Hoje acordei como corriqueiramente acordo, abro os olhos, olho o relógio, reprogramo o celular para despertar em 30 min e faço minhas rezas, reflexões... Era pra ser assim! Por que não foi?
8h liga minha mãe me lembrando do imposto de renda, do problema com minha orientadora e a preocupação com minha saúde...
Volto pra cama, com um humor afetado... tento dar uma sonhadinha, mas lembro das responsabilidades...
Faço minhas ligações direto do celular com uma caneta que mal respondia as minhas intensões de registrar as informações necessárias...
É, tenho que levantar... o gato está faminto, tem roupas pra lavar, outras para colocar no varal...
Café da manhã... onde está minha margarina? Acabou... mais um ponto pro lado negro da força!!! Passei ontem no mercado e esqueci minha Qualy, como pude... Mas me satisfi com bisnaguinhas sem nada e chá.
Abro a janela
grande e forte neblina.
Entendi o recado, disse olhando pro céu...
Assim como aquela neblina, ofuscando o sol, aquela umidade e a promessa de um dia quente... bem, minha mente está assim.
Nebulosa...
Quando vem uma onda de coisas que não parecem dar certo... fico com a mente nebulosa.
Penso: tanta gente má que não fica doente, ladrão que tem amizades, mentirosos que conseguem tanto na vida... pra que olhar e mirar em mim?
Puxa VIDA!!!
Mas lembrei que é preciso sonhar. Sonhar com o sol que certamente está acima dessas densas nuvens.
Lembrei de tanta coisas...
do que uma amiga disse: ah, você sofre tanto por querer ser amada e não vê o quanto te amam... é possível.
dos meus estudos, que se mostraram importantes e reconhecidos por uma parcela de pessoas: você tem tanto a partilhar, sendo uma pessoa tão espiritualizada...
dos meus alunos, que riem com as brincadeiras, caretas e sobriedade que também lhes delego, das grande criatividade e honestidade que me inebria de alegrias...
das pessoas que amo, mesmo que não tenham mais notícias minhas, mesmo que eu fique apenas observando de longe...
A neblina lá fora ainda permanece...
tenho meus trabalhos pra entregar hoje, discutir pontos, refletir muito.
Minha neblina pessoal ainda há de estar por muito tempo...
"as vezes peço a ele, que vá embora" - sim, peço que lembranças vão embora, mas elas ficam... eram tão boas... aquele beijo infantil, o amor de corpos jovens, os ciúmes de uma jovem mulher por um lindo homem que se fazia diante meus olhos... Lembro da despedida que não ocorreu, ele me disse que havia acabado e pronto, virou o rosto. Fui embora. Olhei pra trás muitas vezes, imaginando sua reconsideração... Ele nunca vinha ao meu encontro, eu é que impunha minha presença.
Não fui embora por opção, fui por ele não querer mais a mim como alguém especial.
Então, acho que eu deveria ter raiva dele. Mas como sentir isso aquém nebulosamente vive em mim?
Se Morfeu me entregasse as duas pílulas,a branca e vermelha, não saberia escolher... abandonar esse sonho, essas lembranças... deixar a Matrix...
Ainda há neblina lá fora e aqui dentro de mim...
Quando posso olhá-lo, vejo o tempo que passou pra mim e pra ele. Como mudamos, eu, cabelo diferente, ele um pouco mais "forte", eu com minha profissão e trabalho bem definido, ele, acho que indefinido... Como sempre, me aventurei a casamento, casa, animais, separação, opções múltiplas e a solidão como amiga fiel e incontestável...
Ele, não sei dizer. Um solteiro, bonito, de palavras bem escolhidas e uma detestável educação que visa o puritanismo - algo difícil de eu lidar.
A neblina continua lá fora...
Tenho que me organizar...
"Com quem você quer falar, por horas e horas e horas..."
Quero falar, mas o tempo já passou tanto...
Sei que haverá o sol, sinto ele, acima dessas densas nuvens... Acredito em algo que não posso tocar e agora que não posso ver... mas sei que existe.
Melhor passar a existência lembrando dele, do que nunca ter tido a experiência de amar incondicionalmente como o amei...
Largaria quase tudo por ele, e até acho que ele sabe... mas não tem coragem, assim como eu, de tentar de novo...
A neblina irá embora... mais cedo ou mais tarde...
e o sol, se mostrará em sua grandeza de astro rei, sobre todos, sobre as montanhas, montes e colinas; sobre crianças, idosos e homens de boa fé; sobre o cervo, o capim e a formiga... seus raios penetrarão a água e a mágia no oceano se dará...
Acretido, e penso e 6 coisas impossíveis antes do café da manhã...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Patologias I
Depois de passar um ano estudando, descobri que tenho uma boa lista de patologias e algumas que posso desenvolver com bastante competência.
Assassinatos, não! Já vou deixar claro, pois faz muita bagunça e sou um pouco desorganizada.
Já pensou, chegou eu, com aquela rizada ensaiada, corro pra cima da pobre vítma, amarro ela, coloco um pano em sua boa e começo com a tortura mental, de coisas que ela fez - tá, eu não direi do verão passado! - mas por sua vida cruel e infeliz e eu darei um fim nisso tudo. Como alguém doente psicologicamente, darei uns tapinhas, direi o quanto soiu infeliz com tudo aquilo... e.. graças minha desorganização, terei esquecido o objeto pontiagudo que fariam várias perfurações no indivíduo... ah. poxa! como assassinar alguém e esquecer o objeto pelo qual tiraria a vida da infeliz pessoa - que agora deve estar toda urinada de terror. Como, nesse exemplo, sou a assassina, eque sou criteriosa e um pouco metodica para novidades... não o matarei, pois havia traçado um plano: matá-lo.
Então para aqueles que achavam possivel eu me tornmar uma serial, no máximo posso dar é alguns momentos de terror: ela mata ou não...
Bem, tenho que seguir algum tipo de patologia, mas veja bem, o histerismo, que na minha opinião seria o mais votado, é meio difícil de acompanhar: roupas muito evidentes, decotes, sensualismo, gritinhos, alguns palavrões, ataques bipolares, triangulos amoros - só o fato de sustentar um triangulo amoroso já requer muita energia... e me refiro mais a questão de agendas do que propriamente a energia sexual, que no meu caso seria mais fácil que para homens (se for mais velho de 50 anos, procure um farmaceutico e que te dê descontos, esses medicamentos andam pela hora da morte...)
Bem, quem puder me mandar alguma lista de patologias, favor entrar em contato, ou espere o texto II.
Assassinatos, não! Já vou deixar claro, pois faz muita bagunça e sou um pouco desorganizada.
Já pensou, chegou eu, com aquela rizada ensaiada, corro pra cima da pobre vítma, amarro ela, coloco um pano em sua boa e começo com a tortura mental, de coisas que ela fez - tá, eu não direi do verão passado! - mas por sua vida cruel e infeliz e eu darei um fim nisso tudo. Como alguém doente psicologicamente, darei uns tapinhas, direi o quanto soiu infeliz com tudo aquilo... e.. graças minha desorganização, terei esquecido o objeto pontiagudo que fariam várias perfurações no indivíduo... ah. poxa! como assassinar alguém e esquecer o objeto pelo qual tiraria a vida da infeliz pessoa - que agora deve estar toda urinada de terror. Como, nesse exemplo, sou a assassina, eque sou criteriosa e um pouco metodica para novidades... não o matarei, pois havia traçado um plano: matá-lo.
Então para aqueles que achavam possivel eu me tornmar uma serial, no máximo posso dar é alguns momentos de terror: ela mata ou não...
Bem, tenho que seguir algum tipo de patologia, mas veja bem, o histerismo, que na minha opinião seria o mais votado, é meio difícil de acompanhar: roupas muito evidentes, decotes, sensualismo, gritinhos, alguns palavrões, ataques bipolares, triangulos amoros - só o fato de sustentar um triangulo amoroso já requer muita energia... e me refiro mais a questão de agendas do que propriamente a energia sexual, que no meu caso seria mais fácil que para homens (se for mais velho de 50 anos, procure um farmaceutico e que te dê descontos, esses medicamentos andam pela hora da morte...)
Bem, quem puder me mandar alguma lista de patologias, favor entrar em contato, ou espere o texto II.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
As coisas aconteciam com alguma explicação...
Fico com a esperança que as coisas realmente aconteçam com alguma explicação!
Ano passado, surgiu um grande problema, ao qual não me mostrei na totalidade, tão pouco limitei as demais pessoas... somei todos os problemas e os abracei, envolvi-me num casulo e lá tentei modificar cada coisa. Não consegui.
Mas, colhi o que plantei: para não mostrar uma pessoa irredutível, antissocial... paguei pela indisposição de discutir e deixar muito claro o que aconteceu.
Fiquei extremamente doente até que analisei tudo e verifiquei a idiota que fui em nome da "boa Vizinhança".
Interessante, mas nem meus vizinhos sabem direito quem sou, o que faço e o que tenho em minha casa, nunca um deles entrou. Pelo fato de que não gosto de muita gente sabendo da minha vida!!!
Mas, trabalho em equipe, é necessário um pouco de investimento, ouvir, de vez em quando alguma coisa, o casamento, a viajem, o filho que está doente... você precisa ter algo a dizer.
Bem, fiz microscópios investimentos, e como já era de se esperar... não deu certo!!! Haha, eu me avisei!!!
Em suma, deu um bafão! Disseram que eu deveria de me recompor, "Deus livre que a coordenadora soubesse, mas que elas, deixariam por isso mesmo..." Ora, eu sabia que era pra me manipular! Mesmo deixando claro que nada me deixaria mais tranquila que resolver com quem quer que fosse... Aceitei e me enrrolei feliz na teia dessas aranhas.
Em uma semana, uma delas, em minha presença, aprontou uma grande... desligou (sem querer) todos os frizeres da escola enquanto procura um tal disjuntor!!! Pediu-me que nunca contasse, mas eu disse que o que poderia fazer? Mentir?
Ela tentou me comprar, não aceitei.
Neste ano, eu, muito afastada das duas, me coloquei a vontade no meu mundinho. Pouco mostro, mando meus alunos se exibirem com que fazem, não estou nem aí pro grupo. (de certa forma estou, pois se não me incomodasse, não falaria nisso - é que tenho uma visão meio ideal de tudo e não gosto de imperfeições, de gente metendo o dedo sujo no meu trabalho e tão pouco da hipocrisia contida nessas relações).
Chegou ontem a fala de que eu e um outro professor estivemos em flerte. Estávamos discutindo situações pedagógicas, entre 9 integrantes, ele que já tinha sido supervisor e eu que sou formada nisso, além da sala de aula e questões organizacionais... nada aconteceu de fato, mas essa "uma" que nem estava em nosso grupo de trabalho disse que eu e o professor estavamos namorando.
O pior de tudo, é que sei que ela vai colocar isso pra etapa de alguma forma. Não admito!
Quero e vou até superiores deixar claro isso.
Primeiro: onde se ganha o pão, não se come a carne.
Segundo: se quisesse flertar, na escola não seria o lugar, tão pouco em uma reunião paga pela escola para trabalhar.
Terceiro: não tem essa liberdade comigo, e ainda estávamos na reunião.
Quarto eu odeio ela, vejo que se julga pelos próprios atos, "ela na minha situação já estaria no colo dele" - as experiencias em levar bola nas costas do maridinho dela, nada lhe dá permisssão em falar dessa maneira comigo.
Quinto: entre muitas coisas, quero que ela se exploda. Ela tem em mente me difamar. Não sou moralista, mas cada coisa tem um espaço e uma intimidade para ser declarada.
Hoje, estarei com superiores tentando resolver.
Não vou me calar a esse tipo de coisa.
Os boatos acabam se tornando verdadeiros, e são os mais alimentados.
A imagem de um educador deve ser modelo, portanto, quanto mais se investe em ser justo, correto, amoroso para com os demais, melhor. Minha profissão forma cidadãos. Como eu poderia estar me rebaixando a métodos de conquista dentro do ambiente de trabalho?
Estou furiosa!!!
E não vou mais voltar atrás.
As coisas acontecem com alguma explicação, se resolvem para explicar e clarear a vida.
Antes só, que mal acompanhada!!!!!!!
Ano passado, surgiu um grande problema, ao qual não me mostrei na totalidade, tão pouco limitei as demais pessoas... somei todos os problemas e os abracei, envolvi-me num casulo e lá tentei modificar cada coisa. Não consegui.
Mas, colhi o que plantei: para não mostrar uma pessoa irredutível, antissocial... paguei pela indisposição de discutir e deixar muito claro o que aconteceu.
Fiquei extremamente doente até que analisei tudo e verifiquei a idiota que fui em nome da "boa Vizinhança".
Interessante, mas nem meus vizinhos sabem direito quem sou, o que faço e o que tenho em minha casa, nunca um deles entrou. Pelo fato de que não gosto de muita gente sabendo da minha vida!!!
Mas, trabalho em equipe, é necessário um pouco de investimento, ouvir, de vez em quando alguma coisa, o casamento, a viajem, o filho que está doente... você precisa ter algo a dizer.
Bem, fiz microscópios investimentos, e como já era de se esperar... não deu certo!!! Haha, eu me avisei!!!
Em suma, deu um bafão! Disseram que eu deveria de me recompor, "Deus livre que a coordenadora soubesse, mas que elas, deixariam por isso mesmo..." Ora, eu sabia que era pra me manipular! Mesmo deixando claro que nada me deixaria mais tranquila que resolver com quem quer que fosse... Aceitei e me enrrolei feliz na teia dessas aranhas.
Em uma semana, uma delas, em minha presença, aprontou uma grande... desligou (sem querer) todos os frizeres da escola enquanto procura um tal disjuntor!!! Pediu-me que nunca contasse, mas eu disse que o que poderia fazer? Mentir?
Ela tentou me comprar, não aceitei.
Neste ano, eu, muito afastada das duas, me coloquei a vontade no meu mundinho. Pouco mostro, mando meus alunos se exibirem com que fazem, não estou nem aí pro grupo. (de certa forma estou, pois se não me incomodasse, não falaria nisso - é que tenho uma visão meio ideal de tudo e não gosto de imperfeições, de gente metendo o dedo sujo no meu trabalho e tão pouco da hipocrisia contida nessas relações).
Chegou ontem a fala de que eu e um outro professor estivemos em flerte. Estávamos discutindo situações pedagógicas, entre 9 integrantes, ele que já tinha sido supervisor e eu que sou formada nisso, além da sala de aula e questões organizacionais... nada aconteceu de fato, mas essa "uma" que nem estava em nosso grupo de trabalho disse que eu e o professor estavamos namorando.
O pior de tudo, é que sei que ela vai colocar isso pra etapa de alguma forma. Não admito!
Quero e vou até superiores deixar claro isso.
Primeiro: onde se ganha o pão, não se come a carne.
Segundo: se quisesse flertar, na escola não seria o lugar, tão pouco em uma reunião paga pela escola para trabalhar.
Terceiro: não tem essa liberdade comigo, e ainda estávamos na reunião.
Quarto eu odeio ela, vejo que se julga pelos próprios atos, "ela na minha situação já estaria no colo dele" - as experiencias em levar bola nas costas do maridinho dela, nada lhe dá permisssão em falar dessa maneira comigo.
Quinto: entre muitas coisas, quero que ela se exploda. Ela tem em mente me difamar. Não sou moralista, mas cada coisa tem um espaço e uma intimidade para ser declarada.
Hoje, estarei com superiores tentando resolver.
Não vou me calar a esse tipo de coisa.
Os boatos acabam se tornando verdadeiros, e são os mais alimentados.
A imagem de um educador deve ser modelo, portanto, quanto mais se investe em ser justo, correto, amoroso para com os demais, melhor. Minha profissão forma cidadãos. Como eu poderia estar me rebaixando a métodos de conquista dentro do ambiente de trabalho?
Estou furiosa!!!
E não vou mais voltar atrás.
As coisas acontecem com alguma explicação, se resolvem para explicar e clarear a vida.
Antes só, que mal acompanhada!!!!!!!
terça-feira, 6 de abril de 2010
Coragem e Covardia
É preciso ter muita coragem para ser uma covarde
é preciso traçar milimetricamente a distancia para olhar e não ser percebida e tentar a todo custo que saibam que é você naquele vestido beje, em frente a sua casa...
É muito necessário, escolher as palavras a serem ditas
as perguntas inocentes
as ideias eloquentes
as opiniões...
os verbetes devem estar de tal forma a nunca se desconfiar das intenções do locutor...
ah, isso dá trabalho...
imagino um pássaro
que arruma suas penas para conquistar sua fêmea...
canta um cântico novo, de agradáveis notas a completar uma melodia especial a ela...
para, conquistá-la, ele faz gracejos
dança e mostra uma postura desafiadoramente conquistadora
em sua mente está a cópula
a perpetuação de sua espécie pelo seu sêmen
Mas o que isso tem a ver comigo???
Bem, a conquista sempre é algo muito divertido
o medo é um fator que nos dá adrenalina
e o sabor de estar a dançar... é significativamente delicioso
Claro, não posso deixar de expressar o quão desestimulante é deparar-se com alguém, cujo o cortejo não o atenta. Melhor, digo, pior, se você está lá, dançando e vem outro sugerido pelos próprios hormônios desejando copular contigo e o verdadeiro par de seu interesse ri ou ignora a situação...
E é incrível como isso acontesse mais do que imagina...
Mas ter coragem de seguir seus instintos não é o mais corajoso.
A maior coragem é ser covarde.
Pense... você abre mãe de passar pelo ridículo pelo qual a maioria das pessoas e animais faz. Observa quão vã é a demosntração pública de afeto e quão besta lhe parece quando acaba o relacionamento com aquele ser que você demonstrou publicamente qua amava (ou não, mas que era ou parecia ser conveniente todo aquele teatro). O pior se você fez tatuagens!!!
Mas estar a parte, parece mais confortável. analisar tudo isso parece mais racional e controlado. Mais superior, se me permite opinar com tão pouca modéstia.
Posso estar me roendo de inveja - outro sentimento tenebroso humano quando bem aplicado a deterior o outro e suas condições que lhe levam a invejar o "próximo"- mas ainda assim, espero que as pessoas ao meu redor apontem a direção do ato público e eu possa expressar a condição tão vulnerável que o indivíduo se encontra. Posso, ainda, profetizar o futuro dele e dela:
ele - dependendo de como abraça e olha e seduz a criatura ao seu lado - posso dizer o quanto está realmente apaixonado, se quer estar ou ficar com ela, pois , se olha para outras mulheres, esta é passageira, se olha para seus amigos, quer dar ou mostrar aprovação a carne que irá degustar se tudo correr como quer; e, se olha apenas pra ela, há indícios que algum sentimento mais está tentando fluir por suas mandíbulas bem controladas...
ela - dependendo como se deixa agarrrar, prender pelos braços e mãos ágeis do outro - posso dizer se ela está ali pra uma aventura, ou se quer saber se é um momento que poderá transformar-se em algo mais; se olha pra suas amigas poderá estar dizendo que não voltará com elas, ou que a aposta foi ganha... se olha para demais homens, pode estar dizendo que está no cio, que quer outro macho para a cópula que ela imagina que este não dê conta.
Tudo pode ser o que parece. Tudo pode ser exatamente o oposto do que se deduz.
Mas, observar, faz cócegas no cérebro. Faz pensar o quão podemos ser depravados e que o moralismo inculto em nossas sinapses podem reprimir nosso inconsciente louquinho para algumas safadesas
Mas, precisamos ser os mocinhos, mocinhas da história. Não mais virgens, a sociedade já pede que tenhamos experiências sexuaias para deixar claro que os demais são depravados.
Ser covarde, redimir seus impulsos, não dar a cara a tapa mas rir dos que fizeram isso, parece ser mais honroso, mais escabroso, mais elitizado...
Ter a coragem de admitir, é ser alguém idiota. Ter coragem em ser covarde o sufiente para não viver isso e apontar como algo fisicamente amoral ou instintivamente animal nos faz ser melhores? Ou será que é babar pelo pote de morangos sendo degustado pelo ogro?
é preciso traçar milimetricamente a distancia para olhar e não ser percebida e tentar a todo custo que saibam que é você naquele vestido beje, em frente a sua casa...
É muito necessário, escolher as palavras a serem ditas
as perguntas inocentes
as ideias eloquentes
as opiniões...
os verbetes devem estar de tal forma a nunca se desconfiar das intenções do locutor...
ah, isso dá trabalho...
imagino um pássaro
que arruma suas penas para conquistar sua fêmea...
canta um cântico novo, de agradáveis notas a completar uma melodia especial a ela...
para, conquistá-la, ele faz gracejos
dança e mostra uma postura desafiadoramente conquistadora
em sua mente está a cópula
a perpetuação de sua espécie pelo seu sêmen
Mas o que isso tem a ver comigo???
Bem, a conquista sempre é algo muito divertido
o medo é um fator que nos dá adrenalina
e o sabor de estar a dançar... é significativamente delicioso
Claro, não posso deixar de expressar o quão desestimulante é deparar-se com alguém, cujo o cortejo não o atenta. Melhor, digo, pior, se você está lá, dançando e vem outro sugerido pelos próprios hormônios desejando copular contigo e o verdadeiro par de seu interesse ri ou ignora a situação...
E é incrível como isso acontesse mais do que imagina...
Mas ter coragem de seguir seus instintos não é o mais corajoso.
A maior coragem é ser covarde.
Pense... você abre mãe de passar pelo ridículo pelo qual a maioria das pessoas e animais faz. Observa quão vã é a demosntração pública de afeto e quão besta lhe parece quando acaba o relacionamento com aquele ser que você demonstrou publicamente qua amava (ou não, mas que era ou parecia ser conveniente todo aquele teatro). O pior se você fez tatuagens!!!
Mas estar a parte, parece mais confortável. analisar tudo isso parece mais racional e controlado. Mais superior, se me permite opinar com tão pouca modéstia.
Posso estar me roendo de inveja - outro sentimento tenebroso humano quando bem aplicado a deterior o outro e suas condições que lhe levam a invejar o "próximo"- mas ainda assim, espero que as pessoas ao meu redor apontem a direção do ato público e eu possa expressar a condição tão vulnerável que o indivíduo se encontra. Posso, ainda, profetizar o futuro dele e dela:
ele - dependendo de como abraça e olha e seduz a criatura ao seu lado - posso dizer o quanto está realmente apaixonado, se quer estar ou ficar com ela, pois , se olha para outras mulheres, esta é passageira, se olha para seus amigos, quer dar ou mostrar aprovação a carne que irá degustar se tudo correr como quer; e, se olha apenas pra ela, há indícios que algum sentimento mais está tentando fluir por suas mandíbulas bem controladas...
ela - dependendo como se deixa agarrrar, prender pelos braços e mãos ágeis do outro - posso dizer se ela está ali pra uma aventura, ou se quer saber se é um momento que poderá transformar-se em algo mais; se olha pra suas amigas poderá estar dizendo que não voltará com elas, ou que a aposta foi ganha... se olha para demais homens, pode estar dizendo que está no cio, que quer outro macho para a cópula que ela imagina que este não dê conta.
Tudo pode ser o que parece. Tudo pode ser exatamente o oposto do que se deduz.
Mas, observar, faz cócegas no cérebro. Faz pensar o quão podemos ser depravados e que o moralismo inculto em nossas sinapses podem reprimir nosso inconsciente louquinho para algumas safadesas
Mas, precisamos ser os mocinhos, mocinhas da história. Não mais virgens, a sociedade já pede que tenhamos experiências sexuaias para deixar claro que os demais são depravados.
Ser covarde, redimir seus impulsos, não dar a cara a tapa mas rir dos que fizeram isso, parece ser mais honroso, mais escabroso, mais elitizado...
Ter a coragem de admitir, é ser alguém idiota. Ter coragem em ser covarde o sufiente para não viver isso e apontar como algo fisicamente amoral ou instintivamente animal nos faz ser melhores? Ou será que é babar pelo pote de morangos sendo degustado pelo ogro?
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Existir, mudar e viver
Eu fui uma pessoa boa no passado.
Fui num passado distante.
Com os tropeços dos outros em mim, um dia achei que as coisas deveriam mudar. elas mudaram porque assim eu disse que seria. Dormi uma criança e acordei uma adolescente com vontade de emaranhar a linha do Equador...
Eu mudei.
Eu distorci as vontades alheias as minhas.
Eu infernizei cada vivente com seus maiores temores.
Desafiei a minha vida e minha morte.
Quase morri.
Quase vivi.
Bati a cabeça no muro das minhas realidades.
Enfrentei tudo que me fazia rir e chorar.
Desalinhei cada traço que me fazia parecida com minha família.
Dormi no mato por muito tempo.
Fiquei só.
Vivi só.
E solitária aprendi que é bom ser assim... até que meus ecos começaram a me preocupar.
Então, aos poucos fui me aproximando da cidade, das pessoas...
Eu tinha razão, elas não eram confiáveis.
Tracei estratégias, critérios para a convivência, com poucas certezas de sucesso, com a ideia de que tudo poderia acabar e de que meu investimento era racional para cada um deles...
Mas me apaixonei por um deles.
Me entreguei.
Deixei os critérios pra lá. O que me importava os critérios, eu os havia feito, eu os enterraria...
Mas, se tivesse seguido meus planos, hoje, não estaria me sentindo só, eu estaria e saberia que era o melhor para pessoas como eu.
Dominadoras, persuasivas, criteriosas, solitárias, metódicas, inseguras, duronas, etc.
Gosto de tudo certinho na minha vida, nada de gente entrando e saindo sem permissão...
Se hoje, sou certinha, é por causa de tê-lo perdido.
Ele era certo demais, educado demais, simpático demais e me deixou...
Hoje, está só.
Esperando sei lá quem na vida dele.
Eu, continuo só.
Sinto que não terei outra oportunidade.
Minha coragem vem e vai.
Acho que minha coragem se vai quando a cautela fica demais.
Contudo.
Escolhi meus critérios. Para que minha vida fique limpinha. Ajeitadinha. Cheirozinha. estruturadinha...
Em verdade, tudo está perfeitamente organizado de tal modo a me lembrar uma compulsiva obcessiva.
Sim. Compulsivamente e arrogantemente solitária para que nada nem ninguém desalinhe minha organização obcessiva por não ter ninguém para mudar minha vida.
Chorei muito por me olhar no espelho e ver uma deusa. Oniciente: sabe tudo, responde a tudo, tem opinião sobre qualquer assunto... termina frases, pois "já sei o que tu vai dizer, estou deduzindo seus pensamentos a partir de seus movimentos físicos... Onipresente: consigo dar conta de tudo pra todos, pois sou toda poderosa... Onipotente: me diga algo que não possa fazer...
Bem, mas fica muito pesado dar conta de tudo e estar sempre feliz.
Chorar e se dar conta que tudo isso vai mudar, quer eu viva ou não, é difícil de lidar.
Entender que há mais em você dos outros que você mesmo em você... Que suas escolhas não são conscientes, que você tem atos falhos e que alguém irá apontá-los e querer saber o que são, mesmo que você não consiga saber de onde saiu...
Pois bem.
Eu mudei.
olhei de novo no espelho.
Sou uma pobre mortal.
Com muitas feridas abertas.
Sem medicação para fechá-las, cicatrizá-las... até porque, eu faço questão de abrir e me convencer de que cada uma delas foi quando eu vacilei e me deixei apaixonar por o mundo e seus moradores.
Chorar sozinha, é saber que não tenho com quem partilhar.
Chorar sozinha é ter certeza que ninguém será testemunha de minhas fraquezas.
Eu queria ser mais livre, mas sou prisioneira de meus medos, moralismo, mentiras, ilusões, castelos de areia, Peter Pan...
Até os egípcios se deram conta que seus deuses eram de pedra.
Bastet é uma invenção
Algo do inconsciente
parte de uma realidade paralela
alguém que não existe, foi inventada para ser
mas nunca terá seu objetivo, pois para ter, é preciso existir...
Fui num passado distante.
Com os tropeços dos outros em mim, um dia achei que as coisas deveriam mudar. elas mudaram porque assim eu disse que seria. Dormi uma criança e acordei uma adolescente com vontade de emaranhar a linha do Equador...
Eu mudei.
Eu distorci as vontades alheias as minhas.
Eu infernizei cada vivente com seus maiores temores.
Desafiei a minha vida e minha morte.
Quase morri.
Quase vivi.
Bati a cabeça no muro das minhas realidades.
Enfrentei tudo que me fazia rir e chorar.
Desalinhei cada traço que me fazia parecida com minha família.
Dormi no mato por muito tempo.
Fiquei só.
Vivi só.
E solitária aprendi que é bom ser assim... até que meus ecos começaram a me preocupar.
Então, aos poucos fui me aproximando da cidade, das pessoas...
Eu tinha razão, elas não eram confiáveis.
Tracei estratégias, critérios para a convivência, com poucas certezas de sucesso, com a ideia de que tudo poderia acabar e de que meu investimento era racional para cada um deles...
Mas me apaixonei por um deles.
Me entreguei.
Deixei os critérios pra lá. O que me importava os critérios, eu os havia feito, eu os enterraria...
Mas, se tivesse seguido meus planos, hoje, não estaria me sentindo só, eu estaria e saberia que era o melhor para pessoas como eu.
Dominadoras, persuasivas, criteriosas, solitárias, metódicas, inseguras, duronas, etc.
Gosto de tudo certinho na minha vida, nada de gente entrando e saindo sem permissão...
Se hoje, sou certinha, é por causa de tê-lo perdido.
Ele era certo demais, educado demais, simpático demais e me deixou...
Hoje, está só.
Esperando sei lá quem na vida dele.
Eu, continuo só.
Sinto que não terei outra oportunidade.
Minha coragem vem e vai.
Acho que minha coragem se vai quando a cautela fica demais.
Contudo.
Escolhi meus critérios. Para que minha vida fique limpinha. Ajeitadinha. Cheirozinha. estruturadinha...
Em verdade, tudo está perfeitamente organizado de tal modo a me lembrar uma compulsiva obcessiva.
Sim. Compulsivamente e arrogantemente solitária para que nada nem ninguém desalinhe minha organização obcessiva por não ter ninguém para mudar minha vida.
Chorei muito por me olhar no espelho e ver uma deusa. Oniciente: sabe tudo, responde a tudo, tem opinião sobre qualquer assunto... termina frases, pois "já sei o que tu vai dizer, estou deduzindo seus pensamentos a partir de seus movimentos físicos... Onipresente: consigo dar conta de tudo pra todos, pois sou toda poderosa... Onipotente: me diga algo que não possa fazer...
Bem, mas fica muito pesado dar conta de tudo e estar sempre feliz.
Chorar e se dar conta que tudo isso vai mudar, quer eu viva ou não, é difícil de lidar.
Entender que há mais em você dos outros que você mesmo em você... Que suas escolhas não são conscientes, que você tem atos falhos e que alguém irá apontá-los e querer saber o que são, mesmo que você não consiga saber de onde saiu...
Pois bem.
Eu mudei.
olhei de novo no espelho.
Sou uma pobre mortal.
Com muitas feridas abertas.
Sem medicação para fechá-las, cicatrizá-las... até porque, eu faço questão de abrir e me convencer de que cada uma delas foi quando eu vacilei e me deixei apaixonar por o mundo e seus moradores.
Chorar sozinha, é saber que não tenho com quem partilhar.
Chorar sozinha é ter certeza que ninguém será testemunha de minhas fraquezas.
Eu queria ser mais livre, mas sou prisioneira de meus medos, moralismo, mentiras, ilusões, castelos de areia, Peter Pan...
Até os egípcios se deram conta que seus deuses eram de pedra.
Bastet é uma invenção
Algo do inconsciente
parte de uma realidade paralela
alguém que não existe, foi inventada para ser
mas nunca terá seu objetivo, pois para ter, é preciso existir...
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