A compreensão de identidade é muito complicada, uma vez que ela se percebe pelo o que os outros percebem das tuas atitudes X o que você conceitua teoricamente.
Venho com grande desafio de entender isso. Acho que sou apaixonada pelos casos impossíveis, ou quase... Quero entender tanta coisa que ao mesmo tempo que me enamoro, me decepciono com as pessoas e suas artimanhas. O fator "descobrir", de "des" - tirar - e "cobrir" - velado - então, tirr as cobertas é facinante, contudo, imaginar o que se vai encontrar e ver realmente são duas coisas catastróficamente diferentes na maioria das vezes.
Então seria eu uma masoquista? Quem sabe, não é... mas gosto de dizer que sou curiosa demais.
Na minha busca ecológica - conhecer a casa que se vive, e aqui me refiro a minha casa EU - tenho notado identificações e repetições ao invés de identidade.
Explico: resolver uma situção X como um de seus pais é identificação indo pro caminho da repetição, imitação. Isso não é identidade, isso é insegurança e falta de ecologia.
Estive me observando...
Em alguns lugares aos quais não recebia muito bem a atenção e reconhecimento agia como meu pai, dizia o que pensava sem filtros, usando até de arrogância, dominando o pedaço mesmo!!!
Outras vezes, agia como minha mãe, dominadora, controladora... uma pessoa rodeada de pessoas sem se vincular com elas... usando alguma coisa como moeda de troca.
Das duas, nenhuma me faz feliz.
Das duas, sempre me sinto culpada por não agir com igualdade com as pessoas e firo alguns valores meus que não sei da onde cultivei, pois não são muito prática real de meus pais, talves algum discurso deles...
Me vi, nesta primeira semana de aula como realmente sou e vivo bem: atendendo com carinho e rigor cada um dos alunos, trazendo conhecimento de uma maneira leve e descontraída e ao mesmo tempo cuidando para não ser a amiga. Conversando com os pais pontuei minha posição cristã frente aos conflitos, segura de meus conhecimentos e ao escutar aqueles absurdos dos pais, fui ponderando suas falas sem tirar o valor de suas emoções, mas com delicadeza deixar algumas pulgas atrás das suas orelhas...
Éassim que gosto realmente de ser: pegar o que o outro tem, dizer que faz parte de sua caminhada, que é importe pra ela e para mim... e então mostrar outras alternativas para continuar a caminhada, me colocando a disposição de cooperar.
Minha identidade é essa: fazer parte da caminhada, não quero ser a que está na frente dando o ritmo da caminhada, não quero ser a última pra não atrasar o grupo, mas quero ser aquela parceira que pode apontar a beleza, o perfume das flores e a música dos pássaros.
Não nasci pra dominar, nasci pra partilhar e descobri, que mesmo pessoas querendo se aproveitar disso, ainda assim seguirei minha ideologia da minha identidade.
É uma beleza de caminho, lady Bast. Uma beleza de caminho.
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