Mesmo, sem te ver...
estou esquecendo
cada dia sai de mim um pouco do que é teu
inconfundível
vejo indo cada coisa...
cada lembrança não sendo mais doída
e sinto menos falta também!
Finalmente, o desapego.
Tardiamente mas ainda em tempo
posso respirar com mais oxigênio
ver com mais nitidez
e agora, juntando tudo que realmente é meu
parece bem menos o que carregar
será mais leve meu trilhar!
Mais seguro meu sorrir
mais tranquilo meu dormir
domingo, 7 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
Meu amigo Chico
E essa foi a semana do Chico, Semana de São Francisco de Assis.
Escuta-se músicas, poemas, a vida e obra das situações mais humanas dele, assim como as mais divinas.
Digo que se temos nosso lado humano, temos nosso lado divino também.
é necessário despertar esse divino em nós.
Se faz urgente vivenciar na convivência com o outro valores de acolhida e alteridade.
Lindo.
Muito lindo.
Mas você faz isso e passa por idiota.
Vivencia os valores de acolhida, escuta e perdão...
se torna um babaca na sociedade atual, é este o primeiro a se puxar o tapete,afinal, ele perdoará!
Não sou tão boa assim.
Depois que enfio algo na cabeça, não tiro.
Infelizmente, nos meus mecanismos de defesa, tenho uma memória as dores muito grande,
o que de mal me fizeram, jamais esqueço! Grifa-se jamais.
Passo anos odiando e repudiando pessoas e ações.
E quem sabe seja exatamente por isso que gosto do Chico.
Ele é meu oposto.
Não é só o cara que gostava de animais.
Foi um exemplo de espírito planetário, ecologista, cristão, irmão, simples, humanitário e louco!
Louco, pois rompeu com sua realidade.
Entregou tudo que possuia ao seu pai e disse que serviria ao Pai do Céu, rompeu com os laços que o aprisionavam, seguiu seu sonho na máxima de viver.
Viveu buscando a "felicidade perfeita"
Ensinou que se temos paz dentro de nós, nada irá nos deixar infelizes!
Eu disse, ele é o cara. sim, no presente momento ele é!
É por ter se tornado um conceito,
podemos divagar sobre ele, e ainda assim, não se esgotará nossas aprendizagens!
é algo para se admirar!
Não sou devota do santo, sou apaixonada por sua pedagogia
E hoje, entendo... me apaixono por aquilo que parece ser inesgotável
Quando percebo o limite, agradeço e vou embora.
É defeito? Sim, um lado humano podre.
Sou voraz em aprender!
A pergunta é: pra que mesmo preciso disso?
sábado, 22 de setembro de 2012
Processo de Luto
Processo de luto é fazer a despedida certa para cada coisa ou situação
é permitir a morte, a cisão...
sentimentos difíceis para o ser humano é a perda, a despedida, o desistir, o deixar ir...
O ser humano quer somar e multiplicar, jamais dividir ou subtrair.
é uma coisa desumana deixar de ter
é um absurdo, por pior que seja a situação, você sair porta fora.
Mas o processo de luto é um ato de inteligência, ao meu ver.
um ato de amor próprio.
Saber deixar ir é sábio.
Sentir no fundo do seu ser é dar a você mesmo carta de alforria, libertar-se.
Quem tem pena do outro, não o ama, o aprisiona.
Quem aprisiona não tolera a liberdade!
Eu consegui fazer um luto, uma cisão.
Compreendo que os outros não tenham o feito, pois sei melhor que muitos o quão é difícil isso!
Vem raiva, nós nos sentimos traídos, desprezados... mas isso passa. Sempre passa.
Queria que fosse fácil.
Queria que não houvesse sofrimentos.
Mas aí eu penso em quantos anos sofri para poder dar o tempo necessário para que cada um suportasse o fardo.
Eu fiz o meu melhor.
Sou humana e tenho meus sentimentos.
Sou fraca e forte. Sou brava e doce.
Minha mãe disse que menti pra todo mundo quando os fiz acreditar que eu era forte o tempo todo.
Ela disse que sou muito meiga e que tenho necessidades de companhia. Tudo verdade!!!
Eu não queria ser forte o tempo todo, mas depois de 20 anos fazendo isso, ainda não é hora de me aposentar!!!
Cheguei ao final do meu processo de luto e seguirei em frente.
"Sempre em frente, não temos tempo a perder..."
é permitir a morte, a cisão...
sentimentos difíceis para o ser humano é a perda, a despedida, o desistir, o deixar ir...
O ser humano quer somar e multiplicar, jamais dividir ou subtrair.
é uma coisa desumana deixar de ter
é um absurdo, por pior que seja a situação, você sair porta fora.
Mas o processo de luto é um ato de inteligência, ao meu ver.
um ato de amor próprio.
Saber deixar ir é sábio.
Sentir no fundo do seu ser é dar a você mesmo carta de alforria, libertar-se.
Quem tem pena do outro, não o ama, o aprisiona.
Quem aprisiona não tolera a liberdade!
Eu consegui fazer um luto, uma cisão.
Compreendo que os outros não tenham o feito, pois sei melhor que muitos o quão é difícil isso!
Vem raiva, nós nos sentimos traídos, desprezados... mas isso passa. Sempre passa.
Queria que fosse fácil.
Queria que não houvesse sofrimentos.
Mas aí eu penso em quantos anos sofri para poder dar o tempo necessário para que cada um suportasse o fardo.
Eu fiz o meu melhor.
Sou humana e tenho meus sentimentos.
Sou fraca e forte. Sou brava e doce.
Minha mãe disse que menti pra todo mundo quando os fiz acreditar que eu era forte o tempo todo.
Ela disse que sou muito meiga e que tenho necessidades de companhia. Tudo verdade!!!
Eu não queria ser forte o tempo todo, mas depois de 20 anos fazendo isso, ainda não é hora de me aposentar!!!
Cheguei ao final do meu processo de luto e seguirei em frente.
"Sempre em frente, não temos tempo a perder..."
sábado, 8 de setembro de 2012
esquecimento
fui deixando de "regar" certas coisas na minha vida
e, sabe que foi bom!
de repente me vejo sem tantas saudades
sem sentir tanta falta
deixei de querer saber
deixei de tentar saber
guardei tudo bonitinho, com laço lilás
mas está guardado.
e estou sendo mais feliz com isso
afinal, dava uma trabalheira regar todos os sentimentos:
a raiva, a inveja, a tristeza, as alegrias, a felicidade, a incompreensão, o desânimo, a coragem, os medos - ah, esses mereciam serem podados!
Alguns podei, outros arranquei mesmo
ando pelas ruas sem procurar rostos familiares
ando pensando no que vou mudar
ando e quando tropeço, na maioria das vezes, apenas limpo a roupa
sei que não haverá tesouros escondidos
pinto meu cabelo com amor
faço minhas unhas como uma dondoca
coloco um lenço no pescoço para evitar algum vampiro, hehe
mantenho meus pés bem hidratados
tomo meu banho quente e com a água deixo as preocupações irem
pois o que quero é o presente
chega do passado
chega só de futuro
respiro fundo e vou a luta, afinal, é todo o dia
sei que não há príncipes encantados
e o lobo mau a vovozinha já pegou
então, nem sei o que esperar, por isso, fico aqui, na minha
e tanta coisa boa no mundo
e tanta coisa ruim também
e um tudo de coisas pra administrar
é melhor que certas coisas entrem no esquecimento
O melhor a fazer é colocar a pedra sobre isso e aquilo
o melhor a fazer é esquecer o que sentiu sobre pessoas que admirava
pois essas, também tem seus esquecimentos
e devemos nos presentear em não lembrar mais delas
penso que não quero cometer injustiças, não gosto de recebê-las
mas devo seguir adiante, sem cometer os erros que cometem comigo
quero continuar a fazer o que amo
e vou,
vou fazer
vou esquecer o esquecível
vou materializar sonhos possíveis
e sempre com um sorriso no rosto - esse é o significado do meu nome, devo honrá-lo
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
e tudo perde o sentido
e tudo perde o sentido...
você parece de vidro, as pessoas olham através do seu corpo
através da sua existência
das suas memórias...
pois não se importam com o humano em você
"será que dói?" - não se perguntam
aliás, procuramos não perguntar o que não queremos saber da resposta
cada um carrega o que pôs dentro de sua mala
eu, expectativas
os outros... bem, não sei ao certo, mas desconfio que não é o mesmo que eu
e fico nessa angústia do certo e errado
do futuro e do conforto
dos ideais e a realidade
realidade é um mal
mal necessário
necessário para querer enlouquecer de vez
tenho um braço que dói
um coração em farrapos
um cérebro que não descansa
minha professora me disse que tenho que ter calma
vou aprender tudo ao seu tempo
estou indo bem
pena, ela não me conhece
ir bem é pouco pra mim
aprender ao seu tempo, não me serve
optei pela metodologia
mas minha voracidade não se aquieta
tenho que ser a melhor
por isso, não tenho muitos amigos - e duvido dos que tenho!
por isso sou uma pessoa que só buscam para resolver problemas imediatistas
e é por isso que cada dia me decepciono mais com as pessoas
odeio inglês, mas se é pra aprender, que se rápido
se é para me machucar que seja grande
se é pra doer que seja intenso
sou uma mulher com fragilidades
odeio me sentir abandonada
mas isso eu não consigo mudar
e sabe, tudo perde sentido
quando quero me provar
quando quero que os outros me vejam forte
porque, na verdade
não sou nada
só um amontoado de cálcio, água, proteínas e bastante gordura
é insensatez perder o tempo pensando nisso... mas escrever
me lembra a penseira do Dumbledore
e assim tento ver de diferentes maneiras
não consigo ver
e perde sentido
as lágrimas, as saudades, as alegrias
e busco um aplauso que jamais virá
não há sentido em momologar
não há sentido em esperar dos outros até o que podem lhe dar
e eu pergunto: há sentido em viver?
você parece de vidro, as pessoas olham através do seu corpo
através da sua existência
das suas memórias...
pois não se importam com o humano em você
"será que dói?" - não se perguntam
aliás, procuramos não perguntar o que não queremos saber da resposta
cada um carrega o que pôs dentro de sua mala
eu, expectativas
os outros... bem, não sei ao certo, mas desconfio que não é o mesmo que eu
e fico nessa angústia do certo e errado
do futuro e do conforto
dos ideais e a realidade
realidade é um mal
mal necessário
necessário para querer enlouquecer de vez
tenho um braço que dói
um coração em farrapos
um cérebro que não descansa
minha professora me disse que tenho que ter calma
vou aprender tudo ao seu tempo
estou indo bem
pena, ela não me conhece
ir bem é pouco pra mim
aprender ao seu tempo, não me serve
optei pela metodologia
mas minha voracidade não se aquieta
tenho que ser a melhor
por isso, não tenho muitos amigos - e duvido dos que tenho!
por isso sou uma pessoa que só buscam para resolver problemas imediatistas
e é por isso que cada dia me decepciono mais com as pessoas
odeio inglês, mas se é pra aprender, que se rápido
se é para me machucar que seja grande
se é pra doer que seja intenso
sou uma mulher com fragilidades
odeio me sentir abandonada
mas isso eu não consigo mudar
e sabe, tudo perde sentido
quando quero me provar
quando quero que os outros me vejam forte
porque, na verdade
não sou nada
só um amontoado de cálcio, água, proteínas e bastante gordura
é insensatez perder o tempo pensando nisso... mas escrever
me lembra a penseira do Dumbledore
e assim tento ver de diferentes maneiras
não consigo ver
e perde sentido
as lágrimas, as saudades, as alegrias
e busco um aplauso que jamais virá
não há sentido em momologar
não há sentido em esperar dos outros até o que podem lhe dar
e eu pergunto: há sentido em viver?
sábado, 18 de agosto de 2012
Comédia
Comecei inglês.
Sim, odeio o inglês por ter sido tão pressionado que era a língua universal. Discordo, sempre discordarei!
Se era pra ter língua universal deveria ser o esperanto, linguagem que deve, por excelência ser ensinada gratuitamente!
Ok. Sou uma idealista!
Mas aí, depois de 16 anos sem nem tocar nele, vejo meu filho reprovado no primeiro trimestre nessa disciplina. Não poderia mais negligenciar isso. Não mais poderia odiar e dar as costas. Também, teria que no futuro estudar muito francês e mais espanhol para dar conta dos futuros estudos.
Decidi entrar pro inglês. A coisa era pra ser, pois tive 65% (ou mais) de desconto.
Comecei. Tá, não comecei no primeiro dia, consegui dar mil desculpas e não entrar naquela sala com as colegas e professora -eu nem queria estar lá!
Mas ok, na aula seguinte cheguei 20 minutos atrasada.
Então começou a triste jornada.
Shnitzel, amigo do Chowder se comunica sempre por "wrada, wrada, wrada". Bem, é assim que escuto minha professora de de inglês falando:
wrada, wrada, wrada like wrada, wrada, wrada good...
My parents wrada, wrada, wrada.
wrada, wrada, wrada boy...
E as aulas se vão dessa forma. Cada vez que ela fala eu peço explicações, ela diz que não pode traduzir... Até que na primeira aula ela desistiu e disse que no meu caso ela explicaria em português.
poxa... no meu caso... meu caso é grave! Pensei. Depois ri muito.
Sempre olho como desventuras em série minhas investidas!
Mas na outra aula, ela falou, eu não entendi (novidade), então ela falou bem devagar. Disse que não entendia, ela falou mais devagar... aí não me aguentei: "olha, tu pode silabar que eu não vou entender!!!" Isso geralmente vem acompanhado de risos meus, que não aguento tanta ignorância minha.
Mas a professora é uma guerreira, sabe. Ela desenha, ela interpreta, dança, sobe na cadeira... e eu lá, tentando entender.
Depois de 3 aulas eu tô melhor.
Na primeira aula eu respondia em espanhol, na segunda já dizia ok, no, yes, again...
Eu vou encontrando padrões e assim consigo memorizar as coisas. Estudo em casa, estudo com meu filho, e tentamos elaborar comunicações em inglês, sem medo de ser (in)feliz com a pronúncia ou verbos no tempo certo - por enquanto!
É uma comédia, mais rio que aprendo, mas lembro de tudo do que ri, então quem sabe um dia eu saiba falar, escrever, ler e escutar?
É um mega desafio estar lá, pra saberem que eu não domino algo, mas... as vezes temos que nos mostrar com nossas fragilidades, não é mesmo?
Sim, odeio o inglês por ter sido tão pressionado que era a língua universal. Discordo, sempre discordarei!
Se era pra ter língua universal deveria ser o esperanto, linguagem que deve, por excelência ser ensinada gratuitamente!
Ok. Sou uma idealista!
Mas aí, depois de 16 anos sem nem tocar nele, vejo meu filho reprovado no primeiro trimestre nessa disciplina. Não poderia mais negligenciar isso. Não mais poderia odiar e dar as costas. Também, teria que no futuro estudar muito francês e mais espanhol para dar conta dos futuros estudos.
Decidi entrar pro inglês. A coisa era pra ser, pois tive 65% (ou mais) de desconto.
Comecei. Tá, não comecei no primeiro dia, consegui dar mil desculpas e não entrar naquela sala com as colegas e professora -eu nem queria estar lá!
Mas ok, na aula seguinte cheguei 20 minutos atrasada.
Então começou a triste jornada.
Shnitzel, amigo do Chowder se comunica sempre por "wrada, wrada, wrada". Bem, é assim que escuto minha professora de de inglês falando:wrada, wrada, wrada like wrada, wrada, wrada good...
My parents wrada, wrada, wrada.
wrada, wrada, wrada boy...
E as aulas se vão dessa forma. Cada vez que ela fala eu peço explicações, ela diz que não pode traduzir... Até que na primeira aula ela desistiu e disse que no meu caso ela explicaria em português.
poxa... no meu caso... meu caso é grave! Pensei. Depois ri muito.
Sempre olho como desventuras em série minhas investidas!
Mas na outra aula, ela falou, eu não entendi (novidade), então ela falou bem devagar. Disse que não entendia, ela falou mais devagar... aí não me aguentei: "olha, tu pode silabar que eu não vou entender!!!" Isso geralmente vem acompanhado de risos meus, que não aguento tanta ignorância minha.
Mas a professora é uma guerreira, sabe. Ela desenha, ela interpreta, dança, sobe na cadeira... e eu lá, tentando entender.
Depois de 3 aulas eu tô melhor.
Na primeira aula eu respondia em espanhol, na segunda já dizia ok, no, yes, again...
Eu vou encontrando padrões e assim consigo memorizar as coisas. Estudo em casa, estudo com meu filho, e tentamos elaborar comunicações em inglês, sem medo de ser (in)feliz com a pronúncia ou verbos no tempo certo - por enquanto!
É uma comédia, mais rio que aprendo, mas lembro de tudo do que ri, então quem sabe um dia eu saiba falar, escrever, ler e escutar?
É um mega desafio estar lá, pra saberem que eu não domino algo, mas... as vezes temos que nos mostrar com nossas fragilidades, não é mesmo?
sábado, 28 de julho de 2012
é...
Parece meio, muito, cafona usar letras de música, mas na verdade, essa sou eu. Declaro minhas ideias com citações de livros, filmes, músicas e até frases que comunicam apenas uma situação entre pessoas que nos colocam ao mesmo tempo na intimidade e veracidade da nossa relação.
Gosto disso, e por gostar, não me importo muito com o que os outros vão pensar. Aliás, é por não me importar mais que lembrei dessa música, Capital Inicial, "À sua maneira". Assisti o clip uma centena de vezes... me dava pena do cara, depois, entendi que ela deveria mesmo era só curtir o que dava com ele e o resto, era o resto. O resto a gente dá pros cachorros... o resto vai pro lixo... o resto, ninguém quer.
Até o resto dos sonhos devem ter um lugar pra ficar.
Gosto disso, e por gostar, não me importo muito com o que os outros vão pensar. Aliás, é por não me importar mais que lembrei dessa música, Capital Inicial, "À sua maneira". Assisti o clip uma centena de vezes... me dava pena do cara, depois, entendi que ela deveria mesmo era só curtir o que dava com ele e o resto, era o resto. O resto a gente dá pros cachorros... o resto vai pro lixo... o resto, ninguém quer.
Até o resto dos sonhos devem ter um lugar pra ficar.
Não mandarei
Cinzas de rosas
Nem penso em contar
Os nossos segredos
Cinzas de rosas
Nem penso em contar
Os nossos segredos
Naquele amor
À sua maneira
Perdendo o meu tempo
A noite inteira...
À sua maneira
Perdendo o meu tempo
A noite inteira...
A noite inteira... já passei a noite inteira muitas vezes. Agora. A noite é espaço pra dormir bem dormido.
Adeus, sonhos. 0800 realidade!
terça-feira, 24 de julho de 2012
Só o melhor pra mim!
E eu descobri que é bom estar aqui, assistindo meus filmezinhos.
Consegui passar a barreira e solicitar alguém para me ajudar na minha casa (casa que gosto de dizer: não é minha).
Consegui, hoje, falar mais uma vez o quanto odeio e não suporto determinadas pessoas.
Hoje, um passo a meu favor foi dado, quem sabe, nos próximos 6 meses não ouviremos falar em abismais mudanças?
Fico feliz por sexta-feira eu estar com tudo organizado para a volta as aulas.
Fico feliz por amanhã ter a oportunidade de rever uma pessoa maravilhosa.
Fico grata por poder tê-la de vez em quando falando comigo.
É maravilhoso poder ter momentos felizes, de poder estar com pessoas que amamos. Hoje passei uma parte do dia com meu filho e ele está tão grande, tão maravilhoso, não precisaria de nada, só ele me
bastaria para viver. Então eu vejo que ele em poucos anos terá uma menina que amará. Receberei ela
em casa, tentarei ser educada, simpática. Ela terá defeitos. Defeitos horrendos e ele a amará assim mesmo. Eu verei o lado escuro da força nela ou nelas... e terei que ter um sorriso no rosto, para fazer de conta que ela é muito maravilhosa.
Meu irmão está com uma namorada, coisa estranha para nós, ele nunca me apresentou a ninguém. Minha mãe já apresentou muitas falas de certo ciúme. Que coisa, eu sabia que ela tinha ciúme de mim, mas do meu irmão é chato. Eu olho, escuto e me dou conta que acho que terei essas maluquices.
A gente espera um ideal, e, nem sempre acontece.
Essa menina, vai amar meu filho. Eu gostarei dela por isso. Quando ela encontrar defeitos nele, é como se ela dissesse: "o tia, tua fábrica não presta!" E, por Deus, sou capaz de dizer umas boas pra ela.
Eu não falo com os avós paternos do meu filho, as festas de aniversário são separadas, há muitos anos já não participo de nada com eles. Poderíamos ter tido uma relação mais amistosa. Mas quando me
separei pela primeira vez, aquela mulher disse a todos que meu nome não era para ser pronunciado na casa dela.
Eu ergui o filho dela, dei independência, fiz dele o homem que é. Ela deveria ter orgulho.
Um dia, uma mulher irá fazer o que não consegui fazer com o meu filho.
Um dia, ela irá jogar na minha cara que meu lindo teve limites, mas dando a mão a ele, eles conseguiram. E terei de ficar feliz.
Talvez ela não seja o que sonhei - e confesso, até agora, só pensei em pessoas terríveis, pois se for melhor, será lucro - e daí, é difícil superar...
Eu descobri meu lugar.
Ser e viver MÃE.
Nada melhor, nada mais perfeito que curtir a melhor coisa que poderia ter tido na vida.
Minha irmã disse que eu tive meu filho por querer tê-lo, não por querer uma família, casar e sossegar. Eu queria ser mãe. Sou!
E quem sabe não fui egoísta, mas por tudo que já passei, não me arrependo de nada. E meu maior tesouro é ele.
Escolhi um homem na minha vida. O melhor deles! :)
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Idiota
E...
quando você pensa que não há mais nada a te surpreender,
quando pensa que não pode mais ser dada como idiota,
quando finalmente tem a certeza de quase tudo,
e, quando entende que a vida é dura e amarga...
Vem ela com um copo de fel, uma máquina medieval de tortura e um dicionário com todas as suas burrices elencadas!
Sim, para as pessoas mais cultas, que buscam aprender e saber coisas espetaculares e tentar se destacar em meio a multidão está reservada a placa para ela, caso queira amar: imbecil!
Pois você foi burra demais, querida demais, solícita demais, amorosa, bem feitora, justa, caridosa, e mais uma porção de osa... pessoas não gostam de pessoas assim. Elas só precisam em algum momento de seres assim.
Lembro das vezes que que disse não mais falar, escrever ou emitir sinais de vida. Lembro que minha psicóloga falou que romper nem sempre é o ideal, porque ser tão radical?
Acho, como muitas vezes achei (tendo certeza) que ela não era uma pessoa muito inteligente nesse negócio de sofrimento.
Passei anos dizendo que não queria que as pessoas sofressem por amor, esse é pior sentimento que alguém pode ter. Hoje acho que cada um deve sentir isso ao menos uma vez, pra poder olhar pra traz e se dar conta das pisadas que deram em quem mandaram embora de suas vidas. Isso não vai mudar o passado, mas o futuro delas. Mas isso não acontece.
Ninguém prometeu que seria fácil viver ou agradável, só suportável.
Suportável!
Olha, vejo pessoas por aí, com uma vida muquirana, com poucos desafios, dores e dissabores e choram mais do que eu. Mas tá aí, cada um carrega o que suporta.
As vezes eu canso.
As vezes eu desisto.
As vezes tenho a nítida percepção das minhas idiotices.
Nas outras vezes, vejo sempre.
E tudo perde o sentido...
E no final das contas eu sou a responsável por essa merda toda.
Pelos sucessos também, com louvor cada pedra carregada.
Não é todo mundo que já tem especialização aos 30 e poucos anos. Não é todo mundo que tem o salário que eu tenho - ok, trabalho muito, mas agora ando recebendo melhor. Não é todo mundo que tem todas as minhas leituras, tem gente que nem sabe o que é leitura ou que se ganha com isso e as minhas, meu caro, são em sua maioria científicas, o que a maioria acha enfadonha a leitura. Tenho tanto, tanto a oferecer, que não há lacunas para preencher.
É assim, se o homem não acha que necessita preencher algo numa relação, ele nem entra. E sou assim mesmo, cara de má, de mulher auto suficiente, auto-gestora de tudo, nada de você comandar minhas decisões.
Então, com tudo isso, tenho plena certeza que sou uma idiota. Perdi o tempo correndo atrás de fadas, de elfos e que me restou foram anões de circo.
E afinal, não é? Pareço com o cavalo, preso por uma corda, numa cadeira. Basta eu me mexer e sair. Mas minha condição mental é pior que a física. Por isso se justifica minha prisão: sempre pensando nos sentimentos dos outros do que os meus, no equilíbrio dos outros enquanto durmo com remédios. Não sou digna de pena, posso sair a qualquer momento, sou forte pra isso, só não acredito que ficará melhor depois da mudança.
Sou idiota por acreditar nas pessoas, por não acreditar em minha força e principalmente por esperar migalhas.
E a vida vive, incansavelmente, me dizendo que devo mudar, me dá motivos, fatos e descrições bem elaboradas das coisas que devo mudar e mesmo assim, continuo aqui, sentada na calçada esperando... E a vida diz: espera pelo quê, só se espera pelo que foi prometido, não pelo que julgas importante esperar. Pergunto pelo livre arbítrio, e ela responde que até isso nós pagamos. Vê, explica ela, suas dores, seus rancores, sua falta de sono, seu excesso de trabalho é tudo para fugir de quem você se tornou, de quem realmente pode assumir que é, continua querendo ser a frágil, mas pra essa existência, não. Nessa vida será a que caminha sozinha, não importa com quantas pessoas esteja. Te presenteei com a criatura mais fiel e rejeitas diariamente. Te dei a solidão. Abraça-a e torna-te quem deve te tornar. Deixa de ser idiota, e todas as palavras que gosta de te auto-flagelar e repetir como o Simas: A dor é boa.
Então, me levantei e vi que a poeira não é tão espessa quando estamos de pé. Pude ver o horizonte, o sol se pondo. Eis que a noite começa e lá onde melhor vejo o mundo, é quando tudo faz sentido, é o quando, de mãos dadas com essa velha amiga que darei meus passos novamente e serei feliz com que me foi dado.
Quem sabe não serei mais idiota!
terça-feira, 17 de julho de 2012
Fragmentos
e na verdade, o que nos resta
o que nos move
o que nos reserva
o que realmente damos ao mundo é
fragmentos
Damos pouco ou quase nada de nós
nos relacionamentos não nos mostramos como somos
apenas uma parte
parte essa que parece um mundo
nosso mundo
nossos segredos
nossos medos
E quando nos deparamos com aquele que amamos
prometemos dar esse mundo
Dificilmente alguém olhará para você
todos estão acostumados com fragmentos
farelos
átomos de sensibilidade
Você fica frustrado
como assim, o meu tudo não te serve?
Ah, querido
um mundo é muito
jamais se saberia por onde começar
tudo que é demais perde a graça
o ser humano precisa sofrer para amar
Então começo a entender
não damos o suficiente para que o outro corra atrás
não falamos toda a verdade para que continuem dúvidas e assunto pra depois
não servimos toda a lasanha, pois temos que pensar no almoço de amanhã...
Nunca de todo, nunca tudo
sempre uma parcela frágil de bem querer
Não nasci para isso
sou voraz
sou uma mulher de grandes apetites
não preciso comer com as mãos, posso usar garfo e faca
ser delicada, mas nunca pela metade
posso ter usado máscaras
contado mentiras
mas jamais meias verdades
Fragmento de amor é o mesmo que parte de um espelho
não reflete o que é, sangra as mãos de quem segura ele.
o que nos move
o que nos reserva
o que realmente damos ao mundo é
fragmentos
Damos pouco ou quase nada de nós
nos relacionamentos não nos mostramos como somos
apenas uma parte
parte essa que parece um mundo
nosso mundo
nossos segredos
nossos medos
E quando nos deparamos com aquele que amamos
prometemos dar esse mundo
Dificilmente alguém olhará para você
todos estão acostumados com fragmentos
farelos
átomos de sensibilidade
Você fica frustrado
como assim, o meu tudo não te serve?
Ah, querido
um mundo é muito
jamais se saberia por onde começar
tudo que é demais perde a graça
o ser humano precisa sofrer para amar
Então começo a entender
não damos o suficiente para que o outro corra atrás
não falamos toda a verdade para que continuem dúvidas e assunto pra depois
não servimos toda a lasanha, pois temos que pensar no almoço de amanhã...
Nunca de todo, nunca tudo
sempre uma parcela frágil de bem querer
Não nasci para isso
sou voraz
sou uma mulher de grandes apetites
não preciso comer com as mãos, posso usar garfo e faca
ser delicada, mas nunca pela metade
posso ter usado máscaras
contado mentiras
mas jamais meias verdades
Fragmento de amor é o mesmo que parte de um espelho
não reflete o que é, sangra as mãos de quem segura ele.
domingo, 15 de julho de 2012
Determinação
Determinação, alguns acham que eu não tenho.
As vezes vejo esses "achos" que me dizem como muito autoritários, cheios de mal entendimentos, mal julgamentos!
Mas é isso, quem não vive nossos temores, não conhece nossos monstros.
As vezes são as pessoas mais experientes que te dizem que deve fazer isso e desse jeito.
Querem que me sinta covarde nas minhas decisões.
Mas há de se convir: a gente cansa, precisa dar pausa para depois continuar. Muitas vezes não consigo ser o que queriam de mim. Mas tenho certeza que as pessoas estão altamente erradas em pensar que tenho que fazer tudo o que querem. O que lhes parece ser o certo. Se assim o fossem, por que diabos não resolvem suas vidas?
Determinação não é resolver de imediato tudo. É reconhecer o tempo certo e adequado para plantar, regar, colher e comer e as vezes, entre uma fase e outra, pode se ter anos de espera.
As vezes vejo esses "achos" que me dizem como muito autoritários, cheios de mal entendimentos, mal julgamentos!
Mas é isso, quem não vive nossos temores, não conhece nossos monstros.
As vezes são as pessoas mais experientes que te dizem que deve fazer isso e desse jeito.
Querem que me sinta covarde nas minhas decisões.
Mas há de se convir: a gente cansa, precisa dar pausa para depois continuar. Muitas vezes não consigo ser o que queriam de mim. Mas tenho certeza que as pessoas estão altamente erradas em pensar que tenho que fazer tudo o que querem. O que lhes parece ser o certo. Se assim o fossem, por que diabos não resolvem suas vidas?
Determinação não é resolver de imediato tudo. É reconhecer o tempo certo e adequado para plantar, regar, colher e comer e as vezes, entre uma fase e outra, pode se ter anos de espera.
A mulher
Essa noite de frio eu sonhei com ela
aquela mulher forte, pela qual me senti tão acolhida
pela qual dirigi meu olhar e tentei, humildemente imitar.
Lá estava ela: linda
me esperava.
E disse a ela: não se preocupe, desta vez eu não irei chorar!
No meio de uma das minhas gargalhadas senti vontade de sair correndo
não deu tempo, ele havia chegado
nunca dá tempo
nunca fujo por completo
Mas o melhor é ela
de tudo, acho que a saudade maior é dela
dos carinhos, dos sorrisos, da mão que afagava minha cabeça
que me servia comida...
Coisas que parecem ser tão simples.
Fizeram toda a diferença.
Quando alguém fala de uma grande pessoa, para mim é ela
quem tanto suportou por seus ideais!!!
Acordei feliz por vê-la.
Ela é, de alguma forma, um lugar no meu passado que me alimenta
que me diz que posso ser mais
que todas as minhas escolhas, um dia serão reconhecidas, por alguém
pois se ela fez tanta diferença em minha vida em apenas 7 meses...
Eu também, para alguém, deverei fazer!
Não importa quem eu tenha sido, feito ou escolhido,
alguém, nesse mundão também verá, em mim, coisas espetaculares!
E eu não sei e não quero esquecer a mulher que mostrou que amar os filhos, vale qualquer sacrifício!
Que quando se é mãe, não se está só, somos mais que um, qualquer escolha precisa ser
reavaliada!!!
Pois, por pior que possa ser nossas escolhas para o filho, ainda assim, fizemos o possível para tornar a vida deles melhor, menos pesada, mais leve e tranquila! Por mais que eles mesmos não
compreendam!
Vou levar comigo sempre o que aprendi a ver!
aquela mulher forte, pela qual me senti tão acolhida
pela qual dirigi meu olhar e tentei, humildemente imitar.
Lá estava ela: linda
me esperava.
E disse a ela: não se preocupe, desta vez eu não irei chorar!
No meio de uma das minhas gargalhadas senti vontade de sair correndo
não deu tempo, ele havia chegado
nunca dá tempo
nunca fujo por completo
Mas o melhor é ela
de tudo, acho que a saudade maior é dela
dos carinhos, dos sorrisos, da mão que afagava minha cabeça
que me servia comida...
Coisas que parecem ser tão simples.
Fizeram toda a diferença.
Quando alguém fala de uma grande pessoa, para mim é ela
quem tanto suportou por seus ideais!!!
Acordei feliz por vê-la.
Ela é, de alguma forma, um lugar no meu passado que me alimenta
que me diz que posso ser mais
que todas as minhas escolhas, um dia serão reconhecidas, por alguém
pois se ela fez tanta diferença em minha vida em apenas 7 meses...
Eu também, para alguém, deverei fazer!
Não importa quem eu tenha sido, feito ou escolhido,
alguém, nesse mundão também verá, em mim, coisas espetaculares!
E eu não sei e não quero esquecer a mulher que mostrou que amar os filhos, vale qualquer sacrifício!
Que quando se é mãe, não se está só, somos mais que um, qualquer escolha precisa ser
reavaliada!!!
Pois, por pior que possa ser nossas escolhas para o filho, ainda assim, fizemos o possível para tornar a vida deles melhor, menos pesada, mais leve e tranquila! Por mais que eles mesmos não
compreendam!
Vou levar comigo sempre o que aprendi a ver!
sábado, 30 de junho de 2012
Férias, férias, férias...
“Preciso de férias, Gandalf,
férias muito longas, e não pretendo voltar”
Depois
de 4 meses trabalhando dois turnos, vejo o suficiente como 8 meses, quase um
ano completo. Por isso acho que cheguei a tamanho cansaço hoje. Venho
trabalhando cerca de 2 a 3 sábados nas escolas e ainda tem as provas para
fazer, os cursos preparatórios para concurso, grupos de estudos, provas para
corrigir, vida em família... impossível estar conciliando tudo isso. Tenho meu
tratamento odontológico, caro. Tenho os cursos: caros. Tenho a auto escola, que
requer tempo e não terminarei antes de setembro.
Com
24 horas por dia, vejo elas passarem rapidamente, já que trabalho fora cerca 9
horas normalmente, e quando tenho reuniões, trabalho 11 horas. Mais o tempo em
casa... para planejar, afinal, nada é por acaso!
Trabalho
demais e ainda tenho que estudar para elaborar materiais para minhas habituais
palestras solidárias na formação de professores na rede pública.
Não
quero me fazer de mártir, ao contrário. Tenho a felicidade de trabalhar muito e
focar minha vida como uma máquina: trabalho. Se dizem que o trabalho dignifica
o homem, acho que sou muito digna de tudo, hehe.
Fico
satisfeita em fazer tudo isso, as vezes me pergunto como consigo, e parece que
está no automático. Então tenho medo que algo acabe com tudo isso.
Preciso
de férias, preciso descansar. Queria ir a serra, tomar vinho, comer comidas
deliciosas... queria ir a minha amada Nova Petrópolis, onde como delícias e
passeio em lugares lindos. Preciso da serra, assim como Bilbo precisa novamente
das montanhas.
Comprei
o Hobbit, estou devorando a leitura. Ah, leio a noite, antes de dormir, cerca
de 20 minutos, pois já estou exausta quando o pego nas mãos. Mas durmo feliz.
E depois
de tudo isso, de 4 meses de muiiito trabalho vejo que alcancei o havia pedido:
trabalho. Assim, eu conseguiria esquecer de vez meus sonhos idiotas. Hoje me
peguei falando da época áurea de ter vivido com aquela maravilhosa família. E
foi só saudade, não havia mais aquele desejo de voltar, enfim meu coração
entendeu a diferença entre sentir falta e tentar sanar a falta com a mesma
coisa. Estou bem. Estou preenchida, nem que seja o tempo e a energia naquilo
que amo fazer.
Minha
mãe diz que perderei minha juventude nisso. Bem, fiz escolhas e agora preciso
resolver da melhor maneira. Devo arcar com cada consequência, é necessário e
justo que os inocentes sejam cuidados. Acho que já envelheci. Acho que não há
como voltar.
Espero,
até os 37 anos ter minha filha, para saber o que é ter uma parceira. Mas não se
engane, não serei menos racional que hoje para tê-la.
Cada
dia guarda seu mistério. Preciso de longas férias dessa vida, mas o dia não é
hoje. Haverá o dia em que não terei mais forças para lutar, mas esse dia não é
hoje...
sábado, 23 de junho de 2012
Hoje, ontem e amanhã
Hoje fiz um teste...
dizia que era pavio curto, criativa, guerreira, aventureira, vinfluente e possessiva. OK!
OK!
Hoje li sobre amores não correspondidos. OK. Isso acontece.
Anteontem sonhei com a filha que desejo ter.
Ontem caminhei por onde gostaria de morar.
hoje quero delinear meu futuro.
Pela manhã decidi como fazer.
Já tirei pessoas da minha vida para não mais me atrasarem, desumano? Não, prática.
Reprimi sentimentos para não mais me ferir, idiota? Não, racional.
Impus metas organizadas para garantir sucesso nos meus investimentos. Fria e calculista? Não, objetiva.
Deixei de acreditar no amor. Desiludida? Não, sensata.
Continuo a comer chocolates, a tomar fanta, a rir de bobagens, rever filmes, citar frases, ler muito, admirar paisagens, sonhar, ensinar, prever coisas que os outros vão se dar mal! - porque pra se dar bem dá um mega trabalho! Sim, "continuo aqui, meu trabalho, meus" gatos. "E me lembro de você, em dias assim, dia de chuva, dia de sol. do resto, não sei dizer..."
Pois é, no dia que decidi que minhas lembranças não eram fantasmas, me senti segura.
No dia que decidi que um amor jamais se esquece e que isso não quer dizer sofrer, fui feliz.
No dia que pude lhe dizer adeus verdadeiro, me senti livre - livre para me amar e deixar de querer que me amasse, que fosse digna de seu olhar para existir. Nesse dia, a liberdade sentou-se comigo no jantar e ficou pro café da manhã...
No dia em que entendi que posso enxergar sem óculos, entendi que é possível discernir imagens mesmo sendo elas meio borradas! É possível viver na sinestesia...
Então percebi que da vida, só podemos ter o tempo presente. E descobri que você não está mais nesse tempo. Entendi, a duras penas que eu não sou presente, que também faço parte de algum passado pra outros... e aí fiquei aliviada. Sem mais peso de responsabilidades.
A compreensão só vem com o tempo, e o tempo é perfeito em mostrar os espaços abismais entre os seres... Seja a morte, seja a separação, seja o desamor, seja a inaptidão...
Escutei aquela música - e geralmente escuto os nacionais, uma diferença universal! - eu sei que vou te amar, por toda a minha vida vou te amar, desesperadamente...
Aí, pensei que o poeta havia sentido o que sentia. será que hoje ele cantaria a mesma coisa? Eu cantaria assim? Não.
Cantaria:
eu sei que te amei, por toda a minha vida jurei te amar, desesperadamente eu te amei... e cada verso meu, amor... reescrevi, pois saiste da minha vida.
Cada verso meu é lembrança.
Cada verso meu já dobrou a esquina, e "na volta da esquina" meus poeminhas viram outra rua.
Quando sonhei com minha futura filha, e claro, desejei sua personalidade queria que ela fosse forte, para aguentar essa vida nesse mundão de Deus, que fosse meiga para com seus amores, que fosse decidida no que quisesse fazer e objetiva ao traçar sua vida. Que fosse muito melhor que eu, para eu ter orgulho de que mesmo imperfeita, tivesse chegado perto da perfeição com essa mulher que ela um será.
Me perguntei como fazer isso. Parece lógico: copular, engravidar e seguir o percurso.
Mas de alguma forma me pareceu óbvio: querida, chegará o momento certo, como para cada aprendizagem tu teve um. Acalma teu coração, segue o teu ritmo e tudo "acabará bem". Terás tudo que for necessário para construir teus sonhos. Faça o necessário e depois o possível e dentre em breve, fará o que julgava impossível.
Foi assim o tempo todo, hoje eu sei ler as páginas da minha vida e do futuro eu tenho mais medo.
Eu virei as páginas do passado e sigo para o futuro com as malas vazias, esperando fatos para guardar dentro delas. Em meu coração guardo algumas coisas inesquecíveis e que sempre me farão humana: um amor vivido na intensidade, a coragem de dizer o que sentia, um amor de mãe, uma família, a
aprendizagem contínua e a certeza nas incertezas de que posso arriscar com moderação, mudar cada vez que for necessário sem deixar de ser a guerreira de sempre, a possessiva, a criativa...
E do resto, eu até sei dizer, mas os outros não estão prontos para escutar!
dizia que era pavio curto, criativa, guerreira, aventureira, vinfluente e possessiva. OK!
OK!
Hoje li sobre amores não correspondidos. OK. Isso acontece.
Anteontem sonhei com a filha que desejo ter.
Ontem caminhei por onde gostaria de morar.
hoje quero delinear meu futuro.
Pela manhã decidi como fazer.
Já tirei pessoas da minha vida para não mais me atrasarem, desumano? Não, prática.
Reprimi sentimentos para não mais me ferir, idiota? Não, racional.
Impus metas organizadas para garantir sucesso nos meus investimentos. Fria e calculista? Não, objetiva.
Deixei de acreditar no amor. Desiludida? Não, sensata.
Continuo a comer chocolates, a tomar fanta, a rir de bobagens, rever filmes, citar frases, ler muito, admirar paisagens, sonhar, ensinar, prever coisas que os outros vão se dar mal! - porque pra se dar bem dá um mega trabalho! Sim, "continuo aqui, meu trabalho, meus" gatos. "E me lembro de você, em dias assim, dia de chuva, dia de sol. do resto, não sei dizer..."
Pois é, no dia que decidi que minhas lembranças não eram fantasmas, me senti segura.
No dia que decidi que um amor jamais se esquece e que isso não quer dizer sofrer, fui feliz.
No dia que pude lhe dizer adeus verdadeiro, me senti livre - livre para me amar e deixar de querer que me amasse, que fosse digna de seu olhar para existir. Nesse dia, a liberdade sentou-se comigo no jantar e ficou pro café da manhã...
No dia em que entendi que posso enxergar sem óculos, entendi que é possível discernir imagens mesmo sendo elas meio borradas! É possível viver na sinestesia...
Então percebi que da vida, só podemos ter o tempo presente. E descobri que você não está mais nesse tempo. Entendi, a duras penas que eu não sou presente, que também faço parte de algum passado pra outros... e aí fiquei aliviada. Sem mais peso de responsabilidades.
A compreensão só vem com o tempo, e o tempo é perfeito em mostrar os espaços abismais entre os seres... Seja a morte, seja a separação, seja o desamor, seja a inaptidão...
Escutei aquela música - e geralmente escuto os nacionais, uma diferença universal! - eu sei que vou te amar, por toda a minha vida vou te amar, desesperadamente...
Aí, pensei que o poeta havia sentido o que sentia. será que hoje ele cantaria a mesma coisa? Eu cantaria assim? Não.
Cantaria:
eu sei que te amei, por toda a minha vida jurei te amar, desesperadamente eu te amei... e cada verso meu, amor... reescrevi, pois saiste da minha vida.
Cada verso meu é lembrança.
Cada verso meu já dobrou a esquina, e "na volta da esquina" meus poeminhas viram outra rua.
Quando sonhei com minha futura filha, e claro, desejei sua personalidade queria que ela fosse forte, para aguentar essa vida nesse mundão de Deus, que fosse meiga para com seus amores, que fosse decidida no que quisesse fazer e objetiva ao traçar sua vida. Que fosse muito melhor que eu, para eu ter orgulho de que mesmo imperfeita, tivesse chegado perto da perfeição com essa mulher que ela um será.
Me perguntei como fazer isso. Parece lógico: copular, engravidar e seguir o percurso.
Mas de alguma forma me pareceu óbvio: querida, chegará o momento certo, como para cada aprendizagem tu teve um. Acalma teu coração, segue o teu ritmo e tudo "acabará bem". Terás tudo que for necessário para construir teus sonhos. Faça o necessário e depois o possível e dentre em breve, fará o que julgava impossível.
Foi assim o tempo todo, hoje eu sei ler as páginas da minha vida e do futuro eu tenho mais medo.
Eu virei as páginas do passado e sigo para o futuro com as malas vazias, esperando fatos para guardar dentro delas. Em meu coração guardo algumas coisas inesquecíveis e que sempre me farão humana: um amor vivido na intensidade, a coragem de dizer o que sentia, um amor de mãe, uma família, a
aprendizagem contínua e a certeza nas incertezas de que posso arriscar com moderação, mudar cada vez que for necessário sem deixar de ser a guerreira de sempre, a possessiva, a criativa...
E do resto, eu até sei dizer, mas os outros não estão prontos para escutar!
domingo, 17 de junho de 2012
Do que somos feitos
Do que somos feitos
Fico pensando do que somos
feitos.
Alguns dirão: cadeias de
aminoácidos... outros, de coração, mente, musculaturas e gordura... um tanto de
cálcio...
Mas há de saber que
sentimentos fazem parte de nós
Ou será nós fazemos parte de
sentimentos?
O que veio primeiro?
Acho, que, em nossa feitura
no útero de nossas mães, veio primeiramente o desejo, o sentimento de querer
aquela fecundação, portanto, penso que primeiro vieram os sentimentos de
acolhida, para depois a materialidade.
Lembro bem do dia que
engravidei, que sonhei com isso, que disse sim para aquele que se
materializaria em meu filho... era noite e tinha certezas...
Agora, seja noite ou dia, só
tenho incertezas quanto aos meus desejos.
Já mudei planos que pareciam
perpétuos, estou para largar o campo da licenciatura para ir para atrás de uma
mesinha burocrática. É um sonhozinhho pobre, frente as ideologias da
adolescência, não chega perto da paixão de educar. Mas se as coisas
permanecerão iguais, ao menos, que seja duradouro, que seja estável. Um cargo
público. Puxa, sempre recriminei os engomados e sórdidos homens e mulheres da
burocracia deste país. Mas lá vou eu, entendendo que minha vida já não
alcançará as satisfações de um sonho passado.
Então, depois de acreditar
veementemente em sentimentos, em alegrias, em sentido para vida, em missão na
existência humana, me encontro fatidicamente olhando para os pedaços de mim
mesma e querendo o que todos querem: garantias! Garantias de viver com
conforto, e não mais a casinha de sapê. Garantias de viver dando a qualidade de
ensino que o filho precisa ter, mais que merecer, pois isso poderá dar margem
de um futuro mais promissor.
Chega de devaneios. Basta os
sonhos do passado que se mostraram idiotas.
É necessário e urgente que
eu entenda que sonhos tem data de validade e que na vida adulta, amor, desejos
e devaneios são coisas de psicóticos! Coisa de gente que não cresceu.
Bom exemplo disso é: papai
Noel e Coelhinho da Páscoa. Eles nos são apresentados na mais tenra idade, pois
é preciso nos ensinar a sonhar, imaginar e a esperar por algo maior e fora de
nós mesmos. Quando atingimos certa idade, há os processos de ritos de passagem,
os primeiros são desfazer a imagem e vida desses personagens em nossas vidas,
afinal, não existem de fato. Depois, nós nos vingamos e o primeiro inocente que
aparece nós vomitamos a verdade. Não era pra dizer agora, nos dizem, deixa a
criança – ou seja, você não é mais uma – sonhar – ou seja, você perdeu a
credencial para sonhar. Aí você passa um tempo analisando fatos dos adultos e
não quer, nem amarrado, ser como eles. Então sua adolescência é marcada de
rebeldias. Aprende o que é amor – e digo, é só na adolescência que se ama! É lá
que observamos outro ser que parece nos preencher, que parece que o ar melhor
perto dela, que o mundo volta a ter cor. E nós nos doamos, nos esvaímos,
esvaziamo-nos para acolher todo ele... -, e sonhamos com um mundo só nosso,
perfeito.
Acaba, em algum momento o
amor ou a adolescência, ou ambos. E você observa que o mundo parecia ter cores.
Fica deprimido, mas precisa seguir. Até deparar-se com uma família que depende
de você, que necessita de seu trabalho, juízo e equilíbrio. Passa-se mais
alguns anos. E finalmente começa a ensaiar entendimentos: a vida não é bela. A
vida é cruel. Não há sucesso nos sonhos que traçou: há objetivos que deram
certo pela sua persistência, capacidade e um “toque do destino”. O resto, meu
amigo, é só o resto. Um amontoado de lembranças que teimam a existir para que
você se alimente delas e não desista de viver. Pois, um dia foi feliz, quem
sabe, no futiro, você volte a ser? Encontre aquele ou aquela que lhe fará
feliz?
Lamento, não encontrará
ninguém que o ou a fará feliz. Ou você se ajeita e é feliz por conta própria,
ou não é. Não há “outro lado da laranja”, você não é nem laranja! Não há alma
gêmea, há irmãos siameses, mas alma gêmea, é coisa pra quem crê em reencarnação
– eu não acredito nisso, logo, ninguém será meu gêmeo. Também não existem
pessoas a lhe fazer feliz, pois aprender a ser feliz com alguém é saber a sutil
diferença entre conviver e sobreviver. Conviver é saber que outro é um outro e
não sua extensão; saber sobreviver é aturar a pessoa por alguma questão que lhe
seja cara demais para causar efeitos colaterais.
Viver é para os fortes. Sonhar
para as crianças. Amor para os jovens.
Dedicação é aceitar o fardo
sem senti-lo.
Missão é aceitação sublime
do fardo trabalhado com dedicação.
Depressão é o olhar realista
e sem mais sentimento de apreço a essa mesma realidade. É uma tristeza em saber
que não há conserto. Que você não pode fazer nada para mudar.
Dar a volta por cima, é,
para além da triste realidade, a gente conseguir ir vivendo. Gostar do sushi,
da lasanha, da picanha correndo sangue... do papo animado dos amigos, das
madrugadas que passamos conversando e rindo da vida. É não perder o paladar,
apesar de em algumas vezes, meio que neuroticamente ou psicoticamente achara
que todo esse gosto vem da “Matrix”, que há alguém manipulando sua mente. De
fato, há, ela se chama mídia e depois de escutar “teatro dos Vampiros”, tem
certeza disso.
Bem, aí volto ao começo. Já
passei por todas essas fases. Semana passada, mesmo sabendo da minha realidade,
comi sushi como se fosse a última vez. Provei um molho de fungi que odiei, e um
picanha sangrenta, de dar náuseas até nos vampiros da saga crepúsculo!!! Mas eu
gosto disso. Me sinto bem e isso me basta.
Hoje, se dessem a pílula de
voltar a ter a doce ignorância novamente, eu a tomaria sem discussões
filosóficas.
Pois se o maior mal é a
ignorância, não pense que ela não seja a solução para todo o resto! É ela que
faz eleger a maioria dos presidentes. As pessoas voltam a se iludir. Eu voto.
Não anulo nada. Pois não acredito em nada disso. Sei que um estará no poder e
fará o melhor para si, não para o país, não para o planeta. Ele alimentará o
sistema, para usufruir dele.
Como uma pessoa da educação,
tinha a intenção de poder mudar isso. Não há como mudar. Pelo simples fato de
que os indivíduos assim não o querem.
Então, serei eu um Jesus
para salvar esse mundo, não, o último foi assassinado pelos seus! Quero apenas
viver o que me cabe e parar de azucrinar a vida alheia! Me conformar com as
atitudes, entrar no campo de tudo é normal, é só tentar se desviar das balas e
porretes, de resto, a pipoca estão boa e refrigerante gelado... segue o filme,
aumenta os som e dá um paratiquieto nos bacuris.
E somos feitos disso, oh:
Alegrias e desejos...
Tristezas e sofrimentos...
Entendimentos e aceitação.
E um dia após o outro, na
caminhada (in)certa que é essa existência.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Volta
Eu passei 5 meses dizendo que não precisava de nada!
agora, depois de 4 torpedos, marquei novamente a psicóloga.
sim, sei, será alguém para brigar
para dizer que ela está errada, e depois entender que a errada sou eu.
Sim, eu reclamo demais dela
também odeio ser analisada
mas oh, depois de me acostumar a sentir dor
a reclamar e praticamente mudar quase nada...
Voltar é dizer que estou despreparada
Sim, a toda poderosa, sim, euzinha, despreparada
arruinada
desprovida de entendimentos...
a mulher pensante que não resolve as suas coisas
Eu digo adeus, mas não suporto ele como definitivo
eu ainda me nutro de migalhas...
ainda digo com o queixo erguido, cheio de orgulho:
não preciso de nada, me auto sustento, meu bem
mas na verdade, eu quero dizer:
vem cá, me põe no teu colo e diz pra mim que tudo vai acabar bem.
E eu não tenho isso, pois sempre resolvi tudo pra todo mundo
eu ´pintei esse quadro, assinei e não há como voltar a trás...
vou voltar!
continuar a terapia
continuar a sofrer com aquela mulher
continuar a remexer em tudo!!!
cada detalhe do que foi, do que vivi, do que imaginei
e ter que mudar.
Por que não há quem me dê colo!
não há quem me console e diga que tudo vai acabar bem!
Sabe porque eu sei? Porque isso não existe,
é uma fuga!
e conheço as fugas, os caminhos, os esconderijos
não como mentir
sou inteligente o suficiente para saber disso,
pena que não o bastante para mudar de vez!
E o que me incomoda, é que sei o que fazer, como e quando
mas a coragem é pequena perto do medo que tenho
de errar, de admitir fazer uma bobagem
ou de estar totalmente certa e as consequências grandes demais para mim
Para quem quer colo, tudo é muito grande!
e já sou crescida para pedir colo!
agora, depois de 4 torpedos, marquei novamente a psicóloga.
sim, sei, será alguém para brigar
para dizer que ela está errada, e depois entender que a errada sou eu.
Sim, eu reclamo demais dela
também odeio ser analisada
mas oh, depois de me acostumar a sentir dor
a reclamar e praticamente mudar quase nada...
Voltar é dizer que estou despreparada
Sim, a toda poderosa, sim, euzinha, despreparada
arruinada
desprovida de entendimentos...
a mulher pensante que não resolve as suas coisas
Eu digo adeus, mas não suporto ele como definitivo
eu ainda me nutro de migalhas...
ainda digo com o queixo erguido, cheio de orgulho:
não preciso de nada, me auto sustento, meu bem
mas na verdade, eu quero dizer:
vem cá, me põe no teu colo e diz pra mim que tudo vai acabar bem.
E eu não tenho isso, pois sempre resolvi tudo pra todo mundo
eu ´pintei esse quadro, assinei e não há como voltar a trás...
vou voltar!
continuar a terapia
continuar a sofrer com aquela mulher
continuar a remexer em tudo!!!
cada detalhe do que foi, do que vivi, do que imaginei
e ter que mudar.
Por que não há quem me dê colo!
não há quem me console e diga que tudo vai acabar bem!
Sabe porque eu sei? Porque isso não existe,
é uma fuga!
e conheço as fugas, os caminhos, os esconderijos
não como mentir
sou inteligente o suficiente para saber disso,
pena que não o bastante para mudar de vez!
E o que me incomoda, é que sei o que fazer, como e quando
mas a coragem é pequena perto do medo que tenho
de errar, de admitir fazer uma bobagem
ou de estar totalmente certa e as consequências grandes demais para mim
Para quem quer colo, tudo é muito grande!
e já sou crescida para pedir colo!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Até o fim dos meus dias
Saiu
pela floresta gritando o nome de seu amor
Percorreu
grandes distâncias
Chorou
compulsivamente pela perda
Não
compreendeu ser abandonada
Achava
que não era boa o suficiente para ele
Ela
não poderia pertencer ao mundo que ele criara
Resumo
do início do filme Lua Nova
Nada
de novo dos finais de relacionamentos
Sempre
um sai imensamente magoado
Não
posso acreditar que aquele sai porta fora,
Deixando
tudo pra trás
Possa
não se importar com o outro.
As
vezes penso que a coisa mais difícil é você sair
Pois
ficar, sempre parece mais cômodo
Acostuma-se
com os pesadelos
Mantém-se
no mesmo lugar, mesmo no escuro encontramos
Os
objetos pela casa.
A
tristeza é uma companhia
Se
torna um comportamento comum
Parece
até normal, se sentir vazia
Torna-se
apenas um dia de cada vez
Mas ao final do dia se tem a tranquilidade que
mais um acabou
Embora,
saiba que outro virá
E
entre um e outro
Tem
a noite
Noite
que já foi um espaço de tempo de grandes coisas boas
E
que agora é só o tempo de fechar os olhos
Eu
prometi que esqueceria
E
não volto atrás na minha palavra
Sou
alguém que tenho certo orgulho próprio
Preciso
de conserto, preciso de peças novas
Preciso
de tempo
De
alguém em quem confiar
É
impossível confiar
Depois
de tanto me decepcionar
Resolvi
manter-me distante
Para
o bem de todos
Para
o bem?
Sei
lá que bem é esse
Hoje
já nem sei se é que quero o queria
Se
seria bom
Se
seria importante
Significativo
Sei
que Lua Nova me faz lembrar:
Da
dor, solidão, ser dispensada, ser mandada embora
Ser
esquecida, deixar de ser amada
E
isso dói.
Todos
deixam Bella para trás
Todos
a abandonam
Ninguém
a cuida
É
necessário ser o meu próprio sol
Ser
auto suficiente
Até
explodir e vivar uma supernova
Pra
isso, os que estiverem ao meu redor serão destruídos.
Até
o fim dos meus dias...
domingo, 3 de junho de 2012
Boticário
Entrou apressadamente na loja Boticário, estava com o horário apertado, apenas 15 minutos para fazer o que precisava e entrar no salão, fazer suas mechas, pés e mãos.
Olhhou os perfumes, demorou-se olhando para o "Malbec", perfume que adorava, um perfume masculino, amadeirado e que provocava-lhe sensações maravilhosas em seu ser...
A atendente perguntou como poderia ajudar, entre mil pensamentos insanos, percebeu que aquela mulher não merecia nem uma ponta de sua pessoal insatisfação, então, educadamente, sorriu. Quero "OPS!". Sim, seu próprio presente.
Afinal, não poderia ganhar esse presente de mais ninguém, só ela poderia se presentear!
E de tudo que não era bom, ainda lhe restara "OPS!" o perfume perfeito, segundo suas requisições!
Olhhou os perfumes, demorou-se olhando para o "Malbec", perfume que adorava, um perfume masculino, amadeirado e que provocava-lhe sensações maravilhosas em seu ser...
A atendente perguntou como poderia ajudar, entre mil pensamentos insanos, percebeu que aquela mulher não merecia nem uma ponta de sua pessoal insatisfação, então, educadamente, sorriu. Quero "OPS!". Sim, seu próprio presente.
Afinal, não poderia ganhar esse presente de mais ninguém, só ela poderia se presentear!
E de tudo que não era bom, ainda lhe restara "OPS!" o perfume perfeito, segundo suas requisições!
infantilidades
Eu queria dizer umas coisas bem tristes
pois é o que mais tenho pra falar
queria declarar toda minha angústia
mas você, meu amorzinho, não deixa.
Você simplesmente vem e pega todo o espaço
esfrega sua pele quente em mim
seu cheiro parece ficar comigo
e o barulho que emites, me cativa
torna-te muito e simplesmente adoro colar meu rosto em seus pelos
me acalma
me tranquiliza
me dá um sono bom
um relaxamento infantil
Então como não te amar?
como me sentir triste, se você vem ao meu encontro
depois de todos me abandonarem?
Pois é, quanto mais conheço os seres humanos
mas amo meus gatos!
pois é o que mais tenho pra falar
queria declarar toda minha angústia
mas você, meu amorzinho, não deixa.
Você simplesmente vem e pega todo o espaço
esfrega sua pele quente em mim
seu cheiro parece ficar comigo
e o barulho que emites, me cativa
torna-te muito e simplesmente adoro colar meu rosto em seus pelos
me acalma
me tranquiliza
me dá um sono bom
um relaxamento infantil
Então como não te amar?
como me sentir triste, se você vem ao meu encontro
depois de todos me abandonarem?
Pois é, quanto mais conheço os seres humanos
mas amo meus gatos!
sábado, 2 de junho de 2012
Tudo normal
e tudo normal...
os assassinatos sem assassinos...
os estupradores soltos
os inocentes presos
As famílias desordenadas
cada qual fazendo o que bem quiser
cada um por si e choro, e ganidos, e lamentos por todos os lados
Tudo normal
NORMAL?
Sei não, não acho que seja normal
mas sou apenas eu
sem um coração para dizer o que realmente é
apenas eu, com uma máquina de pulsar
apenas alguém que ainda lembra do juramento da formatura
uma idiota que ainda crê mudanças (raras)
Tão raras quanto milagres
tão raras quanto a fé
tão raras quanto o amor
impossível como o altruísmo
Normal, hoje... hum
é o anormal de 10 anos atrás
ah, agora entendi!
os assassinatos sem assassinos...
os estupradores soltos
os inocentes presos
As famílias desordenadas
cada qual fazendo o que bem quiser
cada um por si e choro, e ganidos, e lamentos por todos os lados
Tudo normal
NORMAL?
Sei não, não acho que seja normal
mas sou apenas eu
sem um coração para dizer o que realmente é
apenas eu, com uma máquina de pulsar
apenas alguém que ainda lembra do juramento da formatura
uma idiota que ainda crê mudanças (raras)
Tão raras quanto milagres
tão raras quanto a fé
tão raras quanto o amor
impossível como o altruísmo
Normal, hoje... hum
é o anormal de 10 anos atrás
ah, agora entendi!
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Peito aberto
Ela olhou sua imagem no espelho
Não tolerou mais aquele barulho
serrilhou o próprio peito
abrio-o, sem piedade
escancarou as costelas
e percebeu a dura verdade:
Não tinha mais um coração.
Aquele barulho era fruto de uma máquina que bombeava o sangue
Por isso o incômodo, o barulho, e o pulsar perfeito.
Por isso a limitação em amar
em sentir algo diferente
em se emocionar frente as coisas do mundo.
Por isso sua fé estava racionalizada.
A falta de paciência, a vontade de largar suas conquistas,
como se não tivesse mais a lembrança das dores
dos calos e das tristezas...
Bem, também havia esquecido os grandes rompantes da vida
os homens que amara.
Sua memória dizia que haviam arquivos sobre eles...
Seu pai, um homem e seu filho.
O progenitor, era quem lhe dera a semente da vida, educação
o homem, foi aquele quem prometeu amar e cuidar...
o filho era tudo.
O primeiro, tinha seus registros, era antigo, arraigado...
O terceiro, era real, próximo e presente.
O segundo, não haviam muitos pormenores.
Apenas uma foto, nome, data de nascimento... só
dizia ser importante.
Ao fechar o peito, limpar o sangue, costurar as costelas
percebeu o quão bom era ter uma máquina no lugar do coração:
"posso viver sem sofrimento, por que dor, sempre há de se sentir!"
Não tolerou mais aquele barulho
serrilhou o próprio peito
abrio-o, sem piedade
escancarou as costelas
e percebeu a dura verdade:
Não tinha mais um coração.
Aquele barulho era fruto de uma máquina que bombeava o sangue
Por isso o incômodo, o barulho, e o pulsar perfeito.
Por isso a limitação em amar
em sentir algo diferente
em se emocionar frente as coisas do mundo.
Por isso sua fé estava racionalizada.
A falta de paciência, a vontade de largar suas conquistas,
como se não tivesse mais a lembrança das dores
dos calos e das tristezas...
Bem, também havia esquecido os grandes rompantes da vida
os homens que amara.
Sua memória dizia que haviam arquivos sobre eles...
Seu pai, um homem e seu filho.
O progenitor, era quem lhe dera a semente da vida, educação
o homem, foi aquele quem prometeu amar e cuidar...
o filho era tudo.
O primeiro, tinha seus registros, era antigo, arraigado...
O terceiro, era real, próximo e presente.
O segundo, não haviam muitos pormenores.
Apenas uma foto, nome, data de nascimento... só
dizia ser importante.
Ao fechar o peito, limpar o sangue, costurar as costelas
percebeu o quão bom era ter uma máquina no lugar do coração:
"posso viver sem sofrimento, por que dor, sempre há de se sentir!"
domingo, 27 de maio de 2012
Aprendendo com o House!
Ontem
assistia meu seriado favorito, o qual terminará em breve: House. O seriado
acabar e não ter mais aquele cara com o qual sempre achei solitário, egocêntrico
e manco, é algo estranho, acabei me acostumando a ver suas loucuras. Conversava
com pessoas que diziam não perder tempo com o seriado, ou, aquelas qua não
perdiam um episódio.
O
fato de estar vendo ele ontem, de ver na propaganda sobre o fim da série, e,
que usaram algumas frases dele como “despedida”, foi algo que me fez pensar: “senti
muita dor, isso me tornou uma pessoa fria, sozinha.” (mais ou menos isso)
Quando
li, senti vontade de fazer isso, pois, por dor e por solidão, eu já poderia ter
abraçado a causa de ser fria. Tenho medo, confesso, de perder minha fé nas
pessoas. Mas as evidências são grandes demais para dizer que é apenas um ponto
de vista. Gosto de dizer que nada supera a declaração da vítima, pois só ela
sabe a dimensão da dor que sentiu, nem mesmo o réu a sabe. E nesse campo de
injustiças, o que mais me afeta são as relações de poder e a proposta com as
quais se dizem seguir.
Escolhi
minha profissão por acreditar veementemente na transformação do ser humano. Mas
os investimentos nem sempre compensam, nem sempre seu trabalho é visto no ângulo
certo e na verdade, a maioria das vezes, é omitido ou buscam um detalhe para te
derrubar.
Não
ando mais com vontade de brigar por isso. De defender com suor e sangue minhas
ideias. De transpor os limites, de provar para todo mundo que eu estava certa. O
processo de comprovação de que você é inocente só leva a mais dor. E no final,
você está só. “carregar o anel do poder é estar só”. Sair da Matrix é sentir a
verdadeira dor, o frio, o medo, a inércia... uma vez desplugado, já era.
Semana
passada revia Matrix 3, e o carinha na estação de trem um programa que era
casado e tinha uma filha falava sobre sentimentos: amor. “amor é uma palavra, o
importa é a conexão [...], o que você faria/daria para manter essa conexão?”
Pois bem, eu já não daria mais nada.
Acho
que House optou, sabiamente, por não manter a conexão com nada além de seu ego.
Afinal, nascemos com ele e talvez seja a única coisa realmente nossa. Na
Matrix, o bonitinho do salvador, sacrifica sua conexão e em ato de altruísmo,
salva Zion.
Não
quero salvar ninguém, nem a mim mesma. Salvar de quem, ser salva para quê
propósito? A dor me ensinou a deixar de esperar por mudanças. Me fez pensar que
se as pessoas sofrem e não querem mudar, elas merecem isso. Merecem serem
infelizes.
O
mundo poderia ser melhor? Sim.
O
mundo quer ser melhor? Eu acho que não.
Acredita
que pode fazer alguma mudança nisso? Não mais.
Aceita
o fardo de andar só por não querer mais agradar os outros? Aceito.
Então
sabe que, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na
pobreza, estará só? Sim
E
que suas dores, se continuarem assim, você não acreditará mais na humanidade e
que perderá a esperança? Sim.
O
que te faz não se iludir mais?
Os
seres humanos, 90% dos que amo me provaram serem egoístas, simplórios, idiotas
e arrogantes; 95% das pessoas que admirava me provaram ser sórdidas,
inescrupulosas e gananciosas.
Ilusão
é para aquele que não se permite ver a verdade, a cruel verdade. Para ver e
enxergar a verdade se paga o preço de não esperar mais, de não ter esperança
que as pessoas mudem.
Então
House vai acabar e eu quero aprender a me desvencilhar desses sentimentos que
me fazem me apegar as pessoas. Pois todo o amor é egoísta e todo altruísmo é
uma maneira de promoção ou de acomodação das perdas. Sabedoria é rir de você
mesmo quando ainda acha graça nas coisas. Solitário é aquele que vê na presença
do outro um roubo do seu tempo, uma violação de seu direito de permanecer
calado, estático, catatônico com tudo o que se vê.
House
vai deixar saudades, pois em seus monólogos eu aprendi que escolher é difícil,
mas melhor que permanecer inerte. Que seu lado desumano e grosseiro, é a
verdadeira face que omitimos para seremos aceitos, amados e acolhidos nas
nossas falhas.
Ontem
fui na missa e observava o que o padre dizia, e eu pensava, de tudo que dizes
aqui, o realmente fazes?
De
todos os presentes, o que fazem aqui, poderiam estar em casa ou olhando o
Guaíba.
House
terminará e eu assistirei os filmes, terei a coleção completa. Cada vez que eu
pensar em ser alguém que pensa em mudar o mudar o mundo, vou vê-lo, para ter
certeza que não vale a pena.
Mas
o que vale a pena afinal?
Não
sei! Nem fanta eu tomo mais. Não como mais no M´c, não me abasteço de
chocolates ou tomo capuccino, não produzo mais artesanato algum, não
escrevo mais...
sexta-feira, 18 de maio de 2012
sentido
Há
momentos de tantas coragens
Momentos
de tanta covardia
De
sentimentos confusos
Tanta
coisa na cabeça...
Falta
de opções
Fico
pensando sobre como melhor fazer o há de ser feito
Pensando
nas estratégias
Sobre o
desenvolvimento que os fatos darão
Como
será cada uma das consequências?
Melhor
calar-se e seguir com o peso já conhecido?
Fazer
de conta que é só uma fase ruim?
O que
acreditar da vida?
Que
haverá uma luz no final desse túnel
Há, de
fato, esperanças
De um
tempo mais fácil
Ser
livre e sentir o vento novamente no rosto
Feito e
moldado para meu viver
Quero
ser possuidora do meu destino
Ser de
fato a dona das rédeas dos corcéis que levam a biga da existência
Possuidora
do meu andar, tão lento andar
Do meu
propósito já esquecido
Meu
sorriso e alegrias sepultados com vivências tão fortes
Destino
que quero construir, não de me submeter-me a ele.
Mas
depois que já percorremos a metade do percurso
Depois
de já ter visto vários nos ultrapassarem
Que
já tenho menos força para correr
Já não
sei se vale a pena permanecer nessa estrada
Percorremos
tantas curvas, o sol já molestou demais nossa fronte...
A
estrada não parece oferecer belezas
Metade
de você deseja desistir de fato!
Do que alimentar a alma, então?
Percurso
que todos devemos transcorrer, independente de vontade.
Lembro
da frase: é preciso se perder para encontrar outros caminhos
Da
vida, se tem poucas certezas, mas uma é: não se sai vivo dela!
Frase
que parece nada animadora!
É
necessário, diria vital, ser crente em algo
Preciso
saber como viver nesse turbilhão de dúvidas
Se
você, como eu, está balançado, procure alguma fonte milagrosa
Perder
a fé, não é algo que planeje, desejo renová-la
Para
ver o mundo sobre outro prisma
Encontrar
motivos sóbrios de continuar a corrida
Outros
propósitos que não só os outros
Caminhos
que não foram trilhados por mim.
Então,
é isso. Um dia de cada vez.
Uma
manhã, uma tarde e uma noite.
E é a
noite que as coisas fazem sentido!
terça-feira, 8 de maio de 2012
eu
Sinto um vento mudando
as velas devem ser usadas,
os cabos bem seguros...
Todos os dias quando acordo,
Tenho os meus planos
Sou fiel aos planos!
Só os planos me deixam segura
Só minha solidão me faz companhia
Só eu mesma e esse saco de defeitos
Mas é tudo meu!
E aprendi a ser feliz assim!
Olhando meu avesso,
garantindo meu direito!
as velas devem ser usadas,
os cabos bem seguros...
Todos os dias quando acordo,
Tenho os meus planos
Sou fiel aos planos!
Só os planos me deixam segura
Só minha solidão me faz companhia
Só eu mesma e esse saco de defeitos
Mas é tudo meu!
E aprendi a ser feliz assim!
Olhando meu avesso,
garantindo meu direito!
domingo, 6 de maio de 2012
só
Antigamente fazia leituras e me colocava no lugar do escritor, buscava entender suas palavras, suas dores e o que será que se passava pela mente e o filtro da mesma para não nos colocar a profundidade de suas angústias!
Hoje, ao ler suas tristezas, percebo, ele é tão humano como eu.
Sente dor, oh, que descoberta.
Mas agora, já não sinto mais necessidade de saber.
Não preciso me importar mais.
A isso chamo de processo de luto.
Não mais carregar um fardo que não é meu.
De ler tristezas, e não chorar com o autor.
Lembro-me dos filmes que me emocionavam, das literaturas que me comoviam...
Não sinto mais nada!!!
Meu coração está vazio.
É um dia após o outro.
É apenas estar viva.
é apenas mais um tempo.
Quanto tempo eu não sei, não há régua pra isso, não há areia na ampulheta...
Decidi mastigar sem sentir o gosto amargo ou doce, aspero ou liso...
Não quero mais me impressionar
Quero concluir que pessoas sempre mentem, não podemos confiar em ninguém
não podemos amar, não podemos nos deixar apaixonar - afinal tudo é ilusão
"é só um bom negócio"
Coisa de sedução, você vai lá e corteja, conquista e leva
ou, perde.
Tanto faz, você nunca ganhou, logo, perder também não existe.
Então, concluo que estamos sempre sós e amor é um ponto de vista.
"ser portador do anel é estar só" - prefiro ser portadora do anel e viver para ver, do que estar inventando algo para me consolar.
A realidade nua e crua é melhor que os devaneios...
Hoje, ao ler suas tristezas, percebo, ele é tão humano como eu.
Sente dor, oh, que descoberta.
Mas agora, já não sinto mais necessidade de saber.
Não preciso me importar mais.
A isso chamo de processo de luto.
Não mais carregar um fardo que não é meu.
De ler tristezas, e não chorar com o autor.
Lembro-me dos filmes que me emocionavam, das literaturas que me comoviam...
Não sinto mais nada!!!
Meu coração está vazio.
É um dia após o outro.
É apenas estar viva.
é apenas mais um tempo.
Quanto tempo eu não sei, não há régua pra isso, não há areia na ampulheta...
Decidi mastigar sem sentir o gosto amargo ou doce, aspero ou liso...
Não quero mais me impressionar
Quero concluir que pessoas sempre mentem, não podemos confiar em ninguém
não podemos amar, não podemos nos deixar apaixonar - afinal tudo é ilusão
"é só um bom negócio"
Coisa de sedução, você vai lá e corteja, conquista e leva
ou, perde.
Tanto faz, você nunca ganhou, logo, perder também não existe.
Então, concluo que estamos sempre sós e amor é um ponto de vista.
"ser portador do anel é estar só" - prefiro ser portadora do anel e viver para ver, do que estar inventando algo para me consolar.
A realidade nua e crua é melhor que os devaneios...
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Da perfeição
Sempre preocupada com a perfeição de fazer...
a mania bruta consigo mesma por não atender as próprias expectativas...
coisa triste
coisa infame
coisa doida!
Já não espero mais mudanças
não sonho com sonhos inalcansáveis
chego a ter vontade de desistir
mudar tudo do avesso - mas o avesso é o outro lado da mesma coisa!
Descobri que ando cansada de mim mesma: me olhar no espelho diariamente
ver a mesma ali
com seus fardos
com sua fatiguês (existe isso?)
com suas manias
com seus inúmeros e temíveis defeitos
Sua maneira torpe de resolver os assuntos
sua fala cortante
seu olhar amedrontador
e seus movimentos brutos
Sim, dessa mulher eu tenho cansaço
dessa mulher quero me livrar
e ser, quem sabe, a feliz, a alegre e descolada menina de outrora!
Porque ser tão rígida?
Por mais que a vida se mostrou dura, nosso coração não deveria ser assim
deveria ser perfeito!
a mania bruta consigo mesma por não atender as próprias expectativas...
coisa triste
coisa infame
coisa doida!
Já não espero mais mudanças
não sonho com sonhos inalcansáveis
chego a ter vontade de desistir
mudar tudo do avesso - mas o avesso é o outro lado da mesma coisa!
Descobri que ando cansada de mim mesma: me olhar no espelho diariamente
ver a mesma ali
com seus fardos
com sua fatiguês (existe isso?)
com suas manias
com seus inúmeros e temíveis defeitos
Sua maneira torpe de resolver os assuntos
sua fala cortante
seu olhar amedrontador
e seus movimentos brutos
Sim, dessa mulher eu tenho cansaço
dessa mulher quero me livrar
e ser, quem sabe, a feliz, a alegre e descolada menina de outrora!
Porque ser tão rígida?
Por mais que a vida se mostrou dura, nosso coração não deveria ser assim
deveria ser perfeito!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Tempo
Sentou-se, a beira de um monte de papeis velhos
alguns, amarelados
o tempo dá uma cor exótica e melancólica.
Ali, sentada, passando os olhos sobre suas poesias
ou arremedos, mas ela nunca descobriu o realmente era
imaginava serem declarações em versos não rimados de seus sentimentos
Concluíra bem.
Mas o fato era o de estar relendo sentimentos antigos e antiquados.
Vira atraves de sua letra, que o tempo havia passado, seus sentimentos também.
Continuara sendo a mulher de briga pelos pensamentos.
Era possível que somente isso realmente havia ficado depois de tudo.
O fôlego que se toma antes do salto - já havia dado...
o grito e o medo durante o salto - já havia sentido e pronunciado
o arrependimento por ter feito e a honra da coragem - já havia tido.
O que ficou?
Ainda não sabia bem como responder.
Seus poemas, ali, no chão empoeirado
suas mãos calejadas sujando-se com eles
aqueles versos de amor, de saudade
Não faziam mais efeito em seu coração
não mais sentia nada
só o vazio dentro de si
só
Ela sabia que estava só
por mais pessoas a sua volta
por mais que lhe amassem
por mais que lhe jurassem amor
ela permanecia vazia.
Seca, pálida e morta.
Agora, era o tempo presente que pouco vivera.
O passado já não a alimentava mais e portanto, não sabia o que esperar
Não se tornou uma pessoa pessimista. Se tornou alguém sem esperança para si.
Deixou de desejar, e por assim dizer, deixou de sonhar com ela mesma.
Vestiu-se de si, sorriu para todos, cumprimentou seu estado presente.
Olhou e percebeu seu teatro.
Se os demais percebessem, seria da conta deles continuar ou sair de cena.
E ela não mais sentiu saudades.
Enterrou o passado. Não mais sofreu por ele, pois banido estava de seu ser.
Abraçou o seu presente como velha conhecida, como o Karma entendido pelo vivente.
E de mãos dadas, seguiram o caminho da vida, como ela o é: real, absurdamente fria,
Devidamente sem esperanças de mudanças, exaustivamente uma guerra de sobrevivência,
perpetuamente fora de explicações e tristemente bela.
é como um vampiro: nos dá medo mas nos seduz, sabemos do perigo de 100% de morte e assim mesmo vamos em frente...
e a imortalidade é conto de fadas
assim como a felicidade.
Só construímos algo por ter esperança, mas com o passar dos anos se percebe,
com o repetir das cenas aos nossos olhos,
que tudo é igual.
Então para que fazer diferente?
não vale a pena.
Afinal, no final das contas, ninguém sai vivo daqui.
Então, é só uma questão de tempo.
alguns, amarelados
o tempo dá uma cor exótica e melancólica.
Ali, sentada, passando os olhos sobre suas poesias
ou arremedos, mas ela nunca descobriu o realmente era
imaginava serem declarações em versos não rimados de seus sentimentos
Concluíra bem.
Mas o fato era o de estar relendo sentimentos antigos e antiquados.
Vira atraves de sua letra, que o tempo havia passado, seus sentimentos também.
Continuara sendo a mulher de briga pelos pensamentos.
Era possível que somente isso realmente havia ficado depois de tudo.
O fôlego que se toma antes do salto - já havia dado...
o grito e o medo durante o salto - já havia sentido e pronunciado
o arrependimento por ter feito e a honra da coragem - já havia tido.
O que ficou?
Ainda não sabia bem como responder.
Seus poemas, ali, no chão empoeirado
suas mãos calejadas sujando-se com eles
aqueles versos de amor, de saudade
Não faziam mais efeito em seu coração
não mais sentia nada
só o vazio dentro de si
só
Ela sabia que estava só
por mais pessoas a sua volta
por mais que lhe amassem
por mais que lhe jurassem amor
ela permanecia vazia.
Seca, pálida e morta.
Agora, era o tempo presente que pouco vivera.
O passado já não a alimentava mais e portanto, não sabia o que esperar
Não se tornou uma pessoa pessimista. Se tornou alguém sem esperança para si.
Deixou de desejar, e por assim dizer, deixou de sonhar com ela mesma.
Vestiu-se de si, sorriu para todos, cumprimentou seu estado presente.
Olhou e percebeu seu teatro.
Se os demais percebessem, seria da conta deles continuar ou sair de cena.
E ela não mais sentiu saudades.
Enterrou o passado. Não mais sofreu por ele, pois banido estava de seu ser.
Abraçou o seu presente como velha conhecida, como o Karma entendido pelo vivente.
E de mãos dadas, seguiram o caminho da vida, como ela o é: real, absurdamente fria,
Devidamente sem esperanças de mudanças, exaustivamente uma guerra de sobrevivência,
perpetuamente fora de explicações e tristemente bela.
é como um vampiro: nos dá medo mas nos seduz, sabemos do perigo de 100% de morte e assim mesmo vamos em frente...
e a imortalidade é conto de fadas
assim como a felicidade.
Só construímos algo por ter esperança, mas com o passar dos anos se percebe,
com o repetir das cenas aos nossos olhos,
que tudo é igual.
Então para que fazer diferente?
não vale a pena.
Afinal, no final das contas, ninguém sai vivo daqui.
Então, é só uma questão de tempo.
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