O Pequeno Príncipe foi e é, para mim, um texto emociante. Não sou muito de leituras que falem sobre outras coisas, a não ser os técnicos, as pesquisas... Mas ele me cativou...
É interessante, mas a melhor descrição de como se cativa alguém e a responsabilidade que temos, e deveríamos assumir, aprendi com a obra de Antoine de Saint Exupery.
A delicadeza e profundidade das palavras, expressões e a singeleza das amizades do personagem, me fazem pensar nessa nossa eterna busca de respostas. Mas porque, então tanta preocupação? Se "o essencial é invisível aos olhos", então temos que repensar essa mania de julgar pelo que vemos. É preciso resgatar a arte de ADMIRAR, ver o que vem, além do que se pode ver, como se pudessemos ver com os olhos vendados... Ver com a alma.
Porque a diferença está "no tempo que dedicas (...) para fazer algo se tornar tão importante". Só damos importância a aquilo que nos curvamos, cuidamos e observamos a sutileza da transformação. É o não se cansar de olhar, cuidar, preservar... sejam elas: amizades, plantas, animais, textos... Mas não no sentido egoísta de cuidar, cuidar só pra ter para si... mas a beleza de partilhar sua alegria com as pessoas ao redor (ou quem sabe, a humanidade?)
Quando fico preocupada demais, tento absorver a ideia, "todas as pessoas grandes foram um dia crianças. Mas poucas lembram disso". Me pergunto se as responsabilidades devem me tirar a alegria, Aquela, simples de todo dia: tomar um copo de leite e sentir aquele bigodinho por ter bebido rápido demais e então rir... ou saber que vem aquela chuva de verão e permitir-se molhar e pensar que foi o teu anjo da guarda que presenteou-lhe por seu bom comportamento... dormir cedo no dia 24 de dezembro para poder abrir os presentes na manhã seguinte... roubar frutas no pé e comê-las sem frescura de lavar e desinfetar... comer brigadeiro de colher por não esperar a mãe fazer as bolinhas... furar o bolo com o indicador, só pra roubar o merengue...
ISSO TUDO É BOM!!!
Mas esquecemos que apesar disso tudo não resolver nossos problemas, porque não fazê-los? E na realidade pode até ajudar: você se torna uma pessoa mais leve, e , a leveza permite imaginar, adiantar e resolver.
Ah, eu poderia ficar horas meditando nisso, mas tudo que escrever, vai se tornar obsoleto... depois pensarei mais e mais... terão outras coisas pra dizer...
Eu sei... isso, não é um chapeu!!!
Mas... "desenha-me um carneiro!"


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