terça-feira, 15 de junho de 2010

Alegrias, sonhos e vida

Alegria

Tenho em minha vida uma grande vontade de proporcionar alegria aos que estão ao meu redor. Seja por ajudar num momento preciso, seja ensinando, ouvindo, dando conselhos, compreendendo a dor do outro...

Nem sempre isso dá certo. As vezes não escuto como a pessoa gostaria, outras vezes minha linha de raciocínio é diferente da do outro - as vezes é porque fui insencível: não percebi que não eram diferentes pontos de vista que ela queria, mas apoio as suas ideias, dizer o que queria ouvir e não o que precisava! - Ser sensível é uma tarefa árdua, requer muita observação.

Ao mesmo tempo que me esmero em ajudar as pessoas, ser mais tolerante e sensível... tem dentro de mim uma luta, quase como Jean Grey & Fênix.Nas devidas proporções, em suma alguém certinho que lá no fundo quer se rebelar.
Sim, me considero certinha demais. Sim, quando menos espero falo algo tosco e estrago todo o mecanismo da engrenagem. As vezes, vem de imediato: não gosto, não quero e nem gosto do fulano pra ficar lá bajulado como todos fazem! Puts, é aí, que toda aquela sensibilidade vai pro saco. Toda aquela civilidade, senso de boas maneiras eu deleto e volto a ser a mulher das cavernas.

Algumas pessoas dizem que meu andar insubordinável me custa a solidão: nunca conseguirei viver bem como casal, uma vez que faço e sigo meu código moral.

Se gosto, gosto, se não gosto, nem ponho na boca!

Mas a maioria das pessoas assume um personagem e dificilmente consegue dizer adeus a ele. Gosto muito da siceridade de JAVÉ nos escritos de Moisés no livro Êxodo: "Eu sou o que sou". Bela e profunda explicação! É só conhecendo pra poder conviver.

Não gosto muito de personagens, nem sempre a roupa é do nosso número.
E digo isso porque Bastet está com uma numeração cada vez menor, ou eu que estou ficando maior.

Enfim, há de se mudar, assumir riscos, perder algo pra ganhar outros.
Não ficamos pra sempre no útero da mãe, pois o mesmo torna-se pequeno pra nós. Somos carregados no colo, mas chega o dia que queremos engatinhar, caminhar, correr e cansar-se. Substituímos nossos pais, repetimos os erros deles com uma cara diferente - só pra dizer que não igual! - envelhecemos e a morte nos leva.
O que ficará de mim? Eu não sei.
Será que alguém dirá que contribui com a humanidade? Eu não sei.
Sei - e o mais provável é que nada sei! -  que o futuro, sendo curto ou longo, carrego comigo uma esperança, uma imaculada esperança de amor em meu coração.

Alegrias e tristezas acometerão a todos. Mas a verdade da sinseridade de intenção, pra mim, ainda é muito relevada.

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