sábado, 8 de janeiro de 2011

Insatisfação

Ando muito encomodada.
Sabe aquele marasmo na vida.
me Sinto como o Capitão Jack, no terceiro filme, aquele povo todo parado, sem rum, quase sem água... e sem nenhum vento.

Tá, parece que a solução é virar o barco.

Ok.
Mas convenhamos, é arriscado.

Sempre existem riscos. Eu não faço barganhas e nem troco amigos como mercadoria e depois tento resgatá-los com cara de pau como o Jack.

Ainda me sinto a raposa do Pequeno Príncipe: com medo das pessoas, com medo de cativar-se, com medo do mundo todo.
Ficar dentro da toca não é coisa pra uma rapoza.
Ficar com um barco sem vento não é coisa pra pirata.
Eu ficar sem um objetivo concreto e sem margens de lucro... também não!

Não fui pra praia.
Não sei se irei.
Tô com nojo da minha vida, das escolhas sempre politicamente corretas!
Queria, por um dia, como o Sherek, apenas um dia, voltar a ser o ogro de sempre: "as pessoas tinham medo, as pessoas me perceguiam...", parece idiota, mas é a aventura que nos faz feliz e não a plenitude da satisfação.
É o caminho a ser trilhado que nos encanta e não somente o topo da montanha.

Mas acho que estou ficando velha e acomodada demais.
A idade nada tem a ver com velhice.
Velhice é uma opção!

Não que eu a queira, mas estou me rendendo a ela.
Daqui a 19 anos me aposento e vou fazer chinelos Havaiana com macramê na praia do litoral norte.
Destino cruel, mas ainda há algum destino, não é?

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