quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fim das Férias = Volta às aulas


É, povo!
Meu tempo desse lado da força está acabando. Sinto que meu coração não resistirá as carinhas dos novos alunos!!!

Sim, ser professora é ter 30 crianças todo o ano, somando-se aos dois pais, avós, irmãos e animais de estimação. Se cada pessoa é um universo, todo ano o meu entra em expanção para conter outros 30!!!

Mas o final das férias tem isso de bom!

Mas o que tem de ruim, se aparentemente o maior trabalho está com as crianças? Sim, o maior tempo é com elas, graças a Deus. Mas a complexidade das famílias é um desafio grande também, ouvir críticas do seu trabalho, ponderar o aluno e tentar compreender onde essa família quer chegar e aprimorar o trabalho é, digamos, trabalhoso.

E de novo, ainda acho que não é o pior.

O pior é o trabalho com algumas pessoas. Você trabalhar com elas, apesar de serem insuportáveis, voláteis em suas opiniões e maliciosas. Tenho duas pessoas assim. Confiei, como faço sempre e dei a cara na parede, como quase sempre. Pessoas voláteis, são assim, dia parecem ser pessoas solidárias, aproximam-se de você e escutam como bons amigos, e, quando precisarem, irão se mostrar donas da verdade, usam suas palavras (as boas para uso próprio e as não tão boas pra lhe depreciar).

Trabalhar com pessoas é difícil!

Mostrar sua criatividade a pessoas assim, também é complicado. Se é apresentado antes, em forma de planejamnento, elas apresentam como idéia própria, se você apresenta depois, colocam defeitos e não seguem o mesmo padrão - ou simplesmente dizem: não consegui dar conta.

Eu fico chateada, indignada. Se falo isso, tem cara feia do superior.

Acho que é porque, busco sempre ser franca, mostrar quem sou e não manipular ou puxar o saco de ninguém.
Quando se quer algo, deve-se buscar na simplicidade, humildade de não conhecer, escutar e aprimorar. Não consigo fazer diferente. E meu maior desejo é o de se poder trabalhar sem esse puxa-tapete que algumas pessoas teimam em fazer.

OK! A sociedade é competitiva, mas toda a competição precisa ter regras para que seja justa. Trapacear é uma maneira que temos de chegar, mas a custa da ingenuidade dos demais.
Essa esperteza, causa primeiramente, poucas amizades e estas geralmete acompanhadas de algum lucro, proveito. Depois vem a desconfiança, quem dentre vós, é realmente meu amigo? Quem vai estar do meu lado?

Ainda tenho o sonho, o sonho dos tolos, que se deve crescer por valores que edifiquem a sociedade. Eu disse que é sonho de tolos, e me identifico como tal. Tolice, ingenuidade, idealismo... Seja como for. Acredito que viver com a convicção que deve fazer por que é certo, e que as vezes é necessáriio desistir de alguns sonhos porque o certo pesa mais... é, digamos, pesado. Contudo, o dormir é melhor.

Tenho a convicção que busco agir com maior justiça possível cada dia. Que tenho que me mostrar incorruptível, até mesmo com meu coração.

Amar, jogar tudo pro alto e viver X as responsabilidades adquiridas na sua vida. São coisas para fazer sofrer qualquer um. Embora, vemos filmes de amor, mostrando o quanto os apaixonados deixam os outros pra tráz e lançam-se em busca da completude da recíproca desse sentimento... cá nós na realidade, se fazemos isso temos uma sociedade a apontar com o dedo.

Responsabilidades devem ser encaradas quase como uma missão! Não estou dizendo que gosto de todas as responsabilidades que tenho, mas devo assumí-las e encará-las da melhor maneira.
Sinto o tempo indo e alguns sonhos que se tornam cada dia mais impossíveis de viver.

Seja como for, ainda tenho meus valores e não consigo fazer diferente do que fazer o melhor cada dia, errar, refletir, tentar corrigir... A falsidade não é pra mim, tão pouco o carater duvidoso. Prefiro, passar a eternidade vislumbrando de longe meu amor passar, do que afetar qualquer relacionamento em prol do meu umbigo.

Se tenho e quero palavra comigo, porqeu poderia fazer diferente.

É, as férias estão acabando.
Terei outras crianças, outros desafios, o trabalho com minhas colegas voláteis e ainda, assim, sei que ao final da caminhada, olharei os arranhões, as cascas das cicatrizes e ficarei feliz por caminhado assim mesmo.

Cativarei e serei cativada por essas criaturinhas, sentirei falta delas, me irritarei com suas preguiças, falta de temas, desorganizações, pais super protetores... mas assim mesmo os amarei.


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