Sai do meu trabalho cansada. Uma tarde com chuva e cheia de crianças. Um atendimento a uma mãe controladora e sem o mínimo de psicologia de desenvolvimento com o filho, só super proteção – gosto de afirmar, quando elas querem se fazer de coitadas pela exigente maneira de comandar casa, família e emprego e não dão conta (me apresenta alguém que consegue!), que essa super proteção é “amor demais”, elas sempre se emocionam e consigo dizer o quero pra elas! -.
Então, peguei um ônibus, um que é mais rápido e me deixa a 6 quadras de casa. Esse ônibus sempre lota e tenho que quase lutar para descer!!! Bem, sua parada me deixa em frente a um posto de gasolina. Lá dentro, as vezes tomo mocaccino.
Enfim, hoje era um daqueles dias que eu merecia tomar um café. Sentar, respirar e tentar apenas olhar através do vidro da loja 24h. entrei, como de costume, pedi meu café... foi então que encarei aquela formosura e parecia que também me olhava, me seduzia, me chamava ao encontro. Até olhei pra trás, uma vez que eu, do jeito que estava não chamaria atenção de ninguém, me sentia um trapo... Mas não, não havia mais ninguém, era comigo mesmo!
Como é bom saber que existe.
A atendente me perguntou se precisava de mais alguma coisa. Pensei: ter 4 quilos a menos, estar de salto alto, ter chegado com um carro e não com essa bolsa com cadernos para corrigir, ter mais de 35 reais na carteira, estar melhor maquiada e me ver livre desse al star do meu pé... Mas respondi: quero isso e apontei em sua direção.
Ela, foi até uma prateleira e retirou uma torta de três mussies.
Ah! As primeiras 4 garfadas foram de ir ao Olimpo e voltar... as outras 3 eu já me sentia culpada por ter ingerido calorias suficientes para ter uma temporada no Alasca em jejum... ainda assim, dei mais 2 garfadas, tristes, engasgada, repunada com tanto doce.
Deixei um pouco no prato, na verdade, me veio o sentimento de literalmente devolver tudo. Paguei a conta, sai.
Sai caminhando na noite que surgia, uma pequena brisa, um leve friozinho... e eu com tanto doce que deixaria o Coelho da Páscoa com nó na garganta.
Porque diabos fui comer aquilo? Pensei: foi ele que me seduziu... não, fui eu que deixei seduzir. Não, eu desejava. Sim, eu desejava algo muito doce para diminuir meu amargor.
Agora, com tanta gordura e doce num mesmo espaço... no meu estômago, sei que tudo isso se tornará mais peso pro meu corpo e consciência.
Há aqueles que dizem que não levo meu regime a sério. Eu levo a sério! Mas sofro de chistes!
Eu quero poder comer como antes... uma avestruz!!! Era de tudo...
Tá, eu corria, caminhava, fazia mil coisas... agora faço tantas outras no computador (será que digitação perde calorias pelas digitais???).
Eu prometo que nesta semana não comerei doces, ainda bem que é sexta!!!
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