Mais uma vez, eu de codinome Bastet, consegui pecar pela minha paixão:
Fui trabalhar na esperança que todos meus colegas de trabalho haviam estudado e preparado-se para iniciar o planejamento de 2011.
Cheguei com livros, cahteada por não ter encontrado o livro que lera, Ecopedagogia. Mas, enfim, eu já tinha boa parte do discurso planetário em mente. Havia lido o texto sagrado, estudado Morin, Ética, Leonardo Boff, Paulo Freire, Carta da Terra e Toda a Campanha da Fraternidade (lido e escutado o Hino e Oração da Campanha). Levei minhas anotações...
No momento de construção, um circulo de pessoas anacéfalas olhando-se... De repente, vem a frase: e aí, o que tu nos diz?
Ah, isso era perfeito, se eu tivesse um ego que amaria ser aplaudido. Retornei a frase, o que vamos discutir? O que vamso pensar?
Pra encurtar a ladaínha, Escrevi quase sozinha e entreguei junto com uma colega que fez o favor de passar a limpo, uma vez que, quando penso, minha letra é quase ilegível.
Ficou legal, mas seria melhor se as pessoas tivessem ido como o combinado: preparadas.
Sou uma fã das autorias de pensamento, e para isso, devemos nutrir nosso intelecto com informações e reflexões profundas para buscarmos alternativas e planejar com qualidade. Percebi que de toda a platéia, eu mais alguns poucos conseguiram se engajar, a grande maioria, apenas fez número.
OK!
Então, fui pra casa de minha mãe, precisava confeccionar um presente para minha amiga secreta, que ama coisas feitas, artesanais. Tinha em mente uma bolsa, já sabia exatamente o que fazer...
Como minha mãe tem uns quarenta anos de costura, nada melhor que estar com uma pessoa experiente.
Enfim, para encurtar a tristeza da situação:
apresentei a minha ideia, ela fez cara de "credo, que horror!"
Perguntei, como fazer. Ela se deslumbrou e mostrou uma ideia com fuxicos de cetim. Não gostei, queria a inicial do nome de minha colega. Ela fez um desenho todo diferente, mostrei o que pensava, ela mais uma vez não gostou.
Inventou umas flores, que pra preservar minha dignidade, inventei de costurar - CLARO, ficou horrível! Ela conseguiu provar que eu não sabia, que havia feito perder tempo, desorganizei sua sala e não me resolvia o que queria. Depois de gritar, ficar brava comigo... Cedi. Pronto, vai ser como ela quer.
A coisa mais interessante é que enquanto eu luto pela autonomia dos meus alunos e espero essa postura de meus colegas menos a vejo na prática.
Minah mãe não sabe ceder, eu preciso fazer suas vontades por ela ser a dona do campinho...
Ela não ensina a pescar para que tenhamos automia, nos ensinou para que ela não precisasse se incomodar com isso. Existe uma disputa entre eu e ela com a criatividade: Não posso ser diferente ou melhor em algo que ela também seja.
Submissão é pior coisa que um ser humano pode viver.
Submissão é deixar sua mente ser captada pelo desejo do outro, é não capacitar-se a mostrar e lutar pelos seus desejos.
Quando trabalho pra ela, tudo bem, só sigo ordens. Quando quero trabalhar com ela e aprender dela, ela não consegue.
Depois, não sabem porque sou anti-social. Tenho um puta medo de ter que me submeter a alguém.
Não quero viver de trocas. Quero viver e conviver com uma pessoa que me respeite em minhas estranhesas e que da mesma forma possa ser respeitada por mim nas delas.
Só sei, que acordei fértil de ideias, dormi abortada nelas...
Nenhum comentário:
Postar um comentário