As vezes é preciso ser o que todos esperam:
seja calma, dar o aceno na medida certa, chamar de meu amor, aceitar a mediocridade alheia que percisa de toques hipócritas para achar que existem.
Atender famílias e dar más notícias não é tarefa fácil. Atender superiores com gana de todos passarem, hum, também é um pouco difícil.
Agora a competição é algo que ainda me afeta. As comparações.
Nesta semana veio uma professora aflita com número de avaliações que fizera ao longo do trimestre: achava pouco. Fui a sala dela e mostrei o que fizera, já havia mostrado antes, mas ela precisava de respaudo. A terceira se inflava, "ah, eu fiz mais". No primeiro momento, achei idiota, depois asqueroso... por fim, vi uma pessoa tão insegura que precisa de mil firulas para se garantir. A segunda, se comparando com a terceira.
Após o conselho de classe, ficou evidente para todas: buscamos qualidade, não a quantidade. Claro, a segunda professora até devia mais avaliações, contudo, ainda assim, vi que as pessoas as quais se divulgam tão organizadas, planejamento num caderninho frufru, fizeram menos do que eu.
A qualidade se dá no envolvimento que faz. Tenho um caso sério de repetência, outro de motricidade fina e ampla. Ainda assim, todos desenvolveram bem em 3 meses.
Meu rigor e amor pelos pequenos me dão segurança no trabalho formativo desses indivíduos, jamais poderei comparar com demais pessoas. Os inseguros comparam, os seguros admiram.
Os inseguros buscam na quantidade de objetos e na organização deles por não saber simbolizar, abstrair.
Quem sempre precisa olhar pra trás, como o corredor de uma maratona - será que há alguém perto? - mostra que veio para competir mesmo, que alguém pode lhe tirar o lugar, ser melhor.
Lidar com pessoas inseguras é criar uma serpente ou escorpião, quando menos se espera elas dão o bote, te envenenam e dificilmente se tem tempo de antídoto. Com pessoas assim, inseguras e competitivas é preciso dar uma mão para acolher e ter um porrete na outra caso ela queira morder.
Infelizmente, sou muito ressabiada quanto as pessoas. Elas já me provaram o quanto podem ser terríveis, perversas e traiçoeiras. Num mundo em que temos que deixar a sombra do lado de fora do quarto para poder dormir, ir para o trabalho é como ter que enfrentar um tigre-dente-de-sabre por dia. As pessoas quando são feridas em seu narcisismo são capazes de ir longe demais.
Por isso, eu fico de longe, meu mundo é minha sala de aula, as luas, os atendimentos e lá no fundo, algum outro planeta anão em um órbit diferente podem estar minhas paralelas.
A diferença entre o inseguro e o desconfiado é que o inseguro sempre precisa de um modelo; o desconfiado crê que os modelos servem para a teoria da conspiração, duvida do bom, aceita melhor as coisas do mal porque enfim, mostraram-se em sua verdade, já os muito bons... hum, isso só pode ser um disfarce.
Sou desconfiada, ao máximo.
Mas não sou insegura.
Eu sou inseguro, afinal, ser homem é ser inseguro, mas sou mais desconfiado.
ResponderExcluirAcho que é um mecanismo de defesa dos mais funcionais.
HEHE, Freud explica!!!
ResponderExcluirUm dia te dou uma aula, grátis!
bj