Eu sempre pensei que um dia poderia o tê-lo novamente.
Eu sonhei com um reencontro.
Aos poucos, fui vivendo, um dia após o outro.
Algumas vezes eu contava o tempo numa certa ordem regressiva... pena que ela acabava e eu ainda não havia feito o necessário para resolver minha vida.
Eu assumi as responsabilidades de minhas escolhas.
Tive algumas grandes bênçãos, até porque acho que Deus não me castigaria tanto assim... me daria algo pra sorrir em meio a solidão.
Eu creio que foi algo divino em meio a tudo...
Tive um homem para ocupar meu coração... me amar e eu amá-lo.
É um amor muito diferente, mas de total resignação, total dedicação e até de sacrifícios...
Foi por esse amor que preferi abrir mão de uma possível felicidade que não dependia só de mim...
Então... depois de tanto tempo, contado ou não... penso que não posso me arrepender de nada. Fiz o que deveria fazer. Defendi a vida e inocentes de minhas ações.
Não quero dizer que tudo me atrasou, quem sabe já não está perdido mesmo...
Não consigo pensar/aceitar que foi definitivo.
Não me imagino largando tudo que conquistei, o pouco que tenho, para me lançar na loucura de tentar e receber um não, ou pior... bem pior, receber o SIM. Porque para o não, já tenho uma boa reserva de água para chorar o óbvio. Mas o SIM, ah, o sim, mudaria absolutamente tudo!
Embora deseje o sim, estou preparada para o não.
Mesmo que o maior sonho da minha vida seja receber o sim, eu acho que não estaria pronta para tal felicidade.
Posso receber carinho desse homem que tanto amo, mas a pessoa a qual eu sonho ao meu lado, eu não lembro mais como cuidar... já passou tanto tempo, seria como começar do zero.
Começar do zero não seria problema, o problema é se não restassem sentimentos de amor...
Será que saberia viver com meio coração seu?
Eu não sei a resposta.
Continuo em cima do muro...
Quando a noite vem, fecho os olhos e sonho com o que os sonhos tem de melhor: a realidade paralela que só você consegue dirigir... o impossível acontece, ele me ama e só não soube como viver isso e eu me dou conta do tempo que poderia ter vivido com ele tão feliz!!!
Acordo!
Vejo meu mundo.
Vejo o quão ríspida posso ser, controladora, perfeccionista, rotineira, organizadamente moral...
Tenho muitas saudades do tempo que não esperava acontecer, eu sabia fazer a hora! Roubar a cena, avançar, olhar e dizer tudo que queria, seduzi-lo...
Minha coragem transformou-se em proteção, minha liberdade em controle e autocontrole, minha alegria em objetivos e meu coração apenas um órgão órfão.
“de tudo que ficou... guardo um retrato teu
É a saudade mais bonita...
Eu não me perdi” (?)
Eu tenho muitas coisas que me dão alegrias, situações de desafios superados, aquele olhar lindo quando volto pra casa e ele me espera cheio de emoção... as vezes, precisando de ajuda, chateado, outras totalmente dono de si, como eu era ha uns bons 14 anos... Me satisfaço com isso. Sorrio, cumpro meu papel com muita felicidade em fazê-lo. A isso chamo de realização. Mas a maternidade, não é apenas o fim de uma mulher, pode ser para várias, mas não eu.
Eu sempre digo que não nasci para lamber casa, marido e filhos. Nasci para minha liberdade de saber viver isso e muito mais.
Meu maior medo é uma jaula.
Vivo nela.
Meu grande amor da minha vida está nas ruas de Porto Alegre, quem sabe andando por ruas que jamais andarei, nem eu sonhos que sonhei...
Tenho a impressão que nunca sairei de cima do muro. Daqui do alto, vejo meu mundinho organizadinho e polidamente seguro e sem gosto, exceto pelas bênçãos que Deus me deu para alegrar meus dias. Daqui, também vislumbro um horizonte que sei jamais tocar... e é dele que mais desejo.
Acho que já disse tudo. Todo o possível para esse momento.
Eu não traí ninguém. Não haviam opções para nivelar sentimentos. Se algum dia traí alguém foi a mim mesma, seja no sonho, seja na realidade.
Acho que o importante para os outros é que eles estejam egoísticamente bem, do resto... bem, é o resto.
Só vemos o que queremos e permitimos que nossos olhos olhem!!!
E quem, de nós, jamais sonhou com um reencontro? Ou com um encontro? Ou com as duas coisas?
ResponderExcluirDeve haver alguma doçura na melancolia, se não, por que alguns de nós iriam vê-la com tanta familiaridade? Eu sei que vejo...
A pergunta é... vê e enxerga o que?
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