sábado, 13 de novembro de 2010

Pensamentos, lembranças e baboseiras...

Desde cedo foi preciso decidir
Desde que lembrava de sua infância, parecia ser acoada pela realidade: apanhava de todo mundo, até de crianças mais novas, depois, acabava, levando umas biabas por não haver se defendido.
Um dia tudo mudou: ela encarou, cada um deles, em momentos de pura razão e nada de emoção. Encurralou e bateu como o "Fanático" de X-man 3.
Acabou com aquela fama de boazinha pela primeira vez.
Aos 12 anos, com tanta coisas que sua família fazia, optou por deixar a fama de filha querida e transformou-se em algo muito distante dessa pessoa.
Perdeu-se no mundo. Vagou. Destroiu sonhos e se desiludiu com sua família. Aprendeu a desconfiar de qualquer migalha, embora, sentisse saudades dos abraços, da cama quente e lençóis limpos. Nessa época, qualquer lugar poderia ser travesseiro e colchão.

Refugiou-se no alcool, nas péssimas amizades. Largou os estudos e foi trabalhar. Tudo para manter-se longe de sua família estranha. Tentou ter amizades, foi traída por elas. Tentou gostar de algum rapaz, um deles mentiu, outro foi viajar para outro país. Ficou só de novo.

Quando parecia que aos 18 anos teria perdido tudo, na escuridão de sua vida, nas trevas de seus sentimentos... avistou um anjo. Parecia que seria salva de toda a sua miséria de humanidade.

Tudo que um dia acreditara, viu se concretizar ali, em sua frente: uma beleza de alma, uma pureza de falar... Ela fez tudo que podia para ficar com ele.

Hoje, já se despediram. Seu anjo, agora voa por outros lugares.
A própria alma se alimenta desse sublime tempo. Um passado que não deixa partir.

Hoje, há uma melancolia em seu olhar, um balanço em seu andar - talves tentando embalar seus sonhos? - um rosto marcado pelo amor e saudades...
A pergunta que se faz é: quando. Quando será que irá ser fechado o buraco em seu peito? Quando será que poderá ouvir seu coração bater novamente?

Há muitos quandos em sua vida.
Há muita esperança em viver novamente.

Até agora só vislumbra um futuro. Já perdeu tantos que amava. Não pode estar e resolver nada em suas vidas. A desgraça da vida é não poder estar por perto sempre.

A concretude de seus sonhos não depende mais só de sua força, depende de algo que reluta: o destino.
Se existe algo maior ou melhor, não sabe, mas parece que o termo destino consola melhor que qualquer outro conceito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário