terça-feira, 30 de março de 2010

Poder supremo


Acolhendo a ideia do BBB10, confirmo aqui que nós, pobre mortais, também temos o poder supremo em nossas mãos.


Mesmo que não tenhamos câmeras 24 horas do dia em cima de ti, mas temos os olhos dos outros, as testemunhas do que fazemos, dissemos...

Eu tenho um problema com determinada pessoa, auto intitulada de "familiar" - e aqui cabe dizer, que eu não a empoderei de tal vínculo, contudo, as pessoas ao redor, acreditam nisso... - com isso, já fui por vezes abordada por pessoas, em diferentes momentos e situações pedindo referências de telefone, endereço, etc e tal dessa criatura. Claro, era sobre dívidas. É, muito constrangedor as pessoas te reconhecerem com "aparentada" de cujo sujeito se quer estar muito longe.

Enfim, já tive meus momentos de desprazeres com essa pessoa. Pessoa orgulhosa, sabedora de tudo, ostentadora, arrogante - minha mãezinha tem uma expresssão antiga, nojenta, mas muito presente a essa situação dessa pessoa: "frita merda pra comer torresmo", sim, é asqueroza, mas é isso mesmo, em tempos antigos torresmo era uma iguaria... e criaturas que diziam ter algo e não tinham, as demais sugeriam esse dito. - Como sou uma pessoa que quando digo algo, dou minha cara a tapa (estando certa ou não), já tive inúmeras discussões quentes com ele, que sempre ostentou muito e me humilhou sempre que pode.

Sendo eu uma pessoa, digamos, sem freio na língua, sempre deixei claro nosso relacionamento e quanto não poderia jamais levantar qualquer dúvida ao meu caráter.

Pois bem, cedo ou tarde, vem o poder Supremo, que para quem acompanhou o BBB10 sabe que foi o gaúcho que recebeu num momento que estava a sair do citado programa. Ele cautelozamente esperou o momento para mostrar a que veio.

O poder Supremo chegou as minhas mãos. Eu uma pobre e insignificante mortal entre mortais, recebo esse "dom". Me disseram que por eu ser alguém de confiança, solicitariam minha ajuda.
Primeiramente, até fiquei emocionada, puxa, eu, confiável... vislumbrei o povo falando isso em coro para mim...
Então fui acordada pela situação: "sabe, é sobre o teu parente. eu preciso encontrá-lo. (Putz, pensei, desgraçado! Mato ele se usou meu nome como referencia pra qualquer traquinagem!!! Faço um escândalo... mas fui novamente interrompida por um "concorda", mas concordar com o que?) Pedi que a pessoa se explicasse melhor, claro, não poderia dizer: tava viajando e nem me dei por conta que tu falava!
A situação é a seguinte, "ele" veio aqui, comprou mercadorias e deve "X". - Ok, pensei, é típico dele! - mas não foi o bastante! ""Ele", disse a pessoa, veio aqui, comprou uma caixa de viagra, não pagou, veio aqui e pediu outra e também não pagou. passadas umas semanas, telefonou pedindo mais, contudo como poderia dar mais se ele não pagou as outras?" Eu tinha vontade de rir muito!!! Mas me mantive na seriedade do assunto e não na situação que o cara estava de implorar viagra e botar no pindura!!!

A pessoa, minha amiga, colocou que não queria envolver a esposa e filhos na situação, que o marido dessa comerciante já estava pensando que o dito cujo não usara com a esposa, claro, desconversei, apoiei a ideia que "ele" usava com a esposa, até porque, era melhor passar por inocente, não cojitanto a fornicação a qual estava explicita!!!

Comecei a me deleitar com a situação. A minha amiga me fez jurar contar a ninguém - pensei com meus botões, acho que não comentei, mas o segundo nome de minha amada mãe é "ninguém", mas achei que não cabia esse tippo de explicação numa situação tão, digamos, "delicada".

Sim, jurei!
Pensamos em como abordar o cidadão devedor. eu iria falar com o filho dele para pedir o celular. Sem deixar escapar o assunto.

Mal sai dali, e liguei inúmeras vezes para minha mãe, cujo segundo nome é "ninguém", mas ela não estava em casa. Cheguei em minha casa, liguei para o filho do devedor e disse que estava indo em sua casa, se poderia me receber, ele concordou. Fui, tomei um refirgerante, falamos em filmes, em sair no final de semana, barzinhos, bebidas... e então, antes de sair, pedi o celular do pai dele. O rapaz ficou meu desconfiado, "porque quer o celular do meu pai?" Então, com muita singeleza, comentei, inocentemente que a pessoa da farmácia queria entrar em contato com ele. - sabíamos que todo mundo tinha o telefone residencial, então porque não ligar pra casa? - então fiz a cara do gato de botas no Shrek, e disse que não sabia do que se tratava. O rapaz começou logo pela fama do pai: ele deve dinheiro! Bem, me fiz de desentendida, mas o rapaz queria ligar, ir falar com a moça para indagar o que o pai devia. Comentei que ela havia sido muito discreta, não me falara nada, logo, se realmente o seu pai devia algo, que se resolvesse de outra forma, até porque o que minha amiga iria pensar de mim, que eu cogitara algo sobre o pai dele e ainda teria fomentado a discórdia no lar a partir de convicções minhas, ou seja, viraria uma fofoca!!!

Pois bem, consegui o número do celular, passei pra minha amiga. Não pude resistir e liguei para o rapaz, indagando sobre seu pai. O cretino queria saber do que se tratava, se eu havia comentado algo, mas o filho disse que não sabia de nada, que somente eu havia comunicado que a moça desejava o celular dele, então o mentiroso jogou a história: contou que tem um comércio ali perto, que possivelmente fosse o dono que queria um material que justamente estava em falta na distribuidora que ele trabalha, que iria lá pessoalmente resolver a situação.

O pobre rapaz passou a informação para mim com voz de alívio. Não pude permitir. Disse que conhecia o cidadão, que então porque ele não pediu diretamente pra mim, "acho estranho, o empresário, que me conhece tão bem, que inclusive passou por mim ontem, me acenou, envolver a farmaceutica nisso... Mas irei passar por lá, irei me certificar que ela deu o número pra ele".

Veja bem, tenho o poder supremo.
O importante não é falar pra todo mundo. O importante é usar o poder quando necessário.
Eu não vou contar pra mulher dele, ou filhos... quero que depois que passar pelo sufoco de pagar sua dívida, ele saiba que eu sei. Eu sabendo, ele jamais fará de me humilhar novamente, ou dirigir suas moralidades pra cima de mim... ou dizer que vou queimar no inferno por não frequentar a igreja evangélica dele.

O poder é dado, o que fazer com ele é o grande mistério!!!

Ah, falei pra "ninguém" sobre a situação, e destilamos nossso veneno há muito contido sobre esse tal!!!

Cuidado, eu sei o que você fez no verão passado...

(seus segrredos estão em minhas mãos... cuidado ao caminhar...) haha

sexta-feira, 26 de março de 2010

REVELAÇÃO

Bem...
Eu fiz o projeto.
Apresentei o projeto com tanta convicção do que havia estudado e tão coerente meus teóricos com meu assunto que... a orientadora de pesquisa não apresentou nenhuma contribuição por meu projeto estar completo.

SIM!!!!! Estava praticamente perfeito!!!
Tanto sofrimento, mas valeu!!!
Meu ego estava nas alturas...

Como elaborar a pesquisa, já sabia. Como coletar dados, seria uma pesquisa qualitativa, entrevistas, observações, planos de abordagem... tudo estava lá.

A praga da orientadora colocou que minha justificativa deixava claro o trabalho a ser realizado e ela "via" o trabalho que faria de princípio ao final na organização da mesma!!!

Depois disso, claro, que voltei pra casa, liguei pra meio mundo dizendo que havia sobrevivido e era a única na turma que tinha um projeto pronto.
Tudo está bem!!!

Meus surtos somente provaram que sou louca.
Também que sou insegura com postura de durona.
Que sou muiiiito estudiosa e deveria confiar mais em mim mesma, sem deixar de duvidar.
Que posso realmente aprender inglês, já que tantos débeis e medíocres aprendem porque eu não? Pois estão me apoiando tanto pro mestrado - e digamos que o que falta é a lingua inglesa!!! que particularmente odeio.

Acho que foi uma REVELAÇÃO pra mim, enfrentar esse desafio, mesmo que passando tão mal, que eu sabia o que fazer, contudo, minhas emoções estrapolaram e fiquei perturbada.

Há uma frase no filme 2012 que o monge fala a seu aprendente: é preciso estar vazio para ver (logo depois de colocar tanto chá na vasilha do monginho que transborda e faz uma sugeira... o mais novo referia-se ao final do mundo, com muitas críticas e comentando o que fazer com tanta sabedoria no momento daqueles)

Comecei a tentar esvaziar-me - e não é dieta!!!!
Esvaziar de críticas, até mesmo da orientadora, dos professores, colegas... não me sentir tão angustiada. Buscar mais momentos de oração.

Tive momentos riquíssimos. Me sinto mais tranquila.

Só podemos nos encher de coisas que queremos, amamos, desejamos, se nos esvaziar-mos daquilo que nos impede de alcaçar nossos objetivos.

domingo, 21 de março de 2010

ERCEMISCSPE - nova sigla

Falta apenas poucos momentos para entregar meu projeto de TCC e novamente, estou tentando postergar tudo. Tinha todo o sábado... mas sabe como é, a gente precisa visitar a mãe, falar com os irmãos, dá uma passada em um barzinho, conversar com amigos, pois como diria o Veríssimo, "temos que regar as amizades". Depois chegar em casa, ver a bagunça da semana, poxa, é necessário limpar, organizar, planejar a semana que virá...
Também se faz necessário tirar aquela soneca a tarde, pois, depois de comer e beber bem, fazer todas as tarefas da labuta de uma boa dona de casa moderna que adianta e projeta a semana...

Mas e o projeto de trabalho a ser apresentado?
Hum, coube exatamente naquele espaço de "tempo profundo" que reservamos no nosso cérebro: espaço de esquecer o mais importante por ser muito importante pra não esquecer, contudo demasiadamente chato e desafiador que você faz questão de esquecer! - também conhecido como ERCEMISCSPE (espaço reservado no cérebro para esquecer o mais importante sendo chato o suficiente para esquecer), creio que a abreveatura tirou a energia da expressão!

Então, o que quero dizer é que passarei a madrugada produzindo o projeto!!!

Eu já vi alguns outros cursos para continuar estudando, outras especializações... lindo, não terminei esse, não consigo enfrentar a questão de produzir algo que sei.
Quero fugir, alguém tem uma casa na praia, sítio, cova, caverna... Eu não tô afim de fazer esse negócio...

Mas, tô indo fazer. Espero que alguma catástrofe aconteça com a orientadora e não tenhamos aula, melhor, sejam adiadas as aulas, seminários... por um mês. Não estou preparada psicologicamente pra isso.
Sou uma mulher sensível, embora não pareça. Preciso de atenção, um ombro amigo e chocolates!

Se alguém tiver o encosto da Madre Tereza de Calcutá e quiser ajudar essa "pobre" coitada a beira do suicídio mental, favor entrar em contato!!!

terça-feira, 16 de março de 2010

Pressão!

Estou eu, a beira de um ataque de nervos.
Estava eu, a beira de um ataque de nervos.
Sim, tive um belo ataque de nervos.

Eu, nos corredores da faculdade onde estudo, vem as pessoas. Elas cruzavam por mim, pareciam saber: ela não sabe o tema da monografia, vai se dar mal!
Sim, a professora me esperava para dar a orientação dela e claro, cheguei atrasada para não ser a primeira. Fui diretamente ao fundo da sala, com um sorrizo discreto e culpado pelo atraso e sem querer interromper absolutamente nada, aliás, eu queria que ela nem me visse!
Enfim, ela me cumprimentou com educação. Delirei, consegui vê-la gritando comigo pelo atraso, que isso seria absolutamente indesculpável, e aos berros, me mandaria sair da sala. Mas isso estava apenas na minha cabeça... fui acordada com um cutucão e uma frase: "ei, tu fez o projeto?", dei um pulinho na cadeira. Disse que não. Minhas colegas que sabem que sou uma "carola" nos estudos, disseram: "se ela não conseguiu, nós estamos ferradas". Comecei a ficar mais nervosa.

Então o pessoal do fundo, que não havia feito o projeto, resolveu baixar frescuretes no meu pc, usar o Blu sei lá o que, queriam que eu resolvesse porque não enviava as tais frescuretes pros celulares, uma vez que não sabem espanhol e meu pecioso equipamento é um "ermano" espanhol. Não me deixavam em paz. A gente queria matar tempo... Eu queria matar a professora num surto psicótico, mas não o tive, para nossa infelicidade!

Conseguimos, quase as 20 horas saírmos, fomos comer uma pizza. Ah, a pizza. Gordurozamente coberta por queijo, muito queijo, frango e uma camada espeça de condimentos. Comi como um ex-fuzileiro recém chegado do Haiti - não sei se tem fuzileiros lá, mas acho que não comem pizzas assim. Comi e conversei sobre qualquer assunto que não dissesse respeito ao projeto, e por incrível que pareça, ninguem sugeriu o assunto.

Tivemos que sair do restaurante, chamos o pessoal que ainda estava na sala. Conversamos mais ainda no pátio da faculdade. Até que, alguém, com senso de realidade, nos tira da terra do nunca e pronuncia a mais débil, incogitada e correta frase: "temos que subir". Ah, subir! Deixa eu cavar um buraco aqui, prometo retirar as leivas de grama corretamente, depois é só vocês recolocarem, ninguém vai perceber... isso foi mais um pensamento insano!

Ao tentar subir, em frente ao elevador, começo a passar mal, primeiro um calafrio. Após, um frio e náuseas. E então anuncio, acho que vou vomitar!
Alguns riram, mas teve gente que pegou outro elevador. Eu permaneci ali, pálida, talvez verde, com muito frio. Fui empurrada para dentro do cubículo que se desloca verticalmente e subimos. Ao chegar no andar, entreguei bolsas, celular, chaves, tudo que era extra. Fui ao banheiro e lá fiquei com  inhas crises: as estomacais e as existenciais.

Logo após desvinciliar-me do que de fato atrapalhava minha digestão: a pizza, e seja lá o que mais... Voltei branca, branca como papel - o que me lembrou que os meus estavam em branco e, logo, meus papéis, estávam todos em branco também, sem idéias... Minhas náuseas voltaram, meu corpo doía... poderia falar isso pra professora... Mas ela anunciou uma prévia apresentação antes da apresentação geral, eu olhei pra cima, buscando o céu para proferir algumas dúzias de blasfêmias, mas já não tinha ideia do que poderia ofender o criador. Enfim, o grupo do fundo não sabia o que fazer...

Todos atônitos!

Quando uma luz aparece. Começamos logo a falar o que cada um queria escrever, independente das abobadices de projeto, objetivo e blablablás... Então, nos demos conta que tínhamos um Tema. Claro, viajamos, colocamos um lema, bandeira e estávamos pensando um discurso quando alguém disse que o próximo grupo era o nosso. Focamos nossos esforços. Comecei a relembrar os teóricos, as linhas de estudo, os temas propostos e começamos então a fazer o projeto.

O que nos atormentou por duas semanas, conseguimos fazer em 20 minutos.
Chegou a professora, cara de "não me importa o que fizerem, será horrível", mas nós estávamos felizes, conseguimos o improvável. Ela fez as mesmas perguntas a todas nós, enrolou, mudou assuntos, não conhecia os teóricos estudados, perguntava e buscava justificativas nossas para cada palavra. Disse que meu projeto estava bom, contudo, tinham muitos conceitos para eu trabalhar no artigo, que corrigi ela dizendo que era monografia, justamente para ter espaço na minha subjetividade. Ela contextou meus consceitos, relatei ter teóricos apoiando cada termo, ela referiu-se que conhecia todos - e eu disse os que ela sabia mesmo! pra minimizar o impacto - e que não gostava do termo "ensinagem", muito "Português" e nem está no dicionário. Claro, o povo ao redor me olhava, dizendo que mudasse  termo para ensino, olhei diretamente a mestra, e, comentei o conceito, que, com meus argumentos poderia sim ir para a monografia. Ela, então, colocou que o termo era subjetivo. Disse que eu era subjetiva. Ela, já perdendo a paciência comigo - e acho que tenho esse dom com as pessoas... -  desabafou seus piores sentimentos de uma pessoa mega objetiva: "subjetividade é terra de ninguém, não há regras!". Sabe, veio aquele silêncio entre o grupo, se eu estivesse mais próxima do chão - e não a 6 andares de altura dele - até ouviria os grilos. Virei-me a professora, e sem nenhum filtro respondi: "Então eu não tenho regras no meu trabalho, sem ordem, tudo pode nele. Sou uma pessoa desregrada por ser mais subjetiva que a senhora, ora, a senhora me ofende dessa forma!" Todos e todas, já sem respiração, pensaram que a professora iria fazer alguma coisa... Mas ela foi politica. contornou a situação, buscou orientar meus objetivos, objetivando-os. Não questionou mais minhas ideias - ou proque estávam boas, e sinceramente acredito que sim, ou porque deve pensar, se rala idiota subjetiva, desregrada e incompetente.

Claro, depois do meu ataque de nervos, com delírios, acessos de alimentação compulsiva, regorgitar tudo que compulsivamente engoli e bebi... Apresentar e brigar com a orientadora de pesquisa, foi, digamos, moleza!

Sim, eu tenho um tema, com objetivos, e 3 dias para estar pronto para a revisão, montagem de slides e argumentação com teóricos bem selecionados e claro, o pedido do grupo que eu os orientasse em pesquisa, uma vez que, eles entenderam o processo comigo e não com a professora.

Depois, apresentar para essa abobada o que escrevi, que ela vai fazer correções e então apresentar para os demais professores e buscar o orientador.

Mas agora, tenho um tema.

Mas juro, vou mudar tudo se pegar determinadas orientadoras -fala sério, pegar um incompetente, não dá!!!

Então, mais uma vez, reforço: eu trabalho bem sob pressão!!!
O stress é aliado da inteligência - não ajuda se a pessoa está estressada, exausta... mas a pressão, auxilia a inventar subsídios de soluções!!!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tempo - Os últimos serão os mais cansados!


Os últimos passos são os mais cansados...
Os últimos minutos, os mais longos...
O arroz tem sempre gosto de mais salgado no ffinal...
O texto perde o sentido nas últimas frases...
Eu não lembro de mais nada nos últimos momentos antes de entregar a prova...

Estou em reta final, não lembro o que queria defender, estou exausta de escrever ou discutir sobre os assuntos com quem quer que seja...

Caminho por que não tenho outra coisa a fazer, sigo, teimosamente... meu artigo precisa ser editado, mas antes, avaliado e antes ainda, escrito. Eu não consigo escrever!

Meus últimos minutos de prova, me fazem esquecer o sentido de fazê-la.
Meus últimos momentos com os orientadores de meu ensaio parecem voláteis...

Ah... tudo é reticencias...

Diz o poeta, "quando tudo está perdido, sempre existe uma luz"... ou ainda não perdi tudo e por isso não vejo a luz ou não tem luz pra mim.

Agora a pergunta é:
Como foi que alguém com tanto a dizer, com uma opinião formada sobre tudo, pode acordar acéfala?

Sim meus jovens padawans, a força, pode não estar com você... Pior, nem no lado negro da força estou.

Meu maior temor, agora, perto do fim, é que ele está aí: o fim. E depois de discutir tão veemente sobre cada detalhe da psiquê humana, não tenho muito que falar na monografia. E, parece que todos meus colegas tem! Aqueles mais bobinhos, farão uma revisão bibliográfica, que ao meu ver, não defende nada, só concorda com tudo - talvez o mais político de todos! - e eu querendo discutir sobre o sexo dos anjos!

Quero minha inspiração de volta e a quero agora!
Tenho dois meses para fazer e 60 dias me parecem 60 segundos!
Me sinto ofegante...
Meus passos estão devagar...
Consigo ouvir meu coração e suas batidas agoniadamente disrítmicas...

Oh vida, oh dor...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Arte de viver e sobreviver - Borboletas, carrapatos e pulgas




Viver é uma arte e sobreviver é a rotina dos seres viventes


Recomeço é sempre embebido de supostas previsões. Quando tudo está acomodado, vem a "pulguinha" da insatisfação e a "borboleta" da possível felicidade. A "borboleta" com o tempo acomoda-se em alguma parte do seu corpo vai se transformando em "carrapato".
"Pulguinha", por que você se coça, mas nunca encontra e então, continua a sentí-la pelo corpo. "Borboleta" pelo simples fato que a maioria de nós, geralmente na infância e na paixão abobadamente amamos esses insetos. "Carrapato" por que você até encontra, mas se torna um tormento, geralmente acometido de alguma doença e quando percebe que precisa se livrar: 1º deve ter coragem de arrancar; 2º vai doer e geralmente sangra e 3º vai ficar bem machucado e talvez com cicatriz. Logo, você teme a felicidade e fica quase o tempo todo insatisfeito.
Começa a delirar, sonhar... Ah, se eu me livrasse dessa pulga... Ah, se a felicidade fosse plena e não hovessem riscos...

Viver é uma arte! Eta frase complicada.
Viver é uma farsa, pois apresentamos um sorriso, um "tudo bom", mas as vezes queremos que tudo vá pro inferno...

Viver é um ato difícil, exige coragem, muita coragem... Enfrentar seus medos diariamente e colher algumas flores com o cuidado supremo com os espinhos, que, inevitavelmente machucarão sua pele...

As vezes, é possível sentir o aroma dessas flores, olhar o jardim vizinho e crer que o dele é melhor que o seu, que foi privilegiado com adubos melhores... E, começam as dúvidas: como ele conseguiu, como tem tempo pra cuidar, qual o segredo... E começam também algumas lamentações: ah, por que, Senhor, que o vizinho tem um jardim lindo, eu não mereço, é isso?
E depois vem o sentimento de inveja puro e ardiloso: Tem algo de estranho, deve pagar alguém, conseguir ilegalmente algo para o jardim...

Acho que aqui exige o arrancar do "carrapato", que apareceu como borboleta no começo... é, sim! Começa como borboleta voando sobre sua cabeça, pousa, acomoda-se e vai se metamorfoseando em carrapato!

Arrancar esse animal exige estratégia, mas daqui a pouco você vê outra borboletinha e quer ela, as vezes você tem tantos projetos para sua felicidade que está com uma infestação de carrapatos.

É repulsivo imaginar-se com esses asquerosos animaizinhos... mas é a pura (mais louca metáfora que pensei) verdade!!!

Acho que o jogo é admirar as borboletas voando...

Já as pulgas, bem, você mantém-se ocupado para controle de quantidade, mas de uma forma ou de outra, elas vem e fazem o trabalho!

Meu conselho, se é que realmente eu não deveria vendê-lo, pois ele realmente é muito bom, é o de:
1º - Sinta o aroma das flores independente do jardim que elas estão!
2º - Aprecie muito o trabalho que faz no seu jardim e alegre-se dos demais, mesmo duvidando de como conseguiu o feito!
3º - tenha coragem de colher suas flores, mesmo que algumas tenham espinhos, não deixe de enfeitar a vida!
4º - Coce-se, mande as pulgas embora, mas algumas sempre é bom ter, afinal, quando poucas te dão senso de realidade, mas se muitas, você fica paranóico...
5º - Admire as borboletas, no seu jardim. Não as deixe acomodar-se, sempre permita a elas o voo... voar é leve, sugar o sangue dos outros é parasitagem! E, com isso, sua felicidade vira martírio.


Teriam muitos outros, mas espero que me mande um e-mail, me ajudando a ver a vida de uma forma melhor!

Beijos, me liga!