corpo, das risadas, dos olhos, dos toques... aqueles lábios nos meus.
O que eu não daria por mais uma noite.
Palavras ao ouvido, os desejos finalmente ditos na liberdade de dois em um lugar perfeito...

Sinto saudades de sonhar contigo.
Sinto falta de ouvir sua voz.
Sinto tanto o eterno separados.
Sinto um coração se despedaçando, mesmo que todos digam que não vale a pena... quem sabe disso ou não sou eu mesma...

A saudade de estar contigo é tamanha que se eu pudesse, sairia agora da minha casa e entraria na tua, sem medo algum de te roubar de lá...

Acho, com todo esse tempo que se foi, que além de impossível e inviável, me acostumei demais a sentir saudades...
Quem nos garante que realmente o amo? Pode ser uma psicose, uma fuga do real, sentir saudades de ti...

Sentimos falta do que não temos, sinto tua falta, e todos os dias em sentinela espero-te. Mas já se foi o tempo e é preciso saber a hora fechar as portas. Já é madrugada e é preciso gardar tudo.

Não quero mais tuas fotos me mostrando nossa alegria, nem teus presentes te fazendo vivo ao meu lado, também não quero ler mais o que escreves, tão pouco tua opinião "formada sobre tudo" e discordando dos meus ideais de vida.
Porque tudo, tudo isso só me diz uma única coisa: eu não posso te esquecer.

Sinto muito mais tu é um vício que não consigo e nem sei se realmente quero te esquecer, porque é bom demais te amar...

E quando lembro de tudo, vejo teus presentes, leio o que escreve, mesmo que nem seja pra mim, eu adoraria estar lá no topo... quando vejo as fotos, tenho certeza absoluta que fui a mulher mais feliz do mundo. Vou guardar pra sempre tudo, já que não tenho a ti, terei as provas de um passado fabulo, logo, não tenho cura.

Me perguntam o que tu tem de especial e nunca sei responder... posso elencar algumas coisas, mas jamais direi o que mais me tira o fôlego, o que me faz tremer minhas pernas e suar as mãos...
Quero continuar a sentir sua falta, não quero outro. Lamento por ti!

Previsões

Aos cindo anos eu fiz previsões pra mim.
Aos 18 fiz previsões pros outros.
Aos 32 fizeram previsões pra mim.

Interessante, elas se realizaram.

Nunca deixei de sonhar, tão pouco de buscar um dos sonhos, embora alguns parececem aqueles balões com gás que sobem e as crianças ficam desesperadas.
Ao buscar meus sonhos, sempre tive a classe, a ética e a humanidade de não passar por cima de ninguém, de falar a verdade, de mostrar meus defeitos e inseguranças - ser transparente (como diria minha amada 2ª mãe, "isso nos permite ver o outro lado do rio, gringa") -.

Jamais apresentei-me de outra forma, quem sabe seja por isso que existam sonhos que devo guardá-los. As vezes me pergunto se sei essas coisas, se penso e discuto com meus pensamentos, porque depender de alguém que anda me sufocando.

Sim, hoje prevejo o fim da minha terapia, pois ela anda me colocando dentro de uma prisão e não nasci para viver em gaiolas. É isso que as vezes faço com meus sonhos mais belos, os coloco em gaiolas.

É justamente aí que eles priorizam  me deixar.

Eu ainda tenho muito a me certificar, a encontrar paz dentro de mim. Tenho muitos defeitos, mas também, muitas qualidades.

Eu não sei quem virá...
Não farei mais convites vips.
Deixarei as portas abertas, um prato com bolinhos e suco fresco na mesa da sala para aqueles que quiserem entrar. Colocarei um tapete que diga bem-vindos, flores em um vaso e cuidarei das cortinas.
Terei um livro de poesias na mão e um controle remoto no sofá - há sempre de se pensar no conforto das visitas: adiantará mostrar filmes de ficção a um poeta, é possível que não goste...
Também quero ter espaços como a cozinha, as vezes as pessoas preferem-na a sala, como o Rubem Alves, que prefere o calor do fogão e mistura dos elementos em sopas do que a sala e seus papos requintados e solenes... vá que eu receba alguém assim?

Cada lugar para um tipo de visitante.

Estarei com meu coração aberto e aconchegante, como a cama de um amante, para que, ao chegar, aquele homem que me amará possa se sentir em casa.
Então, falarei dos poemas que gosto, servirei as comidas que faço, cuidarei das suas coisas e embalarei seus sonhos, passarei muitas noites a admirá-lo. Amarei seu corpo e festejarei suas alegrias, assim como cada dor será zelada por um bálsamo que aplicarei em doses de carinho.
E ele, em minha casa, terá sempre uma porta e uma janela abertas: a janela ele poderá ver o mundo e o tempo passar, e a porta, sempre terá como a liberdade de ir.

E quando tudo isso puder ser feito e estiver tranquila... é porque finalmente, minha vida tem um maior sentido!
Eu prevejo tudo isso na minha vida.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Passado

Ela foi até o fundo de si mesma e decidiu fazer o inesperado. Entrou em um ônibus e foi atrás de um passado distante.
Encontrou um de seus começos, cerca de 15 anos de tempo haviam passado e ela, despida fez amor com o seu criador.
Voltou no tempo, refez seu espaço, andou sobre sonhos e expectativas... deu-se conta do seu ser, mudado com tudo lhe aconteceu, testou, experienciou nessa vida.
Ao sair, bateu a porta, afinal, havia ido lá para encontrar-se e o fez.
Olhou bem pra si mesma, merecia cada ato amoroso, cada carícia, cada movimento dos corpos... mas isso nunca a pertenceu de verdade, sempre fora instantes, momentos apenas que jamais deviam ser refeitos.
Depois de abandonar-se, buscou-se intensamente, descobriu-se nua e com frio no meio de tudo.
No meio de si, no meio do mundo, no meio da confusão de amores e paixões pelas quais se dedicou com tanto afinco... e deixou-se ali, chorando aos prantos...
Seu soluçar encomodou-a. Resolveu consolar-se e ao enrolar os seus braços ao longo do corpo de um alguém, viu-se com medo de amar.
Porque amar é perigoso, é destruidor. Não sabia mais se deveria continuar a tentar iludir-se com aquele cujos seus olhos não paravam de admirar...
Dentre seus amores, seus temores, seus maiores pudores ela resurge forte, como o sonho dos fracos. Então, ela retorna de tudo e olha-se no espelho. Longo caminho ela teve, tortuoso, pesaroso e doloroso. Tudo estava escrito em sua face, abaixo de sua tensa pele.
Ela observava o passado subcutâneo mover-se em seu rosto e sentia cada toque que o destino havia lhe marcado.
Com grande ódio tentou rasgar aquele véu que a separava do real... pena, não existiam formas de concretizar o que um dia já fora... o tempo tinha passado e mudado seus traços, alguns ainda estávam lá, no profundo de suas temporas... mas muito já mudara.

Já havia mudado seu destino, seu riso, seu desabroxar, seu coração e sua mente. Desistiu de amar, de permitir-se ser amada... Por isso, seu encontro com o passado foi aterrador: primeiro buscou-o com a intensão de recomeçar, depois de ser amada, de ser desejada e finalmente obter as respostas.
Não haviam respostas.
Nunca há respostas.
Nunca houve.
Tão pouco as terá pela boca ou toque de alguém.

As respostas fazem morada dentro de si mesma e ela já as havia trancafiado em algum espaço dentro de seus pensamentos, para proteger-se do pior e do melhor. A proteção que sempre esteve ao seu lado era, na verdade, seu maior inimigo disfarçado de amante nas noites frias de seu viver.
Buscou a chave, implorou pelo regresso das verdades tão maravilhosas e tão nefastas... Após muito diálogo, conquistou novamente seu título de senhora de seu destino e avançou com a glória dos vencedores...

Afagou a maçaneta e delicadamente girou a chave... depois disso, ninguém mais a viu - ao menos, não do mesmo jeito.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Deslocados...

Fui num lugar, Preto Zé, em Porto Alegre, Cidade Baixa. Meu irmão me convenceu a sair, afinal, ando, segundo ele, muito mal – vem cá minha cara deve estar um lixo, pois a psicóloga não queria me deixar passar o feriado sem vê-la, segundo meu irmão eu rio das piadas mais idiotas e aparentemente sem sentido... ou pior ainda, não ando entendendo mais as que realmente deveriam de ter algum sentido – então fomos.



A caminho, ele me desafiou a falar com quem eu queria estar naquela noite. Mandei um torpedo, então ele me disse: isso não é falar com a pessoa, me dá essa coisa aí. Pegou o número do torpedo e ligou pro cara. Eu juro, queria que um buraco se abrisse. Mas, após um telefonema constrangedor pra mim, meu irmão só sacudia a cabeça e dizia, só tu, só tu mesmo pra se colocar assim... nessas situações... e reclamava...


Chegamos no estacionamento e perguntei a ele: com cara da família(cito o nome da família do nosso pai) ou sem? Ele me responde, fica por tua conta. Explicando aqui: quando usamos essa expressão significa uma carranca de nenhum amigo, coisa que eu queria mesmo, afinal, eu queria era estar com ele. Estando com esse cara seria a glória.


Entramos no local. Fomos direto tomar uma Margarita. Não deu nada. Aquele negócio tava salgado. Aí, meu irmão viu, que só uma prá nós, seria nada. Pedimos a segunda. Então fomos para a parte de cima. O pior do pior foi que dois goles da bebida foram o suficiente para começarmos a zuar com as pessoas ao nosso redor. Haviam duas mulheres consideravelmente gordas com roupa curta, dançavam como se fossem as mulheres mais sexys do lugar. Uma super magra com dois afrodescendentes que pareciam mais empalhados. Também tinham os caras bombados, com cabelos arrumados ou desarrumados... depois de rirmos de todos esses e conseguir beber toda a margarita, decidimos descer. Ao descer, já bem adiantada e a cabeça rindo sobre tudo, fui dançar tudo que viesse, por pior que a música fosse quando eu, lúcida, certamente já teria desligado ou saído. Meu irmão me mostrou um cara alto (muito alto) com cabelo comprido e de preto e comentou sobre ele, do jeito debochado que estávamos fazendo antes. A coisa toda mudou. Ali, pensei: mas é tão bonitinho. Me virei e disse que achava bonito. Pro meu irmão, meus gostos são, digamos, estranhos. Passei muito tempo admirando, e vi que ele devia ser mais novo que eu. Eu ali, mesmo dançando, estava deslocada do mundo, do tempo, das coisas que sonhara e tive que abrir mão – aí descobri porque meu irmão fala que ando mal. O rapaz realmente transparecia o deslocamento, todos dançando ao seu redor e ele parado, raramente mexendo no cabelo e olhando para os lados. Quando ele olhava eu o encarava, ele desviava o olhar. Sim, era um deslocado. Estávamos deslocados!


Depois, de um tempo, meu irmão sumiu e fiquei sem saber o que fazer. Ao reencontrá-lo e bebermos uma cerveja, disse que o rapaz era realmente um fofo (porque me refiro assim, eu não sei!), meu irmão perguntou: porque não vai lá e agarra o cara. Aquilo soou de um jeito quase como invasão de privacidade. Como eu iria chegar e falar com o rapaz. Fazem cerca de 14 anos que não faço uma coisa dessas, o que diria? Resolvi falar a verdade.


Cheguei, toquei no sei braço e perguntei-lhe: tu parece um pouco deslocado, não? Ele disse que não era bem o que gostava mas que estava acompanhando uma amiga. E fomos conversando como podíamos, música alta dificulta muito. Ofereci minha cerveja, nossa, como eu ainda estava ali, falando com aquele gigante e sabendo que ele tinha 28 anos e eu 32. Me senti despindo o cara. Sim, consegui uns beijinhos do menino, mas não nos despedimos apropriadamente, o que fiquei, confesso um pouco (muito) chateada. Concluí com meu raciocínio alcoolizado que ele se foi por que sou velha. Conclusão triste, pois duas coisas estão em jogo: eu envelhecer e os demais serem jovens demais para ficar comigo ou velhos demais que eu não consigo querer.


Fiquei triste. Mas depois sonhei que ele voltava e se despedia.


Sabe o pior do pior com pessoas deslocados do seu tempo, das suas perspectivas é que as coisas mínimas nos deixam mal.


Uma voz dentro da minha cabeça diz (espero que não seja esquizofrenia): lembre-se do que foi bom. Foi ótimo, afinal, se eu estivesse em um estado deplorável, o cara nem tinha ficado comigo. É, tão ruim assim, não.


Concluo aqui, que, a minha visão sobre mim mesma precisa melhorar. E principalmente, saber, que ideais são a pior coisa que podemos construir, pois tudo que aparecer iremos compararmos ao ideal e jamais teremos a chance de poder ser feliz com o diferente.


Dar um basta nisso, com o coração e a razão é difícil, mas não impossível. Sou forte. Já provei “isso milhares de vezes e mais cem vezes”, então pra quê me torturar com isso.


Pois, como, uma mulher culta como eu, está fazendo isso com ela mesma. Sofrendo como uma viúva, arruinando a existência por alguém que, claro, não morreu – e isso parece que pra mim dá uma certa abertura para querê-lo –. Vamos seguindo como idiotas e perdendo nosso tempo. E continuo deslocada... ou sempre fui e percebi isso só agora que tentei muito ficar entre as pessoas.

sábado, 5 de novembro de 2011

Lembranças...

Acho que já devo ter citado o filme "Lembranças", mas cada vez que o vejo tenho uma vontade louca de escrever, pois, me faz lembrar, também... das coisas boas e ruins.

São as coisas normais do dia e as coisas que não deviam acontecer.
Lembrar sempre tem algum sentido, é lembrando que trazemos tudo ou quase tudo de volta. Podemos trazer até gente morta... que horror, né? Mas é isso, a saudade, a tristeza, os momentos de alegria. O bom é que podemos até selecionar os momentos...

O cara da história não sabia o queria da vida, pois, seu grande ídolo, irmão mais velho havia se suicidado e ele se sentia vazio e triste. Que perspectivas ele teria, afinal, não queria a sua vida e tão pouco a do irmão. Estava perdido.

As vezes, em pleno 32 anos de idade, me sinto perdida. Mas não deveria, afinal, sou adulta, mãe, profissional, estudada, especialista em algo...
Meu coração está perdido.

No filme, ele se apaixona, ama, se doa apesar de tudo e todos e as bobagens que ele consegue fazer... que nós, podemos fazer...
E ele diz pra guria que está prestes a se apaixonar:
"Pra sua sorte eu tô meio indeciso... sobre quase tudo"
Eu queria estar indecisa... mas não estou. Meu problema é o tempo... o tempo que passa e não volta, o tempo que passará e eu, ao passo que envelheço perco certas oportunidades...

Mas há os livros... há Bion que diz muito sobre minhas frustrações e a falta de tolerância a ela... as
tendências a tentar fugir da realidade e a volta a ela com o "rabo entre as pernas"... sabendo que estava completamente errada...

Lembranças...
Eu queria algumas de volta, materializadas... ver aqueles olhos nos meus, suas mãos sobre meu rosto e o calor dos corpos... mas não parece possível, tão pouco provável.

Mas tá né...
Puta que pariu... e passo meu tempo escrevendo nesse maldito blog para dizer de diferentes maneiras o que sinto.
Passso uma hora por semana falando sobre o sexo dos anjos com uma terapeuta e pagando quase um salário mínimo pra ela (pra mim é bem caro), passo mais 30 minutos falando da minha compulsão ao controle por ser insegura a um psiquiatra e tomo remédio pra dormir para relaxar e não pensar
bobagens...
Trabalho até altas horas para que meu tempo seja produtivo.
Pago pra uma idiota dizer que preciso fazer combinações com meu filho para que ele compreenda os valores de responsabilidade, pois o pai dele quer um quarto arrumado, temas em dia e estudos - e ele era um boçal como estudante, a cdf fui eu, a perfeccionista fui eu, a atrevida, a sem noção de riscos fui eu!!!

E sabe, o que muitas vezes me consola... é a lembrança de um tempo que vivi com alguém que amei profundamente, que entreguei meu corpo e minha alma. Ele podia não estar preparado, mas foi assim.
O que mais me dói as vezes é o que mais me consola.

Queria duas coisas distintas: ou viver tudo de novo (impossível) ou seguir em frente de modo a virar a página (estou tentando sem sucesso).

Se eu fizer psicologia, provo minha loucura, se largar a terapia, não terei completado o caminho... sei lá... Tô perdida... Mas é preciso se perder para encontrar outros caminhos (Piratas do Caribe). Meu psiquiatra me perguntou porque será que preciso de terapia se já conheço as respostas.

Penso que sei, mas não quero assumir. Assumir é coisa muito difícil. Sei que posso, sempre posso... mas porque sempre? Não quero, e acho que perdida não seria a resposta. O apropriado seria, parada na estrada e vendo a caravana passar... afinal é o que dá pra fazer...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Da revelação, ou não!

Estava eu numa loja para tomar meu mocaccino (um dos meus vícios) e vi na vitrine, um doce maravilhoso: brounie de chocolate e nozes...
Li  o preço, não havia nenhuma lista de calorias ali...
Eu sabia que tudo que era bonito e gostoso seria errado, pecado ou engordaria e no caso desse doce, seriam os três juntos.
O que foi revelado na vitrine é aquilo que "podemos pagar", o fato eram R$ 5,50 a fatia. Não foi revelada as calorias por garfada degustada.
Numa avaliação de empresa, é óbvio, mostramos nossas, revelamos de fato o que nos incomoda? Não, geralmente não.

Quando nos aproximamos dos pais do nosso amor (ou tentativa de...) revelamos o lado mais simpático e tentamos não revelar o podre e nogento  que achamos dessa família, que, podemos estar, reavaliando nossa possibilidade de permanência.
Será que vale a pena pagar o preço que não vem na etiqueta?

Você quer ter grandes poderes, sejam eles fantásticos, sejam eles de controle, de conhecimento... Todos te levam, não só a grandes responsabilidades, mas paciência de aceitar, conviver com os medíocres...
Do que de fato revelamos de nós mesmos é pouco e mais raro ainda ser revelado compreendido, aceito e melhorado para nós mesmos.
Revelar (e por favor, não cansem da repetição, ela é proposital), as vezes é deixar-se descobrir... ser seduzido(a) pelo outro, é o deixar-se cativar. Isso requer tempo e dedicação.

O mundo de hoje não permite o tempo posto, assim, fora, na vadiagem. Você vai lá e 
mata logo a situação. Não há mais sedução de antigamente, há molestação, fútil e sexuada.
Porque quando se casa, perguntam? será fiel na tristeza e na alegria, na pobreza e na riqueza, na saúde e na doença... OK! Contudo, não perguntam o preço do suporte até que peso você consegue carregar, pois isso não é revelado, até porque se fosse... meu amigo... ninguém, mais casava, ninguém compraria essa ideia!!!

Seria esse doce, calórico suficiente pra passar uma semana na Antártida e sobreviver, se me mostrassem o que realmente o meu corpo vai adquirir  e quantos dias de regime, alface e suco de soja tomei que foram desperdiçados, quando 
poderia apenas economizar, R$ 5,50.

House...

Eu queria ser como o HOUSE.
Pena, falta ainda muito pra eu desacreditar das pessoas ou eu parar de machucar por causa do masoquismo em amar.


Correr atrás é dizer o quanto a pessoa é especial pra ti, mas se ela não quer, você correrá em vão.
Se importar e perceber cada detalhe e buscar estar lá pro que der e vier. O detalhe é, ele quer isso?
Estar sempre disponível, talves seja colocar o outro no centro do universo.
Desapegar... puts, isso é quase impossivel!!!

Pessoas gostam do que não tem... será?
Sim, quando não mais te teem, você fica mais atraente, isso se algum dia esteve nos planos do outro, ou apenas foi uma carta do jogo, um peão do xadrex...