Ontem a noite, depois de chegar molhada pela chuva, com comidas saudáveis dentro de sacolas do mercado (sim, leite de soja, eca! pão integral, fruas e legumes, iogurte light... vem cá, depois dos trinta é assim sempre ou piora com os quarenta?), tomei um banho, passei 20 minutos escutando minha mãe relatando um maravilhoso almoço com nem sei quem e ela vai me contar novamente hoje na casa dela...
Fui ler uma revista que um padre me emprestou, fala sobre a defesa da vida. Já deveria ter entregue, mas quem é que poderia ler a revista sabendo que tinha As duas Torres para ler (seria possível que fosse eu, mas senhor dos Anéis, é , Senhor dos Anéis!!!)
Comecei a viajar e a discutir com o autor, coisa que faço com frequência, outras paro a leitura e falo sozinha! Anoto, rabisco e juro ter criado uma nova teoria... haha
O Morin me olhava, insatisfeito pelo abandono... mas preciso lê-lo em doses homeopáticas, pois é muito denso, cabeça demais. Pra entender, veja só: o cara da pastoral do meu colégio está fazendo doutorado e usa 3 dos 6 volumes que ganhei. Ele até se surpreendeu que eu estava lendo o método. Óbvio que não contei que estava apanhando, embora desconfie que ele saiba, bem, ao menos eu sabia o que ele estava lendo e até sugeri outros dois... Eu perco o colega, mas não perco a oportunidade da indicação de leitura.
Me assombro com as pessoas que estão na área da Educação e não leiam praticamente nada. Alguns dizem que eu é que gosto das teorias, e me apontam como uma leprosa que não fez curso normal, só a pedagogia.
O ser humano que cresceu na era do profissionalismo, na era da escola dual (não que ainda não tenhamos, mas naquela época, era escancarado e havia mão-de-obra qualificada), olham pra mim, da época do nível superior e parece que vim e Marte.
Leio, sim, tem gente que não lê e tá desinformado.
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