Ensino médio, cidade, Porto Alegre, país: Brasil. Mais uma das tantas metrópolis do mundo.
Jovens estudavam, melhor, iam as aulas. Ela entrou na sala e ele finalmente a percebeu.
No início do semestre ele a odiara, falante, impetuosa e até, digamos, presunçosa com seus conhecimentos. Pra ela, ela era arrogante.
Pra ela, ele estava no último lugar de sua lista organizada de critérios a cumprir para ser novo namorado.
Mas os critérios acabaram sendo suficientes. Ela tornou-se atraente quando tirou as roupas do time e vestiu-se como mulher, de fato.
Começaram a namorar, mais por ela ter dado em cima dele do que uma investida da parte dele.
Ela amava outra pessoa.
Ele não sabia.
Ela disse que gostava dele, ele disse que a amava.
Um dia ela retribuiu. "Sim, eu te amo"
Mas ninguém sabia o que realmente se passava na cabeça dela, uma mulher de cunho prático, ousado e destemido. Sim, ela estava cedendo. Mas, e sempre há um redondo MAS, ela colocou estratégias, caso um dia fosse interrogada: "você afirmou ou não que amava aquele homem?", "E se afirma tal coisa, como pode deixá-lo?". Enfim, ela conseguiu dizer:
"Sim eu te amo." Ele, perguntou quanto, ela imediatamente, com sua malígna mente, responde com uma delicadeza fora do normal... quem sabe até meiga...
"Eu te amo de tal forma que te daria meu rim!"
Parecia bobagem pra quem ouvia, pareceu a melhor declaração de amor para o rapaz.
Para ela, nada parecia, era de fato, uma estratégia: ela era doadora de órgãos, daria sim um rim se ele precisasse e se verdadeiramente pudesse recebê-lo. A situação é que seus tipos sanguineos eram diferentes, logo, jamais, poderia doar o seu rim.
Ela afirmou amá-lo. Mas, em sua mente, como já foi revelado, uma mente malígna, sabia que existiam muitas formas de amar um homem.
Ela o amava como se ama um amigo.
O seu amor maior foi guardado, como preciosidade. O homem ao qual verdadeiramente dara seu coração, a mandou embora de sua vida. Como dar algo que já não se tem mais??? Então ela pensou no rim, afinal, haviam dois deles em seu corpo...
Quase uma tragédia grega. Mas afinal, ninguém é perfeito.
A verdade é aquilo que cada um entende pra si, se acomoda com o prisma que lhe convém, afinal de contas, a verdade tem muitas faces.
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