quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O começo do fim

O meio é o começo do fim.

Sei que o fim da especialização está no fim, e avaliei, como leiga analista, que se sofre, nesse meu caso, pela despedida.
Primeiro algo que você se recusa a começar: se começo preciso concluir, mas que começo, afinal o que e por onde começar.
Segundo você precisa arrumar as malas: verificar literaturas, comprar outras e ainda sonhar que se tivesse conseguido aquelas tais poderia ser diferente o trabalho.
terceiro, com malas prontas, seguimos caminhando. Porém, as belezas do caminho podem ludibriar nossas percepções e atrasamos um pouco. Seguimos, uma voz, a voz do orientador que vem depois daquela serração densa, ele fala, mas nem sempre entendemos... aliás, as vezes, nem confiamos!!!
quarto é encontrar o mestre no caminho, falar dos cursos, das intempéries que atravessamos e o que aprendemos até aqui.
Quarto e mostrar o diário da aventura, todo rabiscado, sujo, talves, e principalmente o que você pensa.
Aqui tem um parênteses: mostramos nosso pensar, é ele que significa tudo que construimos na vida, é nossa visão de mundo. Mas o mestre, tem outra. Essa outra geralmente acaba com a tua. Esse corte, precisa cicatrizar e tem que seguir viagem. o mestre te alerta ao que seria mais interessante você dar mais atenção. Isso as vezes afronta, diz a você que o que você vê, não tem valor.
Quinta parte, após mais e mais paradas e apresentações você finalmente retorna pra casa e organiza tudo num diário, com fotinhos, rabiscos, lembranças...
sexta parte você precisa apresentar aos patrocinadores da tua viagem o que foi de importante que trouxe. E sem querer você pode ouvir grilos. Sim grilos, há aquele silêncio pútrefo ao teu redor.
Mas você precisa falar. Claro, dá uma vontade de falar coisas absurdas para o mestre que te guiou.
Respira fundo. Busca o poeta dentro de ti, e em belos versos, sem serem perversos, você fala da beleza do caminho, das estratégias para chegar onde queria.
E aí, somente aí, vê plenamente, que apesar de todos conhecerem o caminho, ele foi novo pra você e foi exatamente isso que foi encantador.

Ao final, não interessa o que os outros vão achar. Você já tem certeza do que é verdadeiro e insubstituível na sua caminhada!

Agora é sorrir com as mamórias, as boas, pois as más já tiveram o tempo pra nos fazer sofrer.
O começo do fim, não é o final irremediável, mas a transformação para um espaço maior. Como o bebê incomodado no ventre materno, esse é o começo do fim pra ele.

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