Neste final de semana fui abduzida por colegas de trabalho a fim de comemorar o mestrado da coordenadora. Ok! Fato importante.
Fomos a um churrasco. O churrasco em si estava bom, mas as pessoas... ah sempre as pessoas.
Eu já entrara em férias e estava lá, escutando uma música que não gostava, alta e as pessoas conversando ao meu redor. Ali, senti como sou anti-social. Como não consigo estar entre muita gente, adulta, com modelos certinhos de vida, bons conselhos, maridinhos e namoradinhos e eu ali, só, sentada entre tantos e sem ninguém. O que me mais me incomoda, não é a solidão em si, pois se estivesse só e em minha casa ou num lugar que não conhecesse ninguém, estaria melhor. O pior é que trabalho com essas pessoas.
Além de conhecer, trabalhar e conviver com cada uma delas, não queria estar com a maioria delas e suas bebedeiras, risadas e absurdos.
Não sou puritana, mas, peraí, observar o quadro da dor dessas pessoas...
Sim, o churrasco estava bom, e como sempre, meus ouvidos escutam as conversas dos homens, que ao meu ver e ouvir, geralmente são mais interessantes.
Geralmente são assuntos óbvios, futebol, piadas... as mulheres as vezes são tão óbvias...
dificilmente você as vê discutindo ética, filosofia, assuntos que discutem fatos, posturas e dimensão do humano... parece que só fazemos isso quando a diretora manda.
Mas estávamos em férias...
Eu certamente estava em uma nave espacial, e, aqueles eram seres de outro mundo, de um mundo que não era o meu.
meu mundo não é esse.
Mas agora, que me libertaram, estou em férias.
E depois desse evento social, posso me exilar por mais um ano.
Essa mania de integrar as pessoas é um fardo. Será que não compreendem que há pessoas que gostam de sempre estar grudados.
Eu já fui assim, quando me permitia a ser uma bailarina dançando entre as pessoas, mas me dei conta que não pertencia a nenhum palco. Retirei-me, e não hei de voltar.
Ah, as abduções... Lastimáveis, mas não esqueça, Bastet, o que não nos mata nos fortalece.
ResponderExcluirBeijo.