segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sobre Facas e Momentos da Vida

Pra cada coisa, carne, legumes, peixes... enfim, segundo os mestres da arte da cozinha, pra cada uma das situações: uma faca diferente.
Parei para pensar um pouco e acho que dá para fazer uma analogia com a vida. Na vida, cada situção, uma estratégia. A estratégia está para todas as situações, assim como os diferentes tipos de faca estão para os desafios da culinária. Como gosto de comida chinesa e japonesa, entendo que, uma faca mal amolada, estraga o prato a ser feito.
Com tudo que venho tendo de dificuldades para aceitar e esperar o tempo passar. Gosto muito do filme do "Classe A", temos que estar a três passos do inimigo. Mas quem é meu inimigo? Pois é, pergunta idiota e ao meso tempo tão perfeita: o maior inimigo da gente, somos nós mesmos. Somos nós que damos o limite. Somos nós que tomamos decisões, que assumimos ou não riscos, que optmos por ter ou deixar... enfim, quem pode ou não cooperar com nosso sucesso, somos nós mesmos.

Briguei com minha terapêuta, sim, ela só diz que não tem receitas na vida, que sou quem decide, que tenho isso ou aquilo, que diz que quando estou triste e reclamo fico como minha mãe (e por Deus, odeio quando ela faz isso!!! - dentro da psicanálise, entendo que isso significa muito, o que me ofendo, mexe comigo, se não ignoraria. é como um distanciamento e quando se vê, a pessoa ou coisa que menos se quer, está lá, do seu lado, tipo, ex-marido...). Então, hoje, percebo que terei que fazer as pazes. Mais uma faca específica que usarei, quero dizer, uma estratégia - não pense que dilacerarei minha psicóloga, embora já tenha feito isso simbolicamente...), sim, ela tem razão. O pior de tudo, ela tem razão!!!

Nesse momento da minha vida, não adianta ter a "faca do Chef", preciso ter a de cortar legumes, amolá-la com paciência e cortar minhas batatas e nabos. Ainda não é momentto de cortar filés de salmão. Quero fazê-los, e os quero agora! Mas o Mestre da Vida me diz que preciso de treino, despreendimento e muita cautela. Me fala sobre a sabedoria das plantas, do tempo que esperam e se resumem a bulbos no inverno e a belas flores na primavera. Me faz pensar sobre as diferentes situações que é preciso ter calma antes de resolver. Meditar sobre a vida e morrer para ela mesma. Quando me despreender dela, a terei em plenitude.

Uma faca para cada comida.
Uma estratégia para cada situação.
Um sorriso para cada lágrima.
Uma frase de sabedoria para cada aprendizado.

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