quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Fidelidade?"

Foi depois de uma despedida que ela resolveu ser fiel a ele. Sim, a ele, um rapaz que jamais prometera qualquer coisa, o mais certo seria o incerto!



Mas ela acreditou que sua fidelidade mental a ajudaria a sobreviver. Sempre acreditou que viver de migalhas eram para os pobres de espírito, então ela reformulou e conceituou sua ideia como sonhadora. O que tinha a perder? A distância ajudaria a obter recursos de suas fantasias.


Optou por nutrir certo carinho pelo seu, agora, objeto de afeto. O que tinha a perder? A distância a ajudaria a ter um terreno fértil em possibilidades, estas que apenas viviam dependentes de seus sonhos.


Como boa aquariana, poderia viver de um futuro, de um sonho, e sobreviver a distância – ela sabia que a distância era algo que sabia lidar!


Enquanto corria pelo mundo atrás de seus desejos, era durante a noite que sonhava com um mundo mais justo, com família, casamento, uma casa com cachorros e gatos, a arrumação da festa de aniversário, o prato preferido que seus amores mais admiravam sendo feito por ela. Também sonhava com seu mestrado, quem sabe, um doutorado? Sonhava com muitas coisas. Era jovem para poder fazer tudo isso ainda.


Sua corrida em direção ao sucesso profissional, intelectual lhe provavam sua busca pelos farrapos de sua infância, o descuidado de sua família para com ela e irmãos, o descompromisso com situações realmente preocupantes, as hipocrisias, as mentiras, as perversões, a manipulação de poder...


Ela sonhava com situações diferentes, repaginadas... equilibradas. Não se sentia suficiente madura para muitas das coisas que precisou assumir, deixou algumas vezes a possível felicidade escapar por entre os dedos por perder a fala, por tentar ser o mais honesta possível, mais moral, mais ética! Esperando, mais uma vez que as pessoas fizessem o mesmo por ela. É claro que espera o retorno até hoje pela manhã... tem a esperança dos tolos!!!


Então, entre tantas coisas, resolveu ser sincera, apresentar seus sentimentos, suas vontades.


Ele, deu dois passos em direção oposta, as vezes ela parece ver um sinal de fumaça, uma intenção por uma frase, sempre bem rebuscada, educada e sem muitas indicações. Ela até pensa que esse homem, na frente de um psicólogo o faria chorar (que perguntas o fariam falar suas verdadeiras intenções?), depois de algumas seções seria óbvio, esse cara é tão escorregadio quanto um sabão!


Enfim, ela não tinha garantias, mas afinal, quem realmente as tem? Não serão as juras de amor eterno que farão os casamentos, não serão os concílios que elegerão bons papas, não serão as reuniões de negócios que impedirão o desmatamento e graves impactos ambientais... Quem sabe esteja no silêncio as melhores e mais sinceras intenções de que tudo possa ser bom!

Ser bom é uma perspectiva, um prisma que se pode ver somente quando mudamos de espaço.
Ser ruim, somente o tempo é que dirá, somente os sábios ouvirão e os idiotas dirão que é sorte ou azar.
E no final das contas, viveram felizes para sempre. O ogro, a princesa, o Pequeno Príncipe, a rapoza, a rosa, os vulcões, o Chapeleiro Maluco e Chapeuzinho Vermelho (essa casou com o lobo, mas como não suportou as pulgas, mudou-se para o Mordor e lá envolveu-se com um grupo orks, para conquistar o Um anel).

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