É muito intrigante para mim, esperar o tempo do outro... Sou muito ansiosa, desprovida de paciência com as pessoas, principalmente adultos - acho que seria uma péssima psicóloga!!!
Há vezes que é dito com todas as palavras o que se quer, o que não se quer e ainda assim, as pessoas não se dão conta do óbvio, e como costumo dizer... "nem sempre o óbvio, é, realmente, óbvio"! Então é necessário esperar o tempo daquele indivíduo entender a vida e o que você tentava explicar...
As vezes, é tanto tempo, que viro as costas, me sentindo culpada, é claro, mas não aguento o tempo que o sujeito precisa...
Tenho explicações e justificativas sufientes pra me tirar do inferno... mas não tenho paciencia com a demora humana. Não que esteja desistindo, acredito no potencial humano de transformação, mas alguns levam tempo demais pra isso.
Esta semana, saindo da minha terapia, meu tema de casa era o de "sentir", parar de racionalizar tudo, justificar e deduzir o que os outros poderiam estar pensando... parar de controlar tanto...
Ok!!!
Semana passada era pra eu ser "maria-vai-com-as-outras" e não consegui deixar de emitir minhas opiniões sobre quaisquer assunto.
Puxa, a regra era clara e não consegui executar, simplesmente, preciso de mais tempo. Com isso, montei todo um esquema para a terapeuta acelerar o processo - além de controlar a terapeuta, ainda nem se quer consegui me ouvir, quero que se resolva rapidamente, pois, chega de chorar... ai dá uma puta angustia, ver o tempo da seção passar, e nada de resolvido...
Então, tentei me dar conta desse tempo que quero sempre acelerar... acelero para garantir mais tempo...
tempo de que? de acelerar mais, para garantir, de novo, algo que nem sei o que...
E perdida com isso tudo, lembrei-me das minhas feridas, as que sempre elenco, as que sempre quero racionalizar, para ter explicações sobre tudo... para ter o controle.
Levarei tempo pra me dar conta do óbvio que é deixar tentar controlar para viver e sentir as emoções de novo. Tenho medo de ser enganada de novo, da despedida...
Sou uma rapoza muito arredia, desconfiada, mas cativa-me...
Um dia poderei me dar conta das coisas, mas levará tempo, um tempo que não posso medir, um tempo profundo...
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