Existem aquelas que você sofre pra escolher, custam sua vaidade entre algumas opções, outras, são corriqueiras, quase esquecidas, sabe, o chocolate que irá comer, o café da manhã (nata ou margarina?), em que banco do ônibus irá sentar-se...
Escolhas perpassam pela vaidade de cada um. É um assombro, é uma hora difícil, custa caro, e fica claro que não se pode ter tudo!!!
Você pode, com muita sorte, escolher quem você ama pra viver - isso se esta for a escolha do outro também, assim, dependemos de coincidência e reciprocidade -, outras você acaba escolhendo alguém que goste e te ama.
As vezes, escolhemos amar a distância, tentando não prejudicar o ser amado, seja por nossa vida, seja pela vida do outro. Não há conselhos a dar. Não há exemplos, há mitos, contos de uma felicidade plena, mas na realidade, cada caso é um caso.
Posso falar como leio minha realidade e quais são meus sonhos, minhas opções de escolhas, contudo, não posso ir muito além disso.
Escolhas, como já disse, é um exercício que vai de encontro com nossa vaidade. Manter-me na escuridão, sobre os telhados e admirar o céu e a cidade é uma escolha vaidosa. Não preciso me desesperar com o não de alguém, com a rejeição, com as discussões, com a tentativa de ajuste a vida das pessoas. Apenas observo, contemplo a vida e ali, tento me alimentar - vampiriscamente. Quando surge o alvorescer, já fui embora, permitindo que os demais sigam suas vidas, quase sem saber da minha existência.
É pura vaidade. É uma escolha também. Tem um preço, tudo passa pela balança da vida, não há volta, uma vez decidido, tudo mudará.
Não posso dizer o que fazer, nem o que não fazer. Vivo minha vida, tenho a esperança dos tolos - a plena e imbecil esperança que no final tudo será bom - mas não sei o que decidir. Fico em cima do muro.
Em cima do muro é uma escolha, tem seu preço, tem seu tempo, tem minha prisão.
Refletir ou não sobre isso, escrever, esperar, calar... são minhas escolhas. Indignar-me com meu amor platônico, ter sede do outro, do saber, do viver intensamente e não optar por isso, é, infelizmente, uma escolha - a minha escolha presente.
Esperar por um meteorito mudar a face da terra e minha vida, talves seja uma escolha - um esperança idiota. O meteorito seria uma ação inerente a minha que justamente só me deixaria a reação do sim, mas sei que esse meteorito jamais virá. Que o dever é meu de sair do muro, dar minha cara a tapa, mostrar-me, revelar-me. haverá um grande preço. As vezes, o preço pode ser alto, mas transforma-se em investimento e investir é maravilhoso; porém, não sei se será investimento ou prejuízo.

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