sábado, 18 de setembro de 2010

Ela e a outra - ou vida nas mãos alheias

Ela se envolveu uma trama.
Uma trama maldita.
Sua vida dependia da outra mulher.
Sua vida estava totalmente a mercê daquela uma.
Ah, se arrependimento matasse...

Essa outra, que tinha esse poder, lhe mandava mensagens, conseguira seu e-mail e assim a torturava semanalmente. Ela já não sabia o que fazer para resolver.
Se pegasse um livro, lembrava. Se ttrabalhava em qualquer outra coisa, sentia-se culpada por não estar fazendo a plena contade daquela outra mulher!!!

Sua vida estava se tornando um inferno.

Isso precisava acabar por suas mãos. Haveria de ter um basta.

Foi numa quinta-feira a noite. Suspirou, ligou o computador e pôs-se a escrever o e-mail que poderia dar-lhe a carta de libertação.
Após a escrita, anexou um arquivo. Enviou. Perdeu o sono. Teve crises de pânico. Sentia-se observada por alguém (Deus? A outra? Alguém em outro plano?...)
Foi no sábado que ela a encarou!
Foi até sua residência na Zona Sul. Vestida com seu sobretudo de veludo, pediu ao porteiro a residência número 307. Disse seu nome e avisou que a pessoa estava a sua espera.
Subiu as escadas, a outra abriu a porta.
Foi recebida e encaminhada para a área do belo duplex.
Então, com um gentil "sente-se, quer um café?", que ela traduziu como: sentaí, quer que que te alcance um café com cuspe e veneno de rato?
Ela aceitou, usando a etiqueta que lhe cumpria.
Abriu sua bolsa. Era o momento de acertar as contas. Esperou que a outra estivesse de frrente, pra que soubesse do ela era capaz!!!

Abriu seu notebook, mostrou o artigo e o comparou com os resultados. A outra, a orientadora, fez pequenas sugestões de melhoria e pontuou a autonomia da orientanda como sendo um grande feito. Apreciou o trabalho e ainda ponderou o possível A que ela tanto queria ouvir.

Ela saiu de lá feliz. Terá 48 horas para resolver tudo.

A outra parecia satisfeita, e com isso, parecia que ela não estava mais nas mãos da outra. Foi um grande desafio e agora, faltava pouco para o aterrador momento de apresentação, mas aí... será outra coisa, outro momento.
Ela se deu conta que era preciso "ir por partes", como o amigo dela, o Jack.

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