e tudo perde o sentido...
você parece de vidro, as pessoas olham através do seu corpo
através da sua existência
das suas memórias...
pois não se importam com o humano em você
"será que dói?" - não se perguntam
aliás, procuramos não perguntar o que não queremos saber da resposta
cada um carrega o que pôs dentro de sua mala
eu, expectativas
os outros... bem, não sei ao certo, mas desconfio que não é o mesmo que eu
e fico nessa angústia do certo e errado
do futuro e do conforto
dos ideais e a realidade
realidade é um mal
mal necessário
necessário para querer enlouquecer de vez
tenho um braço que dói
um coração em farrapos
um cérebro que não descansa
minha professora me disse que tenho que ter calma
vou aprender tudo ao seu tempo
estou indo bem
pena, ela não me conhece
ir bem é pouco pra mim
aprender ao seu tempo, não me serve
optei pela metodologia
mas minha voracidade não se aquieta
tenho que ser a melhor
por isso, não tenho muitos amigos - e duvido dos que tenho!
por isso sou uma pessoa que só buscam para resolver problemas imediatistas
e é por isso que cada dia me decepciono mais com as pessoas
odeio inglês, mas se é pra aprender, que se rápido
se é para me machucar que seja grande
se é pra doer que seja intenso
sou uma mulher com fragilidades
odeio me sentir abandonada
mas isso eu não consigo mudar
e sabe, tudo perde sentido
quando quero me provar
quando quero que os outros me vejam forte
porque, na verdade
não sou nada
só um amontoado de cálcio, água, proteínas e bastante gordura
é insensatez perder o tempo pensando nisso... mas escrever
me lembra a penseira do Dumbledore
e assim tento ver de diferentes maneiras
não consigo ver
e perde sentido
as lágrimas, as saudades, as alegrias
e busco um aplauso que jamais virá
não há sentido em momologar
não há sentido em esperar dos outros até o que podem lhe dar
e eu pergunto: há sentido em viver?
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