Ela vivia na linha da mediocridade.
Ela sabia que tinha muita reflexão sobre a vida, mas sem público, vivia na mediocridade que um ser humano pode viver...
Quem sabe com algumas oposições: não assistia novelas - era o alimento dos sem cérebro, dos sem assunto, uma vez que você entra no ônibus e tem sempre uma senhora meio rechonchuda falando como o ator está fazendo tão bem seu papel e que a crápula da outra está acabando de vez com a trama...
também não assistia nenhum programa popular: ratinho, Faustão, Gugu... era o ópio do povo que aderiu aos comentários de pessoas que tem muito dinheiro rindo da população e fazendo programações que nada mudam o cenário brasileiro...
Deixava claro que filmes e cds piratas não entrariam em sua casa ou em seu ambiente de trabalho, ora, como admitir a falcatrua de não compensar o trabalho de um artista?
Pois é... cada vez mais desprezada pelo mar de gente ao seu redor, que não podia escutar suas reflexões sobre a vida podre que cada um, a sua maneira vivia e nutria a própria demência... Ela, vivia na linha da mediocridade, na solidão dos pensadores que pós morte serão citados e seus ecos não os acordarão do sono eterno...
Sim, ela revoltava-se. Não com a falta de aplausos, mas com a falta de ética.
As pessoas vão te odiar por falar a verdade, vão te desculpar por mentir e te amar por sua hipocrisia.
Bem-vindo ao mundo real - podre, fétido e pútrefo. Onde as mais lindas declarações de amor se dão a beira da cama... Onde os disursos de transparência estão sordidamente engendrados na corrupção... Onde as parcerias são uma relação parasitárias... onde os ideais de fraternidade, igualdade e solidariedade são bordados em bandeiras e poucos vividos...
Sim, vivia na linha da mediocridade, sem poder respirar direito, sem poder viver seus ideais, sem poder dizer sobre seu amor - trancafiado a sete chaves e com o peso dos anos...-, sobre seu trabalho e disposição para a mudança...
O pior não é descobrir o que é real, nem tão pouco viver nele... o pior, realmente o pior é saber que dentro desse real preservado pela substanciosa maioria é que você dificilmente vai concretamente mudar algo e se mudar, só será visto pós morte, ou, nem será visto, aproveitado e você passou a vida toda, a tua existência nesse mundo tentando e não obtendo sucesso.
O pior, acho, é ter que mediocremente, como ela, viver em meio dessa gente, que se fala, e tua voz volta pra ti, como música cantada no banheiro.
sábado, 22 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Férias
Enfim, acho que vou sair de férias.
Enfim, vou pra praia.
Nada como água do mar pra renovar o espírito.
Como diria meu amigo Bilbo... preciso de férias, férias muito longas e não sei se vou voltar...
Sim, seria ótimo não ter que voltar. Sei lá, a rotina me enlouquece, acho que não nasci para rotinas. Acho que cada dia é um dia e rotina é prisão.
Estou produzindo materiais em larga escala e quem diria, até ganhando dinheiro, mas sabe o automático... pois é... tô fazendo e não tô curtindo o que faço. Tô deixando o tempo passar...
Mas quando finalmente meu maravilhoso pai me diz que virá me levar pra SC... parece que uma estrela brilhou!!! Amo o mar.
Quero poder caminhar na praia e esquecer tudo que me deixa fadigada, triste ou preocupada. Caminhando no mar, não há diferenças do que sou, ou que sonhos tenho... caminhando no mar, sou eu mesma e nada mais. Ao mar, nada de provações, nada de disputas, nada de futuro ou passado - apenas o presente.
Saber que vou pra praia, já me renova o ânimo.
Saber que verei aquele mar azul já me faz sentir vida boa!
E claro, lá, estarei sem a pressão existencial e de propriedade nas lutas de pertença da minha mãe, que até hoje jura que tenho 10 anos de idade. Até pouco tempo ela pegava a minha mão pra atravessar a rua, até que fui pontual e disse que com 28 anos já sabia olhar pros dois lado coordenar os passos em um rítmo e aceleração que o carro não me atropelaria com tanta facilidade - então ela entendeu que não ia mais pegar na minha mão.
Ela dá ideia de proteção exagerada em idiotices, que é provar que é dona, e depois, onde realmente tinha que ter estado presente, não o fez.
Ser filha de uma mulher assim, precisa ter férias longe dela.acho que cada um de nós terá uma história descontente com sua mãe ou pai. Mas acho que os mais independentes, os mais autônomos se inquietam mais.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Coisas...
Como prometido, fiz o primeiro curso, a partir deste, passei a noite produzindo flores, te todas as cores... quando vi, tinha amanhecido.
Esqueci quem era, pra que fazia... apenas produzia.
A produção em série, nos dá bem a ideia de desapropriação do elemento, de si mesmo e de mundo: alienação.
Bendita alienação. Se tem algo que jamais deveríamos perder era o senso de não saber, a ignorância!
Com a ignorância, você sonha com pássarinhos azuis, e se aparecerem verdes, você é bem capaz de dizer que é culpa do sol (amarelo e azul: verde!), verbalizando na maior simploriedade e felicidade!
Tá aí outra coisa: felicidade pro ignorante é algo fácil.
Quanto mais temos de informações e conhecimento construído, mais difícil fica crer! Sim, CRER! Não é atoa que vemos sujeitos cultos e ateus. (Outro dia, comprava um DVD na Multisom e conversava com o vendedor sobre Maria Madalena. Com as informações que eu tinha e conversava, o sujeito acreditou que eu defendia a ideia de Maria ser esposa de Jesus, coisa que depois deixei bem claro que, apesar de fortes argumentos, minha fé era que Jesus renunciou a vida de casal para sua missão do evangelho. Depois me senti meio idiota, afinal, tava provando que mitos são coisas de uma civilização com pouco acesso a ciência e do nada: Eu creio que Jesus é o Cristo!) Eu teria tudo para ser "ateia". Conheço muitas manifestações religiosas, das mais concretas as mais simbólicas. Das cegas da doutrina e fé até as que colocam como um livre pensador.
Mas ando cansada de pensar.
Ando devagar, por que já não suporto muito as pessoas.
Queria ser a mulher bolha, assim, nem germes eu teria que compartilhar.
Não sou alguém que quer ser solitária, quero ter alguém em quem confiar, partilhar, amar, escutar, rir e entender os meus limites, mas, a vida e as pessoas te provam que não dá.
Ou estou cada dia mais exigente e utópica, ou o mundo anda complicado de se viver!
As duas leis são verdadeiras!
Antigamente, conto de Chapeuzinho Vermelho era aquilo: lobo era o cara perverso, a menina era inocente, a vovó era comível e a mãe apenas precisava que a filha levasse alguns doces pra avó e o guarda da floresta é o grande salvador. Hoje, as crianças tem uma visão pós-moderna: o lobo é investigador, o coelho (antes fofinho) é o cara mau, a vovó já consegue fz esportes radicais pra curtir a vida, a neta tem defesa pessoal, a mãe foi descartada da história (afinal, pra quê mãe?) e o lenhador é um cara doce e inseguro.
Acabaram com tudo!
Doce ignorância! A gente jurava que a mãe enviava a filha para dar doces a vovó e que ainda orientava a filha por qual caminho seguir segura! Super fofo. Mas na verdade era uma mãe super facinada pela própria imagem, com certeza queria fazer as unhas, depilação e maquiagem com tranquilidade e então despacha a guria pra casa da avó. A menina que leva doces, hum, pense bem, se a vovó não pode sair de casa é por que está doente, inválida, logo, porpue será que não tem ninguém cuidando dela? Ora, ela é a sogra, a mãe jamais vai cuidar da sogra, e quem sabe se ela não era diabética? Ainda manda doces - é pra poder passar mal e morrer logo! O lobo é do mal, tá só esperando por alguém!!! E ainda tem problemas em sua formação edipiana, "come" a vovó. Esse comer, não é canibalismo - até porque, ele é um lobo, mas simbolicamente é um homem que é mal! -, tão pouco antropofagismo, é uma relação sexual (onde estava a vovó após o lobo "comê-la"...
Agora, pensa: a gente jamais pensava assim com 7 anos ou menos até, depois que nos contavam a história. Eu digo porque: era a inocência, a ignorância. Agora, temos acesso e interpretações diferenciadas, uma releituras pós-modernas e uma reflexão diferenciada: onde estão os papéis morais? Estão dissolvidos nas personalidades descritas no "novo Chapeuzinho", ninguém é o que aparenta ser - isso é legal, mas ao mesmo tempo, muita flexibilidade e possibilidades dificulta a ordem que os pequenos precisam ter para posteriormente chegar a essas conclusões.
Por isso, cada dia mais e olho pro mundo, pras pessoas idiotas e superficiais e até me dá uma certa inveja. Queria as vezes fazer de conta que o mundo gira ao meu redor.
Mas como tenho os olhos e os pés fincados no chão, sei que não dá. E volto pro trabalho, tentando esquecer as dores de dentro de mim. Fico com dor no pescoço, cansada, mas aí durmo e esqueço do tempo que passa, um tempo que se vai e não tem como voltar.
"Lavo minhas mães dessa insensatez"
Esqueci quem era, pra que fazia... apenas produzia.
A produção em série, nos dá bem a ideia de desapropriação do elemento, de si mesmo e de mundo: alienação.
Bendita alienação. Se tem algo que jamais deveríamos perder era o senso de não saber, a ignorância!
Com a ignorância, você sonha com pássarinhos azuis, e se aparecerem verdes, você é bem capaz de dizer que é culpa do sol (amarelo e azul: verde!), verbalizando na maior simploriedade e felicidade!
Tá aí outra coisa: felicidade pro ignorante é algo fácil.
Quanto mais temos de informações e conhecimento construído, mais difícil fica crer! Sim, CRER! Não é atoa que vemos sujeitos cultos e ateus. (Outro dia, comprava um DVD na Multisom e conversava com o vendedor sobre Maria Madalena. Com as informações que eu tinha e conversava, o sujeito acreditou que eu defendia a ideia de Maria ser esposa de Jesus, coisa que depois deixei bem claro que, apesar de fortes argumentos, minha fé era que Jesus renunciou a vida de casal para sua missão do evangelho. Depois me senti meio idiota, afinal, tava provando que mitos são coisas de uma civilização com pouco acesso a ciência e do nada: Eu creio que Jesus é o Cristo!) Eu teria tudo para ser "ateia". Conheço muitas manifestações religiosas, das mais concretas as mais simbólicas. Das cegas da doutrina e fé até as que colocam como um livre pensador.
Mas ando cansada de pensar.
Ando devagar, por que já não suporto muito as pessoas.
Queria ser a mulher bolha, assim, nem germes eu teria que compartilhar.
Não sou alguém que quer ser solitária, quero ter alguém em quem confiar, partilhar, amar, escutar, rir e entender os meus limites, mas, a vida e as pessoas te provam que não dá.
Ou estou cada dia mais exigente e utópica, ou o mundo anda complicado de se viver!
As duas leis são verdadeiras!
Antigamente, conto de Chapeuzinho Vermelho era aquilo: lobo era o cara perverso, a menina era inocente, a vovó era comível e a mãe apenas precisava que a filha levasse alguns doces pra avó e o guarda da floresta é o grande salvador. Hoje, as crianças tem uma visão pós-moderna: o lobo é investigador, o coelho (antes fofinho) é o cara mau, a vovó já consegue fz esportes radicais pra curtir a vida, a neta tem defesa pessoal, a mãe foi descartada da história (afinal, pra quê mãe?) e o lenhador é um cara doce e inseguro.
Acabaram com tudo!
Doce ignorância! A gente jurava que a mãe enviava a filha para dar doces a vovó e que ainda orientava a filha por qual caminho seguir segura! Super fofo. Mas na verdade era uma mãe super facinada pela própria imagem, com certeza queria fazer as unhas, depilação e maquiagem com tranquilidade e então despacha a guria pra casa da avó. A menina que leva doces, hum, pense bem, se a vovó não pode sair de casa é por que está doente, inválida, logo, porpue será que não tem ninguém cuidando dela? Ora, ela é a sogra, a mãe jamais vai cuidar da sogra, e quem sabe se ela não era diabética? Ainda manda doces - é pra poder passar mal e morrer logo! O lobo é do mal, tá só esperando por alguém!!! E ainda tem problemas em sua formação edipiana, "come" a vovó. Esse comer, não é canibalismo - até porque, ele é um lobo, mas simbolicamente é um homem que é mal! -, tão pouco antropofagismo, é uma relação sexual (onde estava a vovó após o lobo "comê-la"...
Agora, pensa: a gente jamais pensava assim com 7 anos ou menos até, depois que nos contavam a história. Eu digo porque: era a inocência, a ignorância. Agora, temos acesso e interpretações diferenciadas, uma releituras pós-modernas e uma reflexão diferenciada: onde estão os papéis morais? Estão dissolvidos nas personalidades descritas no "novo Chapeuzinho", ninguém é o que aparenta ser - isso é legal, mas ao mesmo tempo, muita flexibilidade e possibilidades dificulta a ordem que os pequenos precisam ter para posteriormente chegar a essas conclusões.
Por isso, cada dia mais e olho pro mundo, pras pessoas idiotas e superficiais e até me dá uma certa inveja. Queria as vezes fazer de conta que o mundo gira ao meu redor.
Mas como tenho os olhos e os pés fincados no chão, sei que não dá. E volto pro trabalho, tentando esquecer as dores de dentro de mim. Fico com dor no pescoço, cansada, mas aí durmo e esqueço do tempo que passa, um tempo que se vai e não tem como voltar.
"Lavo minhas mães dessa insensatez"
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Planejamentos e trabalhos
O tempo que se vai é um tempo que não voltará!
Fato!
Ontem, cheguei arrasada em casa. Havia acordado disposta a mudar completamente minha vida. Achava que tinha que dar uma nova chance pra mim, tentar ser feliz, sei lá, recomeçar.
Fui pra terapia.
Voltei da terapia, claro, super mexida e sensível.
Partilhei minhas tenras emoções com um homem, cuja a revelação me fez crer que ainda existem exemplares vivos dos Homem-de-Neandertal; um ogro poderia ter sido mais delicado.
Uma patrola seria mais cuidadosa com os detalhes, um hipopótamo numa loja de cristais teria sido mais discreto; quem sabe o Hulk teria sido mais sensível; enfim, acho que os exemplos dão uma certa noção da catástrofe emocional que esse ser vivente respondeu as minhas inseguranças!
Depois de choras aos cântaros. Depois de ter assim mesmo ir buscar uma encomenda e quarquer pessoa que passasse por mim me fizesse quase recomeçar a chorar... voltei pra casa, peguei a lista telefônica e marquei três cursos.
Sim.
Se não temos resposta dos que depositamos alguma afeição, o ideal é se abarrotar de cursos, para dizer ao mundo que você pode fazer e trabalhar com isso, assim, você se cansa de trabalhar e tem pouco tempo para pensar em "bobagens"!
Quem, nesse mundo, afinal, quer se envolver?
quem será que se preocupa com o aquecimento global e a morte de bagres por causa das represas que montam para as hidroelétricas?
Quem, além de ong´s e pessoas rippies vão defender as causas dos direitos humanos?
Afinal, que se tem que ver se há lixo demais nas ruas e isso gera a obstrução de bueiros e os arroios inundam...
Cada um com seu umbigo, cada um com os SEUS problemas.
Cada um com seu mundinho podre e hipócrita!
E claro, vamos sobrevivendo aos estúpidos que cruzam nossos caminhos, deixando-o sujo depois da nossa cuidadosa faxina!
Não entendo o egoísmo, deve ser por isso que tô sempre no máximo em segundo lugar, porque sempre dou um jeito de sobreviver, de contornar, de tentar não magoar ninguém...
A idiota, a que sempre está com toda a leitura feita, tem citações dos autores previamente citados, aquela que faz de tudo para criar e recriar - podemos contar com ela, depois descarta, ela fala demais, explica demais e inventa umas coisas que não dá pra acompanhar...
Então, o planejamento é continuar trabalhando bastante, esquecer que existem alguns tipos de sonhos.
Afinal, não adianta dizer que é um elefante engolido por uma cobra, todos dizem que é um chapéu!!!
Só não me obriguem a sorrir!
Fato!
Ontem, cheguei arrasada em casa. Havia acordado disposta a mudar completamente minha vida. Achava que tinha que dar uma nova chance pra mim, tentar ser feliz, sei lá, recomeçar.
Fui pra terapia.
Voltei da terapia, claro, super mexida e sensível.
Partilhei minhas tenras emoções com um homem, cuja a revelação me fez crer que ainda existem exemplares vivos dos Homem-de-Neandertal; um ogro poderia ter sido mais delicado.
Uma patrola seria mais cuidadosa com os detalhes, um hipopótamo numa loja de cristais teria sido mais discreto; quem sabe o Hulk teria sido mais sensível; enfim, acho que os exemplos dão uma certa noção da catástrofe emocional que esse ser vivente respondeu as minhas inseguranças!
Depois de choras aos cântaros. Depois de ter assim mesmo ir buscar uma encomenda e quarquer pessoa que passasse por mim me fizesse quase recomeçar a chorar... voltei pra casa, peguei a lista telefônica e marquei três cursos.
Sim.
Se não temos resposta dos que depositamos alguma afeição, o ideal é se abarrotar de cursos, para dizer ao mundo que você pode fazer e trabalhar com isso, assim, você se cansa de trabalhar e tem pouco tempo para pensar em "bobagens"!
Quem, nesse mundo, afinal, quer se envolver?
quem será que se preocupa com o aquecimento global e a morte de bagres por causa das represas que montam para as hidroelétricas?
Quem, além de ong´s e pessoas rippies vão defender as causas dos direitos humanos?
Afinal, que se tem que ver se há lixo demais nas ruas e isso gera a obstrução de bueiros e os arroios inundam...
Cada um com seu umbigo, cada um com os SEUS problemas.
Cada um com seu mundinho podre e hipócrita!
E claro, vamos sobrevivendo aos estúpidos que cruzam nossos caminhos, deixando-o sujo depois da nossa cuidadosa faxina!
Não entendo o egoísmo, deve ser por isso que tô sempre no máximo em segundo lugar, porque sempre dou um jeito de sobreviver, de contornar, de tentar não magoar ninguém...
A idiota, a que sempre está com toda a leitura feita, tem citações dos autores previamente citados, aquela que faz de tudo para criar e recriar - podemos contar com ela, depois descarta, ela fala demais, explica demais e inventa umas coisas que não dá pra acompanhar...
Então, o planejamento é continuar trabalhando bastante, esquecer que existem alguns tipos de sonhos.
Afinal, não adianta dizer que é um elefante engolido por uma cobra, todos dizem que é um chapéu!!!
Só não me obriguem a sorrir!
sábado, 8 de janeiro de 2011
Insatisfação
Ando muito encomodada.
Sabe aquele marasmo na vida.
me Sinto como o Capitão Jack, no terceiro filme, aquele povo todo parado, sem rum, quase sem água... e sem nenhum vento.
Tá, parece que a solução é virar o barco.
Ok.
Mas convenhamos, é arriscado.
Sempre existem riscos. Eu não faço barganhas e nem troco amigos como mercadoria e depois tento resgatá-los com cara de pau como o Jack.
Ainda me sinto a raposa do Pequeno Príncipe: com medo das pessoas, com medo de cativar-se, com medo do mundo todo.
Ficar dentro da toca não é coisa pra uma rapoza.
Ficar com um barco sem vento não é coisa pra pirata.
Eu ficar sem um objetivo concreto e sem margens de lucro... também não!
Não fui pra praia.
Não sei se irei.
Tô com nojo da minha vida, das escolhas sempre politicamente corretas!
Queria, por um dia, como o Sherek, apenas um dia, voltar a ser o ogro de sempre: "as pessoas tinham medo, as pessoas me perceguiam...", parece idiota, mas é a aventura que nos faz feliz e não a plenitude da satisfação.
É o caminho a ser trilhado que nos encanta e não somente o topo da montanha.
Mas acho que estou ficando velha e acomodada demais.
A idade nada tem a ver com velhice.
Velhice é uma opção!
Não que eu a queira, mas estou me rendendo a ela.
Daqui a 19 anos me aposento e vou fazer chinelos Havaiana com macramê na praia do litoral norte.
Destino cruel, mas ainda há algum destino, não é?
Sabe aquele marasmo na vida.
me Sinto como o Capitão Jack, no terceiro filme, aquele povo todo parado, sem rum, quase sem água... e sem nenhum vento.
Tá, parece que a solução é virar o barco.
Ok.
Mas convenhamos, é arriscado.
Sempre existem riscos. Eu não faço barganhas e nem troco amigos como mercadoria e depois tento resgatá-los com cara de pau como o Jack.
Ainda me sinto a raposa do Pequeno Príncipe: com medo das pessoas, com medo de cativar-se, com medo do mundo todo.
Ficar dentro da toca não é coisa pra uma rapoza.
Ficar com um barco sem vento não é coisa pra pirata.
Eu ficar sem um objetivo concreto e sem margens de lucro... também não!
Não fui pra praia.
Não sei se irei.
Tô com nojo da minha vida, das escolhas sempre politicamente corretas!
Queria, por um dia, como o Sherek, apenas um dia, voltar a ser o ogro de sempre: "as pessoas tinham medo, as pessoas me perceguiam...", parece idiota, mas é a aventura que nos faz feliz e não a plenitude da satisfação.
É o caminho a ser trilhado que nos encanta e não somente o topo da montanha.
Mas acho que estou ficando velha e acomodada demais.
A idade nada tem a ver com velhice.
Velhice é uma opção!
Não que eu a queira, mas estou me rendendo a ela.
Daqui a 19 anos me aposento e vou fazer chinelos Havaiana com macramê na praia do litoral norte.
Destino cruel, mas ainda há algum destino, não é?
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Ano Novo
Eu já fui muito superticiosa.
Sim!
Já fui pra beira do mar com barquinhos e oferendas... na crença de um ano melhor a por vir.
Já comi lentilha, 7 uvas, saltinhos, moedas na carteira, roupas e cores para cada desejo...
Enfim, lamento, mas isso não faz diferença alguma.
Descrente, bastante.
Passei minha virada do ano, a tal meia noite, sozinha. Por opção!
Graças a Deus e minha autonomia decidi ficar só.
Não seria nada justo passar a virada com muita gente e não ter quem mais queria por perto. Então, antes só que mal acompanhada.
Meu lindo companheiro gato estava comigo.
Ouvi os gritos, os fogos... a alegria.
Todos fazem pedidos.
Lembro de um deles: me disseram que se eu passasse a virada do ano com meu amor, ele ficaria para sempre comigo. Fiz isso, inclusive, o que me disseram de guardar um pouco do perfume que me dera de presente... Ainda tenho o vidro com o líqquido... e ele não está comigo. Mandingas não dão certo e então... porque eu deveria de passar meu precioso tempo pulando, comendo lentilha que não suporto nem o cheiro?
Enfim. Nada que foi planejado com meu coração deu certo.
Fica pra o ano de 2011 os desejos fáceis: arrumar o escritório, pagar o pós, por pior que seja: emagrecer, comprar as relíquias da morte (o filme), ler as duas torres, ler o amanhecer, aprender comida chinesa... Enfim coisas humanamente e mediocrimente plausíveis!
Dia primeiro não é diferente dos demais, a diferença está na disposição que você deposita nos objetivos que quer alcançar, e isso pode acontecer no dia 23 de março, 25 de julho ou 03 de outubro. O que realmente pode mudar algo não é a data, mas você mesmo!
Feliz ano novo pra todos e que os "sonhos" se realizem, até mesmo pra aqueles que acreditam em mandingas!!!
Sim!
Já fui pra beira do mar com barquinhos e oferendas... na crença de um ano melhor a por vir.
Já comi lentilha, 7 uvas, saltinhos, moedas na carteira, roupas e cores para cada desejo...
Enfim, lamento, mas isso não faz diferença alguma.
Descrente, bastante.
Passei minha virada do ano, a tal meia noite, sozinha. Por opção!
Graças a Deus e minha autonomia decidi ficar só.
Não seria nada justo passar a virada com muita gente e não ter quem mais queria por perto. Então, antes só que mal acompanhada.
Meu lindo companheiro gato estava comigo.
Ouvi os gritos, os fogos... a alegria.
Todos fazem pedidos.
Lembro de um deles: me disseram que se eu passasse a virada do ano com meu amor, ele ficaria para sempre comigo. Fiz isso, inclusive, o que me disseram de guardar um pouco do perfume que me dera de presente... Ainda tenho o vidro com o líqquido... e ele não está comigo. Mandingas não dão certo e então... porque eu deveria de passar meu precioso tempo pulando, comendo lentilha que não suporto nem o cheiro?
Enfim. Nada que foi planejado com meu coração deu certo.
Fica pra o ano de 2011 os desejos fáceis: arrumar o escritório, pagar o pós, por pior que seja: emagrecer, comprar as relíquias da morte (o filme), ler as duas torres, ler o amanhecer, aprender comida chinesa... Enfim coisas humanamente e mediocrimente plausíveis!
Dia primeiro não é diferente dos demais, a diferença está na disposição que você deposita nos objetivos que quer alcançar, e isso pode acontecer no dia 23 de março, 25 de julho ou 03 de outubro. O que realmente pode mudar algo não é a data, mas você mesmo!
Feliz ano novo pra todos e que os "sonhos" se realizem, até mesmo pra aqueles que acreditam em mandingas!!!
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