A limpeza deve ser feita diariamente, contudo, existem aquelas que demandam coragem, principalmente quando, mais que se precisa, se deve desfazer!!!
Passei 10 anos guardando coisas, aceitando o que me davam pra não dizer "não! isso eu não gosto, não quero, não uso!". Revistas, papéis, materiais, polígrafos da graduação, roupas que usei uma ou duas vezes, bibelôs que não uso (nenhum)...
Hoje, vou fazer aquela limpeza! Desde o guarda-roupa, calçados e escritório!
Já excluí e-mails antigos, limpei a caixa de entrada de todos os endereços.
Dizem que quando nos desfazemos das coisas antigas, abrimos espaço para o novo. Ok! Posso até acreditar nisso como prêmio de consolação, mas não posso deixar de focar que: coisa encalhada na minha vida não quero mais!
Nesse ano de 2011, um ano de organização (numerológicamente...) minha psicóloga disse que eu não posso mais me organizar, é tempo de desorganizar-me. Que sou certinha demais, que isso é que me enclausura... a vida está passando e eu nem olhando pela janela estou!
É verdade!
Tudo com um lugarzinho, engomadinho, perfeitinho... e quando não alcanço o objetivo do outro... vou, recomeço até que veja um sorrizo no rosto. É muito sofrimento. Viver para os outros... viver com ideias tão altos, com uma moral impecável e um sonho dentro de si que escapa aqui e ali - depois sua mente diz que foi má, que se alguém descobrir, será seu fim!!!
Os segredos, os sonhos na madrugada, as idealizações, a busca de respostas nas linhas escritas como se pudesse ver, concretamente a porta aberta...
Se estou cativada, porque, ainda, abster-me de uma possível felicidade...
É a coragem que falta, o medo da rejeição, do não. Pois o não reflete que tu não serve, não tem a devida competência, não alcança a linha da mediocridade... não vale o investimento. Passei mais de uma década pensando nisso.
Limpar, será um ato bom. Terá mais ar, um ar limpo, um se desfazer daquilo que atrapalha. Será um adeus a antiga mulher que sofre por não se desfazer por não querer magoar os outros... pois sabe o quanto dói sobreviver aos que os outros a magoaram.
É um rito. Uma passagem concreta para que o abstrato e consciente assuma o que é preciso ser feito.
No meu plano ideal, faria como a Hanna, de "o leitor", lavaria cada jarro leite, arrumaria neuroticamente a cama, roupas... para que os demais nada pudessem dizer que deixei coisas para trás. Mas vejo que não consigo mais fazer assim... Preciso saber a verdade e apresentá-la antes de arrumar qualquer coisa...
Uma limpeza total!
Uma espera que irá acabar, seja ela com boas notícias ou não!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Meu gato
No domingo estava pensando que meu gato já tem 5 anos. Eu sou louco por ele. Sou daquelas que fala com o gato e ainda jura que sabe o que ele responde. Pela manhã e faz uns miaus que sei que é uma manha, tipo: ei, precisava ficar tanto na cama, sou um ser vivo, quer dizer, quase, né... ; então pergunto num tom muito meloso e melodioso: o que foi meu amor, o que tu quer? então: faz mais um ou dois miaus que eu traduziria como: comida! Sabe, no meu caso: ração, já que não me serve um salmão fresco...
Depois de servi-lo, tomo café e ele deita no corredor que vai pra sala, bem no meio do caminho, pra dizer que existe. Ao longo dia, deita no meu criado mudo e joga livros. celular, óculos pro chão... pois ele elegeu este espaço pra soneca da manhã. também gosta de ficar sobre a máquina de lavar, de preferência quando se quer usá-la. Deita no tapete em frente ao fogão ou pia, no momento que você julga necessário fazer tua comida, casualmente as 11h e as 21h.
É possível vê-lo tentando se acomodar dentro do armário, e se sabe disso por ele retirar as roupas lá de dentro. Ama o sofá onde deixa seus pelos e tenho que aspirar, escovar e depois aspirar novamente.
Deita sobre o teclado do pc, sobre os livros que lê, escolhe a mesa (seja a da copa e de preferência se tiver algum pano de prato, cestinha...; seja a de jantar onde muitas vezes trabalho com muitos papéis).
Agora você se pergunta, como viver com alguém tão orgulhoso de si mesmo, como estar frente a frente com um ser que crê ser um deus e tu o súdido dele?
Então, em rompantes, tento colocar alguns limites - claro que ele sabe que na mesa é proíbido, então, quando chego ele pula... Mas e o guarda-roupas?
Bem, sempre que brigo e tenho que dar uns petelecos com um pano enrolado... depois da briga ele me ignora. Sempre depois da briga e mesmo depois da reconciliação ele vai até meu guarda roupas, dá um miado muito diferente e urina na porta! Desgraçado!!! Ou... no sofá. E ele sabe que fico louca da vida, então foge...
Mas o amo demais pra deixar que tudo isso, manias e falta de educação mesmo, me separe dele!
então, no domingo, estava pensando sobre tudo isso. E quando ele for embora, morrer... Ai, vou sentir falta!!!
Na madrugada, escutei ele querendo entrar pela sacada. Eu estava cansada e a noite é de verão. Tô nem aí... Ele tem um tapetinho que ele dorme ali mesmo na sacada. Tempo depois escutei um barulhão: Ele caiu!
Saí correndo porta fora de pijama. Estava ele, meio grogue, na escada da rua. Peguei ele, com uma saudade tão grande, com uma tristeza de vê-lo assim, sem seu orgulho todo, assustado e tonto. Sentei-me em meu sofá com ele, acaraciando-o, mas ele não respondia (não ronronava), de repente, me olhou profundamente com seus olhos amarelos e pretos e com eles me disse vários insultos: incompetente, terrivel dona, insensível... Ali, vi que ele melhorara. Levei-o até a cozinha, servi ração e deixei dormir dentro de casa!
Mas não consegui dormir direto, pensando que esta poderia ter sido nossa despedida. O adeus, ninguém está preparado, nem pra um animal amigo, quiçá aos humanos que amamos.
Depois de servi-lo, tomo café e ele deita no corredor que vai pra sala, bem no meio do caminho, pra dizer que existe. Ao longo dia, deita no meu criado mudo e joga livros. celular, óculos pro chão... pois ele elegeu este espaço pra soneca da manhã. também gosta de ficar sobre a máquina de lavar, de preferência quando se quer usá-la. Deita no tapete em frente ao fogão ou pia, no momento que você julga necessário fazer tua comida, casualmente as 11h e as 21h.
É possível vê-lo tentando se acomodar dentro do armário, e se sabe disso por ele retirar as roupas lá de dentro. Ama o sofá onde deixa seus pelos e tenho que aspirar, escovar e depois aspirar novamente.
Deita sobre o teclado do pc, sobre os livros que lê, escolhe a mesa (seja a da copa e de preferência se tiver algum pano de prato, cestinha...; seja a de jantar onde muitas vezes trabalho com muitos papéis).
Agora você se pergunta, como viver com alguém tão orgulhoso de si mesmo, como estar frente a frente com um ser que crê ser um deus e tu o súdido dele?
Então, em rompantes, tento colocar alguns limites - claro que ele sabe que na mesa é proíbido, então, quando chego ele pula... Mas e o guarda-roupas?
Bem, sempre que brigo e tenho que dar uns petelecos com um pano enrolado... depois da briga ele me ignora. Sempre depois da briga e mesmo depois da reconciliação ele vai até meu guarda roupas, dá um miado muito diferente e urina na porta! Desgraçado!!! Ou... no sofá. E ele sabe que fico louca da vida, então foge...
Mas o amo demais pra deixar que tudo isso, manias e falta de educação mesmo, me separe dele!
então, no domingo, estava pensando sobre tudo isso. E quando ele for embora, morrer... Ai, vou sentir falta!!!
Na madrugada, escutei ele querendo entrar pela sacada. Eu estava cansada e a noite é de verão. Tô nem aí... Ele tem um tapetinho que ele dorme ali mesmo na sacada. Tempo depois escutei um barulhão: Ele caiu!
Saí correndo porta fora de pijama. Estava ele, meio grogue, na escada da rua. Peguei ele, com uma saudade tão grande, com uma tristeza de vê-lo assim, sem seu orgulho todo, assustado e tonto. Sentei-me em meu sofá com ele, acaraciando-o, mas ele não respondia (não ronronava), de repente, me olhou profundamente com seus olhos amarelos e pretos e com eles me disse vários insultos: incompetente, terrivel dona, insensível... Ali, vi que ele melhorara. Levei-o até a cozinha, servi ração e deixei dormir dentro de casa!
Mas não consegui dormir direto, pensando que esta poderia ter sido nossa despedida. O adeus, ninguém está preparado, nem pra um animal amigo, quiçá aos humanos que amamos.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
MICÃO!!!
As idiotices de 2010 foram tantas... nem vou listar, o ano passou e a gente precisa virar a página.
Agora, em vez de sofrer com o que os outros riem de você - e com razão - é melhor seguir a ideia do BOB ESPONJA (no filme ele diz: não estão rindo da gente, estão rindo com a gente, Patrick!)
Vamos rir juntos!!!
Entrar num veleiro, com pessoas mareadas e oferecer cachorro quente com muito molho, digamos que é algo que faz com todos vomitem: um vomita por ver o cachorro quente que tu come e se lambusa e depois todos começam a vomitar em efeito cascata. Quando restam apenas o velejador, o dono e tu... as coisas ficam complicadas, pois, os olhares vão pra cima de ti como responsavel da tragédia e com a intenção de remisssão desse pecado limpando... bem. quando meu pai sugeriu... vomitei a proa... Enfim, acho que sou "persona non grata"...
outro micão foi, gritar nesse veleiro quando adernávamos e fazer duas crinças entrar em pânico. Uma das crianças havia navegado boa parte do Atlântico e eu em 30 minutos fiz ele entender que iríamos afundar!!!
Depois de algumas desventuras em série... bem avisei que não me dou bem com muita gente... Então fui caminhar na praia. Levei meu amado ipod, da aplle - que até hoje me dá um trabalhão arrumar as músicas!!- e comecei escutando Carolina, depois Cidade dos anjos - dá uma vontade de chorar!!! - mas quando vem Titãs com a música: a melhor banda de todos os tempos da última semana... eu esqueci que estava em lugar público e comecei a cantar... na metade da música é que vi pessoas me olhando. Bem, dei meia volta, entrei na primeira rua, caminhando, olhando pra baixo, pedindo a Deus que essas pessoas não comprem no mesmo mercado que eu. Menino olha pra mim na seção de frios: "mãe, olha aquela mulher que grita: cala a boca e aumenta o volume então!! Ela pode ficar aqui sem ninguém com ela?"
Ai, volto pro meu guarda-sol, onde estava meu livro do Senhor dos Anéis - as duas torres - onde um idiota puxa conversa do outro guarda-sol: "que você está lendo?" Eu explico o título. Ele acha que já ouviu falar, eu afirmo que é uma trilogia e suspeito que o cara não sabe. Por ser uma imbecil, explico e o outro diz, ah!
puxa, abro o livro de novo e novamente vem as perguntas: pq duas torres, do que se trata, se é filme, não era melhor só assistir. Ele descobre que tenho os filmes, e não compreende pq ter que ler depois. OK! Tava passando do limite. Enfim, depois de explicar que lia o livro dois, que era uma histórias cheias de mitos e guerras, que sabia as falas dos filmes... Chega meu pai. Pergunta se está tudo certo, daquele jeitão de alemão pra poucos amigos (um nazista olhando pra um judeu), diz que vai nadar. O cara percebe que é melhor ficar calado, mas ignorando tudo, aainda fala: "teu marido é ciumento!"
Além de ter um idiota como vizinho de areia do mar, ter que ouvir isso... quantas vezes ainda vão dizer que sou casada com meu pai!!!
Uma vez por ano eu passo por isso !!!
Ainda, não suficiente, mais uma vez saio ouvindo música, e como sou MUITO desastrada, no supermercado consigo levar um tombão na seção de congelados! Pronto, se as pessoas da praia que me viram cantando em voz alta estiveram ali, mudariam de balneário, vá que seja contágioso, depois da gripe aviária, vaca louca, pedagoga a solta!!!
Bem, isso não supera em nada o King Kong que paguei com minha família aos 16 anos! Troquei varíola por sífilis e ainda afirmar que minha mãe que me levou no médico. Óbvio que meu pai quase morreu do coração!!! Minha mãe queria me assassinar, assar e servir no próximo domingo, com batatas! Então, ela, por uma razão que não sei até hoje, ela falou mansamente e perguntou se não era varíola, pois eu havia descrito que tinha bolhas que coçavam pelo corpo todo e que tinha pego de uma colega na escola... Nem preciso dizer que a família ficou mais relaxada depois que com cara de idiota perguntei que havia dito... Bela confusão!!!
Mas eu nem me esforço, isso se dá por espontânea vontade e força dos planetas!!!
Ainda bem que meu irmão não estava junto, sempre os micos aumentam em proporções apocalípticas!!!
Agora, em vez de sofrer com o que os outros riem de você - e com razão - é melhor seguir a ideia do BOB ESPONJA (no filme ele diz: não estão rindo da gente, estão rindo com a gente, Patrick!)
Vamos rir juntos!!!
Entrar num veleiro, com pessoas mareadas e oferecer cachorro quente com muito molho, digamos que é algo que faz com todos vomitem: um vomita por ver o cachorro quente que tu come e se lambusa e depois todos começam a vomitar em efeito cascata. Quando restam apenas o velejador, o dono e tu... as coisas ficam complicadas, pois, os olhares vão pra cima de ti como responsavel da tragédia e com a intenção de remisssão desse pecado limpando... bem. quando meu pai sugeriu... vomitei a proa... Enfim, acho que sou "persona non grata"...
outro micão foi, gritar nesse veleiro quando adernávamos e fazer duas crinças entrar em pânico. Uma das crianças havia navegado boa parte do Atlântico e eu em 30 minutos fiz ele entender que iríamos afundar!!!
Depois de algumas desventuras em série... bem avisei que não me dou bem com muita gente... Então fui caminhar na praia. Levei meu amado ipod, da aplle - que até hoje me dá um trabalhão arrumar as músicas!!- e comecei escutando Carolina, depois Cidade dos anjos - dá uma vontade de chorar!!! - mas quando vem Titãs com a música: a melhor banda de todos os tempos da última semana... eu esqueci que estava em lugar público e comecei a cantar... na metade da música é que vi pessoas me olhando. Bem, dei meia volta, entrei na primeira rua, caminhando, olhando pra baixo, pedindo a Deus que essas pessoas não comprem no mesmo mercado que eu. Menino olha pra mim na seção de frios: "mãe, olha aquela mulher que grita: cala a boca e aumenta o volume então!! Ela pode ficar aqui sem ninguém com ela?"
Ai, volto pro meu guarda-sol, onde estava meu livro do Senhor dos Anéis - as duas torres - onde um idiota puxa conversa do outro guarda-sol: "que você está lendo?" Eu explico o título. Ele acha que já ouviu falar, eu afirmo que é uma trilogia e suspeito que o cara não sabe. Por ser uma imbecil, explico e o outro diz, ah!
puxa, abro o livro de novo e novamente vem as perguntas: pq duas torres, do que se trata, se é filme, não era melhor só assistir. Ele descobre que tenho os filmes, e não compreende pq ter que ler depois. OK! Tava passando do limite. Enfim, depois de explicar que lia o livro dois, que era uma histórias cheias de mitos e guerras, que sabia as falas dos filmes... Chega meu pai. Pergunta se está tudo certo, daquele jeitão de alemão pra poucos amigos (um nazista olhando pra um judeu), diz que vai nadar. O cara percebe que é melhor ficar calado, mas ignorando tudo, aainda fala: "teu marido é ciumento!"
Além de ter um idiota como vizinho de areia do mar, ter que ouvir isso... quantas vezes ainda vão dizer que sou casada com meu pai!!!
Uma vez por ano eu passo por isso !!!
Ainda, não suficiente, mais uma vez saio ouvindo música, e como sou MUITO desastrada, no supermercado consigo levar um tombão na seção de congelados! Pronto, se as pessoas da praia que me viram cantando em voz alta estiveram ali, mudariam de balneário, vá que seja contágioso, depois da gripe aviária, vaca louca, pedagoga a solta!!!
Bem, isso não supera em nada o King Kong que paguei com minha família aos 16 anos! Troquei varíola por sífilis e ainda afirmar que minha mãe que me levou no médico. Óbvio que meu pai quase morreu do coração!!! Minha mãe queria me assassinar, assar e servir no próximo domingo, com batatas! Então, ela, por uma razão que não sei até hoje, ela falou mansamente e perguntou se não era varíola, pois eu havia descrito que tinha bolhas que coçavam pelo corpo todo e que tinha pego de uma colega na escola... Nem preciso dizer que a família ficou mais relaxada depois que com cara de idiota perguntei que havia dito... Bela confusão!!!
Mas eu nem me esforço, isso se dá por espontânea vontade e força dos planetas!!!
Ainda bem que meu irmão não estava junto, sempre os micos aumentam em proporções apocalípticas!!!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Eco
Você sabe o que é um eco?
Um eco é o som que retumba das paredes profundas de um espaço enorme voltando pra você... Só volta se não tiver nada para preencher o espaço.
Um som dito de uma parte desse espaço retumba voltando para você - que quando criança pode te assustar e rir... quando grande você imita e lembra da infância e quando está tão vazia quanto o espaço que grita... você se dá conta que é alguém solitário.
Um eco de uma alma é isso: solidão.
Uma alma só, antiga e que vê a passagem do tempo como folhas de um livro que se relê... sim, se sabe o final, mesmo querendo que o mocinho fique com a princesa ela sabe que no final ele é abdusido pelo mundo real. Porque todos crescem, buscam outras coisas, outros sonhos e abandonam as juras, vivem-nas a sua maneira, a sua interpretação, por certo tempo...
Num espaço tão grande como o coração da gente, uma palavra pode ser repetida por muito tempo se ela apenas encontrar as paredes...
Um eco é a resposta da pergunta não respondida. É a pergunta que vem de volta como resposta. É a vida lhe dizendo que você não tem interlocutor, vive sem plateia, e sem nenhuma expectativa de algum aplauso ou vaia...
ser um eco é ver o tudo passar de novo e de novo... ver as pessoas a sua volta cometer os mesmos erros... é ter que ouvir as mesmas desculpas e histórias sórdidas e inescrupulosas das pessoas que você julga que ama e que não respondem a sua expectativa de vínculo...
É ter em suas mãos a história da humanidade escrita com o sangue dela por suas mãos e ser obrigada a ler do nascer do sol ao poente, sabendo que no dia seguinte fará tudo de novo...
A grande vilã é estar viva para ver... não há destino pior que saber o próprio destino: solidão.
Saber, mesmo sonhando, que seu amor é proíbido pelo tempo, espaço e sociedade - claro, também suas opções de vida e para sua vida.
As opções inúteis de tentativas frustradas de esquecer o seu príncipe, julgando que jamais a esqueceria por ter argumentos infundados no mundo real para poder alimentar a loucura de seu mundinho infeliz, incompleto, fragmentado e esquizóide...
Poderia ter pena.
Poderia dar conselhos.
Poderia interná-la.
Poderia ignorá-la.
Poderia rir.
Chorar.
Mudar.
Sofrer.
Amar.
Sonhar.
morrer...
Mas ela sou eu.
Sempre que falo dela, falo de mim mesma.
Todo eco, vem de minha alma que é ela.
Ela que tanto tento esconder.
Ela que sempre vem e me convida a sonhar de novo.
"Quem sabe ele vê desta vez..."
Me sinto o Gollum e Smeagol... "ele é precioso para nós"...
Viver na tortura das responsabilidades e esperar que o tempo determine o destino é algo tenebroso.
Mas ela e eu, juntas, somos mais fortes.
Eu, sou aquela que vive o real, trabalha, sofre, luta, corrige, trata, busca a família, responsabilizasse pelo bem estar de todos. Quando as luzes apagam, ela, Bastet, assume meus sonhos, é a deusa imortal, amada por seu Rá, linda e poderosa.
Um mundo de sonhos para amenizar a dor de viver só. Porque antes só que mal acompanhada, mas estar só já é indicio que não se sabe viver em companhia alguma...
Dois mundos.
Duas em uma.
Apenas uma com a alma dividida.
Uma alma em duas.
Um eco de cada alma.
Ecos de uma alma vazia.
Um eco é o som que retumba das paredes profundas de um espaço enorme voltando pra você... Só volta se não tiver nada para preencher o espaço.
Um som dito de uma parte desse espaço retumba voltando para você - que quando criança pode te assustar e rir... quando grande você imita e lembra da infância e quando está tão vazia quanto o espaço que grita... você se dá conta que é alguém solitário.
Um eco de uma alma é isso: solidão.
Uma alma só, antiga e que vê a passagem do tempo como folhas de um livro que se relê... sim, se sabe o final, mesmo querendo que o mocinho fique com a princesa ela sabe que no final ele é abdusido pelo mundo real. Porque todos crescem, buscam outras coisas, outros sonhos e abandonam as juras, vivem-nas a sua maneira, a sua interpretação, por certo tempo...
Num espaço tão grande como o coração da gente, uma palavra pode ser repetida por muito tempo se ela apenas encontrar as paredes...
Um eco é a resposta da pergunta não respondida. É a pergunta que vem de volta como resposta. É a vida lhe dizendo que você não tem interlocutor, vive sem plateia, e sem nenhuma expectativa de algum aplauso ou vaia...
ser um eco é ver o tudo passar de novo e de novo... ver as pessoas a sua volta cometer os mesmos erros... é ter que ouvir as mesmas desculpas e histórias sórdidas e inescrupulosas das pessoas que você julga que ama e que não respondem a sua expectativa de vínculo...
É ter em suas mãos a história da humanidade escrita com o sangue dela por suas mãos e ser obrigada a ler do nascer do sol ao poente, sabendo que no dia seguinte fará tudo de novo...
A grande vilã é estar viva para ver... não há destino pior que saber o próprio destino: solidão.
Saber, mesmo sonhando, que seu amor é proíbido pelo tempo, espaço e sociedade - claro, também suas opções de vida e para sua vida.
As opções inúteis de tentativas frustradas de esquecer o seu príncipe, julgando que jamais a esqueceria por ter argumentos infundados no mundo real para poder alimentar a loucura de seu mundinho infeliz, incompleto, fragmentado e esquizóide...
Poderia ter pena.
Poderia dar conselhos.
Poderia interná-la.
Poderia ignorá-la.
Poderia rir.
Chorar.
Mudar.
Sofrer.
Amar.
Sonhar.
morrer...
Mas ela sou eu.
Sempre que falo dela, falo de mim mesma.
Todo eco, vem de minha alma que é ela.
Ela que tanto tento esconder.
Ela que sempre vem e me convida a sonhar de novo.
"Quem sabe ele vê desta vez..."
Me sinto o Gollum e Smeagol... "ele é precioso para nós"...
Viver na tortura das responsabilidades e esperar que o tempo determine o destino é algo tenebroso.
Mas ela e eu, juntas, somos mais fortes.
Eu, sou aquela que vive o real, trabalha, sofre, luta, corrige, trata, busca a família, responsabilizasse pelo bem estar de todos. Quando as luzes apagam, ela, Bastet, assume meus sonhos, é a deusa imortal, amada por seu Rá, linda e poderosa.
Um mundo de sonhos para amenizar a dor de viver só. Porque antes só que mal acompanhada, mas estar só já é indicio que não se sabe viver em companhia alguma...
Dois mundos.
Duas em uma.
Apenas uma com a alma dividida.
Uma alma em duas.
Um eco de cada alma.
Ecos de uma alma vazia.
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