terça-feira, 1 de junho de 2010

TCC

TCC, para os leigos significa tu escrever tuas ideias sobre um determinado assunto e sob a "luz"teórica de autores, teóricos...

Na prática, é um teste de sanidade!

Como diria meu amigo, Guri de Uruguaiana, é uma barbaridade!

Eu estou, nesse chove e não molha, angústia e sobressaltos na madrugada, bloqueios e ódio mortal da professora que quer que eu seja objetiva (tadinha dela, mas isso é mais difícil que missão impossível!).
Bem, ao longo do tempo, eu vivi uma pressão angustiante, uma depreciação da minha inteligência e uma fuga subconsciente de bloqueio ao tema a ser desenvolvido.

Passei três semanas trabalhando com pareceres e claro, hoje era o dia de eu apresentar um texto, uma síntese sobre o tema e objetivos com as teorias já meio que "entreveradas" no assunto.
Adivinha como cheguei na aula???????????????????????
Mas é óbvio, não tinha NADA!!!
Issoooooooo, é! Nenhuma produção!!!
Para não chegar de mãos vazias, levei meu notebook, meus polígrafos, livros e anotações (na verdade uns rabiscos de uma aula, mas nada a ver com o TCC!!!).
OH! com isso, minimizei o impacto de culpa sobre meu pobre ser.

Mas a professora começou pela minha colega lá da frente e eu sendo a última, fiquei por último. Nada contra, pois isso me dava tempo para escrever, reler e fazer alguma coisa. E fazer alguma coisa é: ler o que o Capitão escreveu, dar uma risadas, tentar fazer algum comentário... olhar o orkut, dar comida pros peixinhos... coisas fundamentais, no meu parecer!
Entre uma dessas responsabilidades, eu tocava a escrita do trabalho.

Li pra uma colega, ela achou bom - isso me fez crer que era possível avançar! - continuei, me empolguei tanto que já estava parafraseando, fazendo citações e anotações em meus livros. Me senti renovada!
Quando a professora, a qual já citei sua postura quanto a minha subjetividade, chegou pra falar comigo, respirei fundo e fiz meu mantra preferido sobre mulheres: "ela não está tentando me dominar, e se estiver não vai conseguir. Não é uma questão de força, mas de argumentos, uma discussão de ideias e não de pessoas, enfim, ela não é tua mãe!" depois disso foi possivel dialogar. Ela me pareceu mais tranquila, mas também acho que não me coloquei na defenciva!

Então, meu trabalho, feito as pressas... estava indo muito bem. "Frases de cultura portuguesa, rebuscada e fazendo a gente ter que ler mais de uma vez!!! São muitos conceitos, mas está desenvolvendo ele, isso indica que o leigo pode entender..." Enfim, me senti reconhecida naquilo que mais tenho amor: poder escrever o que penso.

Meu tema foi único: a intervenção do professor e seu papel mediador das aprendências nos processos vinculares

Tem mais uns blablablás, mas gosto de escrever coisas difíceis.

Coisas que geram cócegas no cérebro, ou embolia...
(eu sei a causa de tudo isso, mas jamais contarei, pois passarei por louca, e é melhor as pessoas desconfiarem ao terem certeza disso!)

Enfim, terei que escrever durante a madrugada. Amanhã terei orientação e tenho que ter mais que hoje.
Sim, passarei a madrugada, pois estou muito feliz com que produzi. (Além de estar super preparada: bolsa de água quente, cobertor, chá, sopa e muitas ideias...)

Interessante, depois de eu já ter pensado em tantos assuntos... religião, o uso de drogas, adolescência e desvios de conduta, a função paterna na disciplina escolar - a retomada da palmatória, hehe - a função poder e saber de Foucalt...

Mas permaneci nesse polêmico assunto, observando a intervenção do professor no presente como agente do futuro sabendo ler as emoções passadas do aluno, retomando o desejo de aprender e superar desafios.

É, gostei!

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