Os últimos passos são os mais cansados...
Os últimos minutos, os mais longos...
O arroz tem sempre gosto de mais salgado no ffinal...
O texto perde o sentido nas últimas frases...
Eu não lembro de mais nada nos últimos momentos antes de entregar a prova...
Estou em reta final, não lembro o que queria defender, estou exausta de escrever ou discutir sobre os assuntos com quem quer que seja...
Caminho por que não tenho outra coisa a fazer, sigo, teimosamente... meu artigo precisa ser editado, mas antes, avaliado e antes ainda, escrito. Eu não consigo escrever!
Meus últimos minutos de prova, me fazem esquecer o sentido de fazê-la.
Meus últimos momentos com os orientadores de meu ensaio parecem voláteis...
Ah... tudo é reticencias...
Diz o poeta, "quando tudo está perdido, sempre existe uma luz"... ou ainda não perdi tudo e por isso não vejo a luz ou não tem luz pra mim.
Agora a pergunta é:
Como foi que alguém com tanto a dizer, com uma opinião formada sobre tudo, pode acordar acéfala?
Sim meus jovens padawans, a força, pode não estar com você... Pior, nem no lado negro da força estou.
Meu maior temor, agora, perto do fim, é que ele está aí: o fim. E depois de discutir tão veemente sobre cada detalhe da psiquê humana, não tenho muito que falar na monografia. E, parece que todos meus colegas tem! Aqueles mais bobinhos, farão uma revisão bibliográfica, que ao meu ver, não defende nada, só concorda com tudo - talvez o mais político de todos! - e eu querendo discutir sobre o sexo dos anjos!
Quero minha inspiração de volta e a quero agora!
Tenho dois meses para fazer e 60 dias me parecem 60 segundos!
Me sinto ofegante...
Meus passos estão devagar...
Consigo ouvir meu coração e suas batidas agoniadamente disrítmicas...
Oh vida, oh dor...

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