terça-feira, 12 de abril de 2011

Pense bem!

Quando temos muito dentro de nós mesmos, não dizemos nada.



Para falar, é preciso ter alguém para escutar, se encher daquilo que te esvazias...


Queria ter a confiança de que tudo poderia ser diferente, aprender a ser gente, sabe... Queria ter a audácia de tempos idos:


Dar um beijo, ou roubá-lo, antes de uma brincadeira infantil. Não perder o tempo precioso da existência com tanto medo.


Ainda tenho medo demais. Uma gata escaldada pelas coisas ruins que a vida proporcionou. Queria esquecer as tristezas, porque eu sempre lembro delas e traço um plano para sobreviver a elas.


Eu consigo rir de piadas. Eu consigo até usar salto alto que me pedem. Eu faço relatórios, mesmo considerando que não me julgo boa redatora, enfim, de escrita. Eu tento, como muitas pessoas, procurar nos detalhes as fagulhas da presença divina para acreditar que pode ser diferente, plausível, aceitável.


Eu me esforço para conviver com as pessoas, mas quando menos espero, estou fazendo alguma bobagem para me distanciar delas. Não confio em 99% das pessoas que conheço, incluindo minha família, talvez ela esteja no topo da lista... As pessoas sempre provam que vão te trair a qualquer momento.






Eu já trai tantas vezes...


Menti.


Omiti.


Me recusei a dizer uma palavra que poderia ter mudado tudo.


Sim, tenho minhas podridões, minhas ignorâncias, minhas frustrações, intolerâncias, preconceitos, petulâncias, arrogâncias, e mais, muito mais, que se fosse listar, poderia deixar alguns perplexos.


Luto com meus anjos e meus demônios. São legiões brigando. Não brigam por minha alma, as vezes até acho que já a perdi, brigam por que são insanos. É como certa vez disse: eu já larguei a toalha, amigo, só continuo com o discurso por achar ele bonito demais para me calar frente a tanta politicagem.


Sim. Eu já perdi minha fé uma vez. Não creio em pessoas reunidas por uma causa, semprer as vejo nuas: querendo provar o quão boas são para todos, inclusive para elas mesmas para poderem dormir a noite. Não acredito em conversão religiosa, acredito em terapia, por enquanto – e acreditem, é uma merda fazer isso!


Então, é preciso pensar, SE, vale a pena querer ver todo esse lado negro da força.


Nós seres humanos tentamos convencer pelo melhor que podemos ser. Eu já sei do meu melhor, mas o que se precisa saber, é: até onde se pode ir pelo pior do profano humano?


Eu ainda não sei, mas acho que pode ser comprometedor andar comigo. Aqui fica minha dica: PENSE BEM!

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